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Lula diz que segundo turno é ‘bênção de Deus’

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Após evento no Rio, presidente afirmou também que compreenderá se Marina Silva decidir pela neutralidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o fato de haver segundo turno nas eleições é uma oportunidade para que os eleitores conheçam melhor cada candidato. “É uma bênção de Deus ter a chance de disputar segundo turno”, disse Lula a jornalistas após participar da inauguração das obras de ampliação do centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro.

Lula disse, ainda, que o  “povo já deu seu recado no primeiro turno das eleições” ao destinar 67% dos votos para as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). “Eles querem uma mulher”. Mas ponderou logo em seguida: “Mas sabemos que eleição é igual a mineração, pois só conseguimos saber o resultado depois da apuração”.

Apoio de Marina

Indagado sobre a disputa de seu partido (PT) pelo apoio de Marina Silva no segundo turno das eleições, Lula disse que compreenderá se ela ficar neutra. “Acho que a Marina é uma extraordinária companheira. Tenho carinho por esta pessoa que ficou no meu governo durante dois terços do meu mandato. Compreendi quando ela saiu e vou compreender a decisão dela (…) Talvez ela fique neutra”.

Jogo sujo

Ao responder outra pergunta sobre a prática de jogo sujo durante as eleições, Lula enumerou algumas situações por que passou ao longo das eleições que disputou antes de chegar ao poder. E disse que sempre há um jogo sujo, uma política rasteira, em época eleitoral. “Falavam mal da minha barba, da cor do meu partido (…), que eu queria acabar com as igrejas evangélicas (…) Temos que nos preocupar é com o povo, temos que falar para eles, é com eles que temos de nos importar”.

Lula participou da inauguração de dez novas alas no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio, cujos investimentos foram de R$ 1,2 bilhão.

Durante a solenidade de inauguração das obras, o presidente ressaltou feitos de seu governo nas áreas de educação, de ciência e tecnologia e na economia. Reiterou que em ao final de seus dois mandatos terão sido gerados 15 milhões de empregos – dos quais 2 milhões de vagas em 2010.

Mercado com título de eleitor

Contou que quando chegou ao poder foi alertado por interlocutores que algumas atitudes suas – como trocar o diretor da Agência Nacional do petróleo (ANP) e indicar José Sérgio Gabrielli para a diretoria financeira da Petrobras – poderiam desagradar o mercado. “Eu fiquei me perguntando se esse mercado tinha titulo de eleitor”, disse, bem-humorado.

Lembrou que logo que assumiu começou a fazer política industrial, quebrando a tradição da Petrobras de encomendar plataformas e navios no exterior. No começo da gestão petista, a Petrobras interrompeu licitações em curso para priorizar a indústria nacional. “A pergunta que fazíamos era se valia à pena ganhar cem milhões (de dólares) na importação de plataforma ou ver milhares de trabalhadores desempregados”.

“Se a gente juntar o que é bom de Estado, com o que é bom de mercado, a gente faz uma ótima parceria”, concluiu o presidente.

Via: IG

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TSE: 25 Estados permitirão votos de presos provisórios

terça-feira, setembro 21st, 2010

No total, serão instalados locais de votação em 424 presídios e unidades de internação

Nas eleições de outubro deste ano, 25 Estados brasileiros, além do Distrito Federal (DF), vão permitir que presos provisórios e adolescentes em unidades de internação possam votar. Apenas no Estado de Goiás não haverá votação, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No total, serão instalados locais de votação em 424 presídios e unidades de internação.

Nesses locais, além dos eleitores presos, votarão também servidores do sistema penitenciário, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, da Defensoria Pública, mesários, entre outros servidores que colaborarão com a Justiça Eleitoral.

De acordo com o TSE, os candidatos poderão ir aos presídios para fiscalizar o pleito, na qualidade de fiscais. Além disso, o partido ou coligação também poderá designar um fiscal para acompanhar a votação. Em alguns Estados brasileiros a votação de presos é realizada desde 2002. Nas eleições de 2008, 11 Estados asseguraram o voto e não foi registrado nenhum tipo de incidente.

Segundo a Constituição Federal, o voto aos presos provisórios e adolescentes em unidades de internação é permitido porque não tem direito a votar apenas quem tem condenação criminal julgada e ainda cumpre pena.

Via: IG

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Eleição abre caminho para nova geração de políticos

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Políticos jovens e populares prometem sair das urnas como opções para o Planalto em eleições futuras, avaliam especialistas

A eleição deste ano começa a dar projeção nacional a representantes de uma nova geração de políticos. Se forem confirmados os resultados das últimas pesquisas de opinião, nomes jovens e populares como o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB), e os governadores Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, e Cid Gomes (PSB), do Ceará, sairão fortalecidos das urnas em outubro.

Muitos com menos de 50 anos e donos de altos índices de popularidade, esses políticos devem assumir um papel de destaque na articulação política e construção de alianças no próximo período, avaliam especialistas ouvidos pelo iG.

Para o cientista político Antônio Lavareda, esses “novos nomes” surgem no cenário político como alternativas para o próximo pleito presidencial e serão figuras obrigatórias na composição das futuras chapas. Na opinião do especialista, eles não substituirão necessariamente os velhos caciques, mas terão poder para renovar a dinâmica política nacional. “No Brasil não existe uma troca de guarda ou de geração na política. Mas esses novos nomes trazem um vigor diferente para a vida pública e podem despertar mais entusiasmo nos jovens”, afirma Lavareda.

Foto: AE

Jovem, Aécio desponta como favorito ao Senado e comemora crescimento de seu candidato ao governo

A lista, apontam especialistas, inclui ainda os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT), e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Assim como Cid e Campos, ambos podem vencer as eleições em seus Estados ainda no primeiro turno. Os quatro disputam a reeleição e, no próximo período, não poderão mais concorrer ao cargo de governador, passando a integrar a lista de possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Apontado como favorito na corrida pelo governo de Pernambuco, Campos tem 70% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Vox Populi. Aécio, que chegou a cogitar a disputa presidencial este ano, chega a 64% das intenções de voto na corrida ao Senado e comemora ao crescimento de seu candidato ao governo mineiro, Antônio Anastasia.

Foto: Agência Estado

Assim como Jaques Wagner e Sérgio Cabral, Eduardo Campos tem chances de se reeleger no primeiro turno

“Esses novos líderes terão o desafio de criar uma nova dinâmica entre oposição e governo, viabilizando ou não a atuação do próximo presidente. Eles terão enorme influência sobre o Congresso. O grande desafio deles é criar uma nova forma de fazer política, diferente da que está aí”, afirma Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Prévias

Boa parte dos membros da nova geração carrega a herança de políticos importantes – Aécio é neto de Tancredo Neves e Eduardo Campos, de Miguel Arraes. Na avaliação de Lavareda, eles serão capazes de “furar” a barreira que existe dentro dos partidos em relação aos jovens políticos.

Para o cientista político, a experiência e atuação em cargos públicos ainda pesa na hora do voto, dificultando o surgimento de novos projetos e visões sobre o País. “Como no Brasil não existem as prévias partidárias, os políticos jovens não encontram espaço nos partidos. Bill Clinton e Barack Obama, por exemplo, eram políticos com pouquíssima experiência antes de chegarem à Casa Branca. Conseguiram graças, justamente, às prévias”, explica.

De acordo com Fábio Wanderley Reis, líderes que podem surgir das urnas no próximo dia 3 de outubro tendem ainda a substituir os políticos de mais idade. “A idade pesa, mesmo para aqueles que insistem em continuar na vida pública. A renovação das lideranças partidárias deve ser a grande novidade dessas eleições”, analisa Reis.

Via: IG

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Serra: ‘Lula na campanha é sinal de receio’

sábado, setembro 11th, 2010

Durante jantar com executivos do mercado financeiro, tucano diz que vai lutar até o fim pela vitória nas eleições

Durante jantar oferecido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na noite desta sexta-feira no Hotel Hilton, na capital paulista, o presidenciável do PSDB, José Serra, se mostrou confiante em sua ida ao segundo turno das eleições. De acordo com um dos participantes do encontro, Serra disse aos 47 convidados que o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter entrado na campanha da candidata do petista, Dilma Rousseff, atacando a campanha tucana demonstra que o PT está com receio do segundo turno.

Serra disse, ainda, que eleição só se ganha no último dia e que vai lugar até o fim pela vitória. Segundo o participante, o tucano não comentou a pesquisa Datafolha divulgada hoje, que mostra Dilma com 50% das intenções de voto, contra 27% de Serra.

No encontro, também não se tocou no assunto doações para campanha. Participaram do jantar o presidente da Febraban, Fábio Barbosa, do banco Santander, o presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Capi, o presidente do Itaú-Unibanco, Pedro Moreira Salles, além de representantes das instituições que compõem a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF). Também estavam presentes o secretário de Educação de São Paulo, Andrea Matarazzo, e o tucano Gesner de Oliveira, da campanha de Serra.

Ao longo de mais de duas horas de reunião, convidados e candidato falaram sobre reforma tributária, reforma previdenciária, educação financeira, juros, modernização tecnológica, entre outros assuntos. Ao final, Serra saiu sem falar com a imprensa.

A candidata do PV, Marina Silva, também participou de encontro organizado pela Febraban no último dia 3 de setembro. Já a candidata Dilma Rousseff ainda não marcou data e local do jantar, segundo a assessoria de imprensa da entidade.

Via: IG

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Dilma diz que Serra solta factóides por desespero

sábado, setembro 4th, 2010

A candidata do PT disse que a decisão de Lula, de que a PF apure ‘doa a quem doer’, é a melhor coisa para a campanha dela

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que não responderá mais aos ataques do principal adversário, José Serra (PSDB), quando foi questionada sobre a estratégia da campanha tucana de comparar a quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, com o caso da filha de Lula, Lurian, levado ao ar no programa de Collor em 1989. “Eu não vou mais ficar respondendo factóides que o candidato adversário, no seu desespero, lança todo dia.” Nesta sexta-feira, a petista gravou cenas para o programa eleitoral gratuito na televisão, no Parque Eólico de Porto Alegre (RS).

Dilma mostrou-se safisfeita com a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Aldir Passarinho Junior, que pediu o arquivamento da representação do PSDB que tentava impugnar a candidatura dela. A petista considerou que o pronunciamento do ministro fala por si só. “Tenho certeza que a Justiça do meu País não será usada para dar força para factóide”.

A presidenciável endossou o discurso do presidente Lula ao determinar que a investigação sobre a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB seja feita pela Polícia Federal. “A decisão do presidente Lula, de que a Polícia Federal precisa agir e apurar doa a quem doer, é a melhor coisa para a minha campanha e para o País”, afirmou.

Dilma afirmou que pretende comparecer ao comício programado para este sábado em Guarulhos (SP), mas, admitiu que pode mudar de planos para ficar perto da filha Paula, que deve dar à luz a qualquer momento. Ela disse admirar a filha por ter decidido aguardar o quanto possível para tentar ter um parto normal, assim como ela própria teve, e que pretende ficar ao lado dela esperando o neto nascer.

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Meirelles e Gabrielli são nomes certos no governo Dilma

quarta-feira, setembro 1st, 2010

 Henrique Meirelles (Foto: Greg Salibian/iG)

 A candidata Dilma Rousseff já começou a discutir com assessores mais próximos a formação de seu governo, caso vença as eleições. 

 Independentemente do cargo que venha a ocupar, Henrique Meirelles fará parte do eventual governo Dilma, mesmo se não for à frente do Banco Central. 

 Outro que é tido como pule de dez é o atual presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, nome muito próximo à candidata. 

 Luciano Coutinho é um dos mais cotados para o Ministério da Fazenda. 

 Se depender do presidente Lula, no entanto, Dilma não deveria mudar nada na economia pelo menos num primeiro momento. 

 Lula tem dito a alguns interlocutores que ela deveria manter, pelo menos no início do governo, a dobradinha Guido Mantega na Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central. 

 Essa hipótese, no entanto, é considerada bastante improvável. Dilma deve optar por escolher seu próprio time na economia. 

 E Antonio Palocci, designado por Lula para ser o principal conselheiro de Dilma? Segundo fontes próximas à candidata, Palocci deverá mesmo ocupar a Casa Civil e ainda indicar Paulo Bernardo para outra pasta.

Via: IG

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Ficha Limpa: Recursos podem ficar para depois das eleições

sexta-feira, agosto 20th, 2010

Recursos contra Ficha Limpa podem ficar para depois das eleições

Presidente da Corte disse que alguns recursos podem ter sua conclusão jurídica somente depois das eleições

Lewandowski fala sobre possível atraso em julgamentos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse nesta sexta-feira que alguns recursos de candidatos prejudicados pela Lei da Ficha Limpa podem ser julgados somente depois das eleições. De acordo com ele, o complexo sistema legal brasileiro é o responsável por tal situação.

“Claro que alguns recursos ficarão para depois, mas isso é algo rotineiro, infelizmente, algo cotidiano, com qual a Justiça Eleitoral e os eleitores têm de conviver (…) Não é algo que depende da Justiça e de seus magistrados, mas da complexa legislação eleitoral brasileira, sobretudo processual, que faz com que os processos se arrastem”, disse.

Nesta manhã o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Mozart Valadares, também havia feito tal reflexão ao chegar na 50ª Reunião dos Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais.

“Não podemos desconhecer que isso causará insegurança e incerteza e pode contaminar parcela do eleitorado. O melhor seria que tudo fosse resolvido antes. Mas há casos que devem ultrapassar [a eleição]”, disse.

Fora da Justiça Eleitoral, a Ficha Limpa também pode ter recursos não apreciados antes das eleições no Supremo Tribunal Federal (STF), última instância judicial. O ministro Gilmar Mendes disse no início da semana que a aprovação da Lei em período próximo ao eleitoral fará com que incertezas perdurem até depois do pleito.

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Justiça militar nega consulta a processo de Dilma

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Segundo o Superior Tribunal Militar, o objetivo da medida é resguardar a vida privada e evitar a exploração política nas eleições

O Superior Tribunal Militar (STM) proibiu a consulta ao processo que levou a presidenciável Dilma Rousseff (PT) à prisão durante a ditadura militar. Segundo nota divulgada ontem, além de resguardar a vida privada, a medida tem o objetivo de evitar a exploração política dos dados durante o período eleitoral.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo informou que o processo está trancado num cofre da presidência do STM. Nele, há informações como fichas, fotos, depoimentos e relatórios sobre a militância da candidata naquela época.

“De acordo com o ato normativo n. 244/2007, do Superior Tribunal Militar, o acesso aos processos que se encontram sob sua guarda só é permitido às partes interessadas ou a agentes públicos em função pública”, afirma na nota o assessor Tadeu Cavalcante. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Via: IG

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Jarbas acha normal PMDB ser lider no ranking da ficha suja

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Candidato do PMDB ao governo de Pernambuco volta a acusar o adversário Eduardo Campos de estar cooptando políticos de sua base

O candidato do PMDB ao governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB),  recebeu apoio de populares durante caminhada no centro de Recife.  No percusso encontrou fieis eleitores, como o taxista Eduardo Silva. Segundo o taxista, votar no peemedebista é tradição de família.

 “Ele pode até não ganhar, mas eu e minha família vamos sempre votar nele”, assegurou. Outro taxista, Klebson Oliveira, acredita numa possível virada do candidato. “Acho que ele ganha. Toda obra que ele faz ele termina”, disse.

Questionado sobre o fato de o PMDB estar na liderança do ranking de maior arrecadação nestas eleições e ter a maior quantidade de candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa, Jarbas não titubeou. “É absolutamente normal”, afirmou. Em fevereiro último, Jarbas deu entrevista à revista Veja, dizendo na ocasião que “o PMDB gosta mesmo é de corrupção”. O episódio praticamente o isolou dentro do partido.

Em relação a possível adesão do deputado Marcos Barreto (PMN) à campanha de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), o peemedebista disse que ocorreu um atropelamento da assessoria do governo. “Eles vinham sempre se dando bem. Isso é uma demonstração clara e inequívoca do que a gente tem denunciado: a cooptação desbragada”, afrontou.

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Número de filiados do PT quase dobra na “era Lula”

segunda-feira, agosto 2nd, 2010

PT quase dobra número de filiados na “era Lula”; DEM e PMDB crescem menos

Quando Luiz Inácio Lula da Silva comemorou na avenida Paulista sua primeira vitória nas eleições presidenciais, em outubro de 2002, o PT contava com pouco mais de 828 mil filiados em suas fileiras. Um Bolsa Família, um mensalão, uma reeleição e uma “marolinha” depois, a legenda superou os rivais PSDB e DEM no número de integrantes: tem 1,4 milhão de petistas de carteirinha para reforçar a campanha da presidenciável Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

Ao longo dos quase oito anos de administração petista, o partido deixou os dois principais opositores para trás. De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no dia do comício da vitória de Lula, o PSDB tinha pouco mais de 1,04 milhão de integrantes, ante 1,02 do DEM, ex-PFL. Em abril deste ano, segundo os dados mais recentes do órgão, tucanos e democratas contavam, respectivamente, com 1,3 milhão e 1,1 milhão de filiados.

Crescimento do número de filiados

  • Rodrigo Damati/UOL

Apesar de oficiais, os números estão sujeitos à falta de atualização dos próprios partidos, alertaram especialistas ouvidos pelo UOL Eleições. “O PT tem oito anos no governo federal, com ampla participação de militantes do partido em cargos de confiança. Portanto, esse crescimento, que não chegou a dobrar a sigla, não parece exagerado”, avalia o consultor político Amaury de Souza, da MCM.

Para a cientista política Maria do Socorro Braga, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), o crescimento da legenda pode ser atribuído, entre outros fatores, à chegada do partido à Presidência e ao PED (Processo de Eleição Direta), no qual os dirigentes petistas são escolhidos em votação dos filiados. O PT é a única entre as principais siglas brasileiras a usar esse sistema.

“Com Lula, eles abriram muito o partido para o filiado menos orgânico”, diz a especialista, ao se referir a novos integrantes de viés menos ideológico. “Essa era uma das estratégias para diluir os grupos mais à esquerda dentro do PT”. Para o consultor Souza, o “número de filiados é determinado pelos diretórios municipais. Se o partido os incentiva, cresce”.

O PMDB, sigla com mais filiados no Brasil e que tem o maior número de diretórios municipais e prefeitos no país, tem 2,3 milhões de membros. A representatividade do partido foi um dos elementos que pesaram para a aliança de peemedebistas com a petista Dilma, preferida de Lula para sucedê-lo no Poder Executivo, no enfrentamento com o tucano José Serra. O instituto de pesquisa Datafolha indica empate entre os dois.

Oposição

Representatividade*

  • Rodrigo Damati/UOLEm 2010
  • Rodrigo Damati/UOLEm 2002 

    *Em relação ao total de filiados dos cinco partidos

O crescimento baixo dos partidos da oposição não se deve exclusivamente à alta popularidade do presidente Lula, afirma o cientista político David Fleischer, professor da UnB (Universidade de Brasília). “O PT cresceu também por promover mobilização permanente. Os outros partidos, incluindo os dois principais de oposição, se encontram apenas de dois em dois anos, para as eleições”, diz.

Analistas políticos têm previsto a redução das bancadas parlamentares de PSDB e DEM. “A provável queda deles é reflexo da capacidade que tiveram para se mobilizar. O número de filiados indica isso e o número que eles terão no Congresso também vai indicar”, afirma Fleischer. Souza, da MCM, vê “mudança de eixo do DEM para o Sudeste, mas não o bastante para compensar as perdas no Nordeste”.

O cenário surpreendeu oposicionistas. Assim que estourou o escândalo do mensalão, em meados de 2005, membros do DEM e do PSDB imaginaram que o episódio de compra de apoio político e caixa dois eleitoral abalaria o PT por décadas. “Estou é encantado porque a gente vai se ver livre desta raça por, pelo menos, 30 anos”, disse na época Jorge Bornhausen, então presidente do PFL, que se tornaria Democratas.

Entre junho de 2006, antes da campanha eleitoral que reelegeu Lula, até abril deste ano, o DEM ganhou cerca de 76 mil filiados. O PT arrebanhou quase 345 mil pessoas. Naquele mês, os petistas já somavam mais adeptos que os democratas: 1,048 milhão para o partido de Lula e 1,025 para o de Bornhausen.

Os tucanos, hoje capitaneados por Serra, apresentaram desempenho superior aos aliados do DEM entre 2006 e 2010: ganharam mais de 222 mil filiados. Antes das últimas eleições presidenciais, o partido ainda aparecia à frente do PT, com 1,091 milhão de integrantes. O segundo mandato de Lula desequilibrou a balança.

Embora seja bastante menor que os rivais, o Partido Verde experimentou um importante crescimento no governo Lula – ao qual aderiu de início para abandonar em auxílio da presidenciável Marina Silva, ex-filiada ao PT. Em 2002, a sigla tinha cerca de 96 mil membros e, também por conta da adesão da ex-ministra do Meio Ambiente, saltou para mais de 273 mil neste ano.

Número de filiados

  • Rodrigo Damati/UOLFonte: TSE (números de abril de 2010)

Via: UOL

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