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Serra afirma que Receita faz estratégia de ‘abafa-abafa’

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

Tucano diz que há impressões digitais que provam envolvimento petista na quebra de sigilo e tomará medidas no campo criminal

Após reunião com o presidente eleito da Colômbia, José Manuel Santos, em um hotel na capital paulista, o presidenciável do PSDB José Serra voltou a responsabilizar a campanha da rival Dilma Rousseff (PT) pela quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica Allende Serra e pela falsificação da procuração que solicitava os dados à Receita Federal. Ele também acusou a Receita de postergar as investigações para depois das eleições. “A estratégia da Receita é postergar. Tem sido assim desde o começo. É uma estratégia de abafa-abafa”, afirmou.

Foto: Agência Estado

Serra encontra presidente da Colômbia

Serra defendeu a Receita, dizendo ser uma instituição de Estado séria e responsável, “mas a ação do PT está conseguindo desprestigiar” o órgão. Segundo ele, a Receita já sabia que a procuração havia sido falsificada e não tomou nenhuma providência. “É o óbvio ululante”, afirmou em relação à Receita ter tido a obrigação de tomar alguma atitude. “A Receita está sendo prejudicada por arapongas”, afirmou Serra ao acusar o PT de “aparelhar” o órgão.

O tucano ironizou a declaração de Dilma Rousseff de que o PSDB estaria acusando a campanha petista de forma leviana. “É brincadeira. Ela é que tem de provar”, afirmou. Para Serra, a candidata petista tem que provar porque ela negou que houvesse quebra de sigilo, depois negou que tivesse conhecimento da quebra de sigilo e, por fim, afirmou “há impressões digitais que provam que teve envolvimento da campanha petista”.

O candidato disse também que tomará “medidas inclusive no campo criminal”, mas em seguida não quis comentar quem seria o alvo dessa medida. “Isso não é um assunto que eu quero tratar agora”, afirmou. Segundo Serra, a Dilma está sendo blindada e ocultada pelo PT. De acordo com ele, nas entrevistas coletivas da petista não há réplica nem diálogo com o objetivo de protegê-la. “É uma candidata preparada pelo PT como se fosse uma ficção”, afirmou.

Via: IG

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Serra defende governo colombiano e acusa Bolívia de narcotráfico

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

Candidato tucano reúne-se com presidente da Colômbia e diz que a Bolívia tem cumplicidade com as Farc

Após reunião com o presidente da Colômbia, José Manuel Santos, em um hotel em São Paulo, o candidato tucano à Presidência, José Serra, defendeu o governo colombiano e acusou a Bolívia de cumplicidade com as Farc, criticando o que ele chamou de “falta de pressão diplomática do Brasil” para a redução do tráfico de cocaína na fronteira entre os dois países.

Foto: Agência Estado

Serra cumprimenta José Manuel Santos, presidente da Colômbia

“A Colômbia ajuda na medida em que está interessada no combate à cocaína”, disse o candidato. Já a Bolívia, segundo ele, é “cúmplice por não tomar providências e ser, de longe, o principal fornecedor”, afirmou. Serra disse que o Brasil não faz pressão diplomática “devido à ideologia do partido do governo” que, segundo ele, mantém uma “espécie de embaixador” das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no governo, referindo-se à contratação por Dilma da esposa de um líder das Farc abrigado no Brasil.

Segundo Serra, a política externa no governo Lula não é de Estado, mas sim de partido. Ele voltou a dizer que o PT tem ligações com as Farc e citou declaração do assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, segundo o qual as Farc são uma força política. “As Farc são uma força terrorista”, disse Serra.

O candidato tucano voltou a atacar sua adversária petista, Dilma Rousseff. De acordo com ele, as fronteiras do Brasil são as mais mal guardadas no mundo, ao contrário do que disse Dilma anteriormente. “Deve ter sido algum desvio de linguagem”, disse Serra referindo-se a Dilma.

Via: IG

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Serra sobe tom e critica biografia de Dilma

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

Em evento de prefeitos tucanos em SP, Serra diz que não precisa “trancar biografia num cofre” ou “mudar de cara”

O candidato do PSDB à Presidência subiu o tom hoje contra sua principal rival, a petista Dilma Rousseff, e atacou diversas vezes sua biografia. “Nenhum pedaço da minha biografia precisa ficar trancado em um cofre (…) Não preciso de marqueteiro para mudar minha cara”, disse. As afirmações foram feitas durante encontro com cerca de 2 mil militantes, entre eles 353 prefeitos tucanos e aliados, na noite desta quarta-feira na casa de espetáculos Credicard Hall, na zonal sul da capital paulista. O evento, que custou R$ 185 mil, foi todo pago pela campanha do tucano Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo.

Foto: Agência Estado

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, durante encontro de prefeitos e aliados tucanos em São Paulo

Depois de ressaltar que lutou pela redemocratização do Brasil, Serra afirmou que a liberdade de expressão no País corre risco caso Dilma vença as eleições de outubro. Indiretamente, Serra chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a petista de “candidatos a tiranos que desejam subjugar os outros minando a liberdade”.

Serra ironizou lideranças petistas que “pensam” exercer poder ilimitado. “Não sei nem se pensam, alguns nem pensam”, disse. Em seguida, ressaltou que sua candidatura é diferente da candidatura petista. “Nós não somos candidatos a donos do Brasil. Somos candidatos para servir o povo. Somos até criticados por ficarmos falando o que pretendemos fazer em vez de fazer efeitos especiais”, afirmou. Ele voltou a acusar o PT de tentar controlar a mídia. “O governo do PT sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa brasileira”, disse.

Quebras de sigilo

Serra lembrou a quebra do sigilo fiscal do caseiro Francenildo Costa, que culminou na queda do ministro da Fazenda Antônio Palocci, e disse que é um exemplo de desrespeito a todos os cidadãos. “Os Francenildos são vocês”, afirmou. O tucano acusou o atual governo de ser um “Estado ocupado por uma máquina partidária que ameaça e persegue as pessoas”. Serra também mencionou os casos recentes de quebras de sigilo de sua filha e outras pessoas ligadas ao PSDB.

O presidenciável chamou “os que se dizem de esquerda” de estarem “mais para fascistas” e voltou a acusar a campanha de Dilma de propaganda enganosa. Ele ressaltou que o atual governo é “ingrato”. “Estamos assistindo à mais escancarada exibição de falta de caráter da história da política brasileira”, disse.

Aos prefeitos, Serra prometeu que, se eleito, vai garantir contrapartida integral aos municípios para bancar despesas com novos impostos ou despesas criadas pelo governo federal. “Vamos impedir generosidade com o chapéu alheio”, afirmou.

Confira imagens do encontro dos tucanos
Alckmin lembra Covas

Para ilustrar sua mensagem de otimismo quanto à vitória de Serra, o candidato ao Palácio dos Bandeirantes lembrou da eleição de Mário Covas ao governo de São Paulo em 1998. “Ele nem em segundo lugar aparecia. Chegou no segundo turno e ganhou com 2 milhões de votos à frente”, disse.

Alckmin ainda brincou com Serra ao afirmar que o presidenciável tem o dom da ubiquidade, isto é, consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Enquanto Serra está na Bahia, disse, “nós seguramos a peteca aqui em São Paulo”.

“Adversário desleal”

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), coordenador da campanha de Serra, classificou a campanha petista de “adversário desleal”. “Nunca como agora enfrentamos um adversário que não respeita a democracia, o dinheiro público e as regras de um jogo limpo, de uma eleição limpa. Enfrentamos um adversário desleal”, disse.

Além de atacar a campanha da petista Dilma Rousseff, Guerra criticou o governo Lula. “Não se respeita nada, nem o sigilo dos cidadãos brasileiros. Não é a filha do futuro presidente que está sendo desrespeitada. É o cidadão brasileiro que está sendo afetado por um governo que não tem limites”, afirmou.

Via:IG

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Financial Times: Dilma deve ter ‘vitória espetacular’

quinta-feira, agosto 26th, 2010

Jornal britânico diz ser difícil acreditar na vitória de José Serra, que faz campanha “desordenada” com base em apenas um assunto

O jornal britânico Financial Times afirmou, em texto publicado na noite de ontem em seu site, que é difícil acreditar em um resultado diferente do que uma “vitória retumbante” da candidata governista Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial brasileira. O texto é assinado pelo correspondente do diário no Brasil, Jonathan Wheatley.

 O jornalista lembra que faltam 40 dias para a votação no dia 3 de outubro, o que “é bastante tempo em política”. Mas nota que, no momento, é difícil acreditar na vitória do tucano José Serra. Wheatley diz que a campanha do candidato do PSDB está “desordenada”. Segundo ele, o oposicionista parece concorrer com base em apenas um assunto: seus sucessos como ministro da Saúde, há uma década, e seus investimentos em saúde como prefeito de São Paulo e governador do Estado.

O artigo cita ainda o fato de Serra ocupar tempo da campanha acusando o presidente da Bolívia, Evo Morales, de não fazer o suficiente para combater o narcotráfico para o Brasil, além de acusar o PT de vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo Luiz Inácio Lula da Silva de censurar a imprensa. O jornalista escreve, porém, que o País é um dos “menos censurados do mundo”.

“Nada disso tem a ver com seu programa de governo”, diz o jornalista, referindo-se a Serra. “Na verdade, é difícil saber qual é o programa dele”, afirma. “Deveria ser continuar a reforma do Estado brasileiro iniciada nos anos 1990 por seu colega de partido, Fernando Henrique Cardoso. Ao invés disso, Serra deixou que Dilma se posicionasse como a campeã da ortodoxia e da responsabilidade fiscal, insinuando a possibilidade de um ‘choque positivo’ como o entregue por Lula em 2003, seu primeiro ano no governo.”

Corte

O FT lembra que Lula começou cortando os gastos públicos, permitindo posteriormente que eles se expandissem. “Os assessores de Dilma estão prometendo reduzir a meta de inflação do governo e aumentar o superávit primário (antes do pagamento de juros – incluindo esses, o governo enfrenta um déficit). Se isso será uma aposta de curto prazo para conquistar os investidores ou o início de uma reforma abrangente, os brasileiros parecem que descobrirão em breve”, escreveu Wheatley.

Via: IG

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Temer: “Chamarei Dilma de presidente”

terça-feira, agosto 17th, 2010

Vice, que já se refere à petista como ocupante do cargo, diz ter sido surpreendido com avanço nas pesquisas

Candidato a vice na chapa presidencial petista, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), diz sentir um “clima favorável” à vitória nas urnas e percebe nos Estados uma “convicção de que (Dilma) vai ganhar”. Embora invista no discurso de que é preciso manter uma postura de cautela até as eleições, no dia 3 de outubro, o parlamentar já se refere sucessivamente à ex-ministra da Casa Civil como “presidente”.  “Meu relacionamento com a presidente Dilma é uma relação de muita cordialidade, muito respeito e muita amizade”, disse, em uma das citações à presidenciável.

 Ele avisa inclusive que prefere chamá-la de “presidente” e não de “presidenta”, versão preferida de boa parte do alto comando do PT. “Vou chamar de presidente. Eu acho que é apropriado e creio que ela não considere inapropriado.”

 

Foto: Flávio Torres/Fotomídia

Temer, que visitou a sede do iG nesta segunda-feira, diz ter sido “agradavelmente surpreendido” com o avanço da candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Ele chegou a admitir que, no início da pré-campanha, a então ministra da Casa Civil pode ter cometido alguns deslizes no tratamento dado à imprensa. “Se ela teve esse pequeno embaraço, ela jamais voltou a cometê-lo”, afirmou, quando questionado sobre o fato de Dilma ter subido o tom em uma entrevista concedida quando uma falha atingiu as linhas de transmissão da usina de Itaipu, em novembro do ano passado.

Ainda assim, ele a classifica como uma candidata “preparadíssima”. “Jamais imaginei que a Dilma pudesse ter escorregões porque ela está preparadíssima, conhece o governo como ninguém. Foi o braço direito do presidente Lula. Está com traquejo oratório, presença na televisão, muito adequado. Ela jamais perde a classe de alguém que disputa a presidência da República. Não há o que mudar nela.”

Embora tenha investido no discurso otimista, Temer evitou apostar em uma vitória logo no primeiro turno. Ainda assim, disse que o desempenho de Dilma nas pesquisas ficou acima de suas expectativas. “Nós esperávamos que o empate só se daria com o Lula na televisão, e esse empate já se deu antes, e até passou”, afirmou, em referência ao início da transmissão do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, que vai ao ar a partir desta terça-feira. “O programa na televisão vai facilitar ainda mais o desempenho nas pesquisas”, afirmou.

O vice reforçou que o PMDB está reunificado, negou acordo prévio sobre distribuição de cargos e garantiu que a negociação “ficou para depois”. De acordo com ele, o espaço do partido no governo vai depender “da presidente Dilma, que terá um grande poder para decidir quem chama e quem não chama”. Sobre suas declarações em um almoço com senadores, em que pregou a “partilha do pão”, Temer classificou o episódio de “singelo, uma simplicidade quase acaciana”. Afirmou que foi uma “palavra de incentivo” para contar com a colaboração de diversos partidos na campanha. “A presidente saberá compor o governo com as pessoas mais qualificadas, mas isso é uma coisa para depois”, reiterou

Caso Dilma seja eleita, Michel Temer espera que haja um revezamento na presidência da Câmara, como aconteceu no governo Lula. Três vezes presidente da Casa, ele disse acreditar que o PMDB conseguirá superar a marca de 90 deputados após o pleito de outubro. “Se o PT e o PMDB forem os maiores partidos na Casa, e tudo indica que vão ser, eu tenho quase absoluta convicção de que haverá um ajustamento para que o PMDB ocupe um biênio e o PT ocupe outro biênio”, afirmou.

 

Foto: Flávio Torres/Fotomídia

Ficha Limpa

Evitando fazer críticas ao vice na chapa presidencial tucana, Indio da Costa, Temer tomou para si parte da responsabilidade pela aprovação do projeto Ficha Limpa. “Não há paternidade nesse caso. Se paternidade houver eu creio que eu me esforcei muito para aprovar esse projeto”, afirmou Temer. A campanha tucana tem apresentado o vice de José Serra como “o pai do Ficha Limpa”.

Segundo o peemedebista, “não há a menor dúvida” de que o projeto pôde ser aprovado no plenário da Câmara somente após a entrada do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) como relator na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Além disso, a aprovação “se deveu muito à articulação que eu fiz”, disse o deputado. Temer afirmou que convidou Indio da Costa para compor um grupo informal de articulação a pedido do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, e do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen. E fez uma reverência ao Índio. “Quero render minha homenagem a ele”, afirmou, diplomático.

Ministérios e fisiologismo

Temer defendeu o número de ministérios do governo Lula. “(Ter muitos ministérios) não prejudica o País”, disse. Segundo ele, a criação de novas pastas “descentraliza o poder, reforça a democracia”. Ele admitiu, no entanto, que a criação de novas pastas para atender a demandas de aliados por cargos no governo possa ter acontecido. “É possível que tenha acontecido isso”, disse. Isso não significa, segundo Temer, que haja a necessidade de enxugar o número de pastas, como prega o presidenciável tucano, José Serra.

Sobre as críticas de que o PMDB seria um partido refém do fisiologismo, o presidente da legenda garantiu que as encara com naturalidade. “Vejo com naturalidade porque o PMDB é o maior partido do País. É natural que quem seja grande seja mais vulnerável a esses ataques”, afirmou. Segundo ele, o partido está construindo um governo de coalizão. “Quando Lula nos chamou para fazer a coalizão governamental, nos apresentou sete pontos programáticos. A pergunta seria quantos ministérios vocês ganharam? Essa história de fisiologismo não se sustenta. O PMDB vai participar de um plano de governo”, alegou.

Via: IG

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