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Dilma minimiza números do IBGE sobre saneamento

sábado, agosto 21st, 2010

 A candidata disse que o relatório ainda não reflete investimentos do governo Lula e que os números de 2009 e 2010 serão superiores

 A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se encontra com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) em dia de campanha em Vitória (ES) Leia também IBGE: mais da metade das casas não está ligada a rede de esgoto Poder Online: Hartung desce do muro Dilma diz que aposta tucana na ingenuidade do povo é elitista Confusão marca mais uma caminhada de Dilma A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, minimizou o resultado do IBGE divulgado hoje sobre a coleta de esgoto por rede no País, e disse que os dados ainda não mostram os investimentos feitos pelo governo Lula. Em Vitória, durante entrevista coletiva, a ex-ministra disse ter certeza de que haverá uma ampliação do número de tratamento de esgoto quando forem levantados os dados de 2009 e 2010.

“Nós começamos as obras do PAC na área de esgoto em 2008, por quê? Porque levamos 2007 selecionando projetos. No Brasil, não se investia em saneamento básico. (…) Como não tinha dinheiro, as prefeituras não faziam projetos. Aí tivemos trabalho de selecionar e chamamos todos os prefeitos e governadores, e fizemos um processo seletivo. Eu gostaria de ver um número fechado para 2009 e 2010 porque eu tenho certeza de que haverá uma ampliação do tratamento de esgoto. Agora, é um processo que teremos de insistir porque foram anos sem investimento em saneamento”, disse a candidata.

Em recente entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, na série com os presidenciáveis, Dilma afirmou que o resultado seria “excepcional” quando a pesquisa mostrasse a situação do saneamento em 2010. A candidata apontou o saneamento como uma das áreas pela qual mais se empenhou no governo e citou investimento de R$ 270 milhões na favela da Rocinha para exemplificar o tamanho do aumento em relação aos 300 milhões que o governo federal investia no Brasil inteiro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB 2008). O estudo faz uma radiografia da extensão e qualidade das redes de esgoto, de abastecimento de água, de drenagem da água da chuva e de coleta de lixo e limpeza pública, que atendiam os 5.554 municípios brasileiros em 2008. Mesmo indicando melhorias desde a última pesquisa, realizada em 2000, a PSNB 2008 mostra um longo caminho a ser percorrido pelos governos federais, estaduais e municipais na prestação de serviço de saneamento básico para a população.

Via: IG

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Ficha Limpa: Recursos podem ficar para depois das eleições

sexta-feira, agosto 20th, 2010

Recursos contra Ficha Limpa podem ficar para depois das eleições

Presidente da Corte disse que alguns recursos podem ter sua conclusão jurídica somente depois das eleições

Lewandowski fala sobre possível atraso em julgamentos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse nesta sexta-feira que alguns recursos de candidatos prejudicados pela Lei da Ficha Limpa podem ser julgados somente depois das eleições. De acordo com ele, o complexo sistema legal brasileiro é o responsável por tal situação.

“Claro que alguns recursos ficarão para depois, mas isso é algo rotineiro, infelizmente, algo cotidiano, com qual a Justiça Eleitoral e os eleitores têm de conviver (…) Não é algo que depende da Justiça e de seus magistrados, mas da complexa legislação eleitoral brasileira, sobretudo processual, que faz com que os processos se arrastem”, disse.

Nesta manhã o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Mozart Valadares, também havia feito tal reflexão ao chegar na 50ª Reunião dos Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais.

“Não podemos desconhecer que isso causará insegurança e incerteza e pode contaminar parcela do eleitorado. O melhor seria que tudo fosse resolvido antes. Mas há casos que devem ultrapassar [a eleição]”, disse.

Fora da Justiça Eleitoral, a Ficha Limpa também pode ter recursos não apreciados antes das eleições no Supremo Tribunal Federal (STF), última instância judicial. O ministro Gilmar Mendes disse no início da semana que a aprovação da Lei em período próximo ao eleitoral fará com que incertezas perdurem até depois do pleito.

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Marina rebate declarações de tucano

terça-feira, agosto 3rd, 2010

Marina rebate declarações e diz que tucano não entende propostas

A candidata rebateu as declarações de Sérgio Guerra e disse que é preciso comprometimento ambiental para compreender seu programa

 A candidata do PV à presidência, Marina Silva, rebateu nesta segunda-feira as declarações do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha de José Serra, que em  acusou o programa de governo da adversária de ser superficial nas questões ambientais e de estar “no mundo das estrelas”.

 

Foto: Futura Press

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva na inaguração do comitê de Fábio Feldman (d), candidato ao governo de SP

Para a candidata do PV, as declarações de Guerra são fruto de uma “velha estratégia de não discutir o mérito e fazer o rótulo do adversário”. Segundo Marina Silva, o senador tucano não tem capacidade de entender o programa de governo do PV porque não tem compromisso com uma agenda que integre economia e meio ambiente. “Quem é capaz de compreender o que está em jogo no mundo não vai criticar. Irreal é achar que é possível continuar uma política de uma cabeça de gado por hectar, ocupando 200 milhões de hectares de terra e produzindo gado com baixíssimo investimento tecnológico”, atacou a candidata. “Não dá para discutir rótulo. Quem entende e é capaz de discutir nossa proposta sabe que isso é perfeitamente factível. Obviamente que para entender é preciso exigir que a pessoa tenha o mínimo de identidade com essa nova agenda”, afirmou Marina.

As declarações da presidenciável do PV foram dadas durante a inauguração do comitê central de campanha de Fabio Feldmann, que concorre ao governo do Estado de São Paulo pela sigla. Feldmann também criticou as declarações de Sérgio Guerra e disse que os adversários, de forma geral, têm “cabeça do século 20 e não podem compreender um programa do século 21”. “Os nossos adversários estão completamente defasados. Eles estão na época que era telefone fixo e não celular. Não tem outra explicação [para as críticas]. Depende de sua cabeça para pensar em como vai se enfrentar os desafios do século 21”, rebateu Feldmann.

O comitê do candidato verde funcionará na Praça Charles Miller, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo. Durante a inauguração, a presidenciável do PV pediu votos para os candidatos do Estado e disse que precisará de políticos comprometidos quando ocupar o Planalto.

Gafe
Durante discurso da inauguração, Marina ainda corrigiu uma gafe cometida pelo vereador do Rio, Alfredo Sirkis, que é presidente do Partido Verde na capital fluminense. Num ato de gentileza política, Sirkis disse que gostaria de mudar seu título de eleitor para São Paulo, para poder votar em Fabio Feldmann. Contudo, o Rio já tem um candidato a governador pelo PV, que é o deputado federal Fernando Gabeira. Durante o processo de escolha do vice, Gabeira e Sirkis chegaram a se estranhar dentro do partido, causando mal-estar de ambas as partes. Para que a frase de Sirkis não fosse mal interpretada, Marina tentou corrigir o companheiro de sigla: “Para não ficar dúbio, o que o Sirkis quis dizer é que ele queria ter dois votos, porque lá no Rio ele vota é no Gabeira”, disse Marina.

Durante a coletiva de imprensa, Sirkis tentou amenizou a força de sua expressão de apoio a Fabio Feldmann e confirmou que vota com todo entusiasmo em Gabeira. “Eu quis dizer é que gostaria de fazer as duas coisas. Também sou candidato a deputado federal no Rio e não poderia jamais mudar o meu título”, explicou.

Pesquisa
Mesmo com gafes e críticas, Marina Silva aproveitou a festa para comemorar o resultado da pesquisa Ibope/TV Globo, em que aparece em segundo lugar na corrida presidencial no Estado do Acre, única unidade da federação em que consegue superar a terceira colocação. Apesar de fazer pouquíssima campanha na região, a candidata, que é senadora pelo Estado, disse que tem uma relação muito especial com os acrianos. “São 35 anos de trabalho no Acre. Tenho uma imensa gratidão por tudo que o Estado fez por mim. Os meus adversários cada um tinha um jornal, uma rádio e uma televisão. Isso não mudou substancialmente. Mesmo assim consegui me eleger senadora da República gastando R$ 32 mil. É um trabalho coletivo que passa pela Igreja católica progressista, pelos movimentos sociais. Eu sou parte desse coletivo”, desabafou.

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Serra defende Mantega sobre suposto dossiê

terça-feira, agosto 3rd, 2010

O presidenciável do PSDB disse que o ministro da Fazenda é íntegro e honesto e disse que não se surpreendeu com a denúncia do PT

Foto: Agência Estado

O candidato à Presidência da República, José Serra, e Geraldo Alckmin, candidato ao governo de São Paulo, durante caminhada pelo bairro da Liberdade

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, comentou nesta segunda-feira (02) a suposta produção de um dossiê contra o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e sua filha Marina. Durante coletiva de imprensa na região da Liberdade, no Centro de São Paulo, o presidenciável disse que não se surpreendeu com a notícia de que o próprio PT tenha produzido o documento contra o ministro do governo Lula, e disse que confia na integridade de Mantega, que é seu amigo de longa data. “Quero dar meu testemunho a respeito do ministro Mantega”, disse Serra aos jornalistas. “Acho ele um homem correto. Eu considero o ministro Guido Mantega um homem honesto que está no cargo defendendo os interesses públicos”, afirmou o candidato.

 Embora de autoria desconhecida, o suposto dossiê contra o ministro da Fazenda foi denunciado pelo jornal Folha de S.Paulo e lança suspeitas contra a ala do Partido dos Trabalhadores ligada ao sindicalismo bancário. O documento afirma que a filha do ministro, a modelo Marina Mantega, estaria fazendo lobby em empresas estatais como o Banco do Brasil e a Previ.

No final de abril, o material apócrifo foi enviado para a presidência do BB, para o gabinete de Mantega e para a Casa Civil, segundo o jornal. O objetivo do dossiê era fazer com que o ministro da Fazenda desistisse de nomear Paulo Caffarelli para a presidência da Previ.

O jornal aponta o deputado federal Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, como mandante do dossiê e atribui a troca de acusações à guerra de cargos dentro do governo Lula. O deputado nega a autoria e diz que já mandou investigar quem teria sido o autor das denúncias dentro do partido.

O atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, ironizou a denúncia e disse que qualquer “fofoca” dentro do partido vira dossiê contra o PT.

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