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Foto: Reuters
1 Candidata a Presidência Dilma Rousseff em uma fotografia sem data ao lado de seu irmão. -

Foto: Reuters2 Fotografia da candidata Dilma Rousseff quando criança. -
Foto: Reuters3 Fotografia da candidata Dilma Rousseff quando criança. -

Foto: AP Photo4 Fotografia de 1952 da candidata Dilma Rousseff com sua família, o pai Pedro Rousseff, a mãe Dilma Jane da Silva e os irmãos Igor e Zana. -
Foto: AP Photo5 Liberada pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, imagem mostra Dilma Rousseff em fotografia da polícia. -

Foto: Andre Penner/ AP Photo6 Dilma Rousseff fala aos partidários acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. São Paulo, 27 de setembro de 2010. -
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Foto: Bruno Domingos/ Reuters7 Candidata Dilma Rousseff do PT sorri durante debate televisivo. Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2010. -

Foto: Roberto Stuckert/ Getty Images8 Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhados, segura seu primeiro neto, Gabriel, durante uma pausa nas campanhas. Porto Alegre, 9 de setembro de 2010. -
Foto: Wilton Junior/ AE9 A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, visita os elevadores panorâmicos do Complexo Rubem Braga, que permitem o acesso dos moradores do Cantagalo e Pavão/Pavãozinho ao metrô de Ipanema. Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2010. -

Foto: Juca Varella/ AE10 A candidata do PT, Dilma Rousseff, ao lado da candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy, durante ato político da coligação “União Para Mudar”, no sambódromo do Anhembi. São Paulo, 27 de setembro de 2010. -
Foto: Wilton Junior/ AE11 A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, logo após o debate promovido pela Rede Globo. Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2010. -

Foto: Lúcio Tavora/ AE12 A candidata à Presidência, Dilma Rousseff, participa de comício com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia, Jaques Wagner, na Praça Castro Alves. Salvador, 26 de agosto de 2010. -
Foto: Andre Penner/ AP Photo13 Partidários do PT durante um comício em São Paulo. 27 de setembro de 2010. -

Foto: Monica Alves/ AE14 A candidata do PT Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao Governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, participam de uma carreata de encerramento de campanha em São Bernardo do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -
Foto: Evelson de Freitas/ AE15 A candidata Dilma Rousseff durante entrevista coletiva no Hotel Tivoli na capital paulista. São Paulo, 30 de agosto de 2010. -

r.Foto: Leonardo Soares/ AE16 A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, visita o vice-presidente da República, José Alencar, internado no hospital Sírio-Libanês. São Paulo, 11 de setembro de 2010. -
Foto: Hélvio Romero/AE17 O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de sua esposa Dona Marisa, da candidata a sua sucessão Dilma Rousseff, do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho, participam de uma caminhada de encerramento da campanha em São Bernardo do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -

Foto: Roberto Stuckert Filho/ Reuters18 Candidata à Presidência Dilma Rousseff participa do batizado de seu neto Gabriel, ao lado de sua filha Paula Rousseff e seu genro Rafael Covolo. Porto Alegre, 1 de outubro de 2010. -
Foto: André Lessa/AE19 O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de sua esposa Dona Marisa, da candidata a sua sucessão Dilma Rousseff, do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho, durante carreata de encerramento da campanha em São Bernardo do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -

Foto: Aryton Vignola/ AE20 A candidata do PT Dilma Rousseff durante visita a escola Senai Roberto Simonsen no Brás. São Paulo, 23 de agosto de 2010. -
Foto: Paulo Pinto/ AE21 A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, sai do colégio eleitoral onde votou na escola Santos Dumont. Porto Alegre 3 de outubro de 2010 -

Foto: Natacha Pisarenko/ AP Photo22 Pôster da candidata Dilma Rousseff na favela Dona Marta. Rio de Janeiro, 28 de setembro de 2010. -
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Foto: Andre Penner/ AP Photo23 Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, durante comício. São Paulo, 3 de outubro de 2010. -

Foto: Dida Sampaio/ AE24 A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, concede entrevista à imprensa. Brasília, 24 de agosto de 2010. -
Foto: Paulo Liebert/ AE25 A candidata do PT participa do ato “Trabalhadoras com Dilma”, do Comitê Suprapartidário para sua campanha, na Casa de Portugal. São Paulo, 17 de agosto de 2010. -

Foto: Jefferson Bernardes/ AFP Photo26 Dilma Rousseff, candidata à Presidência, e o candidato ao Governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do PT, fazem “V” de vitória em sessão eleitoral em Porto Alegre. Rio Grande do Sul, 3 de outubro de 2010. -
Foto: Silvia Izquierdo/ AP Photo27 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff balançam a bandeira do Brasil durante um comício em São Bernado do Campo. São Paulo, 3 de outubro de 2010. -

Foto: Bruno Domingos/ Reuters28 Candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff abraça uma menina na favela Cantagalo. Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2010. -
Foto: Andre Penner/ AP Photo29 Candidata do PT, Dilma Rousseff acena para partidários após um comício em São Bernado do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -

ATENÇÃO: Esta imagem contém cenas fortes. Clique para visualizar.Foto: Nacho Doce/ Reuters30 Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante a inauguração de uma clínica de reabilitação em São Bernardo do Campo. São Paulo, 1 de outubro de 2010. -
Foto: Mauricio Lima/ AFP Photo31 Convidados durante um comício de Dilma Rousseff no Sambódromo. São Paulo, 27 de setembro de 2010. -

Foto: Edison Vara/ Reuters32 Dilma Rousseff deixa cabine de votação em Porto Alegre, 3 de outubro de 2010. -
Foto: Ricardo Moraes/ Reuters33 Dilma Rousseff bebe café durante campanha. Brasília, 28 de setembro de 2010. -

Foto: Ricardo Moraes/ Reuters34 Homem usa chapéu com adesivos da campanha de Dilma Rousseff. Brasília, 3 de outubro de 2010. -
Foto: Bruno Domingos/ Reuters35 Candidata Dilma Rousseff após apuração dos votos do primeiro turno. Brasília, 3 de outubro de 2010. -

Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters36 Dilma Rousseff durante encontro com aliados. Brasília, 4 de outubro de 2010. -
Foto: Nacho Doce/ Reuters37 Partidário com fotografia de Dilma Rousseff presa à camiseta. São Paulo, 23 de outubro de 2010. -

Foto: Edison Vara/ Reuters38 Dilma Rousseff durante um comício em Porto Alegre. Rio Grande do Sul, 21 de outubro de 2010. -
Foto: Natacha Pisarenko/ AP Photo
39 Menina passa por um cartaz da campanha eleitoral de Dilma Rousseff na favela Dona Marta. Rio de Janeiro 28 de setembro de 2010. -

Foto: Jefferson BERNARDES/AFP40 A candidata à presidência do Brasil, Dilma Rousseff, acena após votar em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 31 de outubro de 2010. -
Foto: Ricardo Moraes/REUTERS41 Pessoas celebram os resultados das eleições gerais do Brasil que elegeu Dilma Rousseff como novo presidente do Brasil, em Brasília, 31 de outubro de 2010.
Posts para a tag ‘Dilma’
Dilma Rousseff: Brasil elege 1ª presidenta
segunda-feira, novembro 1st, 2010Chavões e frases feitas guiaram discursos dos presidenciáveis
sexta-feira, outubro 29th, 2010Em debates e outros momentos, Dilma e Serra recorreram a expressões repetitivas para desviar de críticas do adversário
“Salto baixo”, “central de mentiras”, “campanha do medo”, “preconceito odiento”, “trololó” e “tergiversar”. Faltando poucos dias para a ida às urnas os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) utilizaram à exaustão frases feitas e expressões repetidas ao conceder entrevistas, discursar em comícios ou participar de debates na TV. Esse quadro, se depender da experiência, poderá se repetir no debate que será realizado nesta sexta-feira, na TV Globo.
Para evitar a polêmica envolvendo a campanha tucana e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, Serra já se acostumou a falar em “preconceito odiento” quando questionado sobre o antigo auxiliar, suspeito de ter desviado recursos da campanha tucana. Serra chegou a afirmar que não conhecia Vieira de Souza e depois o defendeu. Agora, usa a expressão toda vez que é questionado sobre o assunto, a exemplo do que fez no debate da Record, no início desta semana.
Outro termo do discurso serrista é “trololó”, ao qual recorre para rebater qualquer crítica petista sobre a qual não queira discorrer. Já para responder sobre o tema privatizações, o candidato costuma afirmar que o PT tem uma “central de mentiras que é fenomenal”, como afirmou nesta quarta-feira à Rádio Jornal, de Recife.
Já a expressão-coringa “campanha do medo” é utilizada na campanha dilmista para rebater acusações feitas pelos tucanos. “Este medo, que a cada eleição eles tenham colocar nas pessoas, é porque eles não têm um projeto para o Brasil”, declarou Dilma em comício na Bahia, na terça-feira.
Sempre que questionada sobre sua vantagem contra Serra nas pesquisas, Dilma diz que não faz “campanha de salto alto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, disse a candidata na última quarta-feira, em Brasília.
E se a pergunta envolve a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, acusada de praticar tráfico de influência no governo Lula, Dilma já transformou em rotina a menção ao caso de Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, rebateu Dilma em debate da Record nesta semana.
Na opinião do cientista e especialista em pesquisa e comunicação política, Malco Camargos, a repetição dos candidatos é a estratégia “da não discussão” de temas espinhosos. Camargos avalia, por exemplo, que Dilma perdeu votos nas urnas no primeiro turno pela forma como reagiu às críticas de Serra.
Assim, a tática petista para esta fase da eleição foi subir o tom. “Uma vez atacada pelo Serra, a defesa que ela traçou e que tem dado certo é de contra-atacar”, avalia o cientista político. “Os dois se nivelaram no discurso pelo discurso e o eleitor ficou insatisfeito com os dois”, diz.
DICIONÁRIO DA CAMPANHA PETISTA
Campanha do medo – é a acusação mais usada pela candidata do PT para rechaçar acusações tucanas. É também uma referência à campanha do PSDB, em 2002, na qual a atriz Regina Duarte afirmou que tinha medo da eleição do então candidato Lula.
Central de boataria - É usada por Dilma sempre que ela se refere aos rumores sobre seu posicionamento em relação ao aborto e principalmente sobre a afirmação de Serra de que ela se contradiz em relação ao tema
Subir no salto – desde o primeiro turno, a candidata petista usa o termo para negar seu favoritismo nas pesquisas e mostrar humildade aos eleitores.
Tergiversar – segundo a definição dos dicionários, o termo quer dizer “usar de evasivas, de rodeios, de subterfúgios” em uma fala.
DICIONÁRIO DA CAMPANHA TUCANA
Central de Mentiras – é a expressão usada pelo candidato do PSDB para rebater as críticas petistas sobre privatização de empresas públicas e a exploração do pré-sal.
Preconceito “odiento” – Usada por Serra para explicar a afirmação de que não conhece Paulo Preto, ex-diretor da Dersa em seu governo no Estado de São Paulo. Segundo o candidato, o apelido pelo qual Paulo Vieira de Souza é conhecido é preconceituoso
Trololó – também conhecido como “lero-lero” ou conversa fiada. Serra costuma usar o termo para qualificar declarações e promessas da candidata petista
Valores tradicionais da família brasileira – a frase surgiu junto com a discussão sobre o aborto. O tucano recorre à expressão para se posicionar contra o aborto e favorável a pontos defendidos pela Igreja.
Via: IG
Datafolha: Dilma tem 49%, Serra tem 38%
quarta-feira, outubro 27th, 2010Pesquisa confirma resultado do Vox Populi/iG divulgado ontem
Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira mostra que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 49% dos votos totais, contra 38% do candidato do PSDB, José Serra. O levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, confirma o resultado divulgado ontem pelo Vox Populi/iG.
Segundo o levantamento, 8% dos entrevistados se disseram indecisos, dois pontos percentuais a mais que a última pesquisa Datafolha, realizada no dia 21 de outubro. Os brancos e nulos são 5%. Se considerados apenas os votos válidos, sem brancos, nulos e indecisos, Dilma teria 56% das intenções de voto, e Serra, 44%, segundo o Datafolha.
O estudo publicado hoje foi realizado nesta terça-feira e ouviu 4.066 pessoas em 246 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37404/2010.
Na pesquisa Datafolha anterior, Dilma registrou 50%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 4%, e os indecisos, 6%.
Via:IG
Dilma ironiza Serra: ‘Quando jogam água em mim eu me esquivo’
sexta-feira, outubro 22nd, 2010Candidata do PT à Presidência diz que já foi alvo de ‘toda sorte de calúnias e difamações’
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ironizou nesta quinta-feira o adversário José Serra (PSDB) ao afirmar que não faz “conversa fiada” quando é alvo de ataques de militantes nas ruas.
Em discurso ao lado do presidente Lula, em Caxias do Sul (RS), a ex-ministra lembrou do episódio ocorrido no mesmo dia, em Curitiba, quando manifestantes lançaram bexigas de água em direção a ela.
“Hoje a gente assistiu na televisão essa bolinha de papel virar uma arma maligna. Uma bola de papel. Isso significa o seguinte: significa a utilização do mesmo expediente do Rojas, aquele jogador de futebol que se feriu com uma gilete para criar tumulto. Numa campanha eleitoral, a gente às vezes é objeto de algumas ações. Hoje um balão cheio de água foi atirado de um edifício sobre a minha carreata e eu me esquivei. Eu não faço conversa fiada com bola de borracha com água. Eu me esquivo.”
O episódio lembrado por Dilma, também já citado pelo presidente Lula, ocorreu em 1989, no Maracanã, quando o goleiro chileno Rojas fingiu ter sido atingido por um sinalizador na tentativa de anular o jogo quando seu time perdia para a seleção brasileira.
Dilma disse novamente que é “objeto de toda sorte de calúnias e difamações “de malabarismos, invenções e falsidades nessa campanha”. Segundo ela, os adversários mentem quando prometem dar continuidade aos programas sociais do governo Lula. “Eles representam outro projeto que não é o nosso”.
No encerramento de sua visita ao Estado onde deu início à sua carreira política, Dilma afirmou que o Rio Grande do Sul viveu um período de decadência econômica que só foi interrompida durante o governo Lula. Assim como fez o presidente pouco depois, ela usou números relativos ao desemprego no País divulgados pelo IBGE para dizer que, na disputa eleitoral, estão em confronto dois modelos de desenvolvimento. Ela ironizou o governo tucano ao dizer que durante a gestão Fernando Henrique Cardoso foi criada a expressão “inimpregaveis” em referência às pessoas que não poderiam ser encaixadas no mercado de trabalho.”A culpa do desemprego não é do trabalhador que não tem emprego, mas do governo que não faz por onde criar empregos necessários”, disse.
Via: IG
Presidenciáveis sobem o tom no rádio
quinta-feira, outubro 21st, 2010Troca de ataques entre presidenciáveis ganha força nos spots divulgados nas rádios
Na reta final da corrida presidencial, as campanhas dos candidatos ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), subiram o tom nas inserções veiculadas no rádio e passaram a investir em críticas ácidas ao adversário.
Do lado de Serra, a ordem é apostar na tese de que Dilma mantém um discurso contraditório em relação a declarações que fez no passado. “A dona Dilma, o que ela quer? Como é que dá pra confiar, não sei quem é. (…) O que ela diz muda o tempo todo, assim parece que nem ela bota fé”, alfineta uma propaganda da campanha tucana, veiculada nos dias 19, 17 e 13.
“Serra é do bem. Do bem rico, do bem ganancioso, do bem caro. Serra é do bem, do bem estagnado, do bem inflacionado, do bem desempregado. Serra é do bem pra quem?”, provoca uma inserção petista veiculada no dia 13. Nesse caso, a propaganda é uma resposta a um jingle de Serra que diz: “Quando se conhece bem uma pessoa, logo se sabe se é gente boa. Com Serra essa certeza a gente tem. Serra é do bem, Serra é do bem.”
No horário eleitoral gratuito, a troca de críticas e acusações entre os presidenciáveis é a mesma. Simulando uma conversa entre apresentadores de uma rádio fictícia, chamada Estação 13 (uma referência ao número do partido), o programa transmitido ontem (20) pelo PT citou as notícias sobre a apreensão de panfletos contrários à candidatura petista em uma gráfica que estaria ligada a tucanos.
“Eles fazem qualquer coisa pra poder voltar ao poder. Chega a dar nojo. (…) Essa é mais uma prova das várias caras que o Serra tem. Lá no programa dele ele fica dizendo que é vítima de ataque e que se faz de santo e não sei o quê.”, afirma um dos locutores.
Já o programa tucano transmitido no dia 16 tenta descolar a imagem de Dilma da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dono de um índice recorde de aprovação entre a população – 81%, segundo o Datafolha. Dilma vem reforçando a mensagem de que participou dos oito anos de governo Lula e esteve à frente de grandes projetos, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), logo, estaria preparada para assumir a Presidência.
“O jeito que a Dilma faz promessa, diz que fez um montão de coisa, mas quando vai mostrar, é tudo do Lula. Parece que foi ela que fez sozinha, mas na verdade a Dilma, ninguém sabe o que ela mesma fez. Mas em vez de esclarecer isso, fica aí, falando mal do Serra”, afirma um personagem tucano no programa. “E tem outra coisa, Wilson, será que ela vai dar conta? Sei não, acho que é muita areia pro caminhãozinho dela”, responde outra locutora fictícia. Na sequência, personagens afirmam não conhecerem qualquer feito da petista.
Segundo o cientista político e autor do livro A Cabeça do Eleitor, Alberto Carlos de Almeida, as campanhas políticas no rádio sempre tiveram um tom diferenciado das propagandas políticas feitas para a televisão. “A campanha na TV é mais elitizada. No rádio você atinge as donas de casa, os estudantes, as pessoas de renda média e um pouco mais baixa, ao passo que a TV atinge todo mundo. A campanha no rádio é uma campanha mais ‘popularista’ mesmo.”, explica.
Via: IG
Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4%
terça-feira, outubro 19th, 2010Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 ponto
Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.
Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.
A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.
O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.
Recortes
Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.
Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.
A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.
Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.
Embora seja mulher Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.
No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.
Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.
Via:IG
Em debate, Dilma e Serra tentam desviar de escândalos
segunda-feira, outubro 18th, 2010Assuntos como as suspeitas envolvendo Paulo Preto e o caso Erenice Guerra só apareceram em perguntas de jornalistas
Em mais um debate na televisão neste segundo turno da eleição presidencial, os candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tentaram deixar de lado as polêmicas e escândalos de corrupção. Embora tenham mantido o tom duro ao longo do confronto, realizado pela Rede TV na noite deste domingo, ambos preferiram falar sobre temas como privatizações, transportes e combate às drogas.
Denúncias que pautaram a campanha deste ano só apareceram no terceiro bloco, trazidas pelos jornalistas dos veículos organizadores do evento. A jornalista Renata Lo Prete questionou Serra sobre o fato de ter dito não conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana. “Eu sou vítima disso”, disse Serra, negando que tenha dito não conhecer o ex-diretor da Dersa. “Me perguntaram se eu conhecia um Paulo Preto e eu disse que não, pois o conheço como Paulo Souza”, emendou.
A jornalista Patricia Zorzan encarregou-se de trazer ao debate o caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma e deixou o cargo em meio a denúncias de um suposto esquema de lobby envolvendo seu filho. “Eu vejo a situação da Erenice com muita indignação. Não concordo com a contratação de parentes e amigos”, respondeu Dilma.
Durante o resto do debate, a petista e o tucano subiram o tom do confronto em mais de uma ocasião. Ainda assim, mantiveram a estratégia traçada por suas equipes de comunicação e concentraram-se em questões programáticas.
A discussão sobre a Petrobras predominou também boa parte do segundo bloco. Nesse caso, Serra voltou a investir na versão de que seu desempenho nas pesquisas provocou uma valorização das ações da Petrobras.
Serra desviou o tema para o combate às drogas. Dilma devolveu: “No Estado de São Paulo tem 300 mil viciados em drogas e ele disse em outro debate que eles têm 300 vagas. Se for demorar três meses para tratar, vai levar um século para o candidato Serra tratar os drogados de São Paulo.”
Lula aprova mudança de tom de Dilma
quarta-feira, outubro 13th, 2010Presidente avalia que sua candidata foi mais contundente no evento realizado no último domingo na Band
A mudança de estratégia na campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversas com auxiliares, Dilma avaliou como “muito acertado” o tom mais contundente no debate de domingo, realizado pela TV Bandeirantes.
Para Lula, a posição mais incisiva de Dilma no duelo com Serra mostrou para os eleitores uma mulher com decisões próprias, capaz de rebater críticas sem a sua ajuda. O marqueteiro João Santana resistiu o quanto pôde a adotar a nova tática, sob o argumento de que quem bate perde votos. Até mesmo o presidente Lula chamou Santana para um tête-à-tête e cobrou dele nova tática para enfrentar a polêmica do aborto e a investida do adversário do PSDB, José Serra.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que o comando da campanha de Dilma decidiu subir o tom contra Serra para “desmascarar” o tucano. “Serra faz uma campanha na TV e outra nos subterrâneos da política e precisávamos mostrar isso”, afirmou Dutra. “Dilma se colocou no debate do segundo turno, que é o confronto de propostas”, comentou Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência. Ele tirou férias há mais de dois meses para coordenar o programa de governo da candidata.
Indagado se a campanha petista não adotara estratégia de alto risco ao optar por mais agressividade, Garcia justificou: “Arriscar é ficar levando porrada e não responder”, disse. No diagnóstico do assessor de Lula, Serra procurou desqualificar Dilma, mas “ficou incomodado” com o “tom forte” adotado por ela, que tratou de temas como aborto, privatizações e segurança pública. “Não foi uma agressividade gratuita. Ela ficou indignada com as acusações e reagiu”, insistiu o secretário de Mobilização do PT, Jorge Coelho.
Nesta terça-feira, Dia da Padroeira, Dilma disse que sua campanha não está mais agressiva. Dilma disse que a campanha, agora, é mais “assertiva” porque ela decidiu reagir ao que chamou de “central de boatos”.
Campanhas mostram lógica e visual parecidos em início de 2º turno
quinta-feira, outubro 7th, 2010Dilma e Serra fizeram eventos políticos com aliados em Brasília. Até nos painéis campanhas se parecem
No início do segundo turno, as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT ) adotam visuais e lógicas similares e realçam uma pasteurização da política. Os dois presidenciáveis tiveram como primeiro evento público uma reunião de aliados e posaram para fotos sob grandes painéis. Ambos também procuraram se aproximar do eleitorado da terceira colocada Marina Silva (PV), numa tentativa de herdar os votos da candidata verde.
Em evento realizado no hotel Alvorada, Dilma recebeu governadores e congressistas eleitos no primeiro turno. Ao falar com a imprensa, deixou ser fotografada sob um painel com imagens dela ao lado de Lula e o slogan “Para o Brasil Seguir Mudando”, já adotado no primeiro turno. Serra fez algo bem parecido. No Centro de Convenções Brasil 21, sentou-se ao lado de aliados eleitos e não eleitos sob um painel com novo slogan “Serra é + Brasil” em verde.
A cor e o sinal “+” foi uma referência direta à campanha de Marina Silva (PV), cujo slogan era “Sou + Marina”. Como Serra, a candidata permitia a proximidade dos jornalistas para entrevistas. Dilma não. Preferia usar um pequeno púlpito e uma cerca para separá-la dos jornalistas. Esse estilo adotado no primeiro turno acabou abandonado diante das críticas de que era contra a liberdade de imprensa. Agora no segundo turno, aproxima-se dos repórteres.
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante encontro com governadores e senadores da base aliada.
Adversários de Dilma frequentemente tem os passos controlados por sua equipe de comunicação e marketing. Isso porque não ela tem experiência em campanhas políticos (esta é a primeira eleição que concorre a um cargo político. Nesta quarta-feira, foi a vez de Serra ser criticado por um dos seus lados pela excessiva participação de marqueteiros em campanha no primeiro turno. A declaração partiu o ex-presidente e senador eleitor Itamar Franco (PPS-MG).
“Vossa excelência é um homem que não precisa tanto dos marqueteiros. Tem sua vida limpa”, disse. “Seja mais Serra do que um marqueteiro. Seja mais o senhor que um marqueteiro. Porque vossa excelência tem uma vida limpa que pode se comparar com quer que seja. Nós não podemos esconder ninguém do nosso lado”, completou Itamar, referindo-se ao fato de Serra não ter usado a imagem da Fernando Henrique Cardoso na propaganda eleitoral.
Dilma também não foi poupada por seus aliados. O PMDB tornou público nesta quarta-feira que não gostou de o partido ter sido omitido da propaganda eleitoral na TV. A reclamação partiu do próprio candidato a vice de Dilma, Michel Temer: “O que o PMDB reclama é não ter aparecido, por exemplo, nos programas de televisão. Eles achavam que se houvesse uma palavra minha chamando os peemedebistas de todo o Brasil, seria útil”.
Via: IG





