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Grupo de Dilma quer manter espaço em eventual governo

quarta-feira, setembro 22nd, 2010

Com acusações contra Erenice, aliados querem evitar novos desgastes e garantir nomes de confiança da candidata para cargos

A queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil na semana passada desfalcou o já restrito grupo de confiança da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Braço direito de Dilma na época em que a candidata era titular da pasta, Erenice era considerada presença garantida no “núcleo duro” de um eventual governo petista em 2011 antes da denúncias de que seu filho Israel  teria praticado tráfico de influência dentro do governo Lula. Com a saída da ex-assessora de Dilma da pasta, o grupo mais próximo à petista entrou em estado de alerta e quer evitar novas baixas.

Na campanha, a cota pessoal da candidata é formada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira, e o ex-assessor Giles Azevedo.

Na reta final da campanha, o trio tem se articulado para frear o fortalecimento de outros nomes dentro da campanha, como os coordenadores Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo, cotados para Casa Civil e Justiça, respectivamente. Também querem barrar peemedebistas de olho em “espaços vazios” e, principalmente, em cargos estratégicos do futuro ministério. No último domingo, Pimentel e os dois auxiliares próximos de Dilma jantaram em Brasília para reavaliar o cenário da candidata na montagem do governo.

Concluíram que, sem opção para nomes de confiança, Dilma poderá ter de aceitar indicações que não constavam de sua prioridade para cargos estratégicos e de outras cotas, como o aliado PMDB e o próprio PT.

Foto: Agência Estado

Antes de sair da Casa Civil, Erenice Guerra era uma das principais cotadas para ocupar vaga no eventual governo Dilma

A membros da campanha, Pimentel admite preocupação com o cenário eleitoral em Minas. Segundo tem dito, para se fortalecer e ocupar um cargo estratégico em um eventual governo petista, o ex-prefeito precisa se eleger para o Senado, mas está atrás nas pesquisas em relação aos adversários Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS). Antes cotado para a Casa Civil, a possibilidade de Pimentel no cargo, por ora, está descartada dos planos da candidata. Sem mandato, o cenário vislumbrado por Pimentel é o Planejamento ou Cidades já que o ex-prefeito sabe que enfrentará resistência interna do PT para ocupar pastas como a Casa Civil.

Antes de Erenice, Pimentel foi alvo de acusações no período da pré-campanha de Dilma, no episódio da suposta confecção de um dossiê contra o tucano José Serra (PSDB). Amigo de Dilma e homem forte da campanha no começo do ano, Pimentel foi afastado da coordenação após ser acusado de envolvimento com esquema de espionagem para prejudicar o adversário tucano.

Opções

Com os episódios que atingiram Pimentel e Erenice, restaram apenas dois os nomes que compõem o chamado “grupo da Dilma” e que não foram alvos de acusações: os petistas gaúchos Giles Azevedo e Alessandro Teixeira.

Discreto e avesso a entrevistas, Giles foi assessor de Dilma na Casa Civil e raramente aparece em eventos públicos de campanha. A sua principal incumbência, oficialmente, é organizar a agenda da candidata. Em caso de vitória petista, membros da coordenação dão como certa a sua indicação para chefia de gabinete da Presidência.

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) ,Teixeira foi escalado para, junto ao assessor Marco Aurélio Garcia, redigir o programa de governo da candidata, que ainda não foi finalizado. Ele acumulou a redação do texto com a participação em eventos no lugar de Dilma, como o Congresso Brasileiro do Cooperativismo, no último dia 11, e no Instituto Ethos, nesta terça-feira.

Por substituir a candidata em eventos que fogem de sua área de atuação, como o encontro no Instituto Ethos que tem o desenvolvimento sustentável em pauta, integrantes da coordenação entendem que Dilma está “testando” Teixeira para que, ao ganhar musculatura e visibilidade, ele esteja preparado para ocupar um cargo no eventual governo. Entre os ministérios cotados para Teixeira, está o de micro e pequena empresa, promessa de campanha de Dilma Rousseff.

Via: IG

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Serra nega que promessas de campanha sejam eleitoreiras

quarta-feira, setembro 22nd, 2010

Para tucano, a receita está subestimada e o orçamento aprovado nunca é o que o governo usa de fato

O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, negou que suas promessas de aumento do mínimo e do reajuste para aposentados sejam eleitoreiras. “Não é eleitoreiro, é necessário”, disse. As declarações foram dadas em entrevista gravada ontem à noite no Rio de Janeiro para o programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, exibida na manhã desta quarta-feira.

Foto: AE

José Serra

Para Serra, as promessas são factíveis porque a lei orçamentária subestima a receita da União. “O orçamento aprovado nunca é real e o Governo acaba encaminhando para o lado que deseja”, alfinetou. Além disso, o tucano prometeu rever contratos e cortar cargos de confiança.

Pontuando que o PSDB é o criador dos programas que hoje formam o Bolsa Família, Serra reiterou a proposta de vincular o 13º ao programa social. Para ele, a ajuda beneficiaria “famílias que estão dependentes e que não têm mais condição de ascensão”.

Educação
Outra proposta defendida por Serra é colocar dois professores por sala de aula nas escolas públicas. Segundo ele, sua experiência à frente da Prefeitura de São Paulo o fez perceber que é viável implementar a ideia em todo Brasil. “Tudo o que eu proponho ou eu já fiz, ou eu calculo”, disse. O tucano também criticou a meta de qualidade de ensino da gestão Lula para o Nordeste e taxou de modesta e absurda a meta proposta pelo Governo Federal para a região: de até 2021 igualar a São Paulo.

Quando questionado sobre os cortes que fez quando era governador de São Paulo nas vagas de professores temporários da rede pública, Serra atribuiu a dificuldade em preencher vagas à limitação da existência de faculdades de pedagogia. “Fizemos exames para selecionar temporários. Mas há dificuldade para preencher. Fizemos exames e abrimos concursos. (…) A grande limitação é a existência de faculdades de pedagogia”, respondeu.

Campanha
Serra defendeu a liberdade de imprensa e criticou a posição do governo Lula, que classificou de “chantagem”. Ao mesmo tempo, voltou a criticar a mídia por “gostar de pesquisa e bastidor” e se concentrar em “coisas irrelevantes”, como, por exemplo, a exibição da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa eleitoral na televisão. “A imagem do Lula passou por 3 segundo e estava voltado para a candidata dele no sentido que ela não tem uma história sólida. A Dilma não tem. Isso não significou nenhum elogio ou ataque”, disse.

O tucano alegou que tem defendido as ideias do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevistas e debates, mas que sua campanha não tem como estratégia exibir depoimentos, exceto o do ex-governador de Minas Aécio Neves.

Serra também comentou os problemas que o candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, apoiado pelo PSDB, está enfrentando na Justiça por ser considerado “ficha suja”. “A questão está na Justiça. É a Justiça que vai decidir. As alianças são locais e regionais. O partido em cada lugar faz uma aliança. (…) O Roriz está se defendendo”, disse.

Economia
O candidato garantiu que não fará uma intervenção no Banco Central para diminuir as taxas de juros no Brasil. “O ministro da Fazenda, do planejamento e o Banco Central têm que trabalhar juntos para encontrar uma relação câmbio-juros mais justa. Vamos manter o (atual) regime, sem intervenção e ter uma equipe entrosada, não vai ser feito bruscamente”, disse. Para José Serra, o País vive hoje um período crítico de sua historia. “As pessoas hoje estão satisfeitas, mas é preciso que estejam satisfeitas amanhã”, pregou.

Via: IG

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TSE: 25 Estados permitirão votos de presos provisórios

terça-feira, setembro 21st, 2010

No total, serão instalados locais de votação em 424 presídios e unidades de internação

Nas eleições de outubro deste ano, 25 Estados brasileiros, além do Distrito Federal (DF), vão permitir que presos provisórios e adolescentes em unidades de internação possam votar. Apenas no Estado de Goiás não haverá votação, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No total, serão instalados locais de votação em 424 presídios e unidades de internação.

Nesses locais, além dos eleitores presos, votarão também servidores do sistema penitenciário, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, da Defensoria Pública, mesários, entre outros servidores que colaborarão com a Justiça Eleitoral.

De acordo com o TSE, os candidatos poderão ir aos presídios para fiscalizar o pleito, na qualidade de fiscais. Além disso, o partido ou coligação também poderá designar um fiscal para acompanhar a votação. Em alguns Estados brasileiros a votação de presos é realizada desde 2002. Nas eleições de 2008, 11 Estados asseguraram o voto e não foi registrado nenhum tipo de incidente.

Segundo a Constituição Federal, o voto aos presos provisórios e adolescentes em unidades de internação é permitido porque não tem direito a votar apenas quem tem condenação criminal julgada e ainda cumpre pena.

Via: IG

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Serra reivindica autoria de obras

segunda-feira, setembro 20th, 2010

Uma semana depois de visita da adversária petista ao local, tucano vai à comunidade e reivindica paternidade de obras

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, esteve neste domingo (19) em Paraisópolis, segunda maior favela da cidade de São Paulo, exatamente uma semana depois da visita da presidenciável Dilma Rousseff (PT) ao local. O tucano fez caminhada pelas ruas do bairro, visitou um conjunto habitacional e reivindicou a autoria de obras realizadas na região. “Nós fizemos tudo em Paraisópolis. Aqui, em matéria de PT, de governo federal, o que foi feito é próximo a zero”, afirmou Serra, referindo-se a projetos de saneamento e habitação na região.

Quando questionado se ele estaria na região para reivindicar a paternidade de obras, Serra disse que a gestão do PSDB foi a responsável em “transformar a favela em bairro” e acusou o PT de se autodenominar autor de projetos no local. “Inclusive, teve a inauguração de um conjunto habitacional nosso que eles vieram inaugurar”, criticou. O tucano fazia referência a 240 unidades habitacionais inauguradas em agosto deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Casa Civil

Serra reiterou o que já havia declarado ontem sobre uma possível participação de Dilma nas denúncias envolvendo pagamento de propina no ministério da Casa Civil. “De duas, uma: ou ela, como dirigente, não é capaz, porque um esquema que dura quatro, cinco, seis, sete anos, quem está em cima não saber, então ela não tem capacidade de dirigir. Ou então, ela é cúmplice. Não há uma terceira hipótese”.

Já a respeito do convite do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) à Dilma para depor sobre as acusações no Senado Federal, o tucano não quis comentar. “Alvaro Dias vai falar sobre isso. Eu não estou por dentro da coisa. Ele me telefonou e disse que ele vai falar”.

Ainda durante visita a Paraisópolis, ao lado do candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), Serra minimizou o resultado das pesquisas. “Não tem o que reverter. A partida vai ser jogada no dia 3 de outubro. Não é um campeonato”.

Serra chegou a Paraisópolis por volta das 15h45 e ficou aproximadamente uma hora e meia no local. Amanhã, o candidato segue para Recife (PE), onde participa de debate entre presidenciáveis, sem a presença confirmada de Dilma.

Via: IG

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Mercadante critica Tiririca, candidato em sua coligação

quinta-feira, setembro 16th, 2010

Mercadante e Alckmin não se enfrentam em debate Tucano só direcionou perguntas a Feldmann (PV); Mercadante vinculou sua imagem à de Lula e Alckmin não citou José Serra 

Faltando pouco mais de 15 dias para as eleições, os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), não se enfrentaram em debate realizado pela RedeTV! nesta quarta-feira.

 Nas duas oportunidades que teve para questionar os candidatos, Alckmin escolheu o ex-tucano Fábio Feldmann (PV), que em outras ocasiões não confrontou suas ideias.

Mercadante não teve opção de questionar Alckmin, porque o tucano já havia sido escolhido pelos demais candidatos. Visivelmente irritado por não confrontar o líder nas pesquisas de intenção de voto, o petista se queixou na segunda pergunta que direcionou a Paulo Bufalo (PSOL): “Não dá para falar mal na televisão e chegar aqui e não enfrentar o debate. É no debate que a gente cresce”.

 Mesmo querendo se dirigir a Alckmin, Mercadante perguntou ao candidato socialista sobre o preço dos pedágios no Estado de São Paulo, tema recorrente explorado pela campanha do petista. “Nós temos hoje uma situação em que o abuso de pedágios está prejudicando a população (…) Isso prejudica o desenvolvimento do Estado. Vamos baixar os preços”, afirmou Mercadante.

A revisão do valor cobrado pelas praças de pedágio nas rodovias paulistas também foi abordado em questão feita por jornalista a Geraldo Alckmin. O tucano prometeu que vai revisá-los. Alckmin disse que o modelo paulista de concessão de rodovias foi bem sucedido, mas agora chegou a hora de fazer alguns ajustes. Segundo ele, devem ser revistas praças como a de Jaguariúna e Paulínia.

Palhaço

No terceiro bloco do debate, a jornalista Renata Lo perguntou a Mercadante sobre se havia constrangimento pela presença do palhaço Tiririca, candidato a deputado federal pelo PR, em sua coligação. Os votos de Tiririca devem ajudar a eleger candidatos do PT nas eleições.

Mercadante criticou a candidatura de Tiririca e recomendou que os eleitores votem em “gente séria”. “Quando vi a propaganda do PR, eu liguei e falei, olha isso não pode estar acontecendo”, disse. “Se eu pudesse fazer uma recomendação, pediria para votar em gente séria.”

Já Paulo Skaf, candidato do PSB, foi questionado por jornalista sobre o excesso de cavaletes com propaganda sua nas ruas de São Paulo. Segundo Skaf, “essa foi a forma de compensar a dificuldade da aparição na TV e nos principais jornais que esquecem quantos candidatos têm, e acham que são apenas dois”.

Lula

 Somente no segundo bloco do debate, Mercadante teve a oportunidade de associar sua imagem à do presidente Lula.

O candidato do PSB, Paulo Skaf, perguntou a Mercadante se ele se considera preparado para chefiar o governo paulista mesmo sem ter tido um cargo no Executivo, apenas passagem pelo Legislativo. O senador petista respondeu que tem 37 anos de militância política e que o “Parlamento é uma ótima escola”. Ele sugeriu a Skaf tentar gestão no Legislativo: “Eu acho que inclusive para sua carreira política você deveria ter uma experiência parlamentar”.

O petista aproveitou para dizer que Lula não teve cargo Executivo antes de se tornar presidente, mas mesmo assim foi “o melhor”. “Muita gente falava que Lula não tinha experiência no Executivo e ele foi o melhor presidente”, afirmou Mercadante.

Via: IG

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Marina defende 2º turno para dar tempo às investigações

quarta-feira, setembro 15th, 2010

A candidata sugere que se pense duas vezes antes de uma tomada de decisão

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu hoje, em sabatina na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, que os eleitores empurrem a eleição para o segundo turno para que haja tempo para a conclusão das investigações sobre a quebra de sigilos de tucanos e o suposto tráfico de influência da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. “Na vida, quando a gente vai tomar uma decisão, pensamos duas vezes”.

“Por que numa decisão que diz respeito a 190 milhões de pessoas querer decidir açodadamente?”, disse. Segundo a candidata verde, “votar duas vezes é oportunidade de pensar duas vezes, de olhar duas vezes, de ouvir duas vezes”.

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Artistas divergem de Marina sobre temas polêmicos

terça-feira, setembro 14th, 2010

Apesar de estranharem a posição da candidata sobre aborto e casamento gay, artistas marcam presença em evento de apoio à Marina

Com posições pessoalmente contrárias ao aborto, legalização da maconha e casamento gay, a presidenciável do PV, Marina Silva, passou pelo maior teste sobre esses temas nesta segunda-feira. Acostumada a palestras e explanações em universidades, escolas, sindicatos e até igrejas, a candidata foi recebida por artistas na casa de shows Studio SP, na rua Augusta, centro de São Paulo, reduto cultural underground da capital paulista.

Apesar da recepção calorosa, o público era antagonicamente contrário a todos os valores pessoais da candidata, discutidos exaustivamente na campanha. Logo na entrada do evento, filipetas do anfitrião da noite, Alexandre Youssef, dono da casa de shows e candidato do PV à deputado federal, eram distribuídas com a defesa do aborto, da liberalização das drogas e do casamento gay.

Foto: Agência Estado

O rapper Xis durante encontro com a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, no Studio SP, em São Paulo

Entre os convidados, os próprios artistas se surpreendiam com a pergunta dos repórteres sobre esses assuntos, espantados com a descoberta repentina das opiniões da candidata. A atriz Talma de Freitas, por exemplo, chegou a duvidar dos repórteres quando apresentada as versões da candidata em relação ao casamento gay.

Amiga pessoal de Jean Wyllys, ex-BBB assumidamente gay que é candidato a deputado federal no Rio, a atriz se disse surpresa: “Não pode ser?! Ela tem uma mente tão aberta…”, questionou. Talma só fez a conexão dos assuntos ao ser informada que a candidata era evangélica da Assembleia de Deus.

A mesma surpresa teve o rapper Xis, abertamente favorável à liberalização das drogas. Filiado ao PPS há dois anos, ele contou que ligou no partido para saber se podia declarar voto na presidenciável do PV. Fiel aliado dos tucanos do PSDB no Estado de São Paulo e no plano nacional, o PPS viu problemas na declaração de voto na adversária, segundo contou o rapper.

Ao saber da posição de Marina sobre o assunto, ele também teve uma reação de surpresa, mas disse que nada o faria voltar atrás na decisão de votar em Marina. “Me decepcionei muito com o PT, os mensalões e os dólares na cueca. A Marina simboliza um resgate ético que ficou esquecido”, afirmou Xis.

Foto: Agência Estado

A atriz e apresentadora Chris Couto durante o evento “Cultura com Marina”, em São Paulo. Ela defendeu as opiniões da candidata verde e declarou seu voto à Marina

Convergência

A atriz e apresentadora Chris Couto, que durante o evento se declarou ex-eleitora do PT, soltou até um “Jura?!”, ao ser informada da opinião de Marina sobre maconha e casamento gay. A atriz disse até que conversaria com a presidenciável sobre os assuntos, dando a entender que tentaria fazer Marina mudar de opinião.

Depois de pensar um pouco, a própria atriz mudou de ideia sobre a maconha e deu razão à candidata. “A gente que é do Rio sabe o que o tráfico alimenta. É bom mesmo não mexer nesse vespeiro”, afirmou. Chris Couto fez questão de declarar abertamente o voto na candidata do PV. “A Marina é a única que não está comprometida com alianças precárias como os tucanos, o PT e o PMDB. Não tenho nada contra a Dilma. Não voto nela porque aquele vice, Michel Temmer, foi uma terrível escolha”, disse. “A Marina é a única que pode dar um encaminhamento sobre sobre esses assuntos no Congresso, apesar da posição dela”, completou.

A própria candidata tirou o assunto de letra e não titubeou ao ser questionada pelos repórteres sobre a divergência de opiniões entre ela e os artistas presentes no evento. “Eu sempre fiz a campanha do Gabeira, sem concordar 100%. Mas naquilo que era essencial para o Rio de Janeiro. A diversidade é isso. É a capacidade da gente conviver na diferença. De estabelecer espaço de convergências, mesmo na diferença”, argumentou Marina Silva.

Cobrança

O empresário Alexandre Youssef, anfitrião da noite, viu no questionamento dos repórteres uma “cobrança persistente” da imprensa contra a presidenciável do PV. Para ele, os outros candidatos não são questionados veementemente sobre esses assuntos polêmicos. “É um preconceito por ela ser evangélica”, disse.

Foto: Agência Estado

A presidenciável do PV, Marina Silva, ao lado do empresário Alexandre Youssef, candidato a deputado federal. Ele afirma que a imprensa faz “cobrança persistente” a Marina

Mesmo com o discurso da desconfiado, Youssef fez a defesa dos projetos apresentados na filipeta distribuída no evento e disse ter se surpreendido com a reação positiva dos artistas em relação à Marina Silva. “Num momento em que o voto de opinião está desaparecendo no País, é muito bom ver a mobilização da classe artística em torno dela. Eles entende que Marina sabe valorizar a arte e a diversidade”, concluiu o dono do Studio SP.

O encontro na casa de show contou com a participação de cerca de 300 pessoas do circuito cultural de São Paulo, como o cozinheiro Alex Atala, o cineasta Fernando Meirelles e o pensador José Miguel Wisnik, entre outros.

Via: IG

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Tucanos viram grife entre artistas mineiros

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Cerca de 500 artistas do estado entregam manifesto de apoio aos candidatos Anastasia e Aécio por investimento na cultura

Um desfile com roupas e acessórios inspirados no material de campanha dos candidatos tucanos em Minas marcou o evento de apoio de um grupo de artistas mineiros às candidaturas de Antônio Anastasia, de reeleição ao governo de Minas, e Aécio Neves, ao Senado Federal. Cerca de 500 artistas assinaram um manifesto, entregue aos candidatos na noite desta quarta-feira (08), em evento no Centro Cultural da Praça da Estação, em Belo Horizonte.

Foto: Rodrigo Lima/Nitro/Divulgação

Candidatos estampam assessórios

O apoio se explica pelo crescimento dos investimentos do Estado na área da cultura durante administração de Aécio Neves. Somente em 2009, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), reformulados em 2008 pelo governo, foram aprovados mais de 1.400 projetos que representaram um investimento superior a R$ 200 milhões. Este resultado, segundo dados da Secretaria Estadual de Cultura, representou um crescimento de 87% do número de projetos apresentados em relação ao ano anterior. Assim, somente em 2009 foi investido mais do que em todo o período de existência da lei, 11 anos desde sua criação em 1997. Até 2008, o investimento total da lei foi de cerca de R$ 230 milhões para a produção de 3.513 projetos, em 208 municípios.

Entre os nomes que assinaram o manifesto estão os músicos Milton Nascimento, Flávio Venturini, Toninho Horta, Rogério Flausino, Samuel Rosa, André Valadão, Celina Borges, Cesar Menotti e Fabiano; o compositor Fernando Brant; os escritores Ângelo Machado, Sílvia Rubião, Bartolomeu Campos de Queiros, Luis Gifoni e Olavo Romano, o Grupo Galpão, o Grupo Corpo e o Giramundo. No manifesto, os artistas ressaltaram justamente a efetivação do Fundo Estadual de Cultura, do Circuito Cultural da Praça da Liberdade e a criação de prêmios financeiros para apoiar novos nomes da música, cinema e literatura no Estado. “Nos últimos anos, com os governos de Aécio e Anastasia, Minas mudou muito. Na cultura, iniciativas significativas foram efetivadas: o Fundo Estadual de Cultura, Filme Minas, Cena Minas, Música de Minas e os Prêmios Minas Gerais de Literatura ocuparam o espaço que antes era lacuna”, diz parte do texto do manifesto.

Anastasia agradeceu o apoio afirmando que Minas “realiza um forte processo de descentralização da política de apoio cultural para que ela atuasse em todo o estado e não se concentrasse apenas nos centros maiores”.” Essa é uma forma de democratizar o apoio aos produtores culturais e os artistas e o acesso aos bens culturais a toda a população do estado”, afirmou.

Via: IG

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TSE usará programa da PF para investigar lavagem de dinheiro

quinta-feira, setembro 9th, 2010

Prestações de contas de campanhas com indícios de irregularidades serão averiguadas no software de lavagem de dinheiro da PF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou um acordo de parceria com o Ministério da Justiça e com a Polícia Federal para usar os programas de computador do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro em prestações de contas de campanha suspeitas de irregularidade.

De acordo com o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, após passar por uma triagem no sistema do Tribunal, contas com indícios de crimes serão submetidas aos programas, que cruzam dados bancários e formam uma espécie de corrente do dinheiro.

Com o software é possível rastrear de onde veio o recurso de determinado doador de campanha, de onde veio o dinheiro que este doador doou e assim consecutivamente. “Um trabalho que nós levávamos meses com planilhas é feito em poucos segundos com o computador, identificando todo o movimento dos recursos até chegar à conta eleitoral”, explicou o Diretor-Geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Questionado sobre possibilidade de uso mais amplo da ferramenta, Lewandowski disse que dificuldades técnicas impedem que toda as contas de campanha sejam esmiuçadas com os softwares contra lavagem de dinheiro.

“Nós temos um sistema normal de controle. Se ele detectar algo usa-se o programa”, disse.

Ele também comentou que, no caso de um partido ou coligação pedir investigação de adversários usando o sistema, além da apresentação de indícios, o TSE terá que se manifestar sobre o tema.

“Se essa hipótese acontecer vai ser gerado um processo que é enviado ao plenário e ele decide passa ou não pelo programa”.

Via: IG

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Para cumprir cota, partidos usam candidatas laranjas

quinta-feira, setembro 9th, 2010

Segundo o MPE, irregularidades ocorrem em alguns partidos que não cumpriram a determinação de ter a cota de 30% de mulheres

Em vez de plataforma política, favores para “encher o partido”. Entre as candidatas aos cargos de deputada estadual e federal no Estado do Rio de Janeiro, pelo menos 70 tiveram seus registros negados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por suspeita de fraude. Segundo o Ministério Público Eleitoral, as irregularidades ocorrem em alguns partidos que não têm candidatas suficientes para cumprir a cota de 30% destinada ao sexo feminino, obrigatória por lei. Assim, escalam ‘laranjas’ – em certos casos, há mulheres que nem sabiam que estavam registradas como candidatas.

Moradora da favela Vila Ipiranga, em Niterói, região metropolitana, a merendeira Lúcia Maria Ferreira da Silva, de 59 anos, se assustou ao saber que seu número como deputada federal pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC) seria o 2717. “Eles disseram que eu só iria encher o partido. Só precisavam dos meus dados para fazer o número. Não me disseram que eu seria candidata a deputada federal”, afirmou Lúcia, que em 2008 tentou vaga para a Câmara dos Vereadores de Niterói pela mesma legenda – na época, conseguiu apenas 200 votos. “Eles têm todos os meus documentos desde essa época.”

Algo semelhante ocorreu com a professora Maria da Aparecida Martins, de 53 anos. Ela se filiou ao Partido Trabalhista Cristão (PTC) com a intenção de se candidatar nestas eleições, mas afirma ter desistido em abril. Mesmo assim, em julho, o partido encaminhou registro em seu nome como candidata a deputada estadual. O pedido não tinha a assinatura da professora nem os documentos exigidos por lei.

O PSDC afirmou que todas as candidatas registradas pelo partido são pessoas filiadas e que desconhece as suspeitas de fraude. Já o PTC informou saber que Maria havia desistido de se candidatar, mas que não encaminhou carta de renúncia ao Tribunal Regional Eleitoral, pois o órgão não requisitou o documento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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