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Chavões e frases feitas guiaram discursos dos presidenciáveis

sexta-feira, outubro 29th, 2010

Em debates e outros momentos, Dilma e Serra recorreram a expressões repetitivas para desviar de críticas do adversário

“Salto baixo”, “central de mentiras”, “campanha do medo”, “preconceito odiento”, “trololó” e “tergiversar”. Faltando poucos dias para a ida às urnas os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) utilizaram à exaustão frases feitas e expressões repetidas ao conceder entrevistas, discursar em comícios ou participar de debates na TV. Esse quadro, se depender da experiência, poderá se repetir no debate que será realizado nesta sexta-feira, na TV Globo.

Para evitar a polêmica envolvendo a campanha tucana e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, Serra já se acostumou a falar em “preconceito odiento” quando questionado sobre o antigo auxiliar, suspeito de ter desviado recursos da campanha tucana. Serra chegou a afirmar que não conhecia Vieira de Souza e depois o defendeu. Agora, usa a expressão toda vez que é questionado sobre o assunto, a exemplo do que fez no debate da Record, no início desta semana.

Outro termo do discurso serrista é “trololó”, ao qual recorre para rebater qualquer crítica petista sobre a qual não queira discorrer. Já para responder sobre o tema privatizações, o candidato costuma afirmar que o PT tem uma “central de mentiras que é fenomenal”, como afirmou nesta quarta-feira à Rádio Jornal, de Recife.

Já a expressão-coringa “campanha do medo” é utilizada na campanha dilmista para rebater acusações feitas pelos tucanos. “Este medo, que a cada eleição eles tenham colocar nas pessoas, é porque eles não têm um projeto para o Brasil”, declarou Dilma em comício na Bahia, na terça-feira.

Sempre que questionada sobre sua vantagem contra Serra nas pesquisas, Dilma diz que não faz “campanha de salto alto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, disse a candidata na última quarta-feira, em Brasília.

E se a pergunta envolve a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, acusada de praticar tráfico de influência no governo Lula, Dilma já transformou em rotina a menção ao caso de Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, rebateu Dilma em debate da  Record nesta semana.

Na opinião do cientista e especialista em pesquisa e comunicação política, Malco Camargos, a repetição dos candidatos é a estratégia “da não discussão” de temas espinhosos. Camargos avalia, por exemplo, que Dilma perdeu votos nas urnas no primeiro turno pela forma como reagiu às críticas de Serra.

Assim, a tática petista para esta fase da eleição foi subir o tom. “Uma vez atacada pelo Serra, a defesa que ela traçou e que tem dado certo é de contra-atacar”, avalia o cientista político. “Os dois se nivelaram no discurso pelo discurso e o eleitor ficou insatisfeito com os dois”, diz.

DICIONÁRIO DA CAMPANHA PETISTA

Campanha do medo – é a acusação mais usada pela candidata do PT para rechaçar acusações tucanas. É também uma referência à campanha do PSDB, em 2002, na qual a atriz Regina Duarte afirmou que tinha medo da eleição do então candidato Lula.

Central de boataria - É usada por Dilma sempre que ela se refere aos rumores sobre seu posicionamento em relação ao aborto e principalmente sobre a afirmação de Serra de que ela se contradiz em relação ao tema

Subir no salto – desde o primeiro turno, a candidata petista usa o termo para negar seu favoritismo nas pesquisas e mostrar humildade aos eleitores.

Tergiversar – segundo a definição dos dicionários, o termo quer dizer “usar de evasivas, de rodeios, de subterfúgios” em uma fala.

DICIONÁRIO DA CAMPANHA TUCANA

Central de Mentiras – é a expressão usada pelo candidato do PSDB para rebater as críticas petistas sobre privatização de empresas públicas e a exploração do pré-sal.

Preconceito “odiento” – Usada por Serra para explicar a afirmação de que não conhece Paulo Preto, ex-diretor da Dersa em seu governo no Estado de São Paulo. Segundo o candidato, o apelido pelo qual Paulo Vieira de Souza é conhecido é preconceituoso

Trololó – também conhecido como “lero-lero” ou conversa fiada. Serra costuma usar o termo para qualificar declarações e promessas da candidata petista

Valores tradicionais da família brasileira – a frase surgiu junto com a discussão sobre o aborto. O tucano recorre à expressão para se posicionar contra o aborto e favorável a pontos defendidos pela Igreja.

Via: IG

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Dilma lança programa social para ‘erradicar pobreza’

quinta-feira, outubro 28th, 2010

Para isso, presidenciável afirmou que pretende aumentar os benefícios do Bolsa Família

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lançou em evento ontem em Brasília o Programa de Desenvolvimento Social, que aponta 13 promessas de reforço a programas sociais do governo Lula.

A meta apresentada pelo programa, distribuído a mais de mil militantes presentes no evento, é “eliminar a pobreza absoluta” no Brasil, por meio da ampliação do acesso ao (programa) Bolsa Família, aumento da oferta de serviços do Sistema Único de Assistência Social, reajuste do valor dos benefícios, melhora dos programas de alimentação, aumento da escolaridade, criação de empregos e a erradicação do trabalho infantil.

Foto: Divulgação

Dilma lança programa para desenvolvimento social em Brasília

“O primeiro item dos 13 pontos é a erradicação da miséria. Para nós, a questão social não é apenas um adereço de mão, é o cerne de nossa política. (…) O indicador principal de que um País se desenvolveu não está no PIB, mas na melhora da vida das pessoas”, afirmou Dilma em meio aos aplausos da militância.

A petista aproveitou ainda para criticar o programa do adversário tucano José Serra (PSDB) em relação ao tema da distribuição de renda. “Ao contrário do programa do adversário, que tem como anexo essa questão, na forma de um programa piloto de distribuição de renda, nós colocamos essa questão como prioridade. A nossa visão de desenvolvimento não é igual à deles”, pontuou.

A candidata petista prometeu também que vai continuar o projeto do governo Lula de ampliar a criação de empregos. “Nós aumentamos 15 milhões de empregos com carteira assinada, e vamos investir nessa questão porque, em vez de dar importância para questões mercantis, vamos continuar focando nas pessoas”.

E, como de costume, Dilma apelou ao voto feminino para ganhar as eleições, mas sem “subir no salto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, declarou.

Em seu discurso, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, reforçou que um eventual governo de Dilma vai ampliar o (programa) Bolsa Família, principal programa social do governo Lula, para todas as famílias e também para grupos indígenas, quilombolas e a população de rua. “Estamos aqui para consolidar o sistema único de assistência social, erradicar a pobreza, o trabalho infantil, levando estrutura para as famílias mais carentes, assim como a expansão do Bolsa Família até para as pessoas que não tem filhos”.

Presente a Lula
Questionada sobre o presente que pretende dar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta de seu aniversário, a presidenciável ainda declarou que “torce uma barbaridade” para entregar o presente pedido por ele. “Esse presente só vai ser entregue às 17 horas do dia 31 de outubro. Até lá fica a expectativa do presente. É uma boa expectativa, mas hoje não sabemos se o presente vai ser entregue. Eu espero que seja entregue”, afirmou Dilma, completando que “dará abraços nele após as atividades presidenciais na residência oficial”.

A petista ainda lamentou a morte de Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina. “A América Latina está de luto (…) vou me comunicar com Cristina (Kirchner) para dar os meus pesares”, disse.

Via: Ig

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Dilma e Serra trocam acusações na TV

terça-feira, outubro 26th, 2010

Tucano concentrou ataques no caso Erenice Guerra; petista insistiu em denúncias envolvendo Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto

Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) voltaram a subir o tom em debate realizado pela TV Record na noite desta segunda-feira. No evento, o terceiro organizado desde o início do segundo turno da corrida presidencial, aproveitaram em seus ataques episódios como as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra e as suspeitas que pesam sobre o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Logo no primeiro bloco, Serra encarregou-se de trazer à tona o caso Erenice, que perdeu o cargo em meio a denúncias sobre um suposto esquema de lobby orquestrado no governo federal. Enquanto criticava a política de banda larga do governo federal, o tucano engatou: “Quem cuidou disso foi a Erenice, que aliás hoje depôs na Polícia Federal sobre seus malfeitos”, disse o tucano.

Dilma revidou mencionando as denúncias que pesam sobre Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa acusado de desviar recursos da campanha de Serra. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, disse Dilma. A petista acrescentou: “E ele está envolvido na operação Castelo de Areia”.

Dilma também empenhou-se em desvincular Serra do programa Bolsa Família, menina dos olhos do governo na área social. “O Bolsa Família não é uma invenção do ex-governador José Serra”, afirmou, em uma referência ao fato de o rival atribuir ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso o embrião do programa.

Serra, por sua vez, voltou a vincular a petista ao ex-presidente Fernando Collor e, principalmente, ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, réu no processo do mensalão. “Ela foi testemunha de defesa dele”, afirmou Serra. “E ele é chamado de chefe da quadrilha.”

Mais adiante, Dilma e Serra bateram de frente também em relação a outros temas. Trocaram acusações sobre privatizações e retomaram inclusive a polêmica sobre o aborto, que havia passado para o segundo plano na última semana. Ao dizer que Dilma diz uma coisa e faz outra, Serra afirmou: “Ela disse ‘sou a favor do aborto, sou contra o aborto’. Disse, ‘sou a favor de privatizar as telecomunicações, sou contra privatizar as telecomunicações’”.

Os dois também trocaram críticas sobre o Movimento dos Sem Terra e sobre o cumprimento de promessas de campanha, além de compararem o desempenho de políticas de investimentos.

Presidenciáveis se preparam para debate, na Rede Record, em São Paulo
Foto: Agência Estado

Presidenciáveis se preparam para debate, na Rede Record, em São Paulo

Primeiro bloco

Dilma e Serra passaram boa parte do primeiro bloco trocando acusações sobre os casos Erenice Guerra e Paulo Preto. O primeiro a trazer as denúncias à tona foi Serra, que criticava a política de banda larga do governo. “Quem cuidou disso foi a Erenice, que aliás hoje depôs na Polícia Federal sobre seus malfeitos”, disse o tucano. Dilma devolveu mencionando o caso Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, disse Dilma.

Serra defendeu-se das acusações alegando que Dilma mantém um discurso preconceituoso. Também voltou a se explicar por ter dito que não conhecia o ex-diretor da Dersa. “O apelido que vocês colocaram nele é preconceituoso e racista. Por isso eu disse que não o conhecia”.

Serra retomou em outras ocasiões o caso Erenice. “Ela (Dilma) teve como braço direito em sua gestão (nas pastas) de MInas e Energia e Casa Civil uma mulher que montou um grande esquema de corrupção e está respondendo por isso. E foi essa mulher que Dilma escolheu para ficar no lugar dela”, afirmou Serra.

Segundo bloco

Na volta do intervalo, Serra empenhou-se em levar a discussão para o assunto pré-sal. Questionada, sobre o assunto, Dilma declarou: “Acho estranho que senhor diga sistematicamente que não quer privatizar o pré-sal e hoje mesmo uma pessoa importante do PSDB, o Luiz Paulo Velloso Lucas, disse que está errado nosso modelo de lidar com a Petrobras”. “Você está mais uma vez fazendo uma deliberada enrolação”, acrescentou.

Serra tentou colar na petista ação privatista, ao falar sobre concessões para a exploração do pré-sal. E voltou a ironizar o fato de a ex-ministra seguir orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial. “Eu penso com a minha cabeça. Eu não penso ‘fulano disse, fulano falou’”, afirmou, aproveitando para dizer que Dilma se contradiz. “Ela disse sou a favor do aborto, sou contra o aborto. Disse, sou a favor de privatizar as telecomunicações, sou contra privatizar as telecomunicações”.

Terceiro bloco

Serra abriu o bloco colocando em pauta o tema do relacionamento entre o governo federal e o MST. “O MST, na minha opinião, é um movimento político que usa a reforma agrária para fazer uma ação política”, disse Serra, lembrando que Dilma posou para fotos vestindo o boné do movimento. Antes de responder, Dilma queixou-se do tom usado por Serra: “Candidato Serra, acho que um debate pode ser bastante assertivo. Mas acredito que possamos manter um certo nível”.

“Nós somos a favor da reforma agrária no Brasil e fizemos o maior número de assentamentos de reforma agrária neste País”, disse Dilma. “Nós não tratamos nenhum movimento social com cacetete, nem aceitamos episódios como aquele de centenas de mortos que foi Eldorado dos Carajás.”

Depois de ouvir do tucano que dizia uma coisa sobre os sem-terra e agora segue outra linha, Dilma viu a chance de relembrar o fato de Serra ter deixado a prefeitura paulistana no meio do mandato, contrariando uma promessa de campanha, para disputar o governo de São Paulo. “Então fica muito complicado você falar qualquer coisa”, afirmou Dilma.

Via: IG

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Dilma e Serra fazem hoje penúltimo debate da campanha

segunda-feira, outubro 25th, 2010

Embora os dois candidatos garantam que estão interessados na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo

No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês “contra quem atravessasse o caminho do governo”. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou “peremptoriamente” a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Via: IG

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Minas deve ser palco final da disputa

sábado, outubro 23rd, 2010

O clima de acirramento entre as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tende a aumentar com a previsão de agendas coincidentes em Minas Gerais, no dia 30, próximo sábado, nos últimos atos da corrida presidencial. Segundo maior colégio eleitoral, Minas tornou-se território altamente disputado no qual tucanos aspiram a uma virada.

A intenção do PSDB é colar ainda mais José Serra no ex-governador e senador eleito Aécio Neves, que tem alta popularidade no Estado. Na reta final, a campanha usará depoimentos de Aécio por telefone, pedindo votos para Serra. Haverá também gravações de telemarketing com mensagens pró-Serra do ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) e de Antonio Anastasia. Falas dos três mineiros já começaram a aparecer nos programas eleitorais do tucano.

Na semana que vem, o presidenciável do PSDB dedicará pelo menos dois dias para viagens a Minas. A ideia é que o último evento da campanha seja uma caminhada em Belo Horizonte. Já os petistas cogitam a possibilidade de organizar, no mesmo dia, uma carreata silenciosa de Dilma Rousseff pelas ruas da capital mineira, já que se trata da terra natal da candidata.

Cientes de que será difícil aumentar o porcentual de votos no Nordeste, os coordenadores da campanha do tucano articulam os últimos atos da campanha nos principais colégios eleitorais, onde há possibilidade de aumentar a vantagem ou diminuir a dianteira da adversária. A semana final da campanha oposicionista à Presidência será focada no Sudeste do País, com viagens de Serra para o Rio e Minas, além de agendas em São Paulo, seu reduto eleitoral.

Marina
Em Minas o foco dos tucanos são os mais de 2 milhões de votos obtidos pela candidata derrotada Marina Silva (PV) – sem contar que ela venceu a disputa em Belo horizonte. Serra teve em Minas 3,3 milhões de votos no primeiro turno. Já Dilma teve cerca de 5 milhões de votos.

Por enquanto, a única cidade do Nordeste que constará da agenda do candidato tucano será Salvador. Na terça-feira, Serra participa de debate no SBT Nordeste – é possível que ele antes passe pelo Recife, o que ainda não está confirmado.

No caso dos petistas, a coordenação de campanha avalia que seria simbólico finalizar a disputa no Estado natal da candidata. No primeiro turno o último ato de campanha foi em São Bernardo do Campo, reduto da construção política do presidente Lula e da origem sindicalista do PT. Agora, avaliam, o fim da campanha precisa ter uma simbologia mais próxima a Dilma. Mas parte do PT ainda quer o ato final de campanha em São Paulo. A decisão será tomada segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Via: IG

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Presidenciáveis sobem o tom no rádio

quinta-feira, outubro 21st, 2010

Troca de ataques entre presidenciáveis ganha força nos spots divulgados nas rádios

Na reta final da corrida presidencial, as campanhas dos candidatos ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), subiram o tom nas inserções veiculadas no rádio e passaram a investir em críticas ácidas ao adversário.

Do lado de Serra, a ordem é apostar na tese de que Dilma mantém um discurso contraditório em relação a declarações que fez no passado. “A dona Dilma, o que ela quer? Como é que dá pra confiar, não sei quem é. (…) O que ela diz muda o tempo todo, assim parece que nem ela bota fé”, alfineta uma propaganda da campanha tucana, veiculada nos dias 19, 17 e 13.

“Serra é do bem. Do bem rico, do bem ganancioso, do bem caro. Serra é do bem, do bem estagnado, do bem inflacionado, do bem desempregado. Serra é do bem pra quem?”, provoca uma inserção petista veiculada no dia 13. Nesse caso, a propaganda é uma resposta a um jingle de Serra que diz: “Quando se conhece bem uma pessoa, logo se sabe se é gente boa. Com Serra essa certeza a gente tem. Serra é do bem, Serra é do bem.”

No horário eleitoral gratuito, a troca de críticas e acusações entre os presidenciáveis é a mesma. Simulando uma conversa entre apresentadores de uma rádio fictícia, chamada Estação 13 (uma referência ao número do partido), o programa transmitido ontem (20) pelo PT citou as notícias sobre a apreensão de panfletos contrários à candidatura petista em uma gráfica que estaria ligada a tucanos.

“Eles fazem qualquer coisa pra poder voltar ao poder. Chega a dar nojo. (…) Essa é mais uma prova das várias caras que o Serra tem. Lá no programa dele ele fica dizendo que é vítima de ataque e que se faz de santo e não sei o quê.”, afirma um dos locutores.

Já o programa tucano transmitido no dia 16 tenta descolar a imagem de Dilma da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dono de um índice recorde de aprovação entre a população – 81%, segundo o Datafolha. Dilma vem reforçando a mensagem de que participou dos oito anos de governo Lula e esteve à frente de grandes projetos, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), logo, estaria preparada para assumir a Presidência.

“O jeito que a Dilma faz promessa, diz que fez um montão de coisa, mas quando vai mostrar, é tudo do Lula. Parece que foi ela que fez sozinha, mas na verdade a Dilma, ninguém sabe o que ela mesma fez. Mas em vez de esclarecer isso, fica aí, falando mal do Serra”, afirma um personagem tucano no programa. “E tem outra coisa, Wilson, será que ela vai dar conta? Sei não, acho que é muita areia pro caminhãozinho dela”, responde outra locutora fictícia. Na sequência, personagens afirmam não conhecerem qualquer feito da petista.

Segundo o cientista político e autor do livro A Cabeça do Eleitor, Alberto Carlos de Almeida, as campanhas políticas no rádio sempre tiveram um tom diferenciado das propagandas políticas feitas para a televisão. “A campanha na TV é mais elitizada. No rádio você atinge as donas de casa, os estudantes, as pessoas de renda média e um pouco mais baixa, ao passo que a TV atinge todo mundo. A campanha no rádio é uma campanha mais ‘popularista’ mesmo.”, explica.

Via: IG

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Mais folhetos anti-PT têm até lista de candidatos vetados

quarta-feira, outubro 20th, 2010

Outros panfletos são distribuídos livremente em Guarulhos, região de bispo que teria encomendado material apreendido pela PF

Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.

Em pelo menos três igrejas da região (São Geraldo, Santo Antonio e Santa Luzia), a reportagem do iG encontrou publicações que fazem a relação do PT e de sua candidata com a defesa do aborto. Uma das publicações, datada de setembro de 2010, antes do primeiro turno, afirma que o PT teria expulsado de seus quadros parlamentares que eram contra a descriminalização do aborto – a sigla suspendeu integrantes que manifestavam posições radicais contra a descriminalização eque acabaram deixando a sigla, entre eles Luiz Bassuma, hoje no PV. A publicação pede para que os fiéis católicos “reavaliem sua opinião em relação ao partido”.

Foto: Reprodução

Jornal distribuído nas igrejas de Guarulhos prega voto contra os candidatos a favor do aborto e sita o PT como exemplo de partido que reprime os partidários contrários

A publicação traz uma lista de candidatos a deputado que supostamente seriam a favor da descriminalização do aborto, sugerindo que os católicos não dessem seu voto a eles. Na maioria são nomes do PT e do PCdoB, como Paulo Teixeira, José Mentor, Jilmar Tatto e Vanessa Grazziotin. Há também nomes do PSOL, do PV e também do PDT, como Paulo Pereira da Silva, Fernando Gabeira e Chico Alencar.

A publicação recebe o nome de “Jornal Em Defesa da Vida” e é coordenadora por um grupo de Santa Catarina chamado “Movimento Gianna Beretta Molla”, nome de uma santa católica italiana. O grupo religioso é coordenador por Sabino Werlich. Ele afirma que nos últimos meses imprimiu mais de 300 mil exemplares do jornal, que foram distribuídos para mais de 4 mil paróquias de todo o Brasil.

Segundo Werlich, o jornal é financiado por “gente da comunidade” e pela venda de produtos naturais produzidos pelo grupo, como pomadas e remédios naturais, que recebem o nome de “erval da divina misericórdia”. No impresso há um enorme artigo destacando a posição “a favor da vida” do candidato José Serra (PSDB).

Foto: Reprodução

Trecho do jornal que identifica os parlamentares supostamente favoráveis ao aborto, recomendando voto contra eles

No impresso distribuído nas igrejas de Guarulhos, o leitor encontra um telefone onde pode adquirir DVDs que orientam contra a prática do aborto. O material é enviado pelo correio para a casa dos fiéis.

As paróquias de Guarulhos também distribuem um jornal oficial da Diocese da cidade onde o próprio Dom Luiz Gonzaga Bergonzini escreve um artigo pedindo o voto contra Dilma Rousseff (PT). O jornal de nome “Folha Diocesana” seria pago pela igreja e foi encontrado nas três paróquias visitadas pelo iG.

Bairro Ponte Grande

Durante a visita à Paróquia São Geraldo, no bairro Ponte Grande, o iG também flagrou um seminarista que mora na igreja com um exemplar do panfleto apreendido pela Polícia Federal no último sábado em uma gráfica de São Paulo. Questionado sobre o material, o seminarista que não quis se identificar disse que o folheto está sendo distribuído no Seminário São Caetano, mantido pela Diocese de Guarulhos.

O padre José Francisco Antunes, pároco da São Geraldo, confirmou que as paróquias da região receberam uma leva do folheto com assinatura da CNBB há cerca de 20 dias, mas que “acabou rapidamente”. Ele disse que não chegou a ver o material, mas afirmou que considera “normal” a distribuição de material político na igreja que oriente os fiéis. “O material tem a assinatura dos bispos da região. É o posicionamento deles. A Igreja pode e deve orientar seus fiéis sobre quem são os candidatos que são a favor da vida”, disse o padre Francisco. Ele também confirmou que costuma fazer sermões nas missas orientando os fiéis sobre política e eleição, embora diga nunca tenha feito nenhuma menção à Dilma ou Serra em suas pregações.

“O código da igreja nos proíbe falar o nome de qualquer candidato. Oriente apenas sobre a atenção que eles devem dar para os candidatos que são contra a violência do aborto”, argumentou. O padre Francisco diz que, pessoalmente, não vê diferenças entre Dilma Rousseff e José Serra. “Eles têm a mesma posição

Foto: Reprodução

Reprodução do artigo do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini no jornal da Diocese de Guarulhos, onde ele prega o voto contra a candidata Dilma Rousseff (PT)

sobre o aborto. Cabe aos fiéis escolherem entre um e outro, de acordo com o que cada um sente sobre quem é realmente comprometido com as causas da igreja”, afirmou. O padre nega que essas pregações sejam orientações do bispo diocesano, dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

Diocese de Guarulhos

Apesar da posição do padre, em vários pontos da paróquia é possível encontrar folhetos impressos em papel sulfite com o mesmo texto de alerta aos cidadãos contra o Partido dos Trabalhadores. Os impressos contêm o mesmo “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras” contido nos panfletos apreendidos pela PF na gráfica do Cambuci.

A mesma paróquia distribuía aos fiéis vários exemplares do “Jornal em Defesa da Vida” e da “Folha Diocesana”, que pregam voto contra Dilma. “São materiais legítimos, as vezes vindo da própria Diocese, que continuaremos distribuindo. Não vejo problema nenhum em fazer isso”, afirmou padre Francisco.

A reportagem do iG procurou o bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, mas desde sábado ele não aparece na diocese, segundo os funcionários. Ele não foi encontrado em sua casa, nem no seminário de Guarulhos. Os funcionários não sabiam do paradeiro do bispo.

Foto: Reprodução

Folheto distribuído na igreja São Geraldo, em Guarulhos. O texto é o mesmo apresentado nos panfletos apreendidos pela PF numa gráfica do Cambuci, em São Paulo

Via: IG

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Dilma e o aborto: ‘Sou contra; é uma violência contra a mulher’

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Candidata se encontra com religiosos em Belo Horizonte e diz ser vítima de ‘campanha clandestina e oculta’

Atrás de um altar montado na capela do Mercado Central de Belo Horizonte, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se reuniu com lideranças religiosas nesta quinta-feira. Ao conversar com os religiosos, a petista diz ter ouvido uma “voz cristalina” que se distinguiu do que ela chamou de uma “campanha clandestina e oculta” contra a sua candidatura durante o primeiro turno da eleição. A candidata se referia a boatos que circularam na internet e em ambientes religiosos de que ela seria a favor do aborto.

Confusão na entrevista sem o “paliteiro”

“Foi uma conversa que calou fundo no meu coração”, disse Dilma depois do encontro em Belo Horizonte. Mesmo sem ser questionada pelos jornalistas, ela voltou a dizer, como já fez em várias vezes durante a sua campanha, que é contra a prática do aborto. “Eu sou contra porque é uma violência contra a mulher”, afirmou.

Dilma negou rumores de que o programa de governo usado na sua campanha mudaria o enfoque em relação ao aborto. Segundo a petista, não há o que mudar porque o aborto não estava contemplado no texto do programa.

A petista disse também que espera receber todos os votos mineiros, incluindo o chamado “Dilmasia”, que foi uma combinação de votos, feita no primeiro turno, que misturava o nome Dilma com o do tucano Antonio Anastasia (PSDB), que foi reeleito governador em Minas Gerais.

Questionada se já havia feito um segundo contato com Marina Silva, candidata derrotada oo PV à Presidência, para pedir o seu apoio, Dilma respondeu que respeita a senadora e que é contra este tipo de pressão. “A hora certa vai chegar”, afirmou.

Paliteiro

Dilma concedeu a coletiva a jornalistas na capela do Mercado, que só abre aos domingos, mas que foi aberta hoje atendendo a um pedido da campanha. A visita da petista provocou muito tumulto, onde militantes e jornalistas tiveram de se agachar para acompanhar a entrevista coletiva. Dilma, acostumada com a organização da primeira fase da campanha, disse: “Isto é para vocês verem como faz falta o paliteiro (dos microfones). Pela volta do paliteiro!”, afirmou.

No primeiro turno, Dilma foi criticada por parte dos jornalistas que disseram que o uso do “paliteiro” (uma espécie de púlpito com os microfones dos repórteres) era uma demonstração de que a candidata havia subido no salto alto. Para o segundo turno, a campanha da petista não tem usado mais o “paliteiro”.

Acompanharam a petista o ex-candidato ao Senado Fernando Pimentel (PT), o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, e o coordenador de sua campanha, José Eduardo Cardozo.

Carreata

Depois do evento em Belo Horizonte, Dilma seguiu para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital mineira. Lá, percorreu a região central da cidade em carro aberto.

Via: IG

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Lula abre ofensiva para eleger senadores da base aliada

sábado, setembro 25th, 2010

Presidente age para minimizar os riscos de Dilma Rousseff, se eleita, enfrentar uma oposição forte no Congresso

Na reta final da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal cabo eleitoral de Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial, intensificou esforços para tentar eleger, em 3 de outubro, o maior número de senadores de sua base aliada. Desde o início da campanha eleitoral, Lula vem repetindo a aliados que fará o que for necessário para assegurar a Dilma uma base sólida no Congresso para um eventual governo a partir de 2011.

A ordem é evitar que a petista, se eleita, enfrente as mesmas dificuldades vividas por ele próprio em oito anos de governo. No Senado, Lula acumulou derrotas como a derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em 2007. Em seus discursos, Lula faz questão de frisar, sempre que pode, que há, por parte do governo, a preocupação em relação à base de apoio que seu sucessor irá herdar a partir de 2011. “Não podemos deixar a Dilma na mão de senadores como eu fiquei”, afirmou Lula, em comício realizado em Ribeirão Preto (SP), na semana passada.

Como parte da estratégia, o presidente reservou espaço na agenda nas últimas duas semanas para gravar mensagens de apoio a vários postulantes a uma cadeira na Casa. Em São Paulo, por exemplo, ele gravou, no meio da semana, mensagem de apoio conjunta para Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B).  Dirigentes petistas avaliam que a presença de Lula na TV minimize as chances de uma surpresa na reta final da campanha. A preocupação, no momento, é com a possibilidade de tucano Aloysio Nunes Ferreira herdar boa parte dos votos do peemedebista Orestes Quércia, que deixou a disputa para tratar um câncer.

Internamente, Lula tem se movimentado para tentar aparar as arestas entre Marta e Netinho  – a coordenação petista em São Paulo enfrentou dificuldades, durante todo o período eleitoral, para unir os candidatos em um mesmo evento. Marta optou por um voo solo: contratou seu próprio marqueteiro – Duda Mendonça – e, sempre que pode, evitava fazer corpo-a-corpo ao lado de Netinho.

Lula entrou em campo também em Minas Gerais, onde o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) figura na terceira posição entre os candidatos ao Senado – atrás do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e do ex-presidente Itamar Franco (PPS). Assim como fez em São Paulo, o presidente gravou mensagens de apoio para o aliado. “Ele está ajudando bastante, tem consciência de que o Senado será importantíssimo”, afirmou Pimentel.

Além do ex-prefeito, ganharam mensagens exclusivas de Lula candidatos como Marcelo Crivella (PRB) e Lindberg Farias (PT) – empenho que já resultou na queda do opositor Cesar Maia (DEM), então favorito para abocanhar a segunda vaga. Vanessa Grazziotin (PC do B), no Amazonas, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), em Pernambuco, também receberam apoio de Lula na TV. Amazonas e Ceará são os Estados pelos quais foram eleitos dois dos mais ferrenhos críticos do presidente Lula: Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Atualmente o governo conta com 46 parlamentares na Casa filiados a partidos aliados. O problema, no entanto, são as dissidências dentro das siglas – caso, por exemplo, do senador Pedro Simon (PMDB), um dos mais críticos opositores do governo. Com base em projeções feitas pelo Diap, o departamento intersindical de assessoria parlamentar, devem ser eleitos 38 senadores da base aliada – entre as 54 vagas em disputa.

Via:  IG

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Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei, diz Lula

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Em Curitiba, presidente também reagiu com ironia às acusações da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia

A dez dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente na noite desta quarta-feira ser responsável pelos votos conquistados pela candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei. Este é um dado da história que é importante meditar”, afirmou Lula.

Em comício para Dilma e o candidato ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT), no bairro novo, periferia de Curitiba, o presidente reagiu com ironia às acusações de parte da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia. “Agora, estão inventando o tal do discurso que nós ameaçamos a democracia. Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia”, ironizou. Cerca de 10 mil pessoas participaram do comício.

Segundo Lula, a oposição considera que a democracia é apenas a liberdade de expressar o descontentamento, enquanto para o governo, democracia é inclusão social. “Para eles, democracia era bom naquele tempo que a gente podia se reunir apenas para gritar que estava com fome. Democracia não é gritar que está com fome, é comer”.

Para o presidente, a visão “equivocada” que a oposição tem do povo, explica o mau desempenho dos tucanos nas pesquisas de intenção de voto. “Governar, a gente não aprende na escola, governar é compromisso e a relação da gente com o povo. Eles só sabem chegar perto dos pobres perto de eleição e agora estão inventando o discurso. Essa gente pensa que a gente é tonto”, afirmou.

Sem citar o nome do adversário, Lula também ironizou as promessas do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e dar um 13º para os beneficiários do Bolsa Família. “Essa gente passou oito anos chamando o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’. É esmola para eles que dão R$ 100 de gorjeta quando tomam uísque.”

Em seu discurso, Dilma acusou os adversários de destilarem ódio contra sua campanha e tratarem os eleitores como tolos ao fazer promessas, segundo ela, estapafúrdias.
“Em época de eleição, muita gente promete muita coisa. Eles não aumentaram o salário mínimo quando podiam e hoje, prometem pensando que o povo é tolo”.

Via: IG

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