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Dilma e Serra travam embate mais duro da eleição

segunda-feira, outubro 11th, 2010

Aborto, escândalo na Casa Civil e privatizações viram temas das críticas trocadas entre petista e tucano na Band

Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) transformaram o primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial em palco para a troca de acusações e duras críticas. Em um embate que se estendeu por todos os blocos do programa, a petista e o tucano se revezaram em menções à polêmica sobre aborto, às denúncias de corrupção que atingiram a Casa Civil do governo Lula e à política de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

A decisão de Dilma de partir para o ataque contra Serra já era prevista pela campanha petista, como adiantou o iG. O confrontou esquentou logo na primeira pergunta, quando Dilma abordou Serra dizendo ser vítima de uma campanha baseada em “calúnias”. “Sua campanha procura me atingir por meio de calúnias, mentiras e difamações”, disse Dilma, acusando o vice do adversário tucano, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), de reunir grupos de discussão com o objetivo de explorar eleitoralmente “questões religiosas”. Serra reagiu: “Vocês confundem verdades ou matérias de jornais com ataques orquestrados”.

Dilma não negou o apoio à descriminalização, mas investiu na tese de que se trata apenas de evitar que mulheres que tenham sofrido complicações por realizarem clandestinamente o procedimento não corram o risco de serem presas ao buscarem socorro.

A petista também acusou Serra de ter “mil caras” e disse que o rival se tornou alvo de investigação por tê-la acusado de montar um dossiê. “Você é réu por calúnia e difamação. Você está caminhando para entrar na Ficha Limpa”, rebateu a petista. Dilma ainda mencionou o fato de a mulher do tucano, Mônica Serra, ter dito que a petista é “a favor de matar as criancinhas”. “Eu não concordo com a fala da sua senhora. É uma coisa antiga”, afirmou.

Os dois baixaram o tom por alguns minutos, após Serra questionar Dilma sobre segurança pública. Pouco depois, entretanto, a petista retomou os ataques. “O senhor deveria olhar o seu assessor Paulo Vieira de Souza, que fugiu com R$ 4 milhões de dentro da sua campanha”, provocou, em referência a denúncias envolvendo um suposto desvio de recursos comandado por Vieira, que foi diretor da Dersa.

Dilma manteve o tom em alta no segundo bloco, ao lembrar que Serra normatizou a realização do aborto nos casos autorizados pela atual lei – a regra atual, que data de 1940, autoriza o procedimento nos casos de estupro e de risco à vida da mãe. “Agora, precisamos saber se vamos partir para a hipocrisia”, ironizou a petista. “Eu lamento as suas mil caras”, reforçou. Indiretamente, Serra criticou Dilma por ter sido indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a corrida presidencial. “As pessoas sabem que eu tenho cabeça própria, não fui pinçado por ninguém”, disse.

Privatização

Enquanto o aborto e as denúncias de corrupção predominaram no primeiro bloco, no segundo Dilma trouxe para a discussão o tema das privatizações. A petista abriu falando sobre a Petrobras. Elogiou a recente capitalização da companhia e criticou a administração da empresa sob a gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso. “É só voltar a campanha eleitoral que o PT volta neste assunto”, rebateu Serra, queixando-se de ser criticado pelo PT pelas privatizações. “O PT colocou o Banco do Brasil na Bolsa de Nova York e aumentou o capital privado no Banco”, disse Serra.

Dilma queixou-se da tentativa do governo FHC de mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Serra respondeu dizendo sempre ter se comprometido com a companhia e alegando que o atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, que presidiu também a Petrobras, elogiou medidas do governo tucano em relação à empresa. Dilma, em seguida, reforçou o discurso antiprivatização. “Vocês achavam que era uma vergonha não privatizar.”

O tucano afirmou que se não houvesse privatização na área de telefonia, o Brasil seria o “País do ‘orelhão’, que Dilma rebateu dizendo “o Brasil não é o País do ‘orelhão’, mas o da banda larga”.

Serra prometeu “reestatizar os Correios”, que segundo ele passou a servir aos interesses dos “companheiros”. Prometeu ainda fortalecer a Petrobras e outras instituições públicas, como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Segundo a emissora, o debate deste domingo teve média de audiência de 4 pontos e pico de 6 pontos, segundo o Ibope.

Dilma e Serra se cumprimentam nos estúdios da TV Bandeirantes, antes do início do debate
Foto: Agência EstadoAmpliar

Dilma e Serra se cumprimentam nos estúdios da TV Bandeirantes, antes do início do debate

Via: IG

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Pesquisa: Alckmin cai e vitória no 1º turno é ameaçada

sábado, setembro 25th, 2010

Tucano aparece com 40% das intenções de voto, mesma soma dos adversários; Mercadante sobe de 17% para 28%

O cenário de vitória do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) logo no primeiro turno, em São Paulo, está ameaçado, de acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG. O tucano perdeu nove pontos em relação ao último levantamento, em agosto, e conta agora com 40% das intenções de voto – exatamente a soma do desempenho dos quatro principais adversários.

 O senador Aloizio Mercadante, do PT, foi quem mais cresceu: saltou de 17% para 28% entre agosto e setembro. Celso Russomano (PP) oscilou dois pontos para baixo e aparece agora com 7%. Paulo Skaf (PSB), que antes tinha 1%, soma agora 3%. Fábio Feldmann, do PV, tem 2% das preferências. Com o cenário, fica no limite a possibilidade de a disputa ser decidida no primeiro turno. Em julho, a distância de Alckmin em relação à soma dos demais candidatos era de 18%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa, registrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.704/10, ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro.
O índice dos que se dizem indecisos ou não responderam à pesquisa é de 13% em São Paulo, ainda segundo o Vox Populi. Brancos e nulos somam 7%.

Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Alckmin soma 32% e Mercadante, 23% – o petista tinha 7% há um mês.

O crescimento do petista acontece num momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a campanha petista no maior colégio eleitoral do País, tanto na TV como em comícios.
Mercadante se beneficiou também do crescimento de Dilma Rousseff, presidenciável petista, no Estado. Entre agosto e setembro, a ex-ministra da Casa Civil cresceu dez pontos e hoje soma 43% das preferências. Já o tucano José Serra, que tinha 40% das intenções de voto, aparece agora com 29%.

A candidata Marina Silva, do PV, subiu três pontos e agora conta com 12%. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) é o candidato favorito de 1% dos eleitores paulistas – os demais não somam 1%.

Em São Paulo, o índice de quem não sabe ou não respondeu em quem pretende votar para presidente no dia 3 de outubro é de 9%. Outros 6% dizem votar nulo ou em branco.

Senado

A disputa para o Senado também apresentou mudanças em relação à pesquisa anterior. A candidata Marta Suplicy (PT) oscilou dois pontos para cima e agora tem 36% das intenções de voto.

A ex-prefeita de São Paulo, no entanto, observa o crescimento mais acelerado de dois adversários com chances de obter as vagas no Senado. Netinho de Paula (PC do B), candidato na chapa petista, saltou de 16% para 33% em um mês, enquanto Aloysio Nunes (PSDB) praticamente quadruplicou seu desempenho e chegou agora a 22% após a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa. Romeu Tuma (PTB) tem 16% das preferências – eram 19% em agosto.

O cenário, no entanto, tende a mudar até o dia da votação, já que 21% dos eleitores paulistas ainda se dizem indecisos. Brancos e nulos somam 14%.

Via: IG

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Eleição abre caminho para nova geração de políticos

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Políticos jovens e populares prometem sair das urnas como opções para o Planalto em eleições futuras, avaliam especialistas

A eleição deste ano começa a dar projeção nacional a representantes de uma nova geração de políticos. Se forem confirmados os resultados das últimas pesquisas de opinião, nomes jovens e populares como o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB), e os governadores Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, e Cid Gomes (PSB), do Ceará, sairão fortalecidos das urnas em outubro.

Muitos com menos de 50 anos e donos de altos índices de popularidade, esses políticos devem assumir um papel de destaque na articulação política e construção de alianças no próximo período, avaliam especialistas ouvidos pelo iG.

Para o cientista político Antônio Lavareda, esses “novos nomes” surgem no cenário político como alternativas para o próximo pleito presidencial e serão figuras obrigatórias na composição das futuras chapas. Na opinião do especialista, eles não substituirão necessariamente os velhos caciques, mas terão poder para renovar a dinâmica política nacional. “No Brasil não existe uma troca de guarda ou de geração na política. Mas esses novos nomes trazem um vigor diferente para a vida pública e podem despertar mais entusiasmo nos jovens”, afirma Lavareda.

Foto: AE

Jovem, Aécio desponta como favorito ao Senado e comemora crescimento de seu candidato ao governo

A lista, apontam especialistas, inclui ainda os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT), e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Assim como Cid e Campos, ambos podem vencer as eleições em seus Estados ainda no primeiro turno. Os quatro disputam a reeleição e, no próximo período, não poderão mais concorrer ao cargo de governador, passando a integrar a lista de possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Apontado como favorito na corrida pelo governo de Pernambuco, Campos tem 70% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Vox Populi. Aécio, que chegou a cogitar a disputa presidencial este ano, chega a 64% das intenções de voto na corrida ao Senado e comemora ao crescimento de seu candidato ao governo mineiro, Antônio Anastasia.

Foto: Agência Estado

Assim como Jaques Wagner e Sérgio Cabral, Eduardo Campos tem chances de se reeleger no primeiro turno

“Esses novos líderes terão o desafio de criar uma nova dinâmica entre oposição e governo, viabilizando ou não a atuação do próximo presidente. Eles terão enorme influência sobre o Congresso. O grande desafio deles é criar uma nova forma de fazer política, diferente da que está aí”, afirma Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Prévias

Boa parte dos membros da nova geração carrega a herança de políticos importantes – Aécio é neto de Tancredo Neves e Eduardo Campos, de Miguel Arraes. Na avaliação de Lavareda, eles serão capazes de “furar” a barreira que existe dentro dos partidos em relação aos jovens políticos.

Para o cientista político, a experiência e atuação em cargos públicos ainda pesa na hora do voto, dificultando o surgimento de novos projetos e visões sobre o País. “Como no Brasil não existem as prévias partidárias, os políticos jovens não encontram espaço nos partidos. Bill Clinton e Barack Obama, por exemplo, eram políticos com pouquíssima experiência antes de chegarem à Casa Branca. Conseguiram graças, justamente, às prévias”, explica.

De acordo com Fábio Wanderley Reis, líderes que podem surgir das urnas no próximo dia 3 de outubro tendem ainda a substituir os políticos de mais idade. “A idade pesa, mesmo para aqueles que insistem em continuar na vida pública. A renovação das lideranças partidárias deve ser a grande novidade dessas eleições”, analisa Reis.

Via: IG

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PPS defende nome de Soninha para vaga de Quércia

quarta-feira, setembro 8th, 2010

Presidente do PPS diz que não quer deixar que uma das vagas fique ‘de mão beijada’ para o PT

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, defendeu que a ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS), ocupe a vaga deixada por Orestes Quércia (PPS) na disputa pelo Senado.

Freire argumenta que Soninha poderia evitar que uma das duas vagas de São Paulo ao Senado fosse deixada “de mão beijada” para o PT e também receberia o segundo voto dos tucanos.

“Tenho a impressão de que precisamos encontrar outro candidato para não ser uma disputa na qual de antemão entregamos uma vaga para o adversário. Além disso, um outro nome viabilizaria o segundo voto dos nossos eleitores”, disse Freire. “A Soninha é uma candidata competitiva. Pesquisas feitas lá atrás mostraram isso”, completou.

Os candidatos a governador, Geraldo Alckmin, e à Presidência, José Serra (PSDB), se esquivaram de comentar a sugestão. “Esta é uma questão que deve ser solucionada pelos partidos”, disse Serra.

Na segunda-feira, Quércia formalizou a retirada de sua candidatura para se tratar de um câncer na próstata e anunciou apoio ao candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira.

Via: IG

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No Datafolha Dilma coloca 20 pontos à frente de Serra

quinta-feira, agosto 26th, 2010

Candidata petista aparece com 49% das intenções de voto, contra 29% do tucano, seu principal adversário 

Segundo a Pesquisa Datafolha, divulgada na madrugada desta quinta-feira, 26, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, possui 49% das intenções de voto, contra 29% do tucano José Serra, seu principal adversário nas eleições deste ano. Marina Silva, do PV, manteve-se com 9% das intenções.

Votos brancos e nulos somam 4%, enquanto 8% dos entrevistados não souberam dizer em quem vão votar. Os demais candidatos à Presidência não chegaram a atingir 1% das intenções de voto. Caso as eleições fossem hoje, a candidata petista teria 55% dos votos válidos, o que lhe daria a vitória no 1º turno.

No quesito de rejeição, Dilma mantém a mesma porcentagem desde maio, que é de 19%, enquanto Serra aparece com 29%, dois pontos percentuais a mais do que na semana passada.

A margem de erro da pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal A Folha de S. Paulo, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram realizadas 10.948 entrevistas em todo o País nos dias 23 e 24 de agosto. No levantamento anterior, Dilma tinha 47% das intenções, contra 30% de Serra e 9% de Marina.

Segundo Turno

Em um eventual 2º turno, Dilma aumentou sua vantagem em relação a Serra de 14 para 19 pontos. A petista possui 55% das intenções, e Serra, 36%.

Via: IG

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Ficha Limpa: Recursos podem ficar para depois das eleições

sexta-feira, agosto 20th, 2010

Recursos contra Ficha Limpa podem ficar para depois das eleições

Presidente da Corte disse que alguns recursos podem ter sua conclusão jurídica somente depois das eleições

Lewandowski fala sobre possível atraso em julgamentos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse nesta sexta-feira que alguns recursos de candidatos prejudicados pela Lei da Ficha Limpa podem ser julgados somente depois das eleições. De acordo com ele, o complexo sistema legal brasileiro é o responsável por tal situação.

“Claro que alguns recursos ficarão para depois, mas isso é algo rotineiro, infelizmente, algo cotidiano, com qual a Justiça Eleitoral e os eleitores têm de conviver (…) Não é algo que depende da Justiça e de seus magistrados, mas da complexa legislação eleitoral brasileira, sobretudo processual, que faz com que os processos se arrastem”, disse.

Nesta manhã o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Mozart Valadares, também havia feito tal reflexão ao chegar na 50ª Reunião dos Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais.

“Não podemos desconhecer que isso causará insegurança e incerteza e pode contaminar parcela do eleitorado. O melhor seria que tudo fosse resolvido antes. Mas há casos que devem ultrapassar [a eleição]”, disse.

Fora da Justiça Eleitoral, a Ficha Limpa também pode ter recursos não apreciados antes das eleições no Supremo Tribunal Federal (STF), última instância judicial. O ministro Gilmar Mendes disse no início da semana que a aprovação da Lei em período próximo ao eleitoral fará com que incertezas perdurem até depois do pleito.

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Serra: Dilma copia minhas propostas

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Serra culpa governo por fim da CPMF e diz que Dilma copia ideias

Tucano deu entrevista após participar de palestra no XX Congresso Nacional de Santas Casas

Tucano rebate crítica de que oposição prejudicou verba da saúde
 O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, culpou hoje o governo federal e base aliada pelo fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que havia sido criada como fonte de recursos para saúde. Ele deu a declaração após participar do XX Congresso Nacional de Santas Casas, em Brasília

A CPMF foi derrubada pelo Senado no fim de 2007, por 45 contrários a 34 favoráveis à renovação do imposto. Na oportunidade, a oposição – liderada pelo PSDB e pelo DEM – foi responsabilizada pela derrota imposta ao governo. Congressistas do PT e do PMDB disseram que o governo perdeu R$ 40 bilhões em arrecadação e prejudicou os gastos na área de saúde.

“O projeto de renovação da CPMF não falava de jeito nenhum de saúde. Quem atrasou o projeto foi a base do governo porque estava na CCJ e o pessoal da comissão disse que só daria curso ao projeto caso pudesse nomear o presidente de Furnas”, disse Serra.

“No Senado, eu tomei a iniciativa de dizer se vincular a um gasto extra eu acho que aprova. Então, a proposta, inclusive o texto base foi meu. Tive como um dos interlocutores o [Antonio] Palocci [deputado federal pelo PT e ex-ministro da Fazenda]”, explicou o tucano.

Cópia de propostas

 

Serra acusa Dilma de copiar propostas
 Serra voltou a dizer que a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem copiado suas propostas. Citou como exemplo o caso das AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial), que o governo agora apresenta como UPAS. “Foram começadas por mim na Prefeitura de São Paulo. Tem 130 em São Paulo. Só que eles [o PT e Dilma] chamaram de UPAS”, afirmou.

O tucano citou como outro exemplo de cópia de propostas “a força de catástrofes” criada pelo PT. “Eu disse vamos criar uma Defesa Civil Nacional, uma tropa para atuar com rapidez”, disse.

“Logo, logo vem…Ela [Dilma] propõe uma força de catástrofe. Não leu direito o que eu falei. É para confundir a opinião pública. E a imprensa tende a tratar isonomicamente. Não tende a se dar o trabalho e ver quem propôs primeiro”, completou.

Via: IG

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Polarização nacional guia disputas regionais

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Polarização nacional guia arquitetura de disputas regionais

Confira o cenário da eleição deste ano em todos os 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal

A polarização PT-PSDB que guia a corrida presidencial deste ano determinou também a arquitetura das disputas nos Estados brasileiros. Na maioria dos colégios eleitorais do País, candidatos se organizam em torno da montagem dos palanques presidenciais da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) e do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Em terceiro lugar nas pesquisas para a corrida nacional, o PV da senadora Marina Silva (AC) empenhou-se em garantir seu espaço nas disputas regionais, embora com menos peso que seus dois adversários.

Confira o cenário eleitoral no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

REGIÃO NORTE

Acre

Mais uma vez a eleição será polarizada. Comandantes do PT local, os irmãos Viana disputam o Senado e o governo, que hoje está nas mãos do também petista Binho Marques. Tião e Jorge Viana só mudaram de postos. Senador reeleito em 2006, Tião vai disputar o governo. Ex-governador (1999-2006), Jorge tentará o Senado junto com Edvaldo Magalhães, do PC do B, antigo parceiro do PT no Estado. Os três têm o apoio da senadora Marina Silva. Apesar de ser candidata a presidente pelo PV, ela manteve o apoio aos dois amigos, com quem militou no PT antes de mudar de partido. O grupo enfrenta a oposição encabeçada pelo PSDB, cujo candidato ao governo é o deputado federal Tião Bocalom. Enfraquecido no Estado, o PMDB será coadjuvante na eleição. O atual senador peemedebista Geraldo Mesquita não disputará a reeleição. Ele abriu espaço para o ex-deputado federal João Correia (PMDB), que fará dobradinha para o Senado com o deputado federal Sérgio Petecão (PMN).

Amapá

Principal representante do PMDB no Amapá, o presidente do Senado, José Sarney, é um aliado de confiança do PT em nível nacional. Desde o primeiro turno da eleição de 2002, apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Estado, porém, Sarney deixou que seu PMDB fizesse aliança com o PSDB, numa situação parecida com a do senador Romero Jucá em Roraima. Presidente do PMDB no Amapá, o senador Gilvam Borges tentará a reeleição na chapa encabeçada pelo candidato ao governo Jorge Almanajás (PSDB). A outra vaga ao Senado ficou com Papaleo Paes, senador tucano que tenta a reeleição. De novo, o principal adversário do grupo de Sarney será família Capiberibe. Ex-prefeito de Macapá, Camilo Capiribe (PSB) terá o apoio do PT para disputar o governo. O pai dele, João Capiberibe, tentará retornar ao Senado depois de ter sido cassado, em 2004, sob a acusação de ter comprado dois votos por R$ 26. Governador nos últimos sete anos e meio, Waldez Góes (PDT) renunciou em abril para disputar o Senado. Para o governo, ele apoia Pedro Paulo (PP), vice que assumiu o comando do Estado e tentará a reeleição.

Amazonas

Os dois mais cotados para vencer eleição para governador dizem apoiar Dilma Rousseff (PT) e o presidente Lula. O mais identificado com o governo federal é Alfredo Nascimento, eleito senador em 2006 mas que passou a maior parte dos últimos quatro anos como ministro dos Transportes. O PT está na chapa dele. Se ele for eleito, o suplente João Pedro (PT) ganha quatro anos de mandato sem ter tido um voto sequer. O vice de Alfredo é o ex-prefeito de Manaus Serafim Correa (PSB). A segunda chapa governista é comandada pelo ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que renunciou para concorrer ao Senado em dobradinha com a deputada federal Vanessa Graziotin (PC do B). Em seu lugar assumiu Omar Aziz, que tentará permanecer no governo concorrendo à reeleição. No Estado, o nome mais forte da oposição é o senador Arthur Virgílio (PSDB), que tenta a reeleição. Para o governo, os tucanos lançaram o vereador Issa Abrão, cuja principal tarefa é servir de palanque estadual para o candidato a presidente José Serra (PSDB).

Pará

Decisiva em 2006, aliança PT-PMDB que ajudou a eleger Ana Júlia Carepa (PT) governadora foi rompida. Ela disputará a reeleição sem o apoio dos peemedebistas. Principal líder do PMDB no Estado, o deputado federal Jader Barbalho tentará retornar ao Senado. Em 2001, após uma série de denúncias enquanto era presidente da Casa, ele renunciou ao cargo. Por conta disso, pode ter a candidatura impugnada de acordo com a lei do Ficha Limpa. Jader tenta uma dobradinha velada com Paulo Rocha (PT), outro candidato ao Senado que pode ser prejudicado pela nova lei. Em 2005, ele renunciou ao mandato de deputado por conta do seu envolvimento no escândalo do mensalão. Nesse contexto, acaba sendo favorita para o Senado Valéria Franco (DEM), ex-vice-governadora. Ela tentou sem sucesso firmar uma aliança com Simão Jatene (PSDB), que tenta voltar ao comando do governo do Estado. Também do PSDB, o senador Flexa Ribeiro tenta a reeleição.

Roraima

Líder do governo no Senado em Brasília, Romero Jucá apoia o PSDB em Roraima. Ele tenta a reeleição na chapa do atual governador Anchieta Filho (PSDB). Ex-senadora e viúva do governador Ottomar Pinto (1931-2007), Marluce Pinto completa a chapa para o Senado. Sem força no Estado, o PT fechou aliança com Neudo Campos (PP), que tentará retornar ao comando do Estado após oito anos. Na sua chapa, ele tem como candidatas ao Senado Marília Pinto (PSB) – filha de Ottomar no seu primeiro casamento – e a petista Angela Portela (PT). Ainda para o Senado há duas candidaturas soltas, sem cabeça de chapa para o governo do Estado: juntos, o vereador Telmário Mota (PDT) e Aimberê Freitas (PV) vão tentar uma cadeira na Casa. O nanico PHS lançou para o governo os médicos Petrônio Araújo e Iram Gonçalves. A direção nacional do partido ameaça intervir e forçar a aliança com o atual governador Anchieta Filho.

Rondônia

Eleito senador em 2006 e cassado pelo TSE em 2009, Expedito Júnior é o favorito na disputa para o governo do Estado. Durante o mandato de senador, ele migrou do PPS, passou pelo PR e filiou-se ao PSDB para ser o palanque do tucano José Serra em Rondônia. Com isso, Expedito afastou-se do Ivo Cassol (PP), governador até abril passado que deixou o cargo para tentar uma vaga ao Senado. Ele deixou no posto João Caula (PPS), que tentará o governo. Outra força importante no Estado é o PMDB, comandado pelo senador e candidato à reeleição Valdir Raupp. Os peemedebistas lançaram para o governo o deputado Confúcio Moura (PMDB). Apesar das negociações com Raupp, o PT preferiu lançar uma chapa própria: o deputado Eduardo Valverde (PT) tentará o governo e a senadora Fátima Cleide (PT) à reeleição. A propósito, Fátima e Raupp não terão parceiros nas suas chapas, o que indica uma dobradinha não-oficial.

Tocantins

Fundador e primeiro governador do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), 82 anos, retomou sua aliança com a senadora Kátia Abreu (DEM) para tentar voltar ao comando do Estado. A senadora e presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) indicou o vice na chapa, João Oliveira. Para o Senado, o grupo tem dois candidatos do PR: o atual senador João Ribeiro que tenta a reeleição e Vicentinho Alves. Em 2006, Kátia rompeu com Siqueira e apoiou Marcelo Miranda (PMDB), que acabou reeleito governador na oportunidade. Em 2009, no entanto, Miranda foi cassado pelo TSE por abuso do poder político durante a campanha de 2006. Kátia pensou em disputar o governo ou ser vice de José Serra. No entanto, preferiu seguir como presidente da CNA e apoiar Siqueira. Juntos de novo, tentam impedir à reeleição do governador Carlos Gaguim (PMDB), que herdou o cargo de Miranda ao ser eleito pela Assembleia Legislativa. De última hora, ele conseguiu firmar uma aliança com o PT, que lançaria Paulo Mourão. Este agora pretende disputar o Senado

REGIÃO NORDESTE

Alagoas

O embate pelo governo de Alagoas tem três candidatos que já estiveram à frente do Estado. O atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) tenta a reeleição com apoio do PSB, DEM, PP e PPS. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que comandou Alagoas por duas vezes (entre 1999 e 2006), está na disputa mesmo sob risco de se tornar inelegível – o pedetista foi condenado em 2004 a não se candidatar por três anos por abuso de poder econômico e político, mas com a Lei da Ficha Limpa o prazo pode se estender para oito anos. Ao lado de Lessa, estão o PT e o PMDB, além do presidente Lula. O terceiro nome na corrida ao Palácio dos Palmares é o do senador Fernando Collor de Mello (PTB), que governou o Estado de 1987 a 1989 e tem em seu histórico o impeachment sofrido em 1992, quando era presidente da República. Collor será mais um a trabalhar na campanha de Dilma Rousseff, dando dois palanques à petista em Alagoas. Entram ainda na disputa o engenheiro agrônomo Mário Agra (PSOL) e o empresário Tony Clóvis (PCB). No Senado, Renan Calheiros (PMDB) tenta a reeleição, e o ex-deputado federal constituinte Eduardo Bomfim (PC do B) ocupa a segunda vaga na chapa de Lessa. O deputado federal Benedito de Lira (PP) e o ex-deputado federal José Costa (PPS) concorrem na coligação de Vilela. Na majoritária de Collor para o Senado há somente o nome do empresário Álvaro Vasconcelos, integrante do conselho editorial da Gazeta de Alagoas, jornal da família do ex-presidente. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) é a candidata pela coligação de Agra, e Diógenes Paes disputa pelo PCB.

Bahia

A união do governador Jaques Wagner (PT) com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) definitivamente ficou no passado. Apesar de ambos saírem com o apoio da candidata petista Dilma Rousseff (PT), o racha no Estado não reproduz a chapa nacional PT-PMDB. Wagner e seu vice Otto Alencar saem pela coligação PT, PP, PSB, PDT, PCdoB e PRB enquanto Geddel Vieira Lima e o vice Edmundo Pereira têm o apoio do PMDB, PTC e PTN. Este ano, ainda figuram na disputa eleitoral da Bahia Paulo Souto (DEM) com Nilo Coelho para vice, e Luiz Bassuma (PV) e Lilia Amorim de vice pela coligação PSDB, DEM e PPS. Souto apoiará no candidato tucano. Para o Senado, as apostas da coligação petista são os candidatos Valter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB). O Democratas, por sua vez, apresenta o ex-deputado federal Gerson Gabrielli (DEM) e José Ronaldo (DEM), ex-prefeito da cidade de Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral baiano. César Borges (PR) e Edvaldo Brito (PTB) são os candidatos ao Senado pela chapa liderada do PMDB. O PV tem o deputado federal e líder do partido na Câmara, Edson Duarte, para concorrer ao Senado pela legenda.

Ceará

No Ceará, Cid Gomes (PSB) sai em busca da reeleição com Domingos Filho (PMDB) como vice e o apoio de uma coligação formada por 16 partidos (PSB, PMDB, PT, PCdoB, PDT, PTB, PP, PRB, PHS, PSL, PSDC, PTdoB, PRTB, PTN, PSC e PMN). A chapa ainda leva à disputa eleitoral do Senado José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). Incentivado pelo PSDB, Lúcio Alcântara sai candidato pelo PR, com apoio do PPS, com Cláudio Vale como vice na chapa. A articulação de apoio, por sua vez, enfrenta momento de discordância. Alcântara, que já foi governador do Ceará pelo PSDB entre 2003 e 2006, afirma que vai pedir votos para Dilma. Já o parceiro dele de chapa, candidato ao Senado, o empresário Alexandre Pereira (PPS), vai apoiar o tucano José Serra. Repetindo a formação vitoriosa que concorreu a Prefeitura de Fortaleza em 2004, Marcelo Silva (PV) segue a disputa em chapa única com Aristides Braga como vice e Paulo Eduardo Lima para a vaga do Senado. O mapa eleitoral do Estado ainda traz a chapa PSDB e DEM com Marcos Cals, Pedro Fiúza e Tasso Jereissati, candidatos para governador, vice e senador, respectivamente. A candidatura de Cals dará apoio ao presidenciável José Serra.

Maranhão

A corrida pela vaga do Palácio dos Leões ficou indefinida até os últimos dias antes do prazo final para a realização das convenções. Com a definição do apoio do PPS, a coligação que traz Flávio Dino (PC do B) à disputa do governo do Maranhão abandonou a aliança com o PDT, PSDB e PTC e se firmou agora em PC do B, PSB e PPS. A chapa majoritária ainda traz a candidata à vice, a psicóloga e professora Miosótes Lúcio há 19 anos no partido, além do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o historiador e advogado Adonilson Lima (PCdoB) para as vagas de senadores. Roseana Sarney (PMDB), que assumiu após a cassação do ex-governador Jackson Lago, tenta a reeleição com o apoio de uma ampla coligação integrada por 16 partidos, com destaque para PMDB e PT. O DEM oficializou o apoio à candidata na reta final. A chapa majoritária de Roseana ainda traz para senador o ex-ministro das Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) e o atual vice-governador, João Alberto (PMDB). O PSTU lançou Marcos Silva (PSTU) na disputa ao governo do Estado e Hertz Dias para vice. O partido, que não fez nenhuma coligação, lançará nomes para as duas vagas ao Senado: o funcionário público Luís Carlos Noleto e a professora Claudicea Durans. Jackson Lago (PDT) é candidato ao governo do Maranhão com a bandeira de ‘livrar o estado da oligarquia que completa quase meio século sob o comando da família Sarney’. A sua chapa, que perdeu o apoio do PPS, é coligada em nível estadual com o PSDB e nacional com o PT, traz o pastor evangélico Luís Carlos Porto (PSDB) para vice e o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal e o deputado federal Roberto Rocha como candidatos ao Senado.

Paraíba

Apesar dos candidatos ao governo da Paraíba José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB) declararem apoio à petista Dilma Rousseff, a disputa divide os tucanos no Estado. Parte deles apoia a reeleição do governador José Maranhão (PMDB), que repete na esfera regional a aliança nacional PT-PMDB. Sua chapa majoritária é formada pelo presidente do PT paraibano, Rodrigo Soares, candidato a vice-governador, e os deputados federais Wilson Santiago e Vital Filho, ambos do PMDB concorrendo ao Senado Federal. Palanque único do presidenciável José Serra, o ex-governador tucano Cássio Cunha Lima, cassado em 2008 por abuso do poder econômico, decidiu prosseguir com a sua candidatura para o Senado. Além de Lima, a chapa majoritária da coligação PSB e DEM traz ainda Ricardo Coutinho na corrida pela administração da Paraíba com o deputado federal Rômulo Gouveia (PSDB) para vice-governador e Efraim Morais (DEM) e Cássio Cunha Lima (PSDB) como os dois senadores. Ney Suassuna (PP) concorrerá em uma chapa avulsa a uma das vagas no Senado. Nelson Júnior (PSOL) sai como o candidato do partido e como vice-governadora a sindicalista Ana Júlia. Para completar a chapa Marcos Dias e Edgard Malagodi concorrem às vagas para o Senado Federal.

Pernambuco

Ancorado na popularidade do presidente Lula, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tenta a reeleição no Estado com o apoio de 17 partidos, entre eles o PT e o PDT. A disputa promete ser polarizada com um antigo adversário político: o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que costurou aliança com o DEM, PSDB e PPS. Completam a corrida pelo governo os candidatos Jair Pedro (PSTU), Edilson Silva (PSOL), Sérgio Xavier (PV), Roberto Numeriano (PCB) e Anselmo Campelo (PRTB). Para o Senado, a coligação de Campos tem o ex-ministro Humberto Costa (PT) e o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB). O democrata Marco Maciel disputa pela chapa de Vasconcelos, assim como o deputado federal Raul Jungmann (PPS), que ocupou a vaga que inicialmente seria do senador tucano Sérgio Guerra, que não concorrerá à reeleição. Também estão na disputa os candidatos Hélio Cabral (PSTU), Simone Fontana (PSTU), Jerônimo Ribeiro (PSOL) e Renê Patriota (PV).

Piauí

No Piauí, a disputa pelo governo é protagonizada pelo ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes (PSDB), pelo governador e candidato à reeleição, Wilson Martins (PSB), e pelo senador João Vicente Claudino (PTB), que rachou com Martins e lançou candidatura própria. O petebista luta também para que Dilma Rousseff suba em seu palanque, apesar de o PT compor chapa com o socialista. A corrida estadual tem ainda os candidatos Teresa Britto (PV), José Rodrigues (PCB), Francisco Macedo (PMN), Geraldo Carvalho (PSTU) e Lourdes Melo (PCO). No Senado, concorrem Wellington Dias (PT) e Antônio José Medeiros (PT) pela coligação do atual governador, Ciro Nogueira (PP) pela chapa de Claudino, e os senadores Heráclito Fortes (DEM) e Mão Santa (PSC), que tentam a reeleição na coalizão de Mendes. A lista de candidatos ao Senado se completa com Florentino Filho (PV), Antonio de Deus (PCB), Zilton (PSOL) e Pastor Moisés (PMN).

Rio Grande do Norte

O atual governador Iberê Ferreira (PSB), que assumiu o Estado depois da saída de Wilma de Faria (PSB) para disputar o Senado, tenta a reeleição no Rio Grande do Norte ao lado do PT, do PTB e do PHS. Na corrida estão ainda a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que recebe apoio dos tucanos e de mais seis legendas, e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) na chapa com o PC do B. Também disputam o governo estadual os candidatos Simone Dutra (PSTU) e Sandro Pimentel (PSOL). Já o PMDB aliou-se ao PV e ao PR no Estado, mas não tem candidato próprio ao governo. A coligação lança somente o nome do senador Garibaldi Alves Filho à reeleição. A decisão foi tomada porque parte da legenda defende a candidatura de Rosalba – como Garibaldi – enquanto outros peemedebistas fazem campanha para Iberê – a exemplo do líder do partido na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves. Também concorrem ao Senado José Agripino Maia (DEM) e o jornalista Sávio Hackradt (PC do B), pela coligação de Alves, e Wilma de Faria (PSB) e Hugo Manso (PT), na chapa de Iberê Ferreira.

Sergipe

Em Sergipe, a disputa pelo governo do Estado promete ser polarizada pelo atual governador Marcelo Déda (PT), com chapa formada por mais 13 partidos, e o ex-governador João Alves Filho (DEM), cujo vice, Nilson Lima (PPS), é ex-aliado de Déda – de quem foi secretário da Fazenda. Além deles, concorrem também Ariovaldo José (PSDC), Avilete Cruz (PSOL), Vera Lúcia (PSTU), Leonardo Dias (PCB) e Rodrigo Melo (PV). O PSDB não entra na corrida pelo Estado com candidato a governador. Os tucanos lançam chapa majoritária apenas com o nome do deputado federal Albano Franco para o Senado. O acerto foi fechado depois da recusa de Franco, que governou o Estado por duas vezes (de 1995 a 2002), em subir no palanque do democrata. Completam a disputa para o Senado no Estado Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC), pela coligação de Déda, Emanuel Cacho (PPS) e José Carlos Machado (DEM), pela chapa democrata.

REGIÃO CENTRO-OESTE

Distrito Federal

O Distrito Federal, que sofre com escândalos de corrupção desde o fim do ano passado, terá uma eleição polarizada entre o ex-governador por quatro mandatos, Joaquim Roriz (PSC) e o petista Agnelo Queiroz. O Democratas, antigo partido do ex-governador José Roberto Arruda, desistiu da candidatura própria no último dias das convenções e decidiu pelo apoio a Roriz. Há ainda candidatos do PSol, PV e PSTU concorrendo ao governo do Estado. Para o Senado, dois ex-governadores serão candidatos. Cristovam Buarque (PDT) sai pela chapa de Agnelo e Maria de Lourdes Abadia (PSDB) pela aliança em torno de Roriz. O deputado Alberto Fraga (DEM) também tentará obter uma cadeira no Senado. Apesar das candidaturas postas, a Justiça Eleitoral pode barrar Roriz, que renunciou a seu mandato no Senado para evitar um processo de cassação, o que é vetado pela Lei da Ficha Limpa.

Goiás

Em Goiás, A disputa entre Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB) ao Palácio das Esmeraldas tem cara de revanche, em eleição polarizada. Eles se enfrentaram nas urnas em 1998, quando o tucano, pouco conhecido do eleitorado, conseguiu uma virada surpreendente sobre o até então imbatível Iris e foi eleito governador no segundo turno. Na ocasião, Perillo se valeu da proposta de “tempo novo” em Goiás, que viveu 16 anos seguidos de PMDB no poder, com Henrique Santillo, Iris duas vezes, e Maguito Vilela, no governo. O peemedebista, aos 76 anos, tenta se redimir do fracasso de 1998 nesta que pode ser sua última corrida eleitoral. Eleito prefeito de Goiânia em 2004 e reeleito em 2008, Iris aposta suas fichas em sua administração nos seis anos à frente da prefeitura. Após 12 anos de sua derrota nas urnas para o tucano, o peemedebista busca reafirmar seu prestígio político no Estado. Marconi Perillo busca seu terceiro mandato. Eleito em 1998 e reeleito em 2002, o tucano assumiu o cargo de senador e deixou em Goiás seu vice, Alcides Rodrigues (PP). Em 2009, romperam a aliança e a dissidência liderada por Alcides. Vanderlan Cardoso (PR) representa a terceira via em Goiás. A chapa Nova Frente é fruto da dissidência dos antigos aliados do PSDB. Apesar de contar com o apoio do governo, o candidato corre por fora no pleito, que deve ser dividido entre PMDB e PSDB.

Mato Grosso

Em Mato Grosso três candidaturas disputam o governo do Estado. O ex-prefeito de Cuiabá, que deixou o cargo para as eleições, Wilson Santos (PSDB), vai enfrentar o grupo do ex-governador Blairo Maggi (PR), que também saiu do comando do Estado para concorrer a uma vaga no Senado. O tucano vai enfrentar o vice de Maggi, Silval Barbosa (PMDB). Na disputa, terá o apoio do DEM, que rompeu com o grupo do ex-governador no ano passado. Há ainda a candidatura do ex-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso – FIEMT, Mauro Mendes (PSB), que tem em sua chapa para o Senado o ex-Procurador da República, Pedro Taques, um dos líderes do combate ao crime organizado naquele Estado. Ainda para o Senado há candidaturas como a do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), do deputado federal Carlos Abicalil (PT) e do ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS)

Mato Grosso do Sul

Uma disputa entre o PT e o aliado no plano nacional, PMDB, vai marcar as eleições do Mato Grosso do Sul. O ex-governador por dois mandatos (1998 a 2006), Zeca do PT, tenta voltar ao governo e enfrenta o atual governador André Puccinelli (PMDB). Há ainda uma terceira candidatura ao governo do Estado, com Ney Braga, do PSol. Na eleição para o Senado, a chapa petista contará com Delcídio Amaral, que tenta se manter na Casa, e o deputado federal Dagoberto (PDT). Pelo lado do PMDB, sai o deputado federal Waldemir Moka e Murilo Zauthi (DEM).

REGIÃO SUDESTE

Minas Gerais

Pela primeira vez desde a retomada das eleições diretas para governador, em 1982, o PT não terá em Minas Gerais um candidato próprio. Em uma aliança construída a duras penas com a interferência decisiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os petistas indicaram o vice na chapa encabeçada pelo senador Hélio Costa, do PMDB. O indicado é o ex-ministro Patrus Ananias. A composição PT-PMDB é reforçada pelo PC do B. Do outro lado está a chapa encabeçada pelo governador Antonio Anastasia, do PSDB, apoiada por mais 13 partidos, entre os quais estào o DEM, PDT, PTB e PP. Cada uma das chapas possui um nome forte para o Senado. A chapa de Hélio Costa apóia um único candidato: Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte. A chapa de Anastasia apóia dois nomes: o ex-governador Aécio Neves e o ex-presidente da República Itamar Franco, do PPS. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, tem 14,4 milhões de eleitores.

São Paulo

Seguindo a tradição, PSDB e PT devem protagonizar mais uma vez a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Geraldo Alckmin (PSDB), que governou o Estado entre 2001 e 2006, vai representar o tucanato na corrida. Os petistas lançam novamente o senador Aloizio Mercadante (SP) que saiu derrotado da disputa de 2006 em meio ao escândalo sobre a tentativa de compra de um dossiê para prejudicar tucanos na eleição. Este ano, a lista dos principais candidatos inclui ainda o deputado federal Celso Russomanno (PP), o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf (PSB), e o ex-deputado Fabio Feldmann (PV), autor do capítulo da Constituição que trata de Meio Ambiente. Já a disputa para o Senado terá a participação do ex-governador Orestes Quércia (PMDB) e do ex-secretário da Casa Civil paulista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), na chapa que lançará Alckmin ao governo. Concorrem ainda a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o vereador Netinho de Paula (PC do B), que completam a chapa estadual petista. Já o PTB optou por seguir sozinho na disputa ao Senado e tentará reeleger o senador Romeu Tuma (PTB-SP).

Espírito Santo

A disputa pelo Palácio Anchieta deve ficar polarizada entre o senador Renato Casagrande (PSB) e o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Os dois entraram no páreo após um longo período em que foi cogitada a possibilidade de uma única candidatura à sucessão do governador Paulo Hartung (PMDB). O atual vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB), que está no segundo mandato seguido, era considerado o candidato natural. Porém, um acordo entre Casagrande – até então na oposição –, Hartung e Ferraço causou uma reviravolta na disputa local. Hartung passou a apoiar o socialista e desistiu de disputar o Senado, transferindo a vaga para seu vice. A configuração final da chapa governista detém a maior aliança no Estado, com 15 partidos. Na oposição, Vellozo Lucas montou uma coligação com quatro partidos, como o DEM. Para entrar no páreo, o PSOL lançou a ex-deputada estadual Brice Bragato candidata ao governo do Espírito Santo. Para o Senado, a chapa de Casagrande lançará Ferraço e apoiará a reeleição de Magno Malta (PR). O PV, que integra a coligação, tentou lançar o vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Guerino Balestrassi, mas a decisão ainda está indefinida. A aliança a favor de Vellozo Lucas lançará apenas a deputada federal tucana Rita Camata. O PSOL lançará apenas o assistente social Renato de Almeida de Andrade.

Rio de Janeiro

Com 12 anos de hegemonia no Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é o partido mais forte na disputa pelo Palácio Guanabara. Eleito em 2006 com 68% dos votos válidos, o governador Sérgio Cabral busca a reeleição com uma ampla aliança formada por 16 partidos, entre eles, o PT. Em oposição ao governo, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) entrou na corrida com o apoio de PSDB e DEM. Ainda participam Fernando Peregrino (PR) – indicado pelo ex-governador Anthony Garotinho, que desistiu da disputa -, Jefferson Moura (PSOL), Cyro Garcia (PSTU) e Eduardo Serra (PCB). Ao Senado concorrem o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS), ambos na chapa de Gabeira. O presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), disputa a vaga ao lado do ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria (PT), na coligação pró-Cabral. Já o ex-deputado estadual Carlos Dias (PTdoB) disputará ao lado do ex-pagodeiro Waguinho, do mesmo partido, em uma aliança com o PR. O senador Marcelo Crivella concorre em uma candidatura avulsa pelo PRB, que não fechou aliança com nenhum partido.

REGIÃO SUL

Paraná

A disputa no Estado abriga de um lado o PSDB aliado a seis partidos, entre eles o DEM, o PTB e o PP. Do outro, a aliança PMDB, PT, PDT, PSC e PC do B. Pelos tucanos, concorre ao governo o londrinense Beto Richa, 45 anos, engenheiro civil, ex-prefeito de Curitiba, filho do ex-governador José Richa. Do lado da coligação PMDB, PDT e PT, o candidato ao Palácio Iguaçu é Osmar Dias, paulista de Quatá, 58 anos, engenheiro agrônomo, ex-presidente da Companhia Agropecuária de Fomento Econômico do Estado do Paraná (1983 e 1986) e ex-secretário da Agricultura (1987 e 1994) na gestão do irmão Álvaro Dias e na de Roberto Requião. Eleito senador em 1994, pelo Partido Progressista, ingressou em seguida no PSDB, passando depois para o PDT. Reelegeu-se senador em 2002. Em 2006, na disputa pelo governo, foi derrotado no segundo turno por Roberto Requião. É líder da bancada do PDT no Senado. Embora em segundo plano, o peso político do ex-senador e ex-governador Roberto Requião, 69 anos, é considerável. Advogado e jornalista, cursou também Urbanismo na Fundação Getulio Vargas.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, três são os candidatos que aparecem nas pesquisas com reais chances de vitória nas eleições para governador. Repetindo a velha polarização, PT e PMDB entram como favoritos. Tarso Genro, ex-ministro da Justiça de Lula e duas vezes prefeito de Porto Alegre será o candidato do PT. O PMDB lançou José Fogaça, atual prefeito reeleito da capital gaúcha. Enquanto isso, o PSDB tenta uma vaga no segundo turno, com a tentativa de reeleição da governadora Yeda Crusius. O PSOL, com Pedro Ruas, e o PV, com Monteserrat Martins, também têm aparecido com relevância nas pesquisas, mas a disputa deve se concentrar mesmo entre os três principais candidatos. Nas eleições para o Senado, Paulo Paim (PT) tenta a reeleição, enquanto o ex-governador Germano Rigotto e a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) buscam um primeiro mandato como senadores. PTB e DEM, partidos com alguma força, preferiram não indicar candidatos às eleições majoritárias, nem apoiar qualquer nome.

Santa Catarina

O período de definição de candidaturas em Santa Catarina foi marcado por constantes reviravoltas e tensões intra e interpartidárias. Muitas reuniões, desde meados de maio, foram necessárias para que PMDB, Democratas e PSDB chegassem a um consenso mínimo a respeito da chamada tríplice aliança dos três partidos, responsável pela eleição e reeleição do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, em 2002 e 2006. Na data final para as convenções, 30 de junho, DEM e PMDB ainda estavam às voltas com brigas internas e disputas entre os diretórios regionais e lideranças nacionais. Já o Democratas do senador Raimundo Colombo, ex-secretário de Desenvolvimento Social de Santa Catarina e três vezes prefeito de Lages, inicialmente tímido entre tucanos e peemedebistas, manteve firme sua candidatura ao governo desde antes da oficialização. O PT catarinense, embora tenha se mantido aberto a alianças – inclusive com o PP da deputada federal Ângela Amin, ex-prefeita de Florianópolis -, conquistou uma extensa base de apoio para Ideli Salvatti, professora que foi a primeira mulher a ser eleita senadora do estado. Saem ainda com candidaturas ao governo o Partido Verde, com o engenheiro Rogério Novaes, de Joinville; o PSOL, com o professor Valmir Martins; e o PSTU, com o sindicalista Gilmar Salgado coordenador da Conlutas de Santa Catarina.

Via: IG

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Dilma lidera em três institutos de pesquisa

sexta-feira, agosto 6th, 2010

Nas duas últimas semanas, apenas o Datafolha mostrou Serra à frente

Um retrospecto das pesquisas sobre a eleição presidencial veiculadas nos últimos 15 dias mostra que o levantamento CNT/Sensus divulgado hoje confirma a tendência de crescimento da candidata do PT, Dilma Rousseff, verificada por mais dois institutos, com exceção do Datafolha. Uma nova pesquisa do Instituto Ibope em parceria com a TV Globo sobre a corrida presidencial deve ser divulgada nos próximos dias. E o Instituto Sensus anunciou que fará sondagens de 15 em 15 dias durante o período eleitoral.

Há 13 dias, a pesquisa Vox Populi/Band/iG – a primeira realizada após a oficialização dos nove candidatos a presidente – apontou uma vantagem de oito pontos de Dilma sobre o candidato do PSDB, José Serra. Naquela pesquisa, a petista aparece na frente com 41% das intenções de voto e José Serra com 33%.

 Uma semana depois, no dia 30 de julho, a pesquisa Ibope/TV Globo confirmou a liderança de Dilma nas pesquisas, indicando-a cinco pontos porcentuais à frente de Serra. Naquele levantamento, a petista apareceu com 39% das intenções de voto e o tucano com 34%.

Hoje, a pesquisa CNT/Sensus confirmou a liderança de Dilma nas pesquisas com 41% das intenções de voto – mesmo porcentual encontrado pelo Vox Populi e dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento Ibope.

O Sensus ampliou a vantagem da petista em dez pontos percentuais, mostrando Serra com 31,6% da preferência do eleitorado. A mesma diferença de dez pontos aparece na pesquisa espontânea: a candidata petista tem 30,4% e Serra, 20,2%.

Diferente dos três institutos, o Datafolha apontou empate técnico entre os principais candidatos na última pesquisa, veiculada em 24 de julho. Segundo aquele levantamento, o tucano lidera a corrida com 37% das intenções de voto, e Dilma tem 36%.

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, atribui a curva de crescimento de Dilma Rousseff ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao bom desempenho da economia e ao aumento do nível de conhecimento da candidata. “Dilma já ganhou musculatura política e identidade própria”, afirma o pesquisador. O quarto fator seria o que ele considera um “erro de estratégia” da candidatura tucana, que adotou uma postura ofensiva, de ataques à candidata e ao PT. “O eleitor não gosta de críticas em excesso”, analisa.

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Dilma comemora o sorteio da ordem das perguntas

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Equipe de Dilma comemora resultado de sorteio que dará à presidenciável oportunidade de responder por último duas vezes

A coordenação da campanha da petista Dilma Rousseff comemorou o sorteio da ordem das perguntas e respostas no primeiro debate entre os presidenciáveis, que acontece nesta quinta-feira, na TV Bandeirantes. Dilma será duas vezes a última a responder nos blocos em que os candidatos fazem perguntas entre si, considerado o mais delicado do debate.

O tucano José Serra, seu principal adversário, será o último apenas uma vez, no primeiro bloco, e ainda por cima responderá primeiro três vezes, duas delas nos blocos em que os candidatos perguntam entre si.

Dilma está se preparando desde a manhã desta quarta-feira para o debate. O principal foco de atenção da equipe petista é fazer com que a candidata adeque tanto as perguntas quanto as respostas no tempo combinado. Além disso ela tem revisado números e checado dados do governo.

Fazem parte da equipe de treinamento o marqueteiro João Santana, os coordenadores Antonio Palocci, José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo e Rui Falcão, além da jornalista Olga Curado, especialista em expressão corporal.

Pelo sorteio, o debate da Band seguirá o seguinte roteiro:

- No primeiro bloco o mediador faz uma pergunta comum a todos os candidatos. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) será o primeiro a responder seguido de Marina Silva (PV), Dilma e Serra.

- Na sequência virão as perguntas de candidato para candidato. Um dos postulantes faz uma pergunta e escolhe outro para responder. Cada candidato responderá no máximo duas perguntas.

- Serão três rodadas de debate direto. Na primeira a ordem é Serra, Marina, Plínio e Dilma. Na segunda, Serra, Plínio, Marina e Dilma. Na terceira, Marina, Dilma, Serra e Plínio.

- Depois, jornalistas fazem uma pergunta para cada candidato e indicam outro para comentar. A ordem é Dilma, Serra, Marina e Plínio. Por último, serão feitas as considerações finais, seguindo a ordem Serra, Dilma, Marina e Plínio.

A disposição dos candidatos no palco também foi definida por sorteio. Da esquerda para a direita: Serra, Marina, o mediador, Dilma e Plínio.

Via: IG

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