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Dilma Rousseff: Brasil elege 1ª presidenta

segunda-feira, novembro 1st, 2010

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Dilma lança programa social para ‘erradicar pobreza’

quinta-feira, outubro 28th, 2010

Para isso, presidenciável afirmou que pretende aumentar os benefícios do Bolsa Família

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lançou em evento ontem em Brasília o Programa de Desenvolvimento Social, que aponta 13 promessas de reforço a programas sociais do governo Lula.

A meta apresentada pelo programa, distribuído a mais de mil militantes presentes no evento, é “eliminar a pobreza absoluta” no Brasil, por meio da ampliação do acesso ao (programa) Bolsa Família, aumento da oferta de serviços do Sistema Único de Assistência Social, reajuste do valor dos benefícios, melhora dos programas de alimentação, aumento da escolaridade, criação de empregos e a erradicação do trabalho infantil.

Foto: Divulgação

Dilma lança programa para desenvolvimento social em Brasília

“O primeiro item dos 13 pontos é a erradicação da miséria. Para nós, a questão social não é apenas um adereço de mão, é o cerne de nossa política. (…) O indicador principal de que um País se desenvolveu não está no PIB, mas na melhora da vida das pessoas”, afirmou Dilma em meio aos aplausos da militância.

A petista aproveitou ainda para criticar o programa do adversário tucano José Serra (PSDB) em relação ao tema da distribuição de renda. “Ao contrário do programa do adversário, que tem como anexo essa questão, na forma de um programa piloto de distribuição de renda, nós colocamos essa questão como prioridade. A nossa visão de desenvolvimento não é igual à deles”, pontuou.

A candidata petista prometeu também que vai continuar o projeto do governo Lula de ampliar a criação de empregos. “Nós aumentamos 15 milhões de empregos com carteira assinada, e vamos investir nessa questão porque, em vez de dar importância para questões mercantis, vamos continuar focando nas pessoas”.

E, como de costume, Dilma apelou ao voto feminino para ganhar as eleições, mas sem “subir no salto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, declarou.

Em seu discurso, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, reforçou que um eventual governo de Dilma vai ampliar o (programa) Bolsa Família, principal programa social do governo Lula, para todas as famílias e também para grupos indígenas, quilombolas e a população de rua. “Estamos aqui para consolidar o sistema único de assistência social, erradicar a pobreza, o trabalho infantil, levando estrutura para as famílias mais carentes, assim como a expansão do Bolsa Família até para as pessoas que não tem filhos”.

Presente a Lula
Questionada sobre o presente que pretende dar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta de seu aniversário, a presidenciável ainda declarou que “torce uma barbaridade” para entregar o presente pedido por ele. “Esse presente só vai ser entregue às 17 horas do dia 31 de outubro. Até lá fica a expectativa do presente. É uma boa expectativa, mas hoje não sabemos se o presente vai ser entregue. Eu espero que seja entregue”, afirmou Dilma, completando que “dará abraços nele após as atividades presidenciais na residência oficial”.

A petista ainda lamentou a morte de Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina. “A América Latina está de luto (…) vou me comunicar com Cristina (Kirchner) para dar os meus pesares”, disse.

Via: Ig

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Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4%

terça-feira, outubro 19th, 2010

Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 ponto

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

Via:IG

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Em debate, Dilma e Serra tentam desviar de escândalos

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Assuntos como as suspeitas envolvendo Paulo Preto e o caso Erenice Guerra só apareceram em perguntas de jornalistas

Em mais um debate na televisão neste segundo turno da eleição presidencial, os candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tentaram deixar de lado as polêmicas e escândalos de corrupção. Embora tenham mantido o tom duro ao longo do confronto, realizado pela Rede TV na noite deste domingo, ambos preferiram falar sobre temas como privatizações, transportes e combate às drogas.

Denúncias que pautaram a campanha deste ano só apareceram no terceiro bloco, trazidas pelos jornalistas dos veículos organizadores do evento. A jornalista Renata Lo Prete questionou Serra sobre o fato de ter dito não conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana. “Eu sou vítima disso”, disse Serra, negando que tenha dito não conhecer o ex-diretor da Dersa. “Me perguntaram se eu conhecia um Paulo Preto e eu disse que não, pois o conheço como Paulo Souza”, emendou.

A jornalista Patricia Zorzan encarregou-se de trazer ao debate o caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma e deixou o cargo em meio a denúncias de um suposto esquema de lobby envolvendo seu filho. “Eu vejo a situação da Erenice com muita indignação. Não concordo com a contratação de parentes e amigos”, respondeu Dilma.

Durante o resto do debate, a petista e o tucano subiram o tom do confronto em mais de uma ocasião. Ainda assim, mantiveram a estratégia traçada por suas equipes de comunicação e concentraram-se em questões programáticas.

A discussão sobre a Petrobras predominou também boa parte do segundo bloco. Nesse caso, Serra voltou a investir na versão de que seu desempenho nas pesquisas provocou uma valorização das ações da Petrobras.

Serra desviou o tema para o combate às drogas. Dilma devolveu: “No Estado de São Paulo tem 300 mil viciados em drogas e ele disse em outro debate que eles têm 300 vagas. Se for demorar três meses para tratar, vai levar um século para o candidato Serra tratar os drogados de São Paulo.”

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV
Foto: Futura Press

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV

Via: IG

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Empenhada em barrar Serra, Dilma volta a Minas neste sábado

sábado, outubro 16th, 2010

Candidata petista participa de 2º evento em Minas nesta nova fase da eleição; plano é buscar também votos deixados pelo PV

De olho nos votos da ex-candidata Marina Silva e para impedir o avanço de José Serra (PSDB), a petista Dilma Rousseff desembarca hoje em Belo Horizonte, segundo maior colégio eleitoral do País, para mais um ato político com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, o resultado da eleição em Minas foi praticamente um reflexo do cenário nacional: Dilma teve 47%, José Serra 30,8% e Marina Silva 21,2%. Para conquistar estes dois milhões de votos obtidos pela senadora verde, a campanha petista concentrará a agenda da candidata no reduto mineiro no segundo turno.

A investida petista em Belo Horizonte começou ao longo da semana. Na última quinta, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, esteve na cidade  para mobilizar a militância e disse que o projeto de Dilma é mais próximo de Marina, que é ex-ministra do governo Lula.  “Marina tem uma história no PT. Ela atuou em várias frentes no governo Lula e foi uma das responsáveis pelas propostas de meio ambiente que nosso governo apresentou mundo afora. É natural que seu eleitor se identifique mais com a candidata do PT e é isso que iremos mostrar agora para a disputa do segundo turno”, disse.

Foto: DIVULGACAO

Dilma Rousseff em capela em Belo Horizonte, na semana passada, ao lado de Fernando Pimentel (d)

 

O presidente PV em Minas Ronaldo Vasconcellos, admitiu ao iG que a legenda tem mais afinidade com os tucanos, no entanto, espera a decisão da cúpula do PV, marcada para amanhã, para colocar o bloco na rua- seja por Serra ou por Dilma. Se a posição for pela “neutralidade”, ele conversará com lideranças locais em reunião já agendada para a próxima segunda-feira para poder rever o apoio. 

“Fiz uma reunião de avaliação, um termômetro, nesta semana. O resultado foi que existem mais pessoas aqui querendo apoiar o Serra, muita gente neutra e um numero ponderado para Dilma. Mas foi reunião sem formalismo. Se decidir amanhã que é neutralidade,estaremos abertos a mudanças. Mas de jeito nenhum faremos campanha por Dilma antes do resultado”, afirmou.

Esta é a segunda visita ao Estado na nova fase da campanha. Na semana passada, Dilma foi ao Mercado Central, onde posou com lideranças religiosas na capela do local. Em seguida, foi a Ribeirão das Neves para uma carreata.

Segundo a reportagem apurou, o PT quer barrar o possível avanço do tucano sobre DIlma na região já que Serra, no segundo turno, conta com o reforço de uma tropa aliada agora eleita tanto no governo mineiro – Antonio Anastasia- como no Senado- Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), que derrotaram Helio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT), respectivamente.

Na próxima sexta-feira, o PT espera reunir lideranças, empresários e prefeitos para mais uma visita de Dilma candidata ao Estado. O evento será um contraponto ao promovido pelo ex-governador Aécio Neves, que, na última quinta, reuniu 450 lideranças em apoio a Serra.

O presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, no entanto, minimizou a mobilização do encontro tucano com prefeitos.  “A reunião promovida pelo Aécio é cheia de incoerências. O que fizeram foi entregar uma pauta a Serra, não foi apoio. Os prefeitos estão conosco e vão se mobilizar por Dilma”, afirmou.

Lopes contou também que ontem, o vice na chapa petista, Michel Temer (PMDB), passou pelo Estado acompanhado de Hélio Costa, candidato derrotado na eleição mineira, e Geddel Vieira Lima, que perdeu a eleição estadual na Bahia, para apelar aos peemedebistas que saiam às ruas para fazer campanha pela candidata petista.

Via:IG

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Dutra: programa de Dilma será concluído depois do feriado

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Coordenação da campanha petista vai divulgar programa na próxima semana, diz o presidente nacional do PT

A coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) divulga na próxima semana, depois do feriado do dia 12, o documento final relativo ao programa de governo da presidenciável do PT. A informação é uma resposta do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ao PMDB, que intensificou a cobrança do documento, durante encontro nacional do partido ontem, em Brasília.

Entre os peemedebistas, há o sentimento de que, se esse documento tivesse sido concluído e divulgado, evitaria a onda de boatos que se alastrou pela internet e retirou votos de Dilma, como os boatos de que ela seria favorável ao aborto. Segundo Dutra, o programa não fará menção ao aborto, porque esse tema não tem relação com o cargo de presidente da República.

O petista adiantou, entretanto, que o documento vai contemplar a defesa da democracia e das liberdades constitucionais de expressão e de imprensa, além de reafirmar o Estado laico. O dirigente petista minimizou as críticas quanto ao atraso na conclusão do documento, afirmando que o adversário de Dilma, José Serra (PSDB), também não apresentou seu programa de governo.

Inicialmente, a ideia era de que esse documento detalhasse, em 13 itens, o programa de governo da candidata. O PMDB destacou o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco para compor o grupo de trabalho que o redigiria. Franco emplacou o primeiro item do documento:”mais democracia”, uma resposta às críticas quanto ao suposto autoritarismo do governo Lula. No entanto, a coordenação da campanha de Dilma interrompeu esse trabalho.

Um documento provisório foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ato do registro da candidatura de Dilma, mas foi logo retirado pelo comando da campanha diante da repercussão negativa. O documento reproduzia a resolução aprovada na convenção nacional do partido, realizada em fevereiro.

Essa resolução continha temas polêmicos, defendidos por setores mais radicais do PT – e não encampados pela ala majoritária do partido – como o controle social dos meios de comunicação, redução da jornada de trabalho e tributação das grandes fortunas.

Via: IG

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Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei, diz Lula

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Em Curitiba, presidente também reagiu com ironia às acusações da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia

A dez dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente na noite desta quarta-feira ser responsável pelos votos conquistados pela candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei. Este é um dado da história que é importante meditar”, afirmou Lula.

Em comício para Dilma e o candidato ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT), no bairro novo, periferia de Curitiba, o presidente reagiu com ironia às acusações de parte da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia. “Agora, estão inventando o tal do discurso que nós ameaçamos a democracia. Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia”, ironizou. Cerca de 10 mil pessoas participaram do comício.

Segundo Lula, a oposição considera que a democracia é apenas a liberdade de expressar o descontentamento, enquanto para o governo, democracia é inclusão social. “Para eles, democracia era bom naquele tempo que a gente podia se reunir apenas para gritar que estava com fome. Democracia não é gritar que está com fome, é comer”.

Para o presidente, a visão “equivocada” que a oposição tem do povo, explica o mau desempenho dos tucanos nas pesquisas de intenção de voto. “Governar, a gente não aprende na escola, governar é compromisso e a relação da gente com o povo. Eles só sabem chegar perto dos pobres perto de eleição e agora estão inventando o discurso. Essa gente pensa que a gente é tonto”, afirmou.

Sem citar o nome do adversário, Lula também ironizou as promessas do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e dar um 13º para os beneficiários do Bolsa Família. “Essa gente passou oito anos chamando o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’. É esmola para eles que dão R$ 100 de gorjeta quando tomam uísque.”

Em seu discurso, Dilma acusou os adversários de destilarem ódio contra sua campanha e tratarem os eleitores como tolos ao fazer promessas, segundo ela, estapafúrdias.
“Em época de eleição, muita gente promete muita coisa. Eles não aumentaram o salário mínimo quando podiam e hoje, prometem pensando que o povo é tolo”.

Via: IG

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Grupo de Dilma quer manter espaço em eventual governo

quarta-feira, setembro 22nd, 2010

Com acusações contra Erenice, aliados querem evitar novos desgastes e garantir nomes de confiança da candidata para cargos

A queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil na semana passada desfalcou o já restrito grupo de confiança da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Braço direito de Dilma na época em que a candidata era titular da pasta, Erenice era considerada presença garantida no “núcleo duro” de um eventual governo petista em 2011 antes da denúncias de que seu filho Israel  teria praticado tráfico de influência dentro do governo Lula. Com a saída da ex-assessora de Dilma da pasta, o grupo mais próximo à petista entrou em estado de alerta e quer evitar novas baixas.

Na campanha, a cota pessoal da candidata é formada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira, e o ex-assessor Giles Azevedo.

Na reta final da campanha, o trio tem se articulado para frear o fortalecimento de outros nomes dentro da campanha, como os coordenadores Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo, cotados para Casa Civil e Justiça, respectivamente. Também querem barrar peemedebistas de olho em “espaços vazios” e, principalmente, em cargos estratégicos do futuro ministério. No último domingo, Pimentel e os dois auxiliares próximos de Dilma jantaram em Brasília para reavaliar o cenário da candidata na montagem do governo.

Concluíram que, sem opção para nomes de confiança, Dilma poderá ter de aceitar indicações que não constavam de sua prioridade para cargos estratégicos e de outras cotas, como o aliado PMDB e o próprio PT.

Foto: Agência Estado

Antes de sair da Casa Civil, Erenice Guerra era uma das principais cotadas para ocupar vaga no eventual governo Dilma

A membros da campanha, Pimentel admite preocupação com o cenário eleitoral em Minas. Segundo tem dito, para se fortalecer e ocupar um cargo estratégico em um eventual governo petista, o ex-prefeito precisa se eleger para o Senado, mas está atrás nas pesquisas em relação aos adversários Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS). Antes cotado para a Casa Civil, a possibilidade de Pimentel no cargo, por ora, está descartada dos planos da candidata. Sem mandato, o cenário vislumbrado por Pimentel é o Planejamento ou Cidades já que o ex-prefeito sabe que enfrentará resistência interna do PT para ocupar pastas como a Casa Civil.

Antes de Erenice, Pimentel foi alvo de acusações no período da pré-campanha de Dilma, no episódio da suposta confecção de um dossiê contra o tucano José Serra (PSDB). Amigo de Dilma e homem forte da campanha no começo do ano, Pimentel foi afastado da coordenação após ser acusado de envolvimento com esquema de espionagem para prejudicar o adversário tucano.

Opções

Com os episódios que atingiram Pimentel e Erenice, restaram apenas dois os nomes que compõem o chamado “grupo da Dilma” e que não foram alvos de acusações: os petistas gaúchos Giles Azevedo e Alessandro Teixeira.

Discreto e avesso a entrevistas, Giles foi assessor de Dilma na Casa Civil e raramente aparece em eventos públicos de campanha. A sua principal incumbência, oficialmente, é organizar a agenda da candidata. Em caso de vitória petista, membros da coordenação dão como certa a sua indicação para chefia de gabinete da Presidência.

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) ,Teixeira foi escalado para, junto ao assessor Marco Aurélio Garcia, redigir o programa de governo da candidata, que ainda não foi finalizado. Ele acumulou a redação do texto com a participação em eventos no lugar de Dilma, como o Congresso Brasileiro do Cooperativismo, no último dia 11, e no Instituto Ethos, nesta terça-feira.

Por substituir a candidata em eventos que fogem de sua área de atuação, como o encontro no Instituto Ethos que tem o desenvolvimento sustentável em pauta, integrantes da coordenação entendem que Dilma está “testando” Teixeira para que, ao ganhar musculatura e visibilidade, ele esteja preparado para ocupar um cargo no eventual governo. Entre os ministérios cotados para Teixeira, está o de micro e pequena empresa, promessa de campanha de Dilma Rousseff.

Via: IG

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Marina quer apuração e punição para denúncia de lobby

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Candidata do PV à Presidência da República considera graves as acusações sobre esquema de intermediação de negócios na Casa Civil

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, engrossou o coro da oposição em relação à denúncia de tráfico de influência na Casa Civil. O esquema, segundo a revista Veja deste final de semana, envolve a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e seu filho, Israel. “É preciso investigação e punição. São denúncias graves e deve-se fazer uma investigação com rigor”, comentou Marina, que esteve hoje no Museu do Futebol, em São Paulo.

Marina ressaltou que é preciso pressa nas investigações. “Não vou condenar ninguém sem provas. Mas a denúncia é muito grave e o que está sendo dito exige satisfação para a sociedade e investigação imediata”, defendeu.

A candidata voltou a comentar também a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. “Hoje no Brasil vivemos uma situação dramática. Denúncias de todos os lados, atuais e passadas. Precisamos ter um olhar para a gestão pública para que não surjam denúncias apenas em período eleitoral”, afirmou. À noite, Marina participa de debate na Rede TV!.

Ontem, o candidato à vice-presidente na chapa de Serra, Índio da Costa (DEM), disse que a situação da ministra Erenice é “insustentável”. “O presidente Lula defende muita gente que não deveria, mas não me parece que ele consiga segurar a ministra no cargo depois desse escândalo”, afirmou Costa.

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TSE usará programa da PF para investigar lavagem de dinheiro

quinta-feira, setembro 9th, 2010

Prestações de contas de campanhas com indícios de irregularidades serão averiguadas no software de lavagem de dinheiro da PF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou um acordo de parceria com o Ministério da Justiça e com a Polícia Federal para usar os programas de computador do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro em prestações de contas de campanha suspeitas de irregularidade.

De acordo com o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, após passar por uma triagem no sistema do Tribunal, contas com indícios de crimes serão submetidas aos programas, que cruzam dados bancários e formam uma espécie de corrente do dinheiro.

Com o software é possível rastrear de onde veio o recurso de determinado doador de campanha, de onde veio o dinheiro que este doador doou e assim consecutivamente. “Um trabalho que nós levávamos meses com planilhas é feito em poucos segundos com o computador, identificando todo o movimento dos recursos até chegar à conta eleitoral”, explicou o Diretor-Geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Questionado sobre possibilidade de uso mais amplo da ferramenta, Lewandowski disse que dificuldades técnicas impedem que toda as contas de campanha sejam esmiuçadas com os softwares contra lavagem de dinheiro.

“Nós temos um sistema normal de controle. Se ele detectar algo usa-se o programa”, disse.

Ele também comentou que, no caso de um partido ou coligação pedir investigação de adversários usando o sistema, além da apresentação de indícios, o TSE terá que se manifestar sobre o tema.

“Se essa hipótese acontecer vai ser gerado um processo que é enviado ao plenário e ele decide passa ou não pelo programa”.

Via: IG

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