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Termina hoje a campanha mais agressiva desde Collor x Lula

sexta-feira, outubro 29th, 2010

Vista como a mais tensa desde 1989, disputa deste ano teve dossiês, boatos, agressões, confrontos de militantes e ataques verbais

Com o encerramento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, termina oficialmente nesta sexta-feira a campanha mais agressiva para a Presidência da República desde a redemocratização. Marcada por troca de ataques e exploração de escândalos políticos, a eleição de 2010  contrariou o modelo que guiou disputas anteriores, nas quais adversários evitavam ataques em debates e discursos para não afugentar eleitores.

Tanto o PT da ex-ministra Dilma Rousseff como o PSDB do ex-governador José Serra dizem ver na campanha deste ano um dos embates mais tensos da história recente. “Foi uma das eleições mais radicalizadas do Brasil nos últimos anos, com radicalizações desnecessárias de ambos os lados e que não contribuíram em nada para formação da opinião do eleitor. Fica a lição para que, nas próximas eleições, as ideias é que briguem e não as pessoas”, afirma o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, senador eleito pelo PSDB.

“Há muito tempo participo de disputas eleitorais, e eu nunca vi uma eleição em que o subterrâneo, a calúnia e a falta de respeito estiveram tão presentes. Lamento, mas posso garantir que isso não partiu do nosso lado”, justifica o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha petista à Presidência.

A campanha deste ano só pode ser comparada à que opôs o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual senador Fernando Collor de Mello na disputa pela Presidência, em 1989, segundo o vereador José Américo (PT-SP). Coordenador da campanha petista naquela eleição, ele relembrou o fato de Collor ter veiculado imagens de uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o então líder sindical de ter lhe dado dinheiro para realizar um aborto e de não assumir a filha Lurian. Lula, lembra o vereador, também foi acusado de querer invadir casas e proibir cultos em igrejas.

“Foi uma campanha muito intensa”, resume, ao investir na tese de que ataques que diz terem sido lançados contra o  PT nesta eleição foram mais “sofisticados e organizados”, sobretudo por causa dos boatos disseminados pela internet. Segundo ele, as campanhas de 1994, 1998 e 2002 foram “relativamente tranquilas” porque os presidentes eleitos iniciaram a disputa na posição de favoritos, e foram eleitos nessa situação.

Foto: Agência Estado

Collor e Lula, durante debate da eleição de 1989, mediado pelo jornalista Boris Casoy; disputa eleitoral daquele ano foi marcada por acusações e troca de ataques

O senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha tucana à Presidência, ironiza as críticas dos adversários e afirma que é o PT, na verdade, quem se especializou em produzir dossiês contra os rivais, como aconteceu em 2006 no chamado escândalo dos aloprados. Na época, petistas foram presos tentando adquirir um dossiê contra tucanos que disputavam aquela eleição – Serra era candidato ao governo paulista e Geraldo Alckmin concorria à Presidência.

“Sou presidente do partido e coordenei a campanha. E gostaria de saber onde é essa central de boato pra mandar desfazer”, rebate. Segundo o dirigente tucano, o que se fala na internet e nas redes sociais é um fenômeno difícil de se obter controle. “A internet tem um papel nisso e expandiu imensamente (os ataques)”.

Histórico

A avaliação entre os comandos das duas campanhas é que, como em 2006, quando o escândalo do mensalão ainda era recente, os ânimos ficaram tão acirrados como na campanha deste ano. Quando a disputa se aproximava do fim, Alckmin subiu o tom das críticas a Lula, que tentava a reeleição. A ofensiva até hoje é apontada como fator que o levou a terminar o segundo turno com menos votos do recebeu na primeira fase da campanha.

Morna no princípio, quando Serra evitava ataques diretos a um governo com alta popularidade, a disputa deste ano esquentou na reta final do primeiro turno. O cenário começou a mudar em setembro, com a eclosão do escândalo da violação de sigilo pessoas próximas a Serra – entre elas sua filha, Verônica Serra. O tucano chegou a comparar a situação aos ataques lançados por Collor sobre Lula em 1989.

Pouco depois, foi revelado que familiares da sucessora e antigo braço direito de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, participavam de um esquema de tráfico de influência no governo. O novo capítulo de acusações sobre Dilma provocou a queda da ministra.

O auge da tensão aconteceu, no entanto, já no segundo turno, durante debate promovido pela TV Bandeirantes, em 10 de outubro. Na ocasião, tanto Dilma quanto Serra levaram à tona episódios constrangedores contra os adversários. De um lado, a petista colocou no centro da discussão o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), ex-assessor do tucano suspeito de ter desviado R$ 4 milhões em recursos que teriam supostamente sido arrecadados pela campanha tucana e não declarados à Justiça Eleitoral. No encontro, Dilma tentou também colar no rival a pecha de “privatista” e disse que a eleição do tucano significaria o “risco” de privatização da Petrobras.

Entre todos os escândalos e temas espinhosos, no entanto, nenhum produziu tanto resultado como a exploração do tema do aborto. A campanha tucana, que passou a eleição afirmando que Dilma teria posição dúbia em relação ao tema, foi acusada pelos petistas de “caluniar” a candidata. Dilma chegou a citar um episódio em que a mulher do tucano, Mônica Serra, teria dito a um eleitor, durante campanha no Rio de Janeiro, que a ex-ministra era “a favor de matar criancinhas”.

Com o assunto em pauta, mensagens contra a candidata passaram a ser divulgadas em sites, e-mails e redes sociais e levou o comando petista a instalar uma “central antiboataria” para estancar os estragos, sobretudo nos meios religiosos, onde padres e pastores passaram a fazer campanha direta contra a candidata. Serra também recorreu ao mesmo recurso para afastar boatos de que, se fosse eleito, promoveria a privatização da estatal e acabaria com programas federais, como o Prouni e o Bolsa Família.

Foto: AE

Tumulto em atividade de Serra no Rio ajudou a elevar o tom das críticas nas últimas semanas da campanha

Discursos

A tensão vivida na atual campanha levou os dois lados a intensificarem os ataques ao lado adversário. Lula chegou a afirmar que faltava “hombridade” a Serra. Tucanos, por sua vez, questionavam a participação de Lula na campanha, que, segundo eles, extrapolava as prerrogativas institucionais da Presidência.

Militantes dos dois lados entraram em confronto durante um ato ocorrido no Rio. Na confusão, objetos foram arremessados contra o candidato, que interrompeu a caminhada e foi parar em um hospital. Enquanto o tucano dizia ter sofrido agressão, petistas diziam que o objeto que acertara a cabeça do candidato era, na verdade, uma bolinha de papel.

Lula chegou a acusar Serra de comandar uma “farsa”. “Eles tratam adversários como inimigos, e inimigos que precisam ser destruídos”, rebateu Serra. Pouco depois, foi a vez de Dilma, que desviou de bexigas d’água em uma atividade de campanha.

Sério Guerra tenta jogar em Lula a responsabilidade pela violência da atual campanha. Em entrevista concedida à revista Veja no período de pré-campanha, Guerra chegou a afirmar que os adversários fariam qualquer coisa para não perder o governo e que, portanto, esta seria a campanha mais sangrenta dos últimos anos. “O que vimos, de fato, foi o uso total e irrestrito do aparelho público pra fazer campanha”, avalia.

Via: IG

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Lula diz que vai derrotar a imprensa nesta eleição

domingo, setembro 19th, 2010

No comício de Dilma, presidente afirma que vai derrotar tucanos e setores da imprensa que se comportam como partidos políticos

O comício da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, realizado na tarde deste sábado, em Campinas (SP), foi palco de ataques ao PSDB e principalmente à imprensa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse durante o evento que, no dia 3 de outubro, vai vencer não somente as eleições, mas também alguns setores da mídia. “Não vamos derrotar apenas os adversários tucanos. Vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem partidos políticos, mas não têm coragem de assumir”, disse Lula no comício que reuniu cerca de 10 mil pessoas no Largo do Rosário, tradicional local de manifestações políticas no centro de Campinas, município do interior paulista.

 

Foto: Agência Estado

Lula critica imprensa durante comício de Dilma em Campinas, interior de São Paulo

 

O presidente não citou nenhum órgão de imprensa, mas foi irônico ao mencionar a revista “Oia”, uma referência indireta à Veja, que nas últimas semanas publicou matérias com denúncias que levaram à demissão da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

No entanto, Lula disse ainda que não se trata de cercear a liberdade de imprensa. “Não sou eu que vou censurá-los. É o telespectador, o ouvinte e o leitor que sabe diferenciar o que é verdade do que é mentira”.

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também aproveitou o palanque para criticar a imprensa. Segundo ele, a onda de denúncias contra pessoas ligadas à Dilma é uma farsa que tem como objetivo repetir o escândalo dos aloprados que, em 2006, evitou uma vitória de Lula ainda no primeiro turno. “Alguns falsos democratas, alguns falsos defensores da liberdade estão fazendo uma campanha inciodiosa contra nós. Eles têm saudade da época em que Brasil tinha presidentes que gostavam de governar em cima dos tanques”.

Enquanto Lula, Dutra e outros oradores, como o candidato a senador Netinho de Paula (PCdoB) e o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), faziam ataques aos adversário, a candidata Dilma Rousseff preferiu evitar críticas e se limitou a repetir o discurso que vem fazendo em praticamente todos os comícios, com temas voltados para a educação e os direitos das mulheres.

Bom humor

Apesar do tom duro dos discursos de Lula, o clima no palanque era de descontração. Por várias vezes, o presidente dançou de maneira cômica ao som dos jingles de campanha e estimulou outras lideranças, como o candidato a vice-presidente, Michel Temer, a acompanhar o seu ritmo. “Não perca o bom humor, Dilma. Deixa que eu perco”, disse Lula.

O presidente aproveitou, ainda, para fazer mais críticas aos adversários do PSDB, utilizando como peça central do discurso o símbolo do partido. “Tucano come até o próprio filhote no ninho. Eles são danados. Não há colher que encha aquele bico grande de comida”, disse. “Não tem nada que faça um tucano sofrer mais do que a gente dizer que eles têm bico grande para falar e pequeno para fazer”, concluiu o presidente.
 

Via: IG

 

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Lula: Não vou permitir que façam sacanagens com a Dilma

sexta-feira, setembro 17th, 2010

Lula afirma que como ex-presidente vai evitar que Dilma sofra o que ele sofreu, se ela for eleita;

No gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dois umidificadores de ar atenuam a aridez da seca que atinge seu auge neste mês de setembro, em Brasília. Os termômetros da campanha eleitoral também indicam um tempo inclemente, como atestavam as manchetes de quinta-feira. Mas a duas semanas da primeira eleição presidencial em que seu nome não constará da urna eletrônica, Lula é o dono do ambiente num Palácio do Planalto que acabou de ser reformado como se fosse novo. E, olhando pelas janelas envidraçadas de onde se avista um pedaço da Praça dos Três Poderes, o seu humor anda bem distante do que se passa lá fora – nem árido como o clima brasiliense, nem áspero como a campanha eleitoral.

O presidente respira popularidade de até 80% de aprovação, segundo as últimas sondagens, e é daquele canto no terceiro andar do Planalto que ele se levanta para dar, com exclusividade ao iG, a mais reveladora entrevista sobre um tema que até hoje parecia uma incógnita: afinal, como será o Brasil do pós-Lula? Qual destino se reserva o presidente mais popular da redemocratização?

Ao longo de 60 minutos, Lula falou sobre os temas que você pode conferir nesse quadro abaixo. Clique no assunto desejado e veja a entrevista do presidente.

No renovado gabinete presidencial, Lula abre a porta que dá acesso à sala de reuniões e entra falante. Cumprimenta todo mundo, acena para um assessor no fundo da sala, senta à cabeceira e cobra a lentidão na troca dos antigos microfones da grande mesa retangular.

“Oito anos de Fernando Henrique, mais oito do meu governo e o Planalto não consegue ter um microfone que tenha um botão para ligar e desligar”, queixa-se. “Esse problema já foi resolvido, presidente”, responde o assessor, apertando o botão de luz verde do novo aparelho.

Lula cobra então equipamentos que ele acreditava serem mais modernos, à semelhança do que viu no gabinete do governador do Rio, Sérgio Cabral. Reclama do enorme monitor discretamente escondido no vão da mesa e pede uma telinha embutida, como na mesa do governador do Rio.

Sempre que fala, o presidente mantém o contato visual com o interlocutor. Dos cinco políticos que passaram pelo cargo na redemocratização, ele é o que mais profundamente encara as pessoas. De José Sarney a Fernando Henrique Cardoso, também foi o que chegou à clássica entrevista de final de governo de forma mais brincalhona e extrovertida. É o que mais mantém assessores em volta, sinal de que a popularidade afasta a chamada solidão do poder, amplamente vivida por alguns de seus antecessores nos dias finais dos governos. Talvez por isso tenha sido explícito: “Quero ser lembrado”, disse o presidente.

Via: IG

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Erenice chama Serra de ‘aético’ e ‘derrotado’

quarta-feira, setembro 15th, 2010

Ministra da Casa Civil diz que pediu para ser investigada e classifica suspeitas de tráfico de influência como ‘mentirosas’

Foto: Agência Estado

O presidente Lula e Erenice Guerra, em cerimônia no Planalto

Em resposta às suspeitas de tráfico de influência no governo federal envolvendo familiares, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, classificou nesta terça-feira, em nota oficial encaminhada pelo ministério, o presidenciável José Serra (PSDB) como um “candidato aético”, “já derrotado” e “rejeitado” pelos eleitores.

A ministra, sucessora de Dilma Rousseff (PT) no posto, disse que ela e a família são vítimas de uma “impressionante e indisfarçável campanha de difamação” promovida pela revista Veja. Sem citar o tucano, ela escreveu que o candidato adversário tenta de forma “desesperada” criar um “fato novo” na campanha eleitoral.

Na nota, Erenice afirma ter encaminhado aos ministros Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) e Luis Paulo Teles (Justiça) ofícios em que solicita a abertura de investigações sobre suspeitas apontadas na revista. Segundo a reportagem, publicada nesta semana, o filho de Erenice, Israel Guerra, intermediou a renovação da licença da MTA Linhas Aéreas junto à Agência Nacional de Aviação (Anac). Após a licença, a empresa obteve contratos milionários para prestação de serviço para os Correios.

Erenice, que classificou as acusações de “mentiras”, disse esperar “celeridade” nas apurações e disse confiar na competência das autoridades. Segundo ela, a reportagem é a “mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira”.

“Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística”, escreveu.

Consequências

Um dia antes, a ministra havia informado, também em nota oficial, que contratou um escritório de advocacia para atuar nas ações judiciais que pretende mover contra a revista. No mesmo dia ela havia afirmado que solicitou à Comissão de Ética Pública da Presidência da República a instauração de procedimento para apurar a sua conduta em relação às notícias e colocou os sigilos bancário, telefônico e fiscal dela e de seu filho à disposição.

Também na segunda-feira, foi anunciada a exoneração do assessor da secretaria-executiva da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, acusado em reportagem de participar de um suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo.

O servidor, segundo nota oficial produzida pela Casa Civil, “repudia todas as acusações”.

Via: IG

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Eleição abre caminho para nova geração de políticos

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Políticos jovens e populares prometem sair das urnas como opções para o Planalto em eleições futuras, avaliam especialistas

A eleição deste ano começa a dar projeção nacional a representantes de uma nova geração de políticos. Se forem confirmados os resultados das últimas pesquisas de opinião, nomes jovens e populares como o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB), e os governadores Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, e Cid Gomes (PSB), do Ceará, sairão fortalecidos das urnas em outubro.

Muitos com menos de 50 anos e donos de altos índices de popularidade, esses políticos devem assumir um papel de destaque na articulação política e construção de alianças no próximo período, avaliam especialistas ouvidos pelo iG.

Para o cientista político Antônio Lavareda, esses “novos nomes” surgem no cenário político como alternativas para o próximo pleito presidencial e serão figuras obrigatórias na composição das futuras chapas. Na opinião do especialista, eles não substituirão necessariamente os velhos caciques, mas terão poder para renovar a dinâmica política nacional. “No Brasil não existe uma troca de guarda ou de geração na política. Mas esses novos nomes trazem um vigor diferente para a vida pública e podem despertar mais entusiasmo nos jovens”, afirma Lavareda.

Foto: AE

Jovem, Aécio desponta como favorito ao Senado e comemora crescimento de seu candidato ao governo

A lista, apontam especialistas, inclui ainda os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT), e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Assim como Cid e Campos, ambos podem vencer as eleições em seus Estados ainda no primeiro turno. Os quatro disputam a reeleição e, no próximo período, não poderão mais concorrer ao cargo de governador, passando a integrar a lista de possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Apontado como favorito na corrida pelo governo de Pernambuco, Campos tem 70% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Vox Populi. Aécio, que chegou a cogitar a disputa presidencial este ano, chega a 64% das intenções de voto na corrida ao Senado e comemora ao crescimento de seu candidato ao governo mineiro, Antônio Anastasia.

Foto: Agência Estado

Assim como Jaques Wagner e Sérgio Cabral, Eduardo Campos tem chances de se reeleger no primeiro turno

“Esses novos líderes terão o desafio de criar uma nova dinâmica entre oposição e governo, viabilizando ou não a atuação do próximo presidente. Eles terão enorme influência sobre o Congresso. O grande desafio deles é criar uma nova forma de fazer política, diferente da que está aí”, afirma Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Prévias

Boa parte dos membros da nova geração carrega a herança de políticos importantes – Aécio é neto de Tancredo Neves e Eduardo Campos, de Miguel Arraes. Na avaliação de Lavareda, eles serão capazes de “furar” a barreira que existe dentro dos partidos em relação aos jovens políticos.

Para o cientista político, a experiência e atuação em cargos públicos ainda pesa na hora do voto, dificultando o surgimento de novos projetos e visões sobre o País. “Como no Brasil não existem as prévias partidárias, os políticos jovens não encontram espaço nos partidos. Bill Clinton e Barack Obama, por exemplo, eram políticos com pouquíssima experiência antes de chegarem à Casa Branca. Conseguiram graças, justamente, às prévias”, explica.

De acordo com Fábio Wanderley Reis, líderes que podem surgir das urnas no próximo dia 3 de outubro tendem ainda a substituir os políticos de mais idade. “A idade pesa, mesmo para aqueles que insistem em continuar na vida pública. A renovação das lideranças partidárias deve ser a grande novidade dessas eleições”, analisa Reis.

Via: IG

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Ex-presidente do STJ é multado por propaganda eleitoral irregular

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Candidato ao Senado, Edson Vidigal foi condenado a pagar R$ 1 mil por utilizar artigo em jornal como item de campanha

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e agora candidato ao senado pelo Maranhão, Edson Vidigal, foi multado hoje em R$ 1 mil por propaganda eleitoral irregular. Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Vidigal utilizou-se de uma coluna semanal que mantém em um jornal impresso local para fazer propaganda partidária.

A publicação ocorreu no dia 07 de agosto e, segundo o MPE, tinha a finalidade de captar recursos financeiros para a sua campanha. A comissão de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) entendeu que a coluna, além de tratar de tema de caráter eleitoral, ultrapassava o limite máximo para propaganda partidária em jornal impresso e que tinha sido realizada de forma gratuita pelo periódico.

Conforme a legislação eleitoral, a publicação de anúncios de candidatos em jornal impresso é permitida apenas quando o espaço ocupar, no máximo, um oitavo de página de jornal e com o valor pago descrito no anúncio. Na coluna de Vidigal, segundo o MPE, não havia qualquer informação referente a valores pagos pela compra do espaço. O candidato deve recorrer da decisão do TRE-MA.

Via: IG

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Lula: Desespero faz Serra baixar o nível

domingo, setembro 5th, 2010

Durante comício em Guarulhos, presidente afirma que Serra comporta-se como quem não sabe nadar e se debate até morte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, durante comício realizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, que o candidato tucano à Presidência, José Serra, está baixando o nível da campanha e o comparou a quem não sabe nadar e está morrendo afogado. “O bicho anda com uma raiva que eu não sei do quê. O programa dele está pesado, está baixando o nível. Isso é próprio de quem não sabe nadar, cai na água e fica se debatendo até morrer afogado”, afirmou o presidente.

 

Foto: Agência Estado

Lula participa de comício em Guarulhos junto com Mercadante

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De acordo com Lula, Serra está mentindo ao acusar o PT de responsabilidade na violação do sigilo da filha dele, Verônica Allende Serra. “Mentira tem perna curta. Quando começam a procurar alguém para responsabilizar pelo seu próprio fracasso, a coisa fica ruim”, afirmou. Lula chegou a questionar a própria violação do sigilo fiscal. “Cadê o tal de sigilo, que não apareceu até agora? Cadê o vazamento das informações?”, perguntou.

O presidente deu a entender que o uso eleitoral do episódio não deve ter grande impacto no desempenho da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de voto. “É bom ele (Serra)  lembrar que o povo não gosta de ligar a TV e ver gente nervosa”, discursou Lula.

Via : IG

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Dilma encontra presidente colombiano

quarta-feira, setembro 1st, 2010

No cargo há menos de um mês, Juan Manuel Santos escolheu o Brasil como o primeiro país a ser visitado

Veja o vídeo
Adotando o estilo típico de chefe de Estado, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, encontra nesta manhã o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em Brasília. A petista obteve um espaço na agenda de Santos antes de ele se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula Silva.

No cargo há menos de um mês, Santos escolheu o Brasil como o primeiro país a ser visitado. A ideia é intensificar as relações bilaterais a partir de uma série de acordos de parceria. Santos deve aproveitar a oportunidade para pedir o apoio de Lula no combate à guerrilha e aos grupos paramilitares que atuam em território colombiano.

A visita de Santos ao Brasil ocorre depois de ele ter fechado o acordo de paz com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O acordo encerrou a ameaça à estabilidade da região em decorrência de divergências sobre o combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército da Libertação Nacional (ELN).

O encontro entre Dilma e santos acontece na manhã desta quarta-feira na Embaixada da Colômbia, em Brasília. Da capital federal, o chefe de Estado deve seguir para São Paulo, onde terá reuniões com empresários, organizadas pela Federação das Indústrias do estado (Fiesp).

Via : IG

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Pedofilia entra na campanha eleitoral do Amazonas

quarta-feira, setembro 1st, 2010

CPI em 2004 citou Aziz, que se diz “vítima de perseguição.” Manifestantes protestaram hoje em Manaus contra “impunidade”

O governador do Amazonas e candidato à reeleição Omar Aziz (PNM) contestou reportagem – seu nome aparece como um dos mais “rumorosos” – publicada n’O Globo em 23 de agosto último referente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual Infantil instalada em 2004, cuja versão online está provocando polêmica.

Em entrevista coletiva realizada no fim da tarde desta segunda-feira (30) Aziz chamou a imprensa para uma coletiva e classificou as cópias da reportagem de “documentos apócrifos,” cujo objetivo “é prejudicar” sua campanha à reeleição. E que encaminhou denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas não acionará as polícias Civil e Militar.

A reportagem d’O Globo é assinada por Demétrio Weber e Sério Marques e desde a tarde de ontem sua versão online é distribuída em centenas de cópias impressas em Manaus e nos municípios de Humaitá e Tabatinga. Aziz disse que não acionaria a PM para não ser “acusado de usar o governo para perseguir, no caso de alguém ser preso pelas forças estaduais distribuindo esse tipo de material.”

Jogo sujo”

Aziz classificou de “maldade que alguns adversários estão fazendo contra mim e contra a minha família. Infelizmente, quem me ataca são pessoas que não respeitam minha família, meus filhos e tentam me agredir de todas as formas. Não é a primeira vez que alguém é vitima desse tipo de jogo sujo.”

Na coletiva, Aziz mostrou aos jornalistas certidões negativas e documentos expedidos pelo Ministério Público que o isentam de quaisquer processos. “Não tenho nada a esconder. Nunca fui processado por qualquer tipo de ação que meus adversários tentam imputar a minha pessoa. Nem incluído no processo eu fui.” O governador e candidato não citou nomes.

Aziz deu entender que esse tipo de denúncia existe contra ele porque tem 49% das pesquisas de intenção de votos, contra 37% de Alfredo Nascimento (PR), seu principal opositor. De acordo essa pesquisa, Aziz seria reeleito se a eleição fosse hoje.

O caso

A reportagem d’O Globo cita acusações feitas a partir de inquérito da Polícia Civil, de que Aziz teve relações sexuais com uma adolescente de 15 anos em 2003, quando era vice-governador. E que apesar da repercussão à época o nome de Aziz foi retirado da CPI a pedido do Ministério Público.

Outro fato lembrado na reportagem foi a mudança no depoimento da adolescente na CPI Estadual, cujo andamento foi feito pela Assembléia Legislativa, onde o governador da época, Eduardo Braga – e o vice Aziz – tinham bancada governista majoritária. A adolescente teria contradito o que afirmara à CPI do Congresso Nacional.

Em Brasília (DF) a menor assegurou que fez programa com Aziz em troca de R$ 150. No Amazonas, negou tudo, inclusive à Polícia Civil, até mesmo a reportagem da revista Época. A CPI Estadual foi instalada a pedido de Aziz, que não depôs, nem o irmão – citado como sendo o dono de uma empresa de materiais de construção onde teria acontecido o encontro com a adolescente em 2003 – ou mesmo a delegada que investigou o caso.

A adolescente também negou à CPI Estadual ter concedido entrevista à Época. A reportagem do jornal O Globo assegura que entrou em contato com a mãe da adolescente – hoje maior de idade e casada –, e ela teria garantido que a entrevista foi concedida.

Protesto

Na manhã desta terça-feira (31), como repercussão da entrevista coletiva de Aziz, um grupo de manifestantes fez passeata pelas principais avenidas da zona Leste de Manaus para protestar contra a exploração sexual de menores de idade e casos de impunidade sobre este tipo de crime.

Via: IG

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Dilma adota estilo vovó à espera do 1º neto

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Chegada do primeiro neto da petista, que deve acontecer nos próximos dias, já é usada como ferramenta de campanha

Na reta final da campanha, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não esconder a euforia e a ansiedade, que vão além da vantagem da petista nas pesquisas eleitorais. Está prestes a ficar, como ela mesma definiu, “abobalhada”. Em Salvador, na última quinta-feira, o iG perguntou à candidata se os números que indicam vitória da campanha já no primeiro turno sobre os adversários não seriam o motivo para um “ sorriso diferente”, mas Dilma disse que não. Disse que sua alegria atende pelo nome de Gabriel.

 

Foto: Agência Estado

Dilma e Dutra observam papagaios durante coletiva em que a petista anunciou que seria avó em poucos dias

 Dilma anunciou que será avó “por esses dias” mas não precisou a data. Segundo ela, “barriga de mulher, boca de urna e cabeça de juiz ninguém controla”. Familiares da ex-ministra disseram ao iG que a expectativa é a de que o filho de Paula nasça até o dia 7 de setembro, mas pode ser adiado caso o parto não seja normal. “Eu vou ser avó. E percebo o peso que um neto tem para as mulheres na vida. Todos os avós que eu conheci ficam abobalhados. Quando nasce o filho da gente, a gente acha o mais bonito, mas às vezes não bate com a realidade. E com avó é igual”, declarou Dilma no último sábado, em Brasília.

A um mês da eleição, a única filha da petista, a advogada Paula, dará a luz um primeiro neto da ex-ministra, em Porto Alegre. Durante todo mês de agosto, o “estilo vovó” de Dilma passou a ser tema cada vez mais recorrente nas coletivas e discursos da candidata quando em viagens de campanha pelos Estados.

Desde o começo da campanha, a ex-ministra da Casa Civil priorizou visitas ao Estado para acompanhar a filha em exames. Dilma negou que vá diminuir o ritmo das atividades já que assumiu a dianteira das pesquisas, mas abrirá uma exceção para acompanhar o momento da filha. A ex-ministra, no entanto, não precisou de quanto tempo será essa folga.

“Se der de jeito, como diz em Minas Gerais, eu vou pelo menos curtir um dia. Pelo menos. É um momento que todo mundo entende e é muito especial. Se der mais de um dia, eu também curto”, disse em Brasília. “Eu ligo todo dia para ela, mas não estou perto dela”, lamentou.

Paula, que é filha de Dilma com o também advogado Carlos Araújo, não participa ativamente da campanha da mãe e está fora dos programas eleitorais na TV. O entrave, segundo a assessoria jurídica da campanha, é a de que Paula, por ser servidora pública, teria problemas com a Justiça Eleitoral se gravasse depoimento para Dilma. Além das fotos de quando era menina, Paula poderá aparecer na TV no papel assim que Gabriel nascer.

O marqueteiro João Santana estuda levar ao ar gravações de Dilma na maternidade com o primeiro neto, para reforçar o lado humano da candidata, estratégia usada durante toda a campanha para sepultar a imagem de “dama de ferro”.

Via: IG

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