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Dilma diz que PT quer banir o DEM nas urnas

quarta-feira, setembro 15th, 2010

A candidata acusou o DEM de usar ‘método golpista’ para ‘acabar com essa raça’, em referência ao PT, fora do contexto eleitoral

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rejeitou, nesta terça-feira, em Varginha (Minas Gerais), a tentativa de classificar uma possível vitória eleitoral de seus aliados como projeto hegemonista almejado pelo Partido dos Trabalhadores. Segundo ela, falar em hegemonismo é tirar a legitimidade das eleições.

Questionada se a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre “extirpar” o DEM da política nacional revela um projeto de hegemonia, Dilma respondeu:

“Não revela, não. Revela uma coisa muito saudável que é a disputa na democracia. Acho estranhíssimo que sempre que se coloca a questão de a gente vencer as eleições venha uma pergunta chamada hegemonista. Ganhar nas urnas, até onde eu sei, é legítimo. A não ser que a gente comece agora a deslegitimizar vitórias nas urnas”.

A candidata se recusou a falar sobre as denúncias contra a sua ex-braço-direito e sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra. “Eu, de fato, não vou comentar mais isso. Não vou ficar sendo pautada por este caso e não fazendo propostas”, disse.

Questionada se não deve satisfações aos eleitores sobre o assunto, Dilma respondeu; “Dei bastante satisfação para o eleitorado. Estão em todas as páginas dos jornais”.

A candidata voltou a defender as declarações de Lula dizendo que elas foram feitas num contexto eleitoral e a chamar os Democratas de golpistas. “Tem uma diferença substantiva entre eles dizerem que vão acabar com a nossa raça e nós dizermos que vamos ganhar deles na eleição. É eleição. Para tirarmos, só tem um jeito, disputar com eles no voto. O que estamos dizendo é que gostaremos de derrotar o DEM nas eleições. O que o DEM falou de nós não estava no contexto eleitoral. Era o método golpista de tirar as pessoas”, afirmou.

A candidata participou de um pequeno comício na quadra de um colégio de Varginha ao lado dos candidatos ao governo de Minas, Hélio Costa (PMDB), e ao Senado, Fernando Pimentel (PT). “Nós vamos precisar de uma parceria entre o governo federal e o governo de Minas. Por isso peço, votem no Hélio Costa e no Patrus (Ananias, candidato a vice) para Minas seguir mudando com o Brasil”, disse ela.

Na sexta-feira, Dilma volta ao Estado para mais uma aparição ao lado de Hélio Costa, que vem perdendo terreno para o tucano Antonio Anastasia nas pesquisas, desta vez, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Via: IG

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Dilma: Denúncia é ‘salto mortal’ da oposição

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Candidata petista rechaça ligação de seu nome com as acusações de suposto tráfico de influência na Casa Civil

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que não vai mais comentar a reportagem da revista Veja, que acusa de tráfico de influência a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e o filho dela, Israel Guerra. “Não respondo a isso. Não tenho que provar nada de minha pessoa. Não estou sendo acusada de nada. Não falo nada sobre assuntos que só interessam à pauta negativa e caluniadora do meu adversário”, declarou a candidata durante visita à associação de moradores de Paraisópolis, em São Paulo.

Na avaliação da petista, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveita a acusação para tentar reverter o cenário de desvantagem em que se encontra nas pesquisas: “Estes saltos mortais que pegam um fato e querem ligá-lo a mim e, no meio, não tem nada, eu não vou dar combustível a isso.”

Ontem, logo depois que a revista chegou às bancas, Serra classificou de “centro de maracutaias” a Casa Civil, gabinete que Dilma ocupou até sair candidata à Presidência da República. Já a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, classificou a denúncia como grave e disse que será inevitável que o assunto seja abordado no debate dos presidenciáveis marcado para esta noite na RedeTV!.A candidata verde disse que tanto a suspeita de tráfico de influência na Casa Civil como as recentes quebras de sigilo na Receita Federal representam um cenário de barbárie administrativa na gestão pública brasileira.

Em entrevista à imprensa hoje, Dilma também comparou os governos Lula e FHC, aproveitando para criticar a gestão tucana: “Em 2002 a tese era de que o PT não conseguiria governar o Brasil, e hoje o presidente Lula entrega o Brasil com 7% de taxa de crescimento (…). Caos foi o Fernando Henrique (Cardoso) deixar o governo do jeito que deixou. Caos é o fato de não deixar que ele apareça no programa de TV. Eu tenho orgulho de aparecer do lado de Lula”.

Foto: Agência Estado

Dilma Rousseff cumprimenta eleitores em Paraisópolis, zona sul de São Paulo

A candidata disse, ainda, que a responsabilidade sobre a apuração das denúncias é “assunto do governo” e, não, de sua campanha.

Paraisópolis

Além de Dilma Rousseff, o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e os candidatos ao Senado Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PcdoB) também visitaram Paraisópolis neste domingo.

Mercadante falou que os moradores da segunda maior favela de São Paulo sofrem com a precariedade dos recursos de saúde e educação. “As pessoas demoram seis meses para ter acesso a consultas e exames”, disse o candidato.

O senador também comentou sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil e disse que tudo precisa ser investigado pelas instituições competentes. “Vamos aguardar a apuração e ter informações mais cuidadosas para não fazer qualquer tipo de pré-julgamento e usar politicamente, às vésperas das eleições, denúncias que sao jogadas ao ar e, depois, não se sustentam”.

A ex-prefeita Marta Suplicy acredita que a oposição utiliza o caso como manobra eleitoreira. “Na hora de uma campanha política aparece de tudo. Eu acho que continua a baixaria. (…) Serra não vai ganhar eleição deste jeito”, criticou.

Via: IG

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Serra: ‘Lula na campanha é sinal de receio’

sábado, setembro 11th, 2010

Durante jantar com executivos do mercado financeiro, tucano diz que vai lutar até o fim pela vitória nas eleições

Durante jantar oferecido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na noite desta sexta-feira no Hotel Hilton, na capital paulista, o presidenciável do PSDB, José Serra, se mostrou confiante em sua ida ao segundo turno das eleições. De acordo com um dos participantes do encontro, Serra disse aos 47 convidados que o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter entrado na campanha da candidata do petista, Dilma Rousseff, atacando a campanha tucana demonstra que o PT está com receio do segundo turno.

Serra disse, ainda, que eleição só se ganha no último dia e que vai lugar até o fim pela vitória. Segundo o participante, o tucano não comentou a pesquisa Datafolha divulgada hoje, que mostra Dilma com 50% das intenções de voto, contra 27% de Serra.

No encontro, também não se tocou no assunto doações para campanha. Participaram do jantar o presidente da Febraban, Fábio Barbosa, do banco Santander, o presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Capi, o presidente do Itaú-Unibanco, Pedro Moreira Salles, além de representantes das instituições que compõem a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF). Também estavam presentes o secretário de Educação de São Paulo, Andrea Matarazzo, e o tucano Gesner de Oliveira, da campanha de Serra.

Ao longo de mais de duas horas de reunião, convidados e candidato falaram sobre reforma tributária, reforma previdenciária, educação financeira, juros, modernização tecnológica, entre outros assuntos. Ao final, Serra saiu sem falar com a imprensa.

A candidata do PV, Marina Silva, também participou de encontro organizado pela Febraban no último dia 3 de setembro. Já a candidata Dilma Rousseff ainda não marcou data e local do jantar, segundo a assessoria de imprensa da entidade.

Via: IG

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Na Bahia ex-secretário diz que candidato não respeita a história do PV ,

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Juliano Matos afirma que candidato verde não tem tradição na luta ambiental e é intolerante com seus correligionários

Juliano Matos (PV), ex-secretário de Meio Ambiente de Jaques Wagner (PT), afirmou nesta quinta-feira que o candidato ao governo por seu partido, Luiz Bassuma, não tem tradição na luta ambiental, acusando-o de “intolerância” com seus correligionários. Bassuma teria dito querer “separar o joio do trigo”, referindo-se a excluir dos quadros do PV membros que compuseram a gestão petista no Estado, antes da dissidência entre os partidos.

A crítica de Bassuma foi direcionada a Beth Wagner, ex-diretora do Instituto de Meio Ambiente, e ao próprio Juliano Matos, que ainda hoje manifestam simpatia por Jaques. Para Matos, a fala de Bassuma prova que, ainda que diga que deixou o PT por sofrer intolerância, “importou de seu antigo grupo a mesma atitude para o PV baiano”. “Ele não tem tradição nenhuma na luta ambiental, nem na Bahia nem no Brasil. As constantes agressões são o cúmulo da arrogância na política”, disse Matos.

Para o ex-secretário, Bassuma contradiz a cultura democrática do PV, “sempre tentando impedir que as manifestações contrárias às suas sejam demonstradas dentro da legenda”. “Bassuma desconhece e não respeita a história do PV e se acha no direito, não se sabe com base em que, de ser mais verde que todos no partido”, continuou.

De acordo com o ex-secretário, a sociedade já separou o joio do trigo e, ao dar a Bassuma apenas 1% de intenções de votos nas pesquisas, não o identifica como representante verde nas eleições deste ano. Juliano Matos milita no Partido Verde há 16 anos, enquanto o deputado federal egresso do PT assinou sua filiação em 2009.

No final do ano passado, Juliano Matos sofreu um processo de análise de sua expulsão do Partido Verde no âmbito da Comissão de Ética da legenda por ter defendido que o grupo, em vez de lançar candidatura própria ao governo, mantivesse o apoio a Wagner nas Eleições 2010. O processo, no entanto, foi arquivado após manutenção dos debates internos.

Via: IG

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Lula chama Dilma de heroína em comício

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Em comício com o candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, presidente critica gestão tucana no Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas aos governos tucanos durante comício nesta quinta-feira em Ribeirão Preto (SP) e centralizou seus ataques aos processos de privatização paulista e federal. Lula defendeu a candidatura de Dilma Rousseff (PT) como sua sucessora e a chamou de “heroína”. Cerca de 8 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, acompanharam o evento na esplanada do Theatro Pedro 2º, região central da cidade paulista.

Foto: Agência Estado

Aloizio Mercadante e a candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, participam de comício ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Ribeirão Preto, SP

Sem citar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e nem os governadores do PSDB, há 16 anos à frente do governo de São Paulo, Lula disse que “eles demonstram que não têm competência para governar, porque a única coisa que aprenderam a fazer foi vender o que não era deles; bem público, estradas, ferrovias”. E emendou: “quando eu entrei, em 2003, eles queriam vender a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa”.

Ao lado do candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante (PT), Lula subiu o tom dos ataques e afirmou que “São Paulo não pode ficar na mão de tucano a vida inteira. O Século 21 merece coisa melhor, merece mais arrojo, por isso a gente não tem que vacilar”. Tanto o principal adversário de Mercadante, Geraldo Alckmin, quanto o de Dilma, José Serra, são tucanos e ex-governadores de São Paulo.

Lula lembrou ainda que durante o seu governo o Brasil deixou de ser devedor e passou a ser credor do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nem assim poupou os tucanos. “Essa gente que era metida a sabida ficava de quatro para o FMI e quem mandou o FMI embora fomos nós; hoje eles (FMI) nos devem US$ 14 bilhões”.

Para justificar o apoio a Dilma, Lula lembrou do período em que a candidata foi presa e torturada na época da ditadura militar. “Sei o que aquela mulher sofreu, porque foi presa, torturada. Não porque ela era bandida, ela era uma heroína que lutava pela democracia e liberdade”, afirmou.

Dirigindo-se ao público, Lula defendeu ainda a candidatura de Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB) ao Senado por São Paulo e lembrou da oposição que enfrentou no parlamento durante seu governo. “Não podemos deixar a Dilma na mão de senadores como eu fiquei”, afirmou.

Lula seguiu ainda o discurso de Mercadante e atacou, com ironia, o custo dos pedágios em São Paulo, cujas rodovias foram privatizadas durante os governos do PSDB. “Eles têm de explicar como pode pedágio custar R$ 46 daqui a São Paulo e de São Paulo a Belo Horizonte (cujas rodovias são federais) R$ 7,70. Daqui a pouco o motorista vai ter de pagar o ar que respira.

Além de Lula, a grande estrela do comício foi Gabriel, neto de Dilma nascido hoje em Porto Alegre (RS), que impediu a ida da candidata à Presidência ao comício. Todos os que discursaram citaram o nome do garoto, que foi tratado como novo cabo eleitoral da candidata e ela mesma foi rebatizada de avó do PAC e não mais mãe do PAC. “Gabriel é nome de anjo que anuncia boas novas. Tenho a impressão que Gabriel veio para anunciar a vitória de Dilma Rousseff”, apostou o deputado federal Michel Temer (PMDB), candidato a vice de Dilma.

Via: IG

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TSE usará programa da PF para investigar lavagem de dinheiro

quinta-feira, setembro 9th, 2010

Prestações de contas de campanhas com indícios de irregularidades serão averiguadas no software de lavagem de dinheiro da PF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou um acordo de parceria com o Ministério da Justiça e com a Polícia Federal para usar os programas de computador do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro em prestações de contas de campanha suspeitas de irregularidade.

De acordo com o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, após passar por uma triagem no sistema do Tribunal, contas com indícios de crimes serão submetidas aos programas, que cruzam dados bancários e formam uma espécie de corrente do dinheiro.

Com o software é possível rastrear de onde veio o recurso de determinado doador de campanha, de onde veio o dinheiro que este doador doou e assim consecutivamente. “Um trabalho que nós levávamos meses com planilhas é feito em poucos segundos com o computador, identificando todo o movimento dos recursos até chegar à conta eleitoral”, explicou o Diretor-Geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Questionado sobre possibilidade de uso mais amplo da ferramenta, Lewandowski disse que dificuldades técnicas impedem que toda as contas de campanha sejam esmiuçadas com os softwares contra lavagem de dinheiro.

“Nós temos um sistema normal de controle. Se ele detectar algo usa-se o programa”, disse.

Ele também comentou que, no caso de um partido ou coligação pedir investigação de adversários usando o sistema, além da apresentação de indícios, o TSE terá que se manifestar sobre o tema.

“Se essa hipótese acontecer vai ser gerado um processo que é enviado ao plenário e ele decide passa ou não pelo programa”.

Via: IG

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Dilma promete manter política de reajuste do mínimo

terça-feira, setembro 7th, 2010

Petista disse que reajuste será baseado em uma combinação de índice de inflação com a variação do PIB de dois anos anteriores

A candidata presidencial Dilma Rousseff (PT) afirmou que vai manter, caso eleita, a política de aumentos reais do salário mínimo do atual governo, baseada numa fórmula que combina índice de inflação com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Como a economia brasileira dá sinais de forte aquecimento, ela previu que o mínimo, no seu eventual governo, “terá reajustes expressivos”, sobretudo a partir de 2012. Para 2011, ela prevê aumento real, mas possivelmente afetado pelo efeito da crise que assolou o mundo até 2009.

Foto: Agência Estado

Dilma Rousseff concede entrevista coletiva em comitê de campanha no Lago Sul, em Brasília

A candidata petista explicou que a fórmula de reajuste do salário mínimo que o governo Luiz Inácio Lula da Silva negociou com as centrais esgota-se em dezembro próximo e por isso terá de ser negociado um novo critério para valer até 2014. “Nós queremos retomar essa mesma negociação”, defendeu Dilma, em entrevista coletiva realizada em Brasília. “É um critério e como tal não pode mudar de acordo com as circunstâncias”, deixou claro.

Otimista, Dilma prometeu também erradicar antes de 2016 a pobreza extrema no Brasil, encurtando em um ou dois anos a meta estipulada pelo governo Lula, com políticas de transferência de renda. “O esforço do meu governo será o de colocar a meta ambiciosa de antecipar o prazo de extinção da pobreza extrema no Brasil”, afirmou.

“Quando falam que o Brasil será um país desenvolvido, a quinta ou terceira economia do mundo, isso não interessa, pois a maior variável para explicar o desenvolvimento, no nosso programa, é a erradicação da miséria”, enfatizou.

Pesquisa
Dilma informou que na quarta-feira será divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela teme que a redução da pobreza a ser anunciada não seja tão expressiva quanto nos anteriores.

Até 2008, segundo ela, o governo Lula tirou 24,1 milhões de brasileiros da situação de pobreza extrema, das quais 17,8 milhões, mais que a população do Chile, ganhavam até um quarto do salário mínimo. “Nós conseguimos resgatar os mais pobres, não só os que estavam quase saindo, o que é mais difícil.” Ela disse que outra variante para melhorar a situação econômica dos brasileiros, no seu programa de governo, será dedicada à criação de empregos.

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PMDB e PSDB definem composição de chapa com suplente

terça-feira, setembro 7th, 2010

Com a desistência de Quércia, partidos definem apoio a Aloysio Nunes e articulam vaga em suplência

Com a desistência da candidatura de Orestes Quércia, PMDB e PSDB articulam a recomposição da nova chapa que dará apoio a Aloysio Nunes (PSDB) para concorrer a uma das vagas ao Senado por São Paulo. Em troca do apoio do peemedebista, a cúpula tucana negocia com o PMDB a entrada de alguém do partido na primeira suplência da candidatura de Aloysio Nunes.

Aloysio Nunes mostrou-se interessado na recomposição da chapa. Questionado se estava disposto a mudar, o tucano respondeu que ‘vai ser discutida (a alteração) pelas direções do partido’. Sobre possíveis impactos na candidatura, Nunes disse não ter detalhes. “Não sei ainda . Essas coisas a gente não pode dizer assim. Só as próximas pesquisas vão dizer”, afirmou.

Pelo acordo, os partidos querem mesclar políticos do interior e da capital nas duas vagas para suplentes do tucano. Aloysio Nunes substituiria, então, um de seus suplentes pelo primeiro suplente de Quércia, Airton Sandoval, secretário-geral do PMDB paulista. Sandoval, que é do interior paulista, fica com o lugar que era de Sidney Beraldo (PSDB). De acordo com os partidos, Beraldo já aceitou os termos do acordo.

O apoio de Quércia ainda dá a Aloysio um aumento do seu tempo no horário eleitoral. A partir de agora, o tucano terá cinco minutos. Antes, pela coligação, cada candidato tinha direito a 2 minutos e meio. De acordo com o coordenador da campanha de Quércia, Marcelo Barbieri, ‘o tempo é da coligação e não do candidato’. Questionado sobre a gravação de apoio ao programa de Aloysio, Barbieri afirmou que ainda depende de avaliação médica. “Ele tem vontade de gravar, mas vai aguardar uma autorização dos médicos”, disse ele, reiterando que ‘é evidente que o PMDB tem interesse em se compor na chapa do PSDB’.

Barbieri ainda comentou que a campanha de Quércia não estava superavitária e, sem revelar valores, falou sobre alguns contratos que deverão ser passados para Aloysio. “Precisamos saber se eles vão querer incorporar ou não”, disse ele ressaltando que pretende trabalhar e fazer campanha para a transferência de votos. “Não vai ser automaticamente”, apontou.

PSDB e PMDB ainda fazem durante essa segunda-feira reuniões com as diretorias executivas dos partidos para definirem detalhes da mudança.

Via: IG

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TSE já concedeu envio de tropas federais para 120 municípios

segunda-feira, setembro 6th, 2010

Pedido foi feito por 151 localidades; o Estado que mais solicitou forças federais foi o Pará, com 106 requisições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 151 pedidos para que tropas federais atuem na segurança das eleições do próximo dia 3 de outubro. Deles, o tribunal já concedeu 120 pedidos. O Estado que mais solicitou a atuação das tropas federais foi o Pará, com requisições de 106 municípios.

Além do Pará, a força federal atuará em 23 municípios da Região Norte – 11 no Amapá, dez em Rondônia e dois no Tocantins, especificamente em seções eleitorais localizadas em aldeias indígenas.

Os pedidos estão sendo analisados em sessões administrativas pelo plenário do TSE. A requisição de força federal está prevista no Código Eleitoral e pode ser solicitada ao tribunal para garantir tranquilidade na votação e na apuração dos resultados.

Via: IG

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Dilma: Temos trajetórias diferentes, mas aceito apoio de Collor

segunda-feira, setembro 6th, 2010

Petista evitou dizer se compartilha com “posições éticas” do ex-presidente, mas disse que apoio faz parte da democracia

Apoiada pelo ex-presidente Fernando Collor, candidato ao governo de Alagoas, Dilma Rousseff rejeitou neste domingo comparações políticas com ele, mas disse que é um “problema da liberdade democrática” o apoio do senador à sua candidatura. Questionada ontem por jornalistas se divide as mesmas “posições éticas” de Collor, ela respondeu:

“Compartilho com as minhas, e são claras: eu tenho história (..) É público e notório que eu tenho uma trajetória de vida um pouco diferente a do ex-presidente Collor”, declarou.

Dilma acusou o adversário na corrida eleitoral José Serra (PSDB) de usar de métodos “escusos” ao compará-la em seu programa de TV com Collor. “O Collor utilizou o filho do Lula em 1989. Agora, pegaram a minha filha (…) para meter nesse jogo político sujo por preocupação com a minha vitória. Dilma está repetindo Collor”, disse Serra.

Para a petista, a propaganda de Serra é “exploração”.

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