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Dilma elogia programa de Marina

sexta-feira, outubro 15th, 2010

Em busca dos votos do PV, petista esquiva-se ao ser questionada sobre atritos com a ex-ministra: ‘É melhor perguntar à Marina’

Em meio ao esforço de aproximação com a senadora Marina Silva (PV) em busca de apoio no segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, teceu elogios nesta quinta-feira à atuação da ex-ministra do Meio Ambiente na questão sobre os fundamentos do Programa Amazônia Sustentável. Segundo Dilma, foi Marina quem estabeleceu os fundamentos que chamou de “vitoriosos” no processo de redução do desmatamento da Amazônia.

Foto: Agência Estado

Dilma recebe apoio de integrantes do PP

A petista, entretanto, esquivou-se ao ser questionada sobre as divergências que tinha com Marina na época em que ambas integravam o ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Bom, em relação às questões das divergências, acho melhor perguntar à Marina”, disse Dilma, ao se reunir hoje com representantes do PP, em Brasília.

A candidata petista procurou negar problemas com a ex-colega no que se refere às políticas para a Amazônia. “Eu não conheço, a não ser que tenha sido com outros setores do governo que não eu”, concluiu

Em 2008, Marina optou por deixar o posto de ministra do Meio Ambiente em meio a pressões para que agilizasse o licenciamento ambiental de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado na época por Dilma, então ministra da Casa Civil.

Meses depois, Marina deixou o partido e se filiou ao PV. Lançada candidata presidencial em 2010, Marina não chegou ao segundo turno, mas seus 20 % de votos são disputados tanto por Dilma como por José Serra (PSDB) na eleição pelo Planalto.

Debate e pesquisa

Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, Dilma confirmou que irá ao debate da RedeTV, no próximo domingo, com a expectativa de “esclarecer” a população. Sobre se repetirá a postura considerada mais agressiva no primeiro debate do segundo turno, Dilma voltou a dizer que se sentiu assertiva. “Como são só duas pessoas, o debate é mais ágil e mais rápido”, afirmou.

Dilma não comentou a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã, na qual aparece com 46,8%, enquanto Serra aparece com 42,7%.

Via: IG

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Dilma e o aborto: ‘Sou contra; é uma violência contra a mulher’

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Candidata se encontra com religiosos em Belo Horizonte e diz ser vítima de ‘campanha clandestina e oculta’

Atrás de um altar montado na capela do Mercado Central de Belo Horizonte, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se reuniu com lideranças religiosas nesta quinta-feira. Ao conversar com os religiosos, a petista diz ter ouvido uma “voz cristalina” que se distinguiu do que ela chamou de uma “campanha clandestina e oculta” contra a sua candidatura durante o primeiro turno da eleição. A candidata se referia a boatos que circularam na internet e em ambientes religiosos de que ela seria a favor do aborto.

Confusão na entrevista sem o “paliteiro”

“Foi uma conversa que calou fundo no meu coração”, disse Dilma depois do encontro em Belo Horizonte. Mesmo sem ser questionada pelos jornalistas, ela voltou a dizer, como já fez em várias vezes durante a sua campanha, que é contra a prática do aborto. “Eu sou contra porque é uma violência contra a mulher”, afirmou.

Dilma negou rumores de que o programa de governo usado na sua campanha mudaria o enfoque em relação ao aborto. Segundo a petista, não há o que mudar porque o aborto não estava contemplado no texto do programa.

A petista disse também que espera receber todos os votos mineiros, incluindo o chamado “Dilmasia”, que foi uma combinação de votos, feita no primeiro turno, que misturava o nome Dilma com o do tucano Antonio Anastasia (PSDB), que foi reeleito governador em Minas Gerais.

Questionada se já havia feito um segundo contato com Marina Silva, candidata derrotada oo PV à Presidência, para pedir o seu apoio, Dilma respondeu que respeita a senadora e que é contra este tipo de pressão. “A hora certa vai chegar”, afirmou.

Paliteiro

Dilma concedeu a coletiva a jornalistas na capela do Mercado, que só abre aos domingos, mas que foi aberta hoje atendendo a um pedido da campanha. A visita da petista provocou muito tumulto, onde militantes e jornalistas tiveram de se agachar para acompanhar a entrevista coletiva. Dilma, acostumada com a organização da primeira fase da campanha, disse: “Isto é para vocês verem como faz falta o paliteiro (dos microfones). Pela volta do paliteiro!”, afirmou.

No primeiro turno, Dilma foi criticada por parte dos jornalistas que disseram que o uso do “paliteiro” (uma espécie de púlpito com os microfones dos repórteres) era uma demonstração de que a candidata havia subido no salto alto. Para o segundo turno, a campanha da petista não tem usado mais o “paliteiro”.

Acompanharam a petista o ex-candidato ao Senado Fernando Pimentel (PT), o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, e o coordenador de sua campanha, José Eduardo Cardozo.

Carreata

Depois do evento em Belo Horizonte, Dilma seguiu para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital mineira. Lá, percorreu a região central da cidade em carro aberto.

Via: IG

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Campanhas mostram lógica e visual parecidos em início de 2º turno

quinta-feira, outubro 7th, 2010

Dilma e Serra fizeram eventos políticos com aliados em Brasília. Até nos painéis campanhas se parecem

No início do segundo turno, as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT ) adotam visuais e lógicas similares e realçam uma pasteurização da política. Os dois presidenciáveis tiveram como primeiro evento público uma reunião de aliados e posaram para fotos sob grandes painéis. Ambos também procuraram se aproximar do eleitorado da terceira colocada Marina Silva (PV), numa tentativa de herdar os votos da candidata verde.

Em evento realizado no hotel Alvorada, Dilma recebeu governadores e congressistas eleitos no primeiro turno. Ao falar com a imprensa, deixou ser fotografada sob um painel com imagens dela ao lado de Lula e o slogan “Para o Brasil Seguir Mudando”, já adotado no primeiro turno. Serra fez algo bem parecido. No Centro de Convenções Brasil 21, sentou-se ao lado de aliados eleitos e não eleitos sob um painel com novo slogan “Serra é + Brasil” em verde.

A cor e o sinal “+” foi uma referência direta à campanha de Marina Silva (PV), cujo slogan era “Sou + Marina”. Como Serra, a candidata permitia a proximidade dos jornalistas para entrevistas. Dilma não. Preferia usar um pequeno púlpito e uma cerca para separá-la dos jornalistas. Esse estilo adotado no primeiro turno acabou abandonado diante das críticas de que era contra a liberdade de imprensa. Agora no segundo turno, aproxima-se dos repórteres.

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante encontro com governadores e senadores da base aliada
Foto: Agência Estado

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante encontro com governadores e senadores da base aliada.

Adversários de Dilma frequentemente tem os passos controlados por sua equipe de comunicação e marketing. Isso porque não ela tem experiência em campanhas políticos (esta é a primeira eleição que concorre a um cargo político. Nesta quarta-feira, foi a vez de Serra ser criticado por um dos seus lados pela excessiva participação de marqueteiros em campanha no primeiro turno. A declaração partiu o ex-presidente e senador eleitor Itamar Franco (PPS-MG).

“Vossa excelência é um homem que não precisa tanto dos marqueteiros. Tem sua vida limpa”, disse. “Seja mais Serra do que um marqueteiro. Seja mais o senhor que um marqueteiro. Porque vossa excelência tem uma vida limpa que pode se comparar com quer que seja. Nós não podemos esconder ninguém do nosso lado”, completou Itamar, referindo-se ao fato de Serra não ter usado a imagem da Fernando Henrique Cardoso na propaganda eleitoral.

Dilma também não foi poupada por seus aliados. O PMDB tornou público nesta quarta-feira que não gostou de o partido ter sido omitido da propaganda eleitoral na TV. A reclamação partiu do próprio candidato a vice de Dilma, Michel Temer: “O que o PMDB reclama é não ter aparecido, por exemplo, nos programas de televisão. Eles achavam que se houvesse uma palavra minha chamando os peemedebistas de todo o Brasil, seria útil”.

Via: IG

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Serra diz ser “ambientalista” e que governaria com PMDB

quarta-feira, outubro 6th, 2010

Em sua primeira agenda pública depois do primeiro turno, tucano diz que PMDB tem identidade com seus projetos

Em sua primeira agenda pública depois do primeiro turno, o presidenciável tucano José Serra afirmou acreditar que conseguirá formar uma maioria no Congresso, caso seja eleito. “Estou plenamente confiante de que, se vencedor, terei uma boa maioria para governar o Brasil”. A declaração foi dada em visita a obras da avenida Jacu Pêssego, que ligará a região do ABC paulista ao Rodoanel.

O candidato minimizou o fato de a base aliada do governo Lula ter alcançado a maioria entre os eleitos para a Câmara dos Deputados e também para o Senado. “Isso daí, no Brasil, nunca é assim. Você tem gente dos partidos que têm mais identidade com projetos nossos”, afirmou. Como exemplo, ele citou o PMDB.

Serra afirmou que, quando foi prefeito de São Paulo, conseguiu aprovar projetos importantes mesmo quando teve minoria. Serra disse também que conseguiu aprovar o projeto dos remédios genéricos no Congresso quando ele foi ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. E que vai construir uma maioria sem fazer troca-troca. “Sempre tive maioria política para governar, no nosso estilo, sem troca-troca, sem loteamento, com a corrupção deixada de lado”, afirmou.

Apoio do PV

Com relação às alianças para o segundo turno das eleições presidenciais, o tucano disse que o PV esteve com o PSDB tanto em seu governo na Prefeitura quanto no governo do Estado de São Paulo. “O PV fez parte do nosso governo e em boa parte do País isso se repete”, afirmou. O candidato voltou a dizer que os projetos do PSDB, em grande parte, coincidem com as idéias do Partido Verde e que ele é um “ambientalista”.

De acordo com Serra, o posicionamento dele sobre a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, é a mesma da ex-candidata Marina Silva, do PV. Marina, que durante a maior parte da sua vida política foi filiada ao PT e serviu ao governo Lula no Ministério do Meio Ambiente até 2006, deixou o governo, entre outros motivos, por discordâncias com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a usina de Belo Monte.

Via: IG

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Após reunião com Lula, irmãos Viana querem convencer Marina

terça-feira, outubro 5th, 2010

Amigo e aliado de Marina, o governador eleito do Acre, Tião Viana, conversou com Lula sobre o possível apoio da candidata ao PT

Principal amigo e aliado de Marina, o governador eleito do Acre, Tião Viana (PT), conversou com Lula nesta segunda-feira sobre o possível apoio da candidata verde à presidenciável Dilma Rousseff (PT) no 2° turno e defendeu que os petistas dêem “um tempo” para que Marina analise o quadro político brasileiro antes de iniciar qualquer tratativa de aliança.

Foto: Agência Senado

Tião Viana

Viana negou que os petistas acrianos tenham sido escalados pelo presidente Lula exclusivamente para pleitear qualquer acordo com Marina, mas admitiu que o atual governador do Acre, Binho Marques, também do PT, já conversou nesta segunda-feira com a candidata verde a respeito do assunto, e que ele mesmo deve falar com ela nesta terça-feira.

“Achamos que é cedo ainda. O melhor é deixar a ‘poeira’ baixar um pouquinho. Deixa ver qual será o entendimento do PV com a Marina. O governador Binho Marques já fez uma ligação pra ela ontem, não sei o que eles conversaram sobre isso. Vamos aguardar agora qual vai ser o momento dela, com ela vai olhar o Brasil no segundo turno”, disse Tião Viana.

O novo governador acriano afirmou que a candidata do PV está muito cansada em virtude da campanha desgastante, que exigiu muito do preparo físico dela nos últimos 90 dias. Mesmo durante a campanha, Marina confessou várias vezes aos repórteres que a acompanhavam que dormia apenas quatro horas por noite e que, às vezes, se sentia muito indisposta.

“Vou conversar com ela nesta terça e agradecer o apoio que ela me deu nessa eleição. Vou dar meu forte abraço a ela e desejar que ela faça a melhor escolha para o Brasil, que no meu entendimento passa pela Dilma para presidir o nosso País”, destacou o novo governador acriano.

Viana conversou com o iG no aeroporto de Rio Branco, momentos depois de desembarcar no Estado após a reunião que participou com presidente Lula nesta segunda-feira. A reunião de emergência foi convocada pelo próprio Lula entre todos os aliados da campanha para traçar a estratégia de segundo turno para Dilma Rousseff.

A ideia de Lula, segundo Viana, é percorrer o Brasil inteiro ao lado de Dilma nesta última fase da campanha. O próprio Acre já é escala certo da campanha petista nesta segunda fase. No primeiro turno, nem Lula nem Dilma estiveram no Estado antes do pleito.

“O presidente disse que quer entregar o Brasil em boas mãos. E o Brasil em boas mãos é Dilma presidente. Aqui no Acre ele vem para fazer uma caminhada e para rever as obras estruturantes que estão sendo feitas no Estado”, afirmou.

Viana acha que Marina levará em consideração suas raízes no Acre antes de tomar qualquer decisão. Basta lembrar que mesmo estando no PV, Marina apoiou a eleição do petista Tião Viana no Estado. O petista foi eleito com uma margem muito estreita de votos e atribui a vitória apertada também à ajuda de Marina, que reforçou o palanque dele na região.

Outro fator é que o marido de Marina, Fabio Vaz ocupa um cargo de secretário no governo acriano de Binho Marques e tem profunda ligação com os petistas. “Marina jamais vai tomar uma decisão sem levar o Acre em consideração. Ela sabe que temos uma difícil missão no Estado e o melhor para o desenvolvimento da nossa região é ter Dilma na presidência”, argumentou Tião Viana no último domingo, minutos após o anúncio de sua vitória em Rio Branco.

Por conta da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula em Brasília, Viana nem teve tempo de se congratular de fato com a militância petista em Rio Branco. Após o discurso de vitória, ele seguiu para Brasília e só retornou no fim da noite desta segunda. Ao desembarcar no Estado, o novo governador foi recebido com festa pela militância, que com bandeiras e apitos, saudaram o novo governador no aeroporto.

Ao discursar, Viana convocou os acrianos a elegerem Dilma como missão essencial para que o País “continue no rumo certo”. Apesar do otimismo, a tarefa não vai ser fácil no Estado, visto que José Serra conquistou no Acre sua maior votação proporcional no País, conquistando 52,1% dos votos válidos. Dilma Rousseff e Marina Silva conquistaram, respectivamente, 23,9% e 23,5%.

Além da derrota na eleição presidencial, os petistas amargaram no Estado uma vitória apertada, vencendo a eleição para o governo estadual com apenas 4,5 mil votos de diferença.

Via: IG

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Pesquisa: Alckmin cai e vitória no 1º turno é ameaçada

sábado, setembro 25th, 2010

Tucano aparece com 40% das intenções de voto, mesma soma dos adversários; Mercadante sobe de 17% para 28%

O cenário de vitória do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) logo no primeiro turno, em São Paulo, está ameaçado, de acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG. O tucano perdeu nove pontos em relação ao último levantamento, em agosto, e conta agora com 40% das intenções de voto – exatamente a soma do desempenho dos quatro principais adversários.

 O senador Aloizio Mercadante, do PT, foi quem mais cresceu: saltou de 17% para 28% entre agosto e setembro. Celso Russomano (PP) oscilou dois pontos para baixo e aparece agora com 7%. Paulo Skaf (PSB), que antes tinha 1%, soma agora 3%. Fábio Feldmann, do PV, tem 2% das preferências. Com o cenário, fica no limite a possibilidade de a disputa ser decidida no primeiro turno. Em julho, a distância de Alckmin em relação à soma dos demais candidatos era de 18%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa, registrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.704/10, ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro.
O índice dos que se dizem indecisos ou não responderam à pesquisa é de 13% em São Paulo, ainda segundo o Vox Populi. Brancos e nulos somam 7%.

Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Alckmin soma 32% e Mercadante, 23% – o petista tinha 7% há um mês.

O crescimento do petista acontece num momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a campanha petista no maior colégio eleitoral do País, tanto na TV como em comícios.
Mercadante se beneficiou também do crescimento de Dilma Rousseff, presidenciável petista, no Estado. Entre agosto e setembro, a ex-ministra da Casa Civil cresceu dez pontos e hoje soma 43% das preferências. Já o tucano José Serra, que tinha 40% das intenções de voto, aparece agora com 29%.

A candidata Marina Silva, do PV, subiu três pontos e agora conta com 12%. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) é o candidato favorito de 1% dos eleitores paulistas – os demais não somam 1%.

Em São Paulo, o índice de quem não sabe ou não respondeu em quem pretende votar para presidente no dia 3 de outubro é de 9%. Outros 6% dizem votar nulo ou em branco.

Senado

A disputa para o Senado também apresentou mudanças em relação à pesquisa anterior. A candidata Marta Suplicy (PT) oscilou dois pontos para cima e agora tem 36% das intenções de voto.

A ex-prefeita de São Paulo, no entanto, observa o crescimento mais acelerado de dois adversários com chances de obter as vagas no Senado. Netinho de Paula (PC do B), candidato na chapa petista, saltou de 16% para 33% em um mês, enquanto Aloysio Nunes (PSDB) praticamente quadruplicou seu desempenho e chegou agora a 22% após a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa. Romeu Tuma (PTB) tem 16% das preferências – eram 19% em agosto.

O cenário, no entanto, tende a mudar até o dia da votação, já que 21% dos eleitores paulistas ainda se dizem indecisos. Brancos e nulos somam 14%.

Via: IG

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Os Candidatos mais ricos das eleições 2010

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Uma pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou os candidatos aos cargos políticos com os maiores patrimônios declarados das eleições 2010. Confira o Top 10:

1º. Guilherme Leal – São Paulo – (PV): R$ 1,2 bilhão
2º. Marcelo Almeida – Paraná – (PMDB): R$ 683 milhões
3º. João Claudino – Piauí – (PRTB): R$ 632 milhões
4º. Lirio Parisotto - Amazonas – (PMDB): R$ 616 milhões
5º. Ronaldo Cezar Coelho – Rio de Janeiro – (PSDB): R$ 564 milhões
6º. Otaviano Pivetta – Mato Grosso – (PDT): R$ 415 milhões
7º. José Ribamar N. Linhares – Distrito Federal – (PT do B): R$ 350 milhões
8º. Joel Pacheco Vieira – Rio de Janeiro – (PP): R$ 305 milhões
9º. João Lyra – Alagoas – (PTB): R$ 240 milhões
10º. Vadão Gomes – São Paulo – (PP): R$ 192 milhões

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei, diz Lula

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Em Curitiba, presidente também reagiu com ironia às acusações da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia

A dez dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente na noite desta quarta-feira ser responsável pelos votos conquistados pela candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei. Este é um dado da história que é importante meditar”, afirmou Lula.

Em comício para Dilma e o candidato ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT), no bairro novo, periferia de Curitiba, o presidente reagiu com ironia às acusações de parte da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia. “Agora, estão inventando o tal do discurso que nós ameaçamos a democracia. Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia”, ironizou. Cerca de 10 mil pessoas participaram do comício.

Segundo Lula, a oposição considera que a democracia é apenas a liberdade de expressar o descontentamento, enquanto para o governo, democracia é inclusão social. “Para eles, democracia era bom naquele tempo que a gente podia se reunir apenas para gritar que estava com fome. Democracia não é gritar que está com fome, é comer”.

Para o presidente, a visão “equivocada” que a oposição tem do povo, explica o mau desempenho dos tucanos nas pesquisas de intenção de voto. “Governar, a gente não aprende na escola, governar é compromisso e a relação da gente com o povo. Eles só sabem chegar perto dos pobres perto de eleição e agora estão inventando o discurso. Essa gente pensa que a gente é tonto”, afirmou.

Sem citar o nome do adversário, Lula também ironizou as promessas do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e dar um 13º para os beneficiários do Bolsa Família. “Essa gente passou oito anos chamando o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’. É esmola para eles que dão R$ 100 de gorjeta quando tomam uísque.”

Em seu discurso, Dilma acusou os adversários de destilarem ódio contra sua campanha e tratarem os eleitores como tolos ao fazer promessas, segundo ela, estapafúrdias.
“Em época de eleição, muita gente promete muita coisa. Eles não aumentaram o salário mínimo quando podiam e hoje, prometem pensando que o povo é tolo”.

Via: IG

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Grupo de Dilma quer manter espaço em eventual governo

quarta-feira, setembro 22nd, 2010

Com acusações contra Erenice, aliados querem evitar novos desgastes e garantir nomes de confiança da candidata para cargos

A queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil na semana passada desfalcou o já restrito grupo de confiança da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Braço direito de Dilma na época em que a candidata era titular da pasta, Erenice era considerada presença garantida no “núcleo duro” de um eventual governo petista em 2011 antes da denúncias de que seu filho Israel  teria praticado tráfico de influência dentro do governo Lula. Com a saída da ex-assessora de Dilma da pasta, o grupo mais próximo à petista entrou em estado de alerta e quer evitar novas baixas.

Na campanha, a cota pessoal da candidata é formada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira, e o ex-assessor Giles Azevedo.

Na reta final da campanha, o trio tem se articulado para frear o fortalecimento de outros nomes dentro da campanha, como os coordenadores Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo, cotados para Casa Civil e Justiça, respectivamente. Também querem barrar peemedebistas de olho em “espaços vazios” e, principalmente, em cargos estratégicos do futuro ministério. No último domingo, Pimentel e os dois auxiliares próximos de Dilma jantaram em Brasília para reavaliar o cenário da candidata na montagem do governo.

Concluíram que, sem opção para nomes de confiança, Dilma poderá ter de aceitar indicações que não constavam de sua prioridade para cargos estratégicos e de outras cotas, como o aliado PMDB e o próprio PT.

Foto: Agência Estado

Antes de sair da Casa Civil, Erenice Guerra era uma das principais cotadas para ocupar vaga no eventual governo Dilma

A membros da campanha, Pimentel admite preocupação com o cenário eleitoral em Minas. Segundo tem dito, para se fortalecer e ocupar um cargo estratégico em um eventual governo petista, o ex-prefeito precisa se eleger para o Senado, mas está atrás nas pesquisas em relação aos adversários Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS). Antes cotado para a Casa Civil, a possibilidade de Pimentel no cargo, por ora, está descartada dos planos da candidata. Sem mandato, o cenário vislumbrado por Pimentel é o Planejamento ou Cidades já que o ex-prefeito sabe que enfrentará resistência interna do PT para ocupar pastas como a Casa Civil.

Antes de Erenice, Pimentel foi alvo de acusações no período da pré-campanha de Dilma, no episódio da suposta confecção de um dossiê contra o tucano José Serra (PSDB). Amigo de Dilma e homem forte da campanha no começo do ano, Pimentel foi afastado da coordenação após ser acusado de envolvimento com esquema de espionagem para prejudicar o adversário tucano.

Opções

Com os episódios que atingiram Pimentel e Erenice, restaram apenas dois os nomes que compõem o chamado “grupo da Dilma” e que não foram alvos de acusações: os petistas gaúchos Giles Azevedo e Alessandro Teixeira.

Discreto e avesso a entrevistas, Giles foi assessor de Dilma na Casa Civil e raramente aparece em eventos públicos de campanha. A sua principal incumbência, oficialmente, é organizar a agenda da candidata. Em caso de vitória petista, membros da coordenação dão como certa a sua indicação para chefia de gabinete da Presidência.

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) ,Teixeira foi escalado para, junto ao assessor Marco Aurélio Garcia, redigir o programa de governo da candidata, que ainda não foi finalizado. Ele acumulou a redação do texto com a participação em eventos no lugar de Dilma, como o Congresso Brasileiro do Cooperativismo, no último dia 11, e no Instituto Ethos, nesta terça-feira.

Por substituir a candidata em eventos que fogem de sua área de atuação, como o encontro no Instituto Ethos que tem o desenvolvimento sustentável em pauta, integrantes da coordenação entendem que Dilma está “testando” Teixeira para que, ao ganhar musculatura e visibilidade, ele esteja preparado para ocupar um cargo no eventual governo. Entre os ministérios cotados para Teixeira, está o de micro e pequena empresa, promessa de campanha de Dilma Rousseff.

Via: IG

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Dilma venceria eleição no 1º turno

quinta-feira, setembro 16th, 2010

 Candidata do PT tem 51% e Serra (PSDB) 27%, aponta Datafolha iG São Paulo

Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quinta-feira aponta Dilma Rousseff (PT) com 51%. A petista cresceu um ponto percentual mesmo com o noticiário da quebra dos sigilos fiscais. O candidato José Serra do PSDB continua com os mesmos 27% da última pesquisa divulgada nos dias 8 e 9. Marina Silva do PV também continua estacionada em 11%. Indecisos são 7% e 4% declararam que votariam em branco, nulo ou nenhum. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo turno Em um possível segundo turno, Dilma ganharia com 57%, contra 35% de Serra. Na última pesquisa há uma semana os números eram 56% e 35%. O Datafolha entrevistou 11.784 pessoas em todo o país entre os dias 13 e 15 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 30014/2010.

Via: IG

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