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Dilma e Serra fazem hoje penúltimo debate da campanha

segunda-feira, outubro 25th, 2010

Embora os dois candidatos garantam que estão interessados na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo

No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês “contra quem atravessasse o caminho do governo”. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou “peremptoriamente” a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Via: IG

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Em debate, Dilma e Serra tentam desviar de escândalos

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Assuntos como as suspeitas envolvendo Paulo Preto e o caso Erenice Guerra só apareceram em perguntas de jornalistas

Em mais um debate na televisão neste segundo turno da eleição presidencial, os candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tentaram deixar de lado as polêmicas e escândalos de corrupção. Embora tenham mantido o tom duro ao longo do confronto, realizado pela Rede TV na noite deste domingo, ambos preferiram falar sobre temas como privatizações, transportes e combate às drogas.

Denúncias que pautaram a campanha deste ano só apareceram no terceiro bloco, trazidas pelos jornalistas dos veículos organizadores do evento. A jornalista Renata Lo Prete questionou Serra sobre o fato de ter dito não conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana. “Eu sou vítima disso”, disse Serra, negando que tenha dito não conhecer o ex-diretor da Dersa. “Me perguntaram se eu conhecia um Paulo Preto e eu disse que não, pois o conheço como Paulo Souza”, emendou.

A jornalista Patricia Zorzan encarregou-se de trazer ao debate o caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma e deixou o cargo em meio a denúncias de um suposto esquema de lobby envolvendo seu filho. “Eu vejo a situação da Erenice com muita indignação. Não concordo com a contratação de parentes e amigos”, respondeu Dilma.

Durante o resto do debate, a petista e o tucano subiram o tom do confronto em mais de uma ocasião. Ainda assim, mantiveram a estratégia traçada por suas equipes de comunicação e concentraram-se em questões programáticas.

A discussão sobre a Petrobras predominou também boa parte do segundo bloco. Nesse caso, Serra voltou a investir na versão de que seu desempenho nas pesquisas provocou uma valorização das ações da Petrobras.

Serra desviou o tema para o combate às drogas. Dilma devolveu: “No Estado de São Paulo tem 300 mil viciados em drogas e ele disse em outro debate que eles têm 300 vagas. Se for demorar três meses para tratar, vai levar um século para o candidato Serra tratar os drogados de São Paulo.”

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV
Foto: Futura Press

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV

Via: IG

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Aborto e Ficha Limpa pautam debate de presidenciáveis da CNBB

sexta-feira, setembro 24th, 2010

Regras do encontro promovido pela Igreja Católica em Brasília impediram confronto direto entre os candidatos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Universidade Católica de Brasília (UCB) promovem na noite desta quinta-feira, das 21h30 às 23h30, mais um debate entre os candidatos à Presidência da República. Os quatro principais concorrentes participam: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Antes da realização do debate, o iG flagrou a Polícia Federal fazendo uma varredura antibomba no local do debate. A vistoria foi feita a pedido de Dilma, de acordo com confirmação dada por um dos três policiais responsáveis pelo serviço. Antes mesmo de iniciado o confronto, a movimentação na porta do local do debate também era intensa, com direito a protestos de grupos conservadores contra a petista.

As regras do encontro dificultaram o confronto direto, já que nenhum candidato podia fazer perguntas ao outro. Em função disso, o evento teve tom morno e não foi marcado por discussões mais acirradas entre os presidenciáveis. Assim, ganharam destaque alguns temas escolhidos pelos próprios organizadores do debate, como a lei da Ficha Limpa e a descriminalização do aborto.

Todos os principais candidatos participaram do confronto
Foto: Agência Estado

Todos os principais candidatos participaram do confronto

A senadora Marina Silva (PV-AC), que é evangélica e pessoalmente contrária ao aborto, afirmou ter “a vida como princípio”. Ela voltou, entretanto, a defender que seja realizado um plebiscito sobre o tema. Dilma, que já havia despertado reações por causa do tema, negou que seja pessoalmente a favor do aborto. Ainda assim, ela voltou a defender que se trata de uma questão de “saúde pública”.

“Eu acredito que nenhuma mulher pode ser favorável ao aborto”, afirmou a petista. “Mas eu, se eleita presidente, preciso cuidar de milhões de mulheres pobres que fazem uso de métodos absurdos”, afirmou Dilma, ressaltando que a afirmação não pode ser confundida com um posicionamento pessoal dela em favor do aborto.

Ficha Limpa

Ao mesmo tempo em que o debate transcorria em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) conduzia o julgamento do recurso do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, cuja candidatura esbarra nas regras previstas pela lei da Ficha Limpa. O assunto acabou entrando também no confronto de presidenciáveis. Questionada se permitirá a contratação de políticos com ficha suja em um eventual governo, Dilma respondeu: “Não permitirei. Eu considero esta questão muito séria”. A petista disse que a lei é “um avanço para a democracia”.

Dilma aproveitou a chance para provocar a oposição e dizer que o governo Lula investigou mais denúncias de corrupção que as administrações anteriores. “Nós não tivemos engavetador-geral da República. Tivemos um procurador-geral da República”.

Sem confrontos

Na maioria do tempo, os presidenciáveis aproveitaram as regras e evitaram o confronto direto. No início do debate, por exemplo, Dilma falou sobre desenvolvimento, saúde, proteção da criança e educação. Coube a Serra endurecer um pouco o tom em sua primeira exposição, embora não tenha citado diretamente a petista.  “Este é um bom momento para começar falando de valores. Eu quero dizer que compartilho dos princípios cristãos do ponto de vista de minha vida pessoal e política. Não sou cristão de véspera de eleição ou apenas para ganhar eleitores”, disse o tucano, que pregou uma postura ética na política. Segundo ele, se esta fosse a regra, não haveria “tanta mentira”.

Ao ser questionado sobre pré-sal, Serra aproveitou para criticar a política do governo na área. Segundo ele, os recursos do pré-sal só serão de fato obtidos dentro de uma década. Dilma, por sua vez, ainda teve a chance de falar de políticas para crianças e jovens. Destacou ainda o crescimento econômico, alegando que o governo tirou milhões de pessoas da miséria.

Além de tratar de temas sociais, o debate inclui ainda discussões como a reforma política. Na contramão de partidos como o PT, Serra posicionou-se contra o financiamento público de campanha. “Financiamento público não vai resolver o que é preciso resolver”, afirmou o candidato tucano. “O que precisa é reduzir custo de campanha.”

Via: IG

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Os Candidatos mais ricos das eleições 2010

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Uma pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou os candidatos aos cargos políticos com os maiores patrimônios declarados das eleições 2010. Confira o Top 10:

1º. Guilherme Leal – São Paulo – (PV): R$ 1,2 bilhão
2º. Marcelo Almeida – Paraná – (PMDB): R$ 683 milhões
3º. João Claudino – Piauí – (PRTB): R$ 632 milhões
4º. Lirio Parisotto - Amazonas – (PMDB): R$ 616 milhões
5º. Ronaldo Cezar Coelho – Rio de Janeiro – (PSDB): R$ 564 milhões
6º. Otaviano Pivetta – Mato Grosso – (PDT): R$ 415 milhões
7º. José Ribamar N. Linhares – Distrito Federal – (PT do B): R$ 350 milhões
8º. Joel Pacheco Vieira – Rio de Janeiro – (PP): R$ 305 milhões
9º. João Lyra – Alagoas – (PTB): R$ 240 milhões
10º. Vadão Gomes – São Paulo – (PP): R$ 192 milhões

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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Senado: Lindberg aparece pela 1ª vez na frente de Cesar Maia

sábado, setembro 11th, 2010

Nova pesquisa mostra que 58% dos eleitores do Rio ainda não escolheram candidatos para a vaga

Pela primeira vez o candidato do PT Lindberg Farias apareceu na frente do ex-prefeito Cesar Maia (DEM) na corrida ao Senado. Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (10) mostra o senador Marcelo Crivella (PRB) empatado com o petista com 31% das intenções de voto. Cesar Maia vem atrás, com 28%. Os três, no entanto, estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, votos brancos e nulos somam 24%; indecisos tiveram uma alta considerável saltando de 26% para 34%. O trabalho sinaliza que 58% (6.722.062) dos eleitores fluminenses ainda não escolheram em quem votar para a vaga.

Jorge Picciani (PMDB) aparece em quarto lugar, com 20% das intenções de voto, seguido pelo ex-pagodeiro Waguinho (PTdoB), com 6%. Marcelo Cerqueira (PPS) e Milton Temer (PSOL) estão empatados com 3% das intenções de voto cada. Carlos Dias (PTdoB) tem 1%. Wladimit Mutt (PCB), Claiton e Heitor, ambos do PSTU, não marcaram pontos na pesquisa encomendada pela “TV Globo” em parceria com o jornal “O Estado de S.Paulo”.

Cabral ainda venceria no primeiro turno

Na corrida pelo Palácio Guanabara, a pesquisa mostra que o governador Sérgio Cabral (PMDB) cresceu um ponto percentual em relação ao último levantamento e segue na liderança com 57% das intenções de voto, com chances de ser reeleito no primeiro turno. Fernando Gabeira (PV) aparece em segundo, com 14%, um ponto percentual a menos em comparação à última enquete.

Fernando Peregino (PR) vem em seguida, com 3%, seguido por Eduardo Serra (PCB) e Cyro Garcia (PSTU), ambos com 1%. Jefferson Moura (PSOL) não chegou a pontuar na pesquisa.

Brancos e nulos somam 11%, enquanto os indecisos chegam a 12%.A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

A pesquisa ouviu 1.806 eleitores, entre 7 e 9 de setembro e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio sob o número 78065/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (29064/2010).

Via: IG

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Tucanos viram grife entre artistas mineiros

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Cerca de 500 artistas do estado entregam manifesto de apoio aos candidatos Anastasia e Aécio por investimento na cultura

Um desfile com roupas e acessórios inspirados no material de campanha dos candidatos tucanos em Minas marcou o evento de apoio de um grupo de artistas mineiros às candidaturas de Antônio Anastasia, de reeleição ao governo de Minas, e Aécio Neves, ao Senado Federal. Cerca de 500 artistas assinaram um manifesto, entregue aos candidatos na noite desta quarta-feira (08), em evento no Centro Cultural da Praça da Estação, em Belo Horizonte.

Foto: Rodrigo Lima/Nitro/Divulgação

Candidatos estampam assessórios

O apoio se explica pelo crescimento dos investimentos do Estado na área da cultura durante administração de Aécio Neves. Somente em 2009, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), reformulados em 2008 pelo governo, foram aprovados mais de 1.400 projetos que representaram um investimento superior a R$ 200 milhões. Este resultado, segundo dados da Secretaria Estadual de Cultura, representou um crescimento de 87% do número de projetos apresentados em relação ao ano anterior. Assim, somente em 2009 foi investido mais do que em todo o período de existência da lei, 11 anos desde sua criação em 1997. Até 2008, o investimento total da lei foi de cerca de R$ 230 milhões para a produção de 3.513 projetos, em 208 municípios.

Entre os nomes que assinaram o manifesto estão os músicos Milton Nascimento, Flávio Venturini, Toninho Horta, Rogério Flausino, Samuel Rosa, André Valadão, Celina Borges, Cesar Menotti e Fabiano; o compositor Fernando Brant; os escritores Ângelo Machado, Sílvia Rubião, Bartolomeu Campos de Queiros, Luis Gifoni e Olavo Romano, o Grupo Galpão, o Grupo Corpo e o Giramundo. No manifesto, os artistas ressaltaram justamente a efetivação do Fundo Estadual de Cultura, do Circuito Cultural da Praça da Liberdade e a criação de prêmios financeiros para apoiar novos nomes da música, cinema e literatura no Estado. “Nos últimos anos, com os governos de Aécio e Anastasia, Minas mudou muito. Na cultura, iniciativas significativas foram efetivadas: o Fundo Estadual de Cultura, Filme Minas, Cena Minas, Música de Minas e os Prêmios Minas Gerais de Literatura ocuparam o espaço que antes era lacuna”, diz parte do texto do manifesto.

Anastasia agradeceu o apoio afirmando que Minas “realiza um forte processo de descentralização da política de apoio cultural para que ela atuasse em todo o estado e não se concentrasse apenas nos centros maiores”.” Essa é uma forma de democratizar o apoio aos produtores culturais e os artistas e o acesso aos bens culturais a toda a população do estado”, afirmou.

Via: IG

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Marina e Serra criticam leis trabalhistas

quinta-feira, agosto 19th, 2010

Serra e Marina defendem menos Estado nas relações trabalhistas

Os dois candidatos participaram de um encontro de gestão de pessoas em São Paulo, onde Serra teceu elogios a Marina

Os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) defenderam nesta quarta-feira a diminuição da interferência do Estado na relação entre empresas e trabalhadores, mas fizeram discursos distintos ao serem questionados sobre mudanças nas leis trabalhistas. Eles participaram à noite de um encontro de presidenciáveis no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (Recursos Humanos). A candidata do PT, Dilma Rousseff, não compareceu ao evento.

Serra defendeu, durante o encontro, que não haja mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), alvo de críticas na organização do congresso. “O ponto de partida não é mexer nesses direitos, mas incentivar a negociação entre sindicados e empresas. Cada situação é peculiar”, defendeu o tucano.

 

Foto: Futura Press

Os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) participaram na noite desta quarta de debate com lideranças do setor de Recursos Humanos, em São Paulo

Marina, por sua vez, disse que o Estado não deve tutelar as relações trabalhistas, reivindicou uma reforma sindical, a diminuição da burocracia nos processos e a facilitação dos dissídios coletivos dos trabalhadores. “É preciso que se criem mesas de negociações para que os processos não cheguem à Justiça causando lentidão e prejuízo a empresas e trabalhadores”, afirmou.

O tucano também disse ser contrário à necessidade de reforma tributária no País e defendeu que sejam discutidos, item por item, as mudanças de questões como recolhimento do ICMS. “Todo mundo diz que é a favor, mas cada um vai dizer que tem uma ideia diferente (sobre a reforma)”, argumentou Serra. Ele defendeu que os pontos da reforma sejam discutido ponto a ponto em forma de lei. Já a candidata do PV defendeu o “princípio da transparência” para que quem paga impostos tenha direito a bons serviços.

Falando a uma plateia de cerca de 1.000 pessoas, Marina criticou o apagão de recursos humanos existentes no País e disse ver como problemático o fato de estrangeiros ocuparem postos de trabalho em empresas nacionais. Serra, por sua vez, limitou-se a dizer que o problema da escassez da mão de obra qualificada é um dos “quatro ou cinco nós” para o desenvolvimento da economia.

Instigados, os candidatos tiveram que falar sobre capacidades pessoais de liderança e entraram no tom do evento ao se verem obrigados a falar sobre qualidades pessoais. Nesse quesito, Marina falou sobre sua capacidade de gostar de aprender, enquanto Serra afirmou ser um político com apenas “uma cara”. De saída, ainda teceu elogios à adversária, cujo desempenho nas eleições de outubro pode ser fundamental para assegurar que a disputa vá para segundo turno. “A Marina tem muito mais qualidades do que ela falou aqui”, disse.

Via: IG

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Emoção marca a estreia de Dilma e Serra na TV

terça-feira, agosto 17th, 2010

Enquanto a petista traz depoimento do ex-marido, tucano exibe conversas entre candidato e eleitores. Marina fala de meio ambiente

Na estreia do programa eleitoral gratuito na televisão, nesta terça-feira, os dois principais candidatos à presidência reforçaram, em tom emocional, que estão preparados para assumir o cargo. Enquanto o programa da petista Dilma Rousseff a colocou como uma mulher comum e trouxe um depoimento do ex-marido da candidata, que falou de sua única filha, o tucano José Serra apostou em conversas gravadas nas casas de seus eleitores em bairros pobres de diferentes cidades brasileiras.

Conforme se havia antecipado, a propaganda começou sem confrontos diretos entre os principais candidatos e priorizou a biografia dos presidenciáveis. Serra exibiu dois jingles durante o programa nos ritmos forró e pagode. “Conheço ele, sei que é bom a gente viu”, disse a abertura. O tucano usou o tempo na TV para explorar basicamente três pontos: a criação do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), a implementação dos remédios genéricos e, sobretudo, a atuação do tucano como ministro da Saúde.

Exibindo uma foto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas sem citá-lo, Serra se apresentou como um dos responsáveis pelo plano Real e elencou suas realizações no ministério da Saúde, como implantação do genérico e construção e reforma de 300 hospitais. Serra reconheceu que “o Brasil avançou bastante em algumas áreas”, mas afirmou que é preciso “comparar o que cada um fez – e se fez”. O slogan da campanha tucana, “o Brasil pode mais”, foi utilizado para finalizar o programa.

Tanto no programa de Dilma como o de Serra citaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente apareceu por duas vezes no programa petista contando o porquê de sua escolha por Dilma como sua sucessora. Já o programa de Serra reproduziu um jingle que citou o nome de Lula quatro vezes. “Quando Lula da Silva sair eu quero Zé lá” e “Sai o Silva entra o Zé”, diz a música.

O PT poupou a imagem de Lula para o programa da noite, que deve ser diferente do exibido à tarde, segundo integrantes da campanha. Coordenadores da petista avaliam que a estratégia será dosada pelo marqueteiro João Santana a partir dos demais programas para não ofuscar a candidata e transformar o programa de Dilma em palco para o presidente .A protagonista da estreia foi a própria candidata, que relembrou momentos da ditadura militar, como quando foi presa em São Paulo.

“A arte de aguentar a cadeia é viver a cadeia”, disse a petista.

O programa de Dilma enfatizou sua experiência no ministério de Minas e Energias por meio do relato do presidente Lula.

Marina Silva

Com tempo de televisão bem menor que o dos adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), a senadora Marina Silva deixou de lado as apresentações em sua estreia no horário eleitoral gratuito na televisão. Enquanto os adversários falaram sobre sua trajetória pessoal e política, Marina narrou um discurso em defesa do meio ambiente sobre uma sucessão de imagens que retrataram a diversidade natural do planeta.

Marina descreveu o Brasil como uma peça “fundamental” no trabalho para conter os danos causados ao meio ambiente. “Precisamos parar o ciclo de destruição que já está acontecendo”, disse a candidata do PV. O filme foi encerrado com a imagem da senadora, que então se apresentou ao eleitor: “Eu sou Marina Silva, candidata à Presidência”.

Com uma coligação restrita, a candidata do PV tem direito a 1 minuto e 23 segundos em cada um dos dois blocos da propaganda eleitoral na televisão. Dilma, que angariou apoio de legendas como o PMDB, despontou com mais de 10 minutos. Já o tucano José Serra ficou com pouco mais de 7 minutos.

Via: IG

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Candidatos se apoiam em aliados no 1º programa eleitoral no rádio

terça-feira, agosto 17th, 2010

Serra cita Aécio Neves e Minas Gerais, enquanto Dilma tem depoimento de Lula e Marina fala sobre meio ambiente

Na estreia do horário eleitoral gratuito hoje no rádio, os candidatos à Presidência da República falaram sobre trajetória política, destacaram projetos e citaram aliados. O programa de José Serra (PSDB) começou com menção à gestão do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Dilma Rousseff (PT) recebeu depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com menor tempo, Marina Silva (PV) preferiu discorrer sobre problemas ambientais.

 

O primeiro programa no horário eleitoral gratuito do rádio foi o de José Serra, com pouco mais de sete minutos. Com personagens mineiros e baianos e tom de humor, a primeira citação menciona a gestão “moderna” do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves e o governador e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB). A inserção apresentou também a atuação de Serra à frente do Ministério da Saúde e os projetos do candidato nas áreas de saúde e educação. Numa estratégia de aproximação popular, um dos jingles da campanha diz que “Pro Brasil seguir em frente, sai o Silva e entra do Zé”, destacando ainda a origem do tucano e o “esforço” para estudar e se formar. O programa termina com a música “Bate Coração”, de Elba Ramalho, com letra adaptada para a campanha.

Com 10 minutos e 38 segundos, o maior tempo do horário eleitoral gratuito, o programa de Dilma Rousseff começa com depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estou com Dilma porque conheço sua competência”, diz Lula. A frase recebe reforço em seguida, com o jingle: “Se Lula está com ela, eu também tô (sic)”. Com discurso inicial voltado para mulheres, “donas de casa e trabalhadoras”, o programa apresentou a biografia da petista, a prisão na época da ditadura e o início da vida política no Rio Grande do Sul. O trabalho como ministra de Minas e Energia e ministra chefe da Casa Civil também foi lembrado, assim como o “olhar social” do governo. Em ritmo sertanejo, uma música finaliza o programa numa espécie de mensagem do presidente Lula para a candidata. A letra diz: “Deixo em tuas mãos o meu povo e tudo o que mais amei/Mas só deixo porque sei, que vais continuar o que fiz”.

Com apenas um minuto e 23 segundos, Marina Silva não citou sua trajetória política. A candidata do PV preferiu falar sobre a urgência na criação de soluções para os problemas ambientais. “Precisamos parar o ciclo de destruição”, disse, finalizando que o Brasil tem um papel fundamental no reequilíbrio do planeta.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) se apresentou em um minuto e um segundo e disse que pretende lutar pelas minorias.

Com 55 segundos, Zé Maria (PSTU) fez críticas ao governo do PT e afirmou que a vida do brasileiro “continua dura”. José Maria Eymael (PSDC) não dispensou o já conhecido jingle de outras eleições e fez uma breve apresentação sobre sua vida pública. Já Levy Fidelix (PRTB) criticou a carga tributária e os juros bancários. “Quero ser o presidente da justiça, do progresso e do desenvolvimento”, disse.

O PCO, do candidato Rui Costa Pimenta, e o PCB, de Ivan Pinheiro, não colocaram no ar seus respectivos programas.

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Ficha Limpa barra 19 candidatos

quinta-feira, agosto 12th, 2010

Ficha limpa já tirou 19 definitivamente da disputa

A lei produziu algumas decisões que já independem de decisão judicial. São políticos que ou renunciaram das suas candidaturas ou tiveram a legenda negada por seus partidos

 

Janine Morais/Câmara
Ficha limpa já tirou definitivamente das eleições 19 candidatos. Caso, por exemplo, de Alceni Guerra

Silenciosamente, a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) já tirou da corrida eleitoral 19 candidatos de maneira definitiva. São os que renunciaram à candidatura após sofrerem impugnação por parte do Ministério Público Eleitoral (MPE) ou então tiveram suas inscrições canceladas pelos partidos antes de serem analisadas pela Justiça Eleitoral. Para esses, a eleição já acabou de fato, Não há mais possibilidade de recurso. A eles, somam-se outros 169 registros até agora que foram indeferidos pelos tribunais nos estados.

O nome mais conhecido dessa lista de políticos definitivamente fora das eleições é o deputado Alceni Guerra (DEM-PR), ex-ministro da Saúde no governo Fernando Collor. Alceni foi condenado por improbidade administrativa e teve as contas rejeitadas por sua administração como prefeito de Pato Branco. Outro nome fora da disputa é o ex-deputado distrital Júnior Brunelli, o deputado da “oração da propina” do mensalão do DF. Os dois renunciaram diante da hipótese de terem suas candidaturas cassadas pela ficha limpa.

Veja a lista completa dos políticos que já estão fora da eleição por conta da filha limpa

As renúncias estão espalhadas por 11 unidades da federação. Acre, Distrito Federal, Paraná, Piauí, Rondônia e Santa Catarina tiveram, cada um, dois candidatos que abdicaram da disputa após a contestação das candidaturas. Já Amapá, Bahia, Pará e Rio Grande do Norte tiveram uma renúncia cada. O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) ainda informou que dois registros foram cancelados, ambos de candidatos à Assembleia Legislativa local.

O levantamento teve como base a lista de impugnações feitas pelo Ministério Público nos estados e no Distrito Federal e a situação processual de cada candidato no sistema Divulga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é abastecido com informações fornecidas pelas cortes regionais. Em alguns casos, a transmissão dos dados pode demorar. Estados como Rio de Janeiro, por exemplo, ainda têm candidatos barrados com a situação descrita como aguardando julgamento.

Além dos 19 que já estão fora da eleição – já que, em casos de renúncia e cancelamento, não há hipótese e se voltar atrás –, correm o risco de não permanecer na corrida eleitoral outros 169 candidatos. No total, são 188 pessoas com problemas na Justiça que ou saíram definitivamente ou já tiveram a negativa da Justiça em continuar na disputa. Eles estão distribuídos por 24 estados e o Distrito Federal. O total de barrados – indeferidos, renúncias e cancelamentos – representam 38,7% das 482 contestações feitas pelo MPE com base na Lei da Ficha Limpa.

Cotando os três casos, Rondônia é o estado com o maior número de barrados. Somados os indeferimentos e renúncias, houve 26 candidatos com problemas na Justiça que devem ficar de fora das eleições de outubro. Em seguida, vêm o Ceará, com 25, e Minas Gerais, com 16. Pará tem 13, Acre e Paraíba 12, enquanto no Rio de Janeiro o total a ficar de fora pode chegar a dez. Depois vêm Paraná (8), Alagoas e Piauí (7); Amapá, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina (6); Distrito Federal, MAto Grosso e Rio Grande do Sul (5). Outros estados com registros negados são Mato Grosso do Sul (3), Pernambuco(3), Sergipe (2), Amazonas (1), Rio Grande do Norte (1), São Paulo (1) e Tocantins (1).

Os números devem aumentar. São Paulo começou a julgar o registro dos mais de 3 mil candidatos na semana passada. Na terça-feira (10), os juízes paulistas negaram o primeiro registro com base na Lei da Ficha Limpa. Cortes como da Bahia e do Distrito Federal pretendem terminar a análise da situação de cada um dos candidatos até sexta-feira. Nem que para isso seja preciso trabalhar no feriado. Ontem (11), Dia do Advogado, a Justiça estava de folga. No entanto, os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) trabalharam para acabar com a pauta.

Distrital

Um dos casos analisados ontem pelo TRE-DF foi do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB). Ele teve a candidatura contestada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-DF) e pelo candidato a distrital Chico Vigilante (PT) por ter sido condenado pela corte eleitoral, em 2008, por abuso de poder econômico. Na época, ele foi condenado a ficar inelegível por três anos, mas manteve o mandato de deputado distrital. Ele tenta a reeleição.

Por quatro votos a dois, os membros do TRE-DF  entenderam que as novas regras de inelegibilidade se aplicam no caso de Araújo. Segundo o relator do caso, desembargador federal Hilton Queiroz, que votou pelo indeferimento do registro, ainda lembrou que não houve trânsito em julgado quanto à decisão do TRE-DF em, já que o parlamentar entrou com um recurso no TSE em 2008, ainda não analisado. Em 2008, os integrantes da corte local entenderam que houve abuso nas relações com os empregados da empresa de segurança e vigilância que a família dele é dona. Ele teria ameaçado demitir funcionários da empresa da família caso não votassem nele nas eleições de 2006. Araújo nega as acusações.

Via: UOL

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