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Lula: tem coisa mais séria que dor-de-cotovelo de Serra

sábado, setembro 4th, 2010

O presidente insinuou que o candidato do PSDB estaria usando o episódio para atrapalhar a candidatura de Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu hoje as declarações do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sobre os alertas que teria feito a Lula a respeito de informações sigilosas de Verônica Serra circularem na internet. Durante a 33ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer) em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, o presidente disse que “tem coisas mais sérias para cuidar em vez de estudar as dores-de-cotovelo do Serra”.

 Segundo Serra, blogs de apoio ao PT e à candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff, estariam divulgando informações sigilosas contidas na declaração do Imposto de Renda de Verônica e que ele teria feito esse alerta a Lula em janeiro. “Não tem nada de mais que a internet publicou”, respondeu Lula. “Tem insinuações como tem contra o presidente Lula, como tem contra a família do presidente Lula, como tem contra vocês, jornalistas.” Lula disse ainda que o Brasil vive em “uma democracia e nós precisamos aprender a respeitar”. “Querer que eu censure a internet não é meu papel.”

O presidente insinuou que o candidato do PSDB estaria usando o episódio para atrapalhar a candidatura de Dilma. “Serra precisa saber de uma coisa: uma eleição, a gente ganha convencendo os eleitores a votar (sic) na gente, não é tentando convencer a Justiça Eleitoral a impugnar adversários”, afirmou. “O senhor Serra que vá para a rua, que melhore a qualidade do seu programa, que faça proposta de coisa que ele quer fazer para o nosso País, que apresente soluções para o crescimento industrial.”

O presidente comemorou as previsões otimistas do crescimento do PIB brasileiro, sem deixar de alfinetar o tucano. “Hoje ele (Serra) deve estar com dor de cabeça porque o PIB parece que, pelo IBGE, vai crescer acima daquilo que os mais pessimistas previam que ia crescer, vai crescer mais de 7%”, disse. “Não tem nenhuma acusação grave contra o Serra, contra qualquer coisa. Tem as coisas da internet contra o Serra e contra todo o mundo. Então, o presidente da República tem coisas mais sérias para cuidar em vez de estudar as dores-de-cotovelo do Serra.”

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Serra defende governo colombiano e acusa Bolívia de narcotráfico

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

Candidato tucano reúne-se com presidente da Colômbia e diz que a Bolívia tem cumplicidade com as Farc

Após reunião com o presidente da Colômbia, José Manuel Santos, em um hotel em São Paulo, o candidato tucano à Presidência, José Serra, defendeu o governo colombiano e acusou a Bolívia de cumplicidade com as Farc, criticando o que ele chamou de “falta de pressão diplomática do Brasil” para a redução do tráfico de cocaína na fronteira entre os dois países.

Foto: Agência Estado

Serra cumprimenta José Manuel Santos, presidente da Colômbia

“A Colômbia ajuda na medida em que está interessada no combate à cocaína”, disse o candidato. Já a Bolívia, segundo ele, é “cúmplice por não tomar providências e ser, de longe, o principal fornecedor”, afirmou. Serra disse que o Brasil não faz pressão diplomática “devido à ideologia do partido do governo” que, segundo ele, mantém uma “espécie de embaixador” das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no governo, referindo-se à contratação por Dilma da esposa de um líder das Farc abrigado no Brasil.

Segundo Serra, a política externa no governo Lula não é de Estado, mas sim de partido. Ele voltou a dizer que o PT tem ligações com as Farc e citou declaração do assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, segundo o qual as Farc são uma força política. “As Farc são uma força terrorista”, disse Serra.

O candidato tucano voltou a atacar sua adversária petista, Dilma Rousseff. De acordo com ele, as fronteiras do Brasil são as mais mal guardadas no mundo, ao contrário do que disse Dilma anteriormente. “Deve ter sido algum desvio de linguagem”, disse Serra referindo-se a Dilma.

Via: IG

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Campanha de Serra e Alckmin vai mudar

quarta-feira, setembro 1st, 2010

Marqueteiro virou alvo de críticas de tucanos diante da queda do presidenciável nas pesquisas

O marqueteiro e jornalista Luiz González sofreu pressões e terá de mudar as estratégias de campanha dos tucanos José Serra, candidato à Presidência da República, e de Geraldo Alckmin, que disputa o governo do Estado de São Paulo. Até então homem de confiança de Serra, González passou a perder força com a queda do presidenciável nas pesquisas.

“Conversei com ele e a campanha vai ser reestruturada. Ficou claro que ele (González) vai fazer ajustes”, disse presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. Coordenador-geral da campanha de Serra, ele, porém, negou que tenha havido pressão sobre o marqueteiro. “Não teve pressão. É só uma nova fase”, completou.

Desde a metade da semana passada, a estratégia de González tem sido criticada por integrantes do PSDB. Nesta segunda-feira, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso trataram do assunto publicamente. O primeiro disse que falta ousadia à campanha de Serra . O segundo que o tucano “não é Zé”.

Porém, o momento mais crítico ocorreu no domingo, quando Alckmin pediu a González que os programas na TV respondessem às críticas do PT. Nas últimas semanas, o candidato petista ao governo paulista, Aloizio Mercadante, cresceu nas pesquisas e passou a ser cogitada a possibilidade de segundo turno no Estado.

O marqueteiro se posicionou contra a ideia de responder aos ataques petistas. Ele defende críticas pontuais, numa estratégia similar à que vem adotando na campanha de Serra ao Palácio do Planalto.

Num primeiro momento, o presidenciável tem apoiado o plano de González. O problema é que Serra tem perdido força junto aos tucanos paulistas à medida em que Dilma Rousseff (PT) aumenta a diferença na disputa nacional.

Tucanos ligados a Alckmin, no entanto, vão passar a responder em nome do tucano às acusações do PT. Um dos escalados para a tarefa foi o deputado federal e candidato à reeleição Edson Aparecido (SP). Durante as administrações de Alckmin em São Paulo (2001-2006), ele foi o principal articulador político do governo na Assembleia Legislativa.

O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, também reclamou que o conselho político que deveria funcionar para opinar sobre estratégia de campanha também nunca funcionou. “Estou fazendo a minha parte que é pedir voto”, disse ainda na sexta-feira. “Infelizmente, nos chamaram para discutir a comunicação”, completou.

Atraso de salários

A crise na comunicação aumentou depois que parte da equipe de produção dos programas de TV ameaçou pedir demissão por falta de pagamento de salários. O iG, no entanto, ouviu de uma pessoa próxima a González que o problema já foi resolvido.

Na madrugada de domingo, o site de Serra teve uma mudança radical. Na prática, transformou-se num mural para as pessoas deixarem recados. Segundo a coordenadora da campanha na internet, Sonia Francine (PPS), a Soninha, “trata-se de uma nova fase”.

O site também divulgou um novo slogan: “É a hora da virada”. Lançado ainda em abril na pré-campanha de Serra, o outro slogan “O Brasil pode mais” não foi abandonado.

Algumas peças publicitárias também substituíram “Serra 45” por “Time 45” a fim de colar a campanha presidencial nas disputas estaduais. Sobretudo em Goiás, Paraná e São Paulo, onde os tucanos Marconi Perillo, Beto Richa e Alckmin, respectivamente, lideram a corrida eleitoral.

Via: IG

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Pedofilia entra na campanha eleitoral do Amazonas

quarta-feira, setembro 1st, 2010

CPI em 2004 citou Aziz, que se diz “vítima de perseguição.” Manifestantes protestaram hoje em Manaus contra “impunidade”

O governador do Amazonas e candidato à reeleição Omar Aziz (PNM) contestou reportagem – seu nome aparece como um dos mais “rumorosos” – publicada n’O Globo em 23 de agosto último referente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual Infantil instalada em 2004, cuja versão online está provocando polêmica.

Em entrevista coletiva realizada no fim da tarde desta segunda-feira (30) Aziz chamou a imprensa para uma coletiva e classificou as cópias da reportagem de “documentos apócrifos,” cujo objetivo “é prejudicar” sua campanha à reeleição. E que encaminhou denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas não acionará as polícias Civil e Militar.

A reportagem d’O Globo é assinada por Demétrio Weber e Sério Marques e desde a tarde de ontem sua versão online é distribuída em centenas de cópias impressas em Manaus e nos municípios de Humaitá e Tabatinga. Aziz disse que não acionaria a PM para não ser “acusado de usar o governo para perseguir, no caso de alguém ser preso pelas forças estaduais distribuindo esse tipo de material.”

Jogo sujo”

Aziz classificou de “maldade que alguns adversários estão fazendo contra mim e contra a minha família. Infelizmente, quem me ataca são pessoas que não respeitam minha família, meus filhos e tentam me agredir de todas as formas. Não é a primeira vez que alguém é vitima desse tipo de jogo sujo.”

Na coletiva, Aziz mostrou aos jornalistas certidões negativas e documentos expedidos pelo Ministério Público que o isentam de quaisquer processos. “Não tenho nada a esconder. Nunca fui processado por qualquer tipo de ação que meus adversários tentam imputar a minha pessoa. Nem incluído no processo eu fui.” O governador e candidato não citou nomes.

Aziz deu entender que esse tipo de denúncia existe contra ele porque tem 49% das pesquisas de intenção de votos, contra 37% de Alfredo Nascimento (PR), seu principal opositor. De acordo essa pesquisa, Aziz seria reeleito se a eleição fosse hoje.

O caso

A reportagem d’O Globo cita acusações feitas a partir de inquérito da Polícia Civil, de que Aziz teve relações sexuais com uma adolescente de 15 anos em 2003, quando era vice-governador. E que apesar da repercussão à época o nome de Aziz foi retirado da CPI a pedido do Ministério Público.

Outro fato lembrado na reportagem foi a mudança no depoimento da adolescente na CPI Estadual, cujo andamento foi feito pela Assembléia Legislativa, onde o governador da época, Eduardo Braga – e o vice Aziz – tinham bancada governista majoritária. A adolescente teria contradito o que afirmara à CPI do Congresso Nacional.

Em Brasília (DF) a menor assegurou que fez programa com Aziz em troca de R$ 150. No Amazonas, negou tudo, inclusive à Polícia Civil, até mesmo a reportagem da revista Época. A CPI Estadual foi instalada a pedido de Aziz, que não depôs, nem o irmão – citado como sendo o dono de uma empresa de materiais de construção onde teria acontecido o encontro com a adolescente em 2003 – ou mesmo a delegada que investigou o caso.

A adolescente também negou à CPI Estadual ter concedido entrevista à Época. A reportagem do jornal O Globo assegura que entrou em contato com a mãe da adolescente – hoje maior de idade e casada –, e ela teria garantido que a entrevista foi concedida.

Protesto

Na manhã desta terça-feira (31), como repercussão da entrevista coletiva de Aziz, um grupo de manifestantes fez passeata pelas principais avenidas da zona Leste de Manaus para protestar contra a exploração sexual de menores de idade e casos de impunidade sobre este tipo de crime.

Via: IG

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PSDB muda site de campanha e provoca rumores de demissão

terça-feira, agosto 31st, 2010

Nova página virou mural para simpatizantes deixarem recados para a campanha tucana

O site do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi reformulado nos últimos dias, alimentando rumores de demissão na equipe de comunicação da campanha tucana. A página foi transformada num mural para militantes e simpatizantes deixarem recados.

Segundo a campanha tucana, a estratégia visa aproximar ainda mais o eleitor do candidato. “Transformamos o site numa tribuna livre. Tinha muita gente dando opinião, querendo falar”, disse Soninha Francine (PPS), coordenadora do site do candidato tucano.

A mudança no site de Serra ocorreu na madrugada de domingo e gerou especulações sobre a demissão de pessoal de campanha. Soninha nega. “É uma nova fase que vamos investir nos próximos 33 dias de campanha”, disse.

Segundo ela, a equipe deve aumentar. “Por causa da quantidade de mensagens, cerca de mil e-mails por dia, tivemos de aumentar o número de pessoas para fazer o filtro”, disse a ex-vereadora. “Melhoramos a segurança do site também contra ataques virtuais”, afirmou.

Desde o início da campanha na TV, há duas semanas, o marqueteiro de Serra, Luiz González, também tem sofrido críticas de integrantes do PSDB, DEM e do PPS. Nesta segunda-feira foi a vez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O iG questionou a um dos integrantes da equipe de comunicação se havia algum corte de pessoal na equipe de marketing. De novo, a reportagem ouviu: “ninguém foi demitido”.

Via: IG

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Serra: Dilma desrespeita o eleitor ao sentar na cadeira

segunda-feira, agosto 30th, 2010

O candidato tucano rebateu  a afirmação da petista, que o disse que “estenderá” a mão para Serra

O candidato tucano à Presidência, José Serra, rebateu neste domingo a afirmação da rival petista, Dilma Rousseff, que ontem disse que “estenderá” a mão para Serra. Para o tucano, a declaração demonstra falta de respeito. Serra participou hoje de uma reunião na Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na capital paulista.

“É uma falta de respeito com os eleitores porque sentar na cadeira a mais de um mês antes da eleição. Quem vai decidir quem vai sentar na cadeira é o povo, e não uma candidata isoladamente”, disse. O primeiro turno da eleição acontece no dia 3 de outubro.

Foto: AE

Ao lado da mulher, Monica, José Serra é recebido por nordestinos

Em seu discurso na Associação, Serra criticou o governo federal e afirmou que faltam investimentos. “Não dá para fazer um julgamento abrangente, mas na questão da irrigação, dos portos e dos aeroportos, falhou”, afirmou. Citando o programa Minha Casa Minha Vida, o tucano voltou a dizer que o governo não utiliza bem os recursos que deveriam ser aplicados em moradia popular.

Serra ressaltou que enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, ajudou o governo federal. “Dilma quer faturar em cima disso (das ações do governo de São Paulo)”, afirmou, dando como exemplos a urbanização das favelas de Heliópolis e Paraisópolis, onde, segundo ele, o governo Lula aplicou apenas 20% ou 30% do total investido nas comunidades.

Serra e Mônica dançam com nordestinos

Ao final do encontro, Serra pediu para que os nordestinos residentes em São Paulo enviassem cartas a seus parentes que vivem no Nordeste contando as ações de seu governo no Estado e pedindo votos. O tucano também dançou e cantou ao lado de Mônica Serra e lideranças da Associação.

Mônica Serra critica Dilma como mulher

Tratada como madrinha da Associação dos Nordestinos, a mulher de Serra, Mônica Serra, também fez um breve pronunciamento. Em sua fala, Mônica criticou indiretamente a candidata Dilma Rousseff por não se pronunciar sobre o caso da iraniana condenada à morte por susposto adultério.

“Uma mulher estava prestes a ser apedrejada até a morte no Irã e uma mulher que diz que quer ser a mãe de todos os brasileiros não se pronunciou. Eu tive vergonha. Uma mulher com a visibilidade que ela tem e não se pronunciou”, afirmou. Mônica lembrou que viveu em uma ditadura no Chile, seu país natal, e disse que “reconhece os valores que são esquecidos numa ditadura”, como o valor à vida.

Via: IG

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Serra:’Vamos para frente não de maneira suicida’

quinta-feira, agosto 26th, 2010

O candidato tucano à Presidência disse que vai para frente “até o último minuto”. Ele pediu a médicos que trabalhem votos para ele

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, tentou demonstrar nesta quarta-feira que não vai desistir fácil da disputa contra Dilma Rousseff (PT), apesar do favoritismo da ex-ministra da Casa Civil de acordo com as últimas pesquisas.

 “Eu tenho muita energia, muita disposição e muito otimismo”, disse o tucano. Serra falou por uma hora durante palestra na Associação Médica do Rio Grande do Norte. Depois, respondeu a perguntas por quase 40 minutos.

“Não nos intimidemos. Vamos para frente não de maneira suicida. De maneira confiante. Até o último minuto o último esforço. Toda energia, paixão e entusiasmo”, disse Serra. Ao final do evento, pediu para os médicos “trabalharem votos” para ele.

“Tem de sair catando voto. Não adianta sofrer”, disse Serra. “Insisto. Voto precisa trabalhar. Voto não vem só com a convicção. A gente tem de fazer uma ventania. A reunião me fez bem. Falei até mais do que devia. Eu ganho força com uma reunião dessas”, afirmou.

O presidente da Associação Médica do Rio Grande do Norte, Alvaro Barros, declarou voto para o tucano. “A virada vai começar pelo Rio Grande do Norte”, disse Barros. Durante a palestra, Serra recebeu elogios por sua gestão à frente do Ministério da Saúde (1998-2002).

Via: IG

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Indio ‘é uma besta’, diz Franklin Martins

terça-feira, agosto 24th, 2010

Ministro da Comunicação Social comenta afirmação do candidato a vice-presidente de Serra, para quem Dilma implantaria uma ditadura

O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, criticou veementemente as declarações do deputado Indio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra. “Ele não é índio. É uma besta”, disse o ministro sobre o deputado, que nesta segunda-feira declarou em entrevista ao iG que a candidata petista Dilma Rousseff (PT) vai implantar uma “nova ditadura” no País se sair vitoriosa das urnas em outubro.

O comentário de Franklin foi feito esta noite em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), durante a inauguração da TVT – TV dos Trabalhadores, vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Também presente no evento, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), comentou as declarações de Indio dizendo tratar-se da estratégia de “espalhar o medo” durante a campanha.

“A estratégia do medo já foi vencida pelo presidente Lula e vai permanecer em 2010. Isso mostra a mediocridade do vice que Serra escolheu, completamente despreparado e medíocre”, enfatizou o prefeito, dizendo ainda que, por sua história, a candidata petista é fortemente ligada à questão democrática: “Alguém que sofreu com a ditadura, como Dilma, tem apego total à democracia”.

Evento
Implementada pela Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, ligada ao sindicato,
a emissora inaugurada hoje (23) poderá ser vista em UHF na Grande São Paulo pelo canal 48, e também pela internet. Além de Franklin e Emidio, estavam presentes no evento os ministros Márcio Fortes (Cidades), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia.

O presidente Lula não comentou as declarações de Indio, mas comemorou a abertura do novo veículo de comunicação, um projeto que, segundo ele, levou quase três décadas para ser concretizado, desde a época que ainda comandava o sindicado. “A inauguração dessa emissora dá novo vigor a algo que é sagrado a todos, a liberdade de imprensa. O único juiz da imprensa é o público, o brasileiro sabe o que é informação e o que é distorção dos fatos, o que é bom e o que é mau jornalismo”, afirmou o presidente.

Via: IG

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Serra diz que não vai mudar os rumos da campanha

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Questionado por frequentador do centro, tucano não responde e causa mal-estar

Em visita ao Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, em São Paulo, neste domingo (22), o candidato à Presidência da República, José Serra, comentou sobre as pesquisas que colocam a sua principal adversária, Dilma Rousseff, 17 pontos à frente. “Nós vamos seguir nosso trabalho com muita seriedade, muito empenho, otimismo e propostas para mostrar para a população, e vamos chegar lá”, afirmou a jornalistas.

Serra garantiu que não mudará os rumos da campanha, apesar do desânimo que acometeu seus aliados. O tucano estava acompanhado de Aloysio Nunes, candidato ao Senado pela chapa de Serra, e Geraldo Alckmin, que concorre ao governo de São Paulo, que também minimizou os resultados da pesquisa.

Em sua caminhada, o tucano foi questionado por um frequentador do espaço sobre promessas não realizadas. Entre as perguntas, o ator e educador Fábio Figueiredo, 25 anos, quis saber os motivos de, em 20 anos de governo no Estado, o PSDB ter construído somente um centro cultural  e sobre os moldes de negociação da linha amarela do metrô. Serra não respondeu ao eleitor, deixando para Aloysio Nunes a responsabilidade da resposta.

Via: IG

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Temer: “Chamarei Dilma de presidente”

terça-feira, agosto 17th, 2010

Vice, que já se refere à petista como ocupante do cargo, diz ter sido surpreendido com avanço nas pesquisas

Candidato a vice na chapa presidencial petista, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), diz sentir um “clima favorável” à vitória nas urnas e percebe nos Estados uma “convicção de que (Dilma) vai ganhar”. Embora invista no discurso de que é preciso manter uma postura de cautela até as eleições, no dia 3 de outubro, o parlamentar já se refere sucessivamente à ex-ministra da Casa Civil como “presidente”.  “Meu relacionamento com a presidente Dilma é uma relação de muita cordialidade, muito respeito e muita amizade”, disse, em uma das citações à presidenciável.

 Ele avisa inclusive que prefere chamá-la de “presidente” e não de “presidenta”, versão preferida de boa parte do alto comando do PT. “Vou chamar de presidente. Eu acho que é apropriado e creio que ela não considere inapropriado.”

 

Foto: Flávio Torres/Fotomídia

Temer, que visitou a sede do iG nesta segunda-feira, diz ter sido “agradavelmente surpreendido” com o avanço da candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Ele chegou a admitir que, no início da pré-campanha, a então ministra da Casa Civil pode ter cometido alguns deslizes no tratamento dado à imprensa. “Se ela teve esse pequeno embaraço, ela jamais voltou a cometê-lo”, afirmou, quando questionado sobre o fato de Dilma ter subido o tom em uma entrevista concedida quando uma falha atingiu as linhas de transmissão da usina de Itaipu, em novembro do ano passado.

Ainda assim, ele a classifica como uma candidata “preparadíssima”. “Jamais imaginei que a Dilma pudesse ter escorregões porque ela está preparadíssima, conhece o governo como ninguém. Foi o braço direito do presidente Lula. Está com traquejo oratório, presença na televisão, muito adequado. Ela jamais perde a classe de alguém que disputa a presidência da República. Não há o que mudar nela.”

Embora tenha investido no discurso otimista, Temer evitou apostar em uma vitória logo no primeiro turno. Ainda assim, disse que o desempenho de Dilma nas pesquisas ficou acima de suas expectativas. “Nós esperávamos que o empate só se daria com o Lula na televisão, e esse empate já se deu antes, e até passou”, afirmou, em referência ao início da transmissão do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, que vai ao ar a partir desta terça-feira. “O programa na televisão vai facilitar ainda mais o desempenho nas pesquisas”, afirmou.

O vice reforçou que o PMDB está reunificado, negou acordo prévio sobre distribuição de cargos e garantiu que a negociação “ficou para depois”. De acordo com ele, o espaço do partido no governo vai depender “da presidente Dilma, que terá um grande poder para decidir quem chama e quem não chama”. Sobre suas declarações em um almoço com senadores, em que pregou a “partilha do pão”, Temer classificou o episódio de “singelo, uma simplicidade quase acaciana”. Afirmou que foi uma “palavra de incentivo” para contar com a colaboração de diversos partidos na campanha. “A presidente saberá compor o governo com as pessoas mais qualificadas, mas isso é uma coisa para depois”, reiterou

Caso Dilma seja eleita, Michel Temer espera que haja um revezamento na presidência da Câmara, como aconteceu no governo Lula. Três vezes presidente da Casa, ele disse acreditar que o PMDB conseguirá superar a marca de 90 deputados após o pleito de outubro. “Se o PT e o PMDB forem os maiores partidos na Casa, e tudo indica que vão ser, eu tenho quase absoluta convicção de que haverá um ajustamento para que o PMDB ocupe um biênio e o PT ocupe outro biênio”, afirmou.

 

Foto: Flávio Torres/Fotomídia

Ficha Limpa

Evitando fazer críticas ao vice na chapa presidencial tucana, Indio da Costa, Temer tomou para si parte da responsabilidade pela aprovação do projeto Ficha Limpa. “Não há paternidade nesse caso. Se paternidade houver eu creio que eu me esforcei muito para aprovar esse projeto”, afirmou Temer. A campanha tucana tem apresentado o vice de José Serra como “o pai do Ficha Limpa”.

Segundo o peemedebista, “não há a menor dúvida” de que o projeto pôde ser aprovado no plenário da Câmara somente após a entrada do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) como relator na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Além disso, a aprovação “se deveu muito à articulação que eu fiz”, disse o deputado. Temer afirmou que convidou Indio da Costa para compor um grupo informal de articulação a pedido do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, e do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen. E fez uma reverência ao Índio. “Quero render minha homenagem a ele”, afirmou, diplomático.

Ministérios e fisiologismo

Temer defendeu o número de ministérios do governo Lula. “(Ter muitos ministérios) não prejudica o País”, disse. Segundo ele, a criação de novas pastas “descentraliza o poder, reforça a democracia”. Ele admitiu, no entanto, que a criação de novas pastas para atender a demandas de aliados por cargos no governo possa ter acontecido. “É possível que tenha acontecido isso”, disse. Isso não significa, segundo Temer, que haja a necessidade de enxugar o número de pastas, como prega o presidenciável tucano, José Serra.

Sobre as críticas de que o PMDB seria um partido refém do fisiologismo, o presidente da legenda garantiu que as encara com naturalidade. “Vejo com naturalidade porque o PMDB é o maior partido do País. É natural que quem seja grande seja mais vulnerável a esses ataques”, afirmou. Segundo ele, o partido está construindo um governo de coalizão. “Quando Lula nos chamou para fazer a coalizão governamental, nos apresentou sete pontos programáticos. A pergunta seria quantos ministérios vocês ganharam? Essa história de fisiologismo não se sustenta. O PMDB vai participar de um plano de governo”, alegou.

Via: IG

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