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Dilma lança programa social para ‘erradicar pobreza’

quinta-feira, outubro 28th, 2010

Para isso, presidenciável afirmou que pretende aumentar os benefícios do Bolsa Família

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lançou em evento ontem em Brasília o Programa de Desenvolvimento Social, que aponta 13 promessas de reforço a programas sociais do governo Lula.

A meta apresentada pelo programa, distribuído a mais de mil militantes presentes no evento, é “eliminar a pobreza absoluta” no Brasil, por meio da ampliação do acesso ao (programa) Bolsa Família, aumento da oferta de serviços do Sistema Único de Assistência Social, reajuste do valor dos benefícios, melhora dos programas de alimentação, aumento da escolaridade, criação de empregos e a erradicação do trabalho infantil.

Foto: Divulgação

Dilma lança programa para desenvolvimento social em Brasília

“O primeiro item dos 13 pontos é a erradicação da miséria. Para nós, a questão social não é apenas um adereço de mão, é o cerne de nossa política. (…) O indicador principal de que um País se desenvolveu não está no PIB, mas na melhora da vida das pessoas”, afirmou Dilma em meio aos aplausos da militância.

A petista aproveitou ainda para criticar o programa do adversário tucano José Serra (PSDB) em relação ao tema da distribuição de renda. “Ao contrário do programa do adversário, que tem como anexo essa questão, na forma de um programa piloto de distribuição de renda, nós colocamos essa questão como prioridade. A nossa visão de desenvolvimento não é igual à deles”, pontuou.

A candidata petista prometeu também que vai continuar o projeto do governo Lula de ampliar a criação de empregos. “Nós aumentamos 15 milhões de empregos com carteira assinada, e vamos investir nessa questão porque, em vez de dar importância para questões mercantis, vamos continuar focando nas pessoas”.

E, como de costume, Dilma apelou ao voto feminino para ganhar as eleições, mas sem “subir no salto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, declarou.

Em seu discurso, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, reforçou que um eventual governo de Dilma vai ampliar o (programa) Bolsa Família, principal programa social do governo Lula, para todas as famílias e também para grupos indígenas, quilombolas e a população de rua. “Estamos aqui para consolidar o sistema único de assistência social, erradicar a pobreza, o trabalho infantil, levando estrutura para as famílias mais carentes, assim como a expansão do Bolsa Família até para as pessoas que não tem filhos”.

Presente a Lula
Questionada sobre o presente que pretende dar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta de seu aniversário, a presidenciável ainda declarou que “torce uma barbaridade” para entregar o presente pedido por ele. “Esse presente só vai ser entregue às 17 horas do dia 31 de outubro. Até lá fica a expectativa do presente. É uma boa expectativa, mas hoje não sabemos se o presente vai ser entregue. Eu espero que seja entregue”, afirmou Dilma, completando que “dará abraços nele após as atividades presidenciais na residência oficial”.

A petista ainda lamentou a morte de Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina. “A América Latina está de luto (…) vou me comunicar com Cristina (Kirchner) para dar os meus pesares”, disse.

Via: Ig

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Datafolha: Dilma tem 49%, Serra tem 38%

quarta-feira, outubro 27th, 2010

Pesquisa confirma resultado do Vox Populi/iG divulgado ontem

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira mostra que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 49% dos votos totais, contra 38% do candidato do PSDB, José Serra. O levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, confirma o resultado divulgado ontem pelo Vox Populi/iG.

Segundo o levantamento, 8% dos entrevistados se disseram indecisos, dois pontos percentuais a mais que a última pesquisa Datafolha, realizada no dia 21 de outubro. Os brancos e nulos são 5%. Se considerados apenas os votos válidos, sem brancos, nulos e indecisos, Dilma teria 56% das intenções de voto, e Serra, 44%, segundo o Datafolha.

O estudo publicado hoje foi realizado nesta terça-feira e ouviu 4.066 pessoas em 246 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37404/2010.

Na pesquisa Datafolha anterior, Dilma registrou 50%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 4%, e os indecisos, 6%.

Via:IG

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Dilma ironiza Serra: ‘Quando jogam água em mim eu me esquivo’

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

Candidata do PT à Presidência diz que já foi alvo de ‘toda sorte de calúnias e difamações’

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ironizou nesta quinta-feira o adversário José Serra (PSDB) ao afirmar que não faz “conversa fiada” quando é alvo de ataques de militantes nas ruas.

Em discurso ao lado do presidente Lula, em Caxias do Sul (RS), a ex-ministra lembrou do episódio ocorrido no mesmo dia, em Curitiba, quando manifestantes lançaram bexigas de água em direção a ela.

“Hoje a gente assistiu na televisão essa bolinha de papel virar uma arma maligna. Uma bola de papel. Isso significa o seguinte: significa a utilização do mesmo expediente do Rojas, aquele jogador de futebol que se feriu com uma gilete para criar tumulto. Numa campanha eleitoral, a gente às vezes é objeto de algumas ações. Hoje um balão cheio de água foi atirado de um edifício sobre a minha carreata e eu me esquivei. Eu não faço conversa fiada com bola de borracha com água. Eu me esquivo.”

O episódio lembrado por Dilma, também já citado pelo presidente Lula, ocorreu em 1989, no Maracanã, quando o goleiro chileno Rojas fingiu ter sido atingido por um sinalizador na tentativa de anular o jogo quando seu time perdia para a seleção brasileira.

Dilma disse novamente que é “objeto de toda sorte de calúnias e difamações “de malabarismos, invenções e falsidades nessa campanha”. Segundo ela, os adversários mentem quando prometem dar continuidade aos programas sociais do governo Lula. “Eles representam outro projeto que não é o nosso”.

No encerramento de sua visita ao Estado onde deu início à sua carreira política, Dilma afirmou que o Rio Grande do Sul viveu um período de decadência econômica que só foi interrompida durante o governo Lula. Assim como fez o presidente pouco depois, ela usou números relativos ao desemprego no País divulgados pelo IBGE para dizer que, na disputa eleitoral, estão em confronto dois modelos de desenvolvimento. Ela ironizou o governo tucano ao dizer que durante a gestão Fernando Henrique Cardoso foi criada a expressão “inimpregaveis” em referência às pessoas que não poderiam ser encaixadas no mercado de trabalho.”A culpa do desemprego não é do trabalhador que não tem emprego, mas do governo que não faz por onde criar empregos necessários”, disse.

Via: IG

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Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4%

terça-feira, outubro 19th, 2010

Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 ponto

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

Via:IG

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Empenhada em barrar Serra, Dilma volta a Minas neste sábado

sábado, outubro 16th, 2010

Candidata petista participa de 2º evento em Minas nesta nova fase da eleição; plano é buscar também votos deixados pelo PV

De olho nos votos da ex-candidata Marina Silva e para impedir o avanço de José Serra (PSDB), a petista Dilma Rousseff desembarca hoje em Belo Horizonte, segundo maior colégio eleitoral do País, para mais um ato político com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, o resultado da eleição em Minas foi praticamente um reflexo do cenário nacional: Dilma teve 47%, José Serra 30,8% e Marina Silva 21,2%. Para conquistar estes dois milhões de votos obtidos pela senadora verde, a campanha petista concentrará a agenda da candidata no reduto mineiro no segundo turno.

A investida petista em Belo Horizonte começou ao longo da semana. Na última quinta, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, esteve na cidade  para mobilizar a militância e disse que o projeto de Dilma é mais próximo de Marina, que é ex-ministra do governo Lula.  “Marina tem uma história no PT. Ela atuou em várias frentes no governo Lula e foi uma das responsáveis pelas propostas de meio ambiente que nosso governo apresentou mundo afora. É natural que seu eleitor se identifique mais com a candidata do PT e é isso que iremos mostrar agora para a disputa do segundo turno”, disse.

Foto: DIVULGACAO

Dilma Rousseff em capela em Belo Horizonte, na semana passada, ao lado de Fernando Pimentel (d)

 

O presidente PV em Minas Ronaldo Vasconcellos, admitiu ao iG que a legenda tem mais afinidade com os tucanos, no entanto, espera a decisão da cúpula do PV, marcada para amanhã, para colocar o bloco na rua- seja por Serra ou por Dilma. Se a posição for pela “neutralidade”, ele conversará com lideranças locais em reunião já agendada para a próxima segunda-feira para poder rever o apoio. 

“Fiz uma reunião de avaliação, um termômetro, nesta semana. O resultado foi que existem mais pessoas aqui querendo apoiar o Serra, muita gente neutra e um numero ponderado para Dilma. Mas foi reunião sem formalismo. Se decidir amanhã que é neutralidade,estaremos abertos a mudanças. Mas de jeito nenhum faremos campanha por Dilma antes do resultado”, afirmou.

Esta é a segunda visita ao Estado na nova fase da campanha. Na semana passada, Dilma foi ao Mercado Central, onde posou com lideranças religiosas na capela do local. Em seguida, foi a Ribeirão das Neves para uma carreata.

Segundo a reportagem apurou, o PT quer barrar o possível avanço do tucano sobre DIlma na região já que Serra, no segundo turno, conta com o reforço de uma tropa aliada agora eleita tanto no governo mineiro – Antonio Anastasia- como no Senado- Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), que derrotaram Helio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT), respectivamente.

Na próxima sexta-feira, o PT espera reunir lideranças, empresários e prefeitos para mais uma visita de Dilma candidata ao Estado. O evento será um contraponto ao promovido pelo ex-governador Aécio Neves, que, na última quinta, reuniu 450 lideranças em apoio a Serra.

O presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, no entanto, minimizou a mobilização do encontro tucano com prefeitos.  “A reunião promovida pelo Aécio é cheia de incoerências. O que fizeram foi entregar uma pauta a Serra, não foi apoio. Os prefeitos estão conosco e vão se mobilizar por Dilma”, afirmou.

Lopes contou também que ontem, o vice na chapa petista, Michel Temer (PMDB), passou pelo Estado acompanhado de Hélio Costa, candidato derrotado na eleição mineira, e Geddel Vieira Lima, que perdeu a eleição estadual na Bahia, para apelar aos peemedebistas que saiam às ruas para fazer campanha pela candidata petista.

Via:IG

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Lula aprova mudança de tom de Dilma

quarta-feira, outubro 13th, 2010

Presidente avalia que sua candidata foi mais contundente no evento realizado no último domingo na Band

A mudança de estratégia na campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversas com auxiliares, Dilma avaliou como “muito acertado” o tom mais contundente no debate de domingo, realizado pela TV Bandeirantes.

Para Lula, a posição mais incisiva de Dilma no duelo com Serra mostrou para os eleitores uma mulher com decisões próprias, capaz de rebater críticas sem a sua ajuda. O marqueteiro João Santana resistiu o quanto pôde a adotar a nova tática, sob o argumento de que quem bate perde votos. Até mesmo o presidente Lula chamou Santana para um tête-à-tête e cobrou dele nova tática para enfrentar a polêmica do aborto e a investida do adversário do PSDB, José Serra.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que o comando da campanha de Dilma decidiu subir o tom contra Serra para “desmascarar” o tucano. “Serra faz uma campanha na TV e outra nos subterrâneos da política e precisávamos mostrar isso”, afirmou Dutra. “Dilma se colocou no debate do segundo turno, que é o confronto de propostas”, comentou Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência. Ele tirou férias há mais de dois meses para coordenar o programa de governo da candidata.

Indagado se a campanha petista não adotara estratégia de alto risco ao optar por mais agressividade, Garcia justificou: “Arriscar é ficar levando porrada e não responder”, disse. No diagnóstico do assessor de Lula, Serra procurou desqualificar Dilma, mas “ficou incomodado” com o “tom forte” adotado por ela, que tratou de temas como aborto, privatizações e segurança pública. “Não foi uma agressividade gratuita. Ela ficou indignada com as acusações e reagiu”, insistiu o secretário de Mobilização do PT, Jorge Coelho.

Nesta terça-feira, Dia da Padroeira, Dilma disse  que sua campanha não está mais agressiva. Dilma disse que a campanha, agora, é mais “assertiva” porque ela decidiu reagir ao que chamou de “central de boatos”.

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Dilma e o aborto: ‘Sou contra; é uma violência contra a mulher’

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Candidata se encontra com religiosos em Belo Horizonte e diz ser vítima de ‘campanha clandestina e oculta’

Atrás de um altar montado na capela do Mercado Central de Belo Horizonte, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se reuniu com lideranças religiosas nesta quinta-feira. Ao conversar com os religiosos, a petista diz ter ouvido uma “voz cristalina” que se distinguiu do que ela chamou de uma “campanha clandestina e oculta” contra a sua candidatura durante o primeiro turno da eleição. A candidata se referia a boatos que circularam na internet e em ambientes religiosos de que ela seria a favor do aborto.

Confusão na entrevista sem o “paliteiro”

“Foi uma conversa que calou fundo no meu coração”, disse Dilma depois do encontro em Belo Horizonte. Mesmo sem ser questionada pelos jornalistas, ela voltou a dizer, como já fez em várias vezes durante a sua campanha, que é contra a prática do aborto. “Eu sou contra porque é uma violência contra a mulher”, afirmou.

Dilma negou rumores de que o programa de governo usado na sua campanha mudaria o enfoque em relação ao aborto. Segundo a petista, não há o que mudar porque o aborto não estava contemplado no texto do programa.

A petista disse também que espera receber todos os votos mineiros, incluindo o chamado “Dilmasia”, que foi uma combinação de votos, feita no primeiro turno, que misturava o nome Dilma com o do tucano Antonio Anastasia (PSDB), que foi reeleito governador em Minas Gerais.

Questionada se já havia feito um segundo contato com Marina Silva, candidata derrotada oo PV à Presidência, para pedir o seu apoio, Dilma respondeu que respeita a senadora e que é contra este tipo de pressão. “A hora certa vai chegar”, afirmou.

Paliteiro

Dilma concedeu a coletiva a jornalistas na capela do Mercado, que só abre aos domingos, mas que foi aberta hoje atendendo a um pedido da campanha. A visita da petista provocou muito tumulto, onde militantes e jornalistas tiveram de se agachar para acompanhar a entrevista coletiva. Dilma, acostumada com a organização da primeira fase da campanha, disse: “Isto é para vocês verem como faz falta o paliteiro (dos microfones). Pela volta do paliteiro!”, afirmou.

No primeiro turno, Dilma foi criticada por parte dos jornalistas que disseram que o uso do “paliteiro” (uma espécie de púlpito com os microfones dos repórteres) era uma demonstração de que a candidata havia subido no salto alto. Para o segundo turno, a campanha da petista não tem usado mais o “paliteiro”.

Acompanharam a petista o ex-candidato ao Senado Fernando Pimentel (PT), o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, e o coordenador de sua campanha, José Eduardo Cardozo.

Carreata

Depois do evento em Belo Horizonte, Dilma seguiu para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital mineira. Lá, percorreu a região central da cidade em carro aberto.

Via: IG

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Após reunião com Lula, irmãos Viana querem convencer Marina

terça-feira, outubro 5th, 2010

Amigo e aliado de Marina, o governador eleito do Acre, Tião Viana, conversou com Lula sobre o possível apoio da candidata ao PT

Principal amigo e aliado de Marina, o governador eleito do Acre, Tião Viana (PT), conversou com Lula nesta segunda-feira sobre o possível apoio da candidata verde à presidenciável Dilma Rousseff (PT) no 2° turno e defendeu que os petistas dêem “um tempo” para que Marina analise o quadro político brasileiro antes de iniciar qualquer tratativa de aliança.

Foto: Agência Senado

Tião Viana

Viana negou que os petistas acrianos tenham sido escalados pelo presidente Lula exclusivamente para pleitear qualquer acordo com Marina, mas admitiu que o atual governador do Acre, Binho Marques, também do PT, já conversou nesta segunda-feira com a candidata verde a respeito do assunto, e que ele mesmo deve falar com ela nesta terça-feira.

“Achamos que é cedo ainda. O melhor é deixar a ‘poeira’ baixar um pouquinho. Deixa ver qual será o entendimento do PV com a Marina. O governador Binho Marques já fez uma ligação pra ela ontem, não sei o que eles conversaram sobre isso. Vamos aguardar agora qual vai ser o momento dela, com ela vai olhar o Brasil no segundo turno”, disse Tião Viana.

O novo governador acriano afirmou que a candidata do PV está muito cansada em virtude da campanha desgastante, que exigiu muito do preparo físico dela nos últimos 90 dias. Mesmo durante a campanha, Marina confessou várias vezes aos repórteres que a acompanhavam que dormia apenas quatro horas por noite e que, às vezes, se sentia muito indisposta.

“Vou conversar com ela nesta terça e agradecer o apoio que ela me deu nessa eleição. Vou dar meu forte abraço a ela e desejar que ela faça a melhor escolha para o Brasil, que no meu entendimento passa pela Dilma para presidir o nosso País”, destacou o novo governador acriano.

Viana conversou com o iG no aeroporto de Rio Branco, momentos depois de desembarcar no Estado após a reunião que participou com presidente Lula nesta segunda-feira. A reunião de emergência foi convocada pelo próprio Lula entre todos os aliados da campanha para traçar a estratégia de segundo turno para Dilma Rousseff.

A ideia de Lula, segundo Viana, é percorrer o Brasil inteiro ao lado de Dilma nesta última fase da campanha. O próprio Acre já é escala certo da campanha petista nesta segunda fase. No primeiro turno, nem Lula nem Dilma estiveram no Estado antes do pleito.

“O presidente disse que quer entregar o Brasil em boas mãos. E o Brasil em boas mãos é Dilma presidente. Aqui no Acre ele vem para fazer uma caminhada e para rever as obras estruturantes que estão sendo feitas no Estado”, afirmou.

Viana acha que Marina levará em consideração suas raízes no Acre antes de tomar qualquer decisão. Basta lembrar que mesmo estando no PV, Marina apoiou a eleição do petista Tião Viana no Estado. O petista foi eleito com uma margem muito estreita de votos e atribui a vitória apertada também à ajuda de Marina, que reforçou o palanque dele na região.

Outro fator é que o marido de Marina, Fabio Vaz ocupa um cargo de secretário no governo acriano de Binho Marques e tem profunda ligação com os petistas. “Marina jamais vai tomar uma decisão sem levar o Acre em consideração. Ela sabe que temos uma difícil missão no Estado e o melhor para o desenvolvimento da nossa região é ter Dilma na presidência”, argumentou Tião Viana no último domingo, minutos após o anúncio de sua vitória em Rio Branco.

Por conta da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula em Brasília, Viana nem teve tempo de se congratular de fato com a militância petista em Rio Branco. Após o discurso de vitória, ele seguiu para Brasília e só retornou no fim da noite desta segunda. Ao desembarcar no Estado, o novo governador foi recebido com festa pela militância, que com bandeiras e apitos, saudaram o novo governador no aeroporto.

Ao discursar, Viana convocou os acrianos a elegerem Dilma como missão essencial para que o País “continue no rumo certo”. Apesar do otimismo, a tarefa não vai ser fácil no Estado, visto que José Serra conquistou no Acre sua maior votação proporcional no País, conquistando 52,1% dos votos válidos. Dilma Rousseff e Marina Silva conquistaram, respectivamente, 23,9% e 23,5%.

Além da derrota na eleição presidencial, os petistas amargaram no Estado uma vitória apertada, vencendo a eleição para o governo estadual com apenas 4,5 mil votos de diferença.

Via: IG

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Dilma: ‘Sou outra pessoa, muito melhor’

sexta-feira, outubro 1st, 2010

Esbanjando bom humor, candidata petista diz que campanha foi uma experiência que mudou sua vida

A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, fez ontem um balanço de sua campanha antes do debate entre os candidatos. “Sou outra pessoa, muito melhor. Tem uma pessoa que entrou e outra que vai sair”, afirmou a candidata, acrescentando que a campanha foi uma experiência que mudou a sua vida.

Dilma durante entrevista no Rio – Foto: Agência Estado

Em entrevista aos jornalistas no início da noite de ontem, no Rio, Dilma esbanjou bom humor. Não se incomodou com perguntas sobre o seu peso nem com as comparações que jornais europeus fizeram, chamando-a de “dama de ferro”. Sobre os quilos a mais que ganhou nesses últimos três meses, disse: “Não me pesei pra não ficar triste”. Em relação às comparações da imprensa europeia, afirmou: “Não me incomodo, não”.

O bom humor da candidata reflete o momento atual da campanha, segundo os assessores de Dilma. Os motivos para isso são as pesquisas de intenção de voto, que mostram que ela parou de cair e pode vencer no primeiro turno, e também a estratégia, considerada bem sucedida, de conter a perda de votos no segmento evangélico por causa de boatos de que ela seria a favor do aborto. Com isso, o clima de preocupação, que ficou evidente no último comício da campanha na segunda-feira, em São Paulo, parece ter se dissipado.

Dilma brincou com os jornalistas e estendeu a entrevista por mais de 15 minutos além do que estava previsto. “No Brasil não se faz campanha sisuda nem certinha. Quanto mais você quer organizar, menos organizada ela fica”, afirmou em relação à campanha. Entre as coisas que a emocionaram, ela disse que foi o contato com a população, a alegria das pessoas e as manifestações de agradecimento, principalmente das pessoas mais pobres. Dilma disse que o momento mais emocionante aconteceu quando um homem, de origem humilde, tirou o chapéu para agradecer pela melhora que o governo fez pela vida dele. A candidata contou essa passagem com voz embargada e olhos marejados. “Eu faço parte de um projeto que deu certo. E eles (a população) sabem o que nós fizemos”, afirmou.

Apesar da rotina estressante, a candidata afirmou que não viu o tempo passar. “Não é pesado, é alegre fazer campanha no Brasil”. Quando um jornalista perguntou como ela se sentia agora que a campanha está desacelerando, Dilma respondeu com outra pergunta: “Está desacelerando? Pra quem?”. No final da entrevista, fez questão de distender a tensão entre a campanha e a imprensa. “O que houve não foi um estresse. Todos os lados têm o direito de dar a sua opinião”, afirmou.

Via: IG

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Os mágicos cinco pontos que decidem a eleição presidencial

quarta-feira, setembro 29th, 2010

Por: Luciano Suassuna

Feitas as contas do mais recente tracking Vox/Band/iG, a candidata do PT, Dilma Rousseff, teria 55% das intenções de votos válidos, ou seja, cinco pontos de folga para levar a eleição no primeiro turno. Desde que o brasileiro reconquistou o direito de votar para presidente, a eleição se decide pela falta ou excesso desses mágicos cinco pontos.

Em 1989, Fernando Collor ficou com 53% dos votos válidos no segundo turno. Fernando Henrique Cardoso ganhou em 1994 com 55% e foi reeleito com 53%. Lula ficou a menos de quatro pontos de ganhar no primeiro turno de 2002 e a menos de dois pontos percentuais da reeleição no primeiro turno de 2006. Agora, os mágicos cinco pontos vão decidir a vitória de Dilma Rousseff em 3 de outubro. Ou vão lhe dar uma passagem para o segundo turno em 31 de outubro contra o adversário do PSDB, José Serra — a menos que haja uma reviravolta nunca vista em relação às tendências de opinião e Marina Silva, do PV, surpreenda todo mundo.

A primeira vista, está aí um país coerentemente dividido, oscilando entre governo e oposição, entre PT e PSDB e sobretudo entre Lula e anti-Lula desde a redemocratização. De fato, nada regeu mais essas duas décadas de política do que a presença de Luiz Inácio Lula da Silva.

A coesão das forças anti-Lula foi elemento estabilizador de dois críticos anos da redemocratização: do processo de impeachment de Collor em setembro de 1992 ao lançamento do Plano Real, em julho de 1994, passando pelo plebiscito, que poderia mudar tanto a República quanto o presidencialismo, e o instável governo Itamar Franco. Se não houve espaço para aventuras golpistas é porque do outro lado havia Lula e seu capital de mais de 40% de votos válidos. Se o Plano Real foi o primeiro a dar certo depois de cinco tentativas anteriores de estabilização, é porque, entre outros motivos, a coesão política e empresarial se fazia necessária para evitar os riscos de uma vitória de Lula naquele ano.

Mas então chegou 2002 e os mágicos cinco pontos mudaram de lado e assim permanecem nessa eleição, sugerindo o mesmo e coerente corte. No anti-lulismo de 2002 e, sobretudo em 2006, houve quem traçasse um país separado entre Norte e Sul (especialmente Nordeste e São Paulo), pobres e ricos, periferia e centro, povo e elite, Bolsa-Família e carteira assinada. Nada mais ilusório.

Os mágicos cinco pontos não têm dono. Eles oscilam, em primeiro lugar, ao sabor de uma onda nacional capitaneada pelo discurso do que representa o novo. Em 1994, o novo era a estabilidade econômica trazida pelo Real. Em 1998, novo era o medo de perdê-la. Em 2002, o novo era a necessidade de redistribuir renda e provar o avanço institucional. A Carta ao Povo Brasileiro foi o símbolo dessa mudança e a clássica frase de Lula, de que “a esperança venceu o medo”, talvez seu diagnóstico.

Cinco pontos mágicos, que representam 10% do eleitorado porque o que soma para um é tirado do outro, são compostos também por pequenas circunstâncias locais. Em 1994, FHC se elegeu perdendo em dois Estados (um deles o Rio Grande do Sul que depois ficaria com Geraldo Alckmin e contra Lula no segundo turno de 2006). Quatro anos depois, a derrota se ampliou para 11 Estados, alguns de eleitorado grande, como Rio de Janeiro e Ceará. Sempre por causas diversas, como a quantidade de aposentados no Rio, após uma reforma previdenciária que taxou aposentadorias e pensões, ou a presença de Ciro Gomes na disputa, levando 34% do Ceará.

Vencendo em todos os Estados, menos em Alagoas, Lula fez 61,2% dos votos válidos do segundo turno contra José Serra em 2002. E perdendo em sete estados, incluindo São Paulo, fez 60,8% dos votos contra Geraldo Alckmin em 2006. A maior vantagem proporcional de Alckmin se deu em Roraima, onde o governo sofria o desgaste de apoiar a Reserva Raposa do Sol, que não dá votos.

A onipresença de Lula (com o seu oposto, o anti-Lula), a instituição do segundo turno e, depois, da reeleição, além da força dos dois principais partidos, PT e PSDB, deram ao Brasil essa face polarizada. Vista de longe, as duas metades são semelhantes como na sobreposição de imagens de gêmeos: social democrata, moderna, urbana, tolerante, democrática. E isso explica em grande parte o avanço institucional dos últimos anos.

Mas vista de perto, no detalhe do que motiva esses 10% do eleitorado a oscilar entre um ou outro lado, ela é mais complexa, dependente de fatores regionais, de lideranças locais, da capacidade de mobilização e convencimento de cada campanha ou candidato. Se houvesse uma regra geral para entender esse eleitorado flutuante, ela não estaria nos candidatos nem nos partidos. Mas no discurso desse “novo” que sempre vence. O Collor de 1989 era o novo da direita, contra nomes como Paulo Maluf ou Aureliano Chaves. E seu discurso representava isso pela proposta de abertura econômica e reforma do Estado. O Lula de 1989 era o novo da esquerda, contra nomes como Leonel Brizola ou partidos como o PCB. E o eleitor dessa velha esquerda foi às urnas na mesma semana em que o Muro de Berlim caiu.

O Brasil colhe agora a maior safra de notícias positivas vividas por uma geração que cresceu ou nasceu na chamada década perdida. O fato de que a eleição de 2010 ainda não esteja totalmente decidida mostra apenas a incerteza do que efetivamente representa o novo a partir do pós-Lula.

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