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Pedofilia entra na campanha eleitoral do Amazonas

quarta-feira, setembro 1st, 2010

CPI em 2004 citou Aziz, que se diz “vítima de perseguição.” Manifestantes protestaram hoje em Manaus contra “impunidade”

O governador do Amazonas e candidato à reeleição Omar Aziz (PNM) contestou reportagem – seu nome aparece como um dos mais “rumorosos” – publicada n’O Globo em 23 de agosto último referente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual Infantil instalada em 2004, cuja versão online está provocando polêmica.

Em entrevista coletiva realizada no fim da tarde desta segunda-feira (30) Aziz chamou a imprensa para uma coletiva e classificou as cópias da reportagem de “documentos apócrifos,” cujo objetivo “é prejudicar” sua campanha à reeleição. E que encaminhou denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas não acionará as polícias Civil e Militar.

A reportagem d’O Globo é assinada por Demétrio Weber e Sério Marques e desde a tarde de ontem sua versão online é distribuída em centenas de cópias impressas em Manaus e nos municípios de Humaitá e Tabatinga. Aziz disse que não acionaria a PM para não ser “acusado de usar o governo para perseguir, no caso de alguém ser preso pelas forças estaduais distribuindo esse tipo de material.”

Jogo sujo”

Aziz classificou de “maldade que alguns adversários estão fazendo contra mim e contra a minha família. Infelizmente, quem me ataca são pessoas que não respeitam minha família, meus filhos e tentam me agredir de todas as formas. Não é a primeira vez que alguém é vitima desse tipo de jogo sujo.”

Na coletiva, Aziz mostrou aos jornalistas certidões negativas e documentos expedidos pelo Ministério Público que o isentam de quaisquer processos. “Não tenho nada a esconder. Nunca fui processado por qualquer tipo de ação que meus adversários tentam imputar a minha pessoa. Nem incluído no processo eu fui.” O governador e candidato não citou nomes.

Aziz deu entender que esse tipo de denúncia existe contra ele porque tem 49% das pesquisas de intenção de votos, contra 37% de Alfredo Nascimento (PR), seu principal opositor. De acordo essa pesquisa, Aziz seria reeleito se a eleição fosse hoje.

O caso

A reportagem d’O Globo cita acusações feitas a partir de inquérito da Polícia Civil, de que Aziz teve relações sexuais com uma adolescente de 15 anos em 2003, quando era vice-governador. E que apesar da repercussão à época o nome de Aziz foi retirado da CPI a pedido do Ministério Público.

Outro fato lembrado na reportagem foi a mudança no depoimento da adolescente na CPI Estadual, cujo andamento foi feito pela Assembléia Legislativa, onde o governador da época, Eduardo Braga – e o vice Aziz – tinham bancada governista majoritária. A adolescente teria contradito o que afirmara à CPI do Congresso Nacional.

Em Brasília (DF) a menor assegurou que fez programa com Aziz em troca de R$ 150. No Amazonas, negou tudo, inclusive à Polícia Civil, até mesmo a reportagem da revista Época. A CPI Estadual foi instalada a pedido de Aziz, que não depôs, nem o irmão – citado como sendo o dono de uma empresa de materiais de construção onde teria acontecido o encontro com a adolescente em 2003 – ou mesmo a delegada que investigou o caso.

A adolescente também negou à CPI Estadual ter concedido entrevista à Época. A reportagem do jornal O Globo assegura que entrou em contato com a mãe da adolescente – hoje maior de idade e casada –, e ela teria garantido que a entrevista foi concedida.

Protesto

Na manhã desta terça-feira (31), como repercussão da entrevista coletiva de Aziz, um grupo de manifestantes fez passeata pelas principais avenidas da zona Leste de Manaus para protestar contra a exploração sexual de menores de idade e casos de impunidade sobre este tipo de crime.

Via: IG

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FHC: “Serra não é Zé”

terça-feira, agosto 31st, 2010

Em sua crítica à campanha de José Serra,  em sua palestra em São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a seguinte declaração: “Serra não é . Serra é Serra mesmo”.

FHC foi bastante crítico à estratégia de marketing usada na campanha do candidato do PSDB.

A sensação dos que assistiram a palestra é de que FHC não nutre mais esperança de uma reação do seu candidato, apesar de não ter dito isto em nenhum momento.

Mas FHC falou, por exemplo, que, ao contrário do que se tem comentado, o PT não vai ser tão hegemônico como parece.

Segundo FHC, o PT não vai ter maioria no Senado e o PSDB deverá conquistar governos importantes como os de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás.

Diante desse cenário, FHC acha que o poder político ficará bastante dividido.

FHC não se mostrou pessimista também com o futuro político do País, no caso de se confirmar a vitória de Dilma Rousseff.

Ele acha que o PT não vai fazer nenhuma “maluquice”, como não fez no governo Lula.

Muitos temem que o governo se torne mais estatizante, pelo fato de uma ala do PT defender uma participação maior do Estado na economia, mas o próprio FHC afirmou que tem muita gente do PSDB que tem a mesma tendência. Ele não vê a possibilidade de uma mudança nas regras do jogo no governo Dilma.

Via: Ig

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Dilma adota estilo vovó à espera do 1º neto

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Chegada do primeiro neto da petista, que deve acontecer nos próximos dias, já é usada como ferramenta de campanha

Na reta final da campanha, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não esconder a euforia e a ansiedade, que vão além da vantagem da petista nas pesquisas eleitorais. Está prestes a ficar, como ela mesma definiu, “abobalhada”. Em Salvador, na última quinta-feira, o iG perguntou à candidata se os números que indicam vitória da campanha já no primeiro turno sobre os adversários não seriam o motivo para um “ sorriso diferente”, mas Dilma disse que não. Disse que sua alegria atende pelo nome de Gabriel.

 

Foto: Agência Estado

Dilma e Dutra observam papagaios durante coletiva em que a petista anunciou que seria avó em poucos dias

 Dilma anunciou que será avó “por esses dias” mas não precisou a data. Segundo ela, “barriga de mulher, boca de urna e cabeça de juiz ninguém controla”. Familiares da ex-ministra disseram ao iG que a expectativa é a de que o filho de Paula nasça até o dia 7 de setembro, mas pode ser adiado caso o parto não seja normal. “Eu vou ser avó. E percebo o peso que um neto tem para as mulheres na vida. Todos os avós que eu conheci ficam abobalhados. Quando nasce o filho da gente, a gente acha o mais bonito, mas às vezes não bate com a realidade. E com avó é igual”, declarou Dilma no último sábado, em Brasília.

A um mês da eleição, a única filha da petista, a advogada Paula, dará a luz um primeiro neto da ex-ministra, em Porto Alegre. Durante todo mês de agosto, o “estilo vovó” de Dilma passou a ser tema cada vez mais recorrente nas coletivas e discursos da candidata quando em viagens de campanha pelos Estados.

Desde o começo da campanha, a ex-ministra da Casa Civil priorizou visitas ao Estado para acompanhar a filha em exames. Dilma negou que vá diminuir o ritmo das atividades já que assumiu a dianteira das pesquisas, mas abrirá uma exceção para acompanhar o momento da filha. A ex-ministra, no entanto, não precisou de quanto tempo será essa folga.

“Se der de jeito, como diz em Minas Gerais, eu vou pelo menos curtir um dia. Pelo menos. É um momento que todo mundo entende e é muito especial. Se der mais de um dia, eu também curto”, disse em Brasília. “Eu ligo todo dia para ela, mas não estou perto dela”, lamentou.

Paula, que é filha de Dilma com o também advogado Carlos Araújo, não participa ativamente da campanha da mãe e está fora dos programas eleitorais na TV. O entrave, segundo a assessoria jurídica da campanha, é a de que Paula, por ser servidora pública, teria problemas com a Justiça Eleitoral se gravasse depoimento para Dilma. Além das fotos de quando era menina, Paula poderá aparecer na TV no papel assim que Gabriel nascer.

O marqueteiro João Santana estuda levar ao ar gravações de Dilma na maternidade com o primeiro neto, para reforçar o lado humano da candidata, estratégia usada durante toda a campanha para sepultar a imagem de “dama de ferro”.

Via: IG

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Financial Times: Dilma deve ter ‘vitória espetacular’

quinta-feira, agosto 26th, 2010

Jornal britânico diz ser difícil acreditar na vitória de José Serra, que faz campanha “desordenada” com base em apenas um assunto

O jornal britânico Financial Times afirmou, em texto publicado na noite de ontem em seu site, que é difícil acreditar em um resultado diferente do que uma “vitória retumbante” da candidata governista Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial brasileira. O texto é assinado pelo correspondente do diário no Brasil, Jonathan Wheatley.

 O jornalista lembra que faltam 40 dias para a votação no dia 3 de outubro, o que “é bastante tempo em política”. Mas nota que, no momento, é difícil acreditar na vitória do tucano José Serra. Wheatley diz que a campanha do candidato do PSDB está “desordenada”. Segundo ele, o oposicionista parece concorrer com base em apenas um assunto: seus sucessos como ministro da Saúde, há uma década, e seus investimentos em saúde como prefeito de São Paulo e governador do Estado.

O artigo cita ainda o fato de Serra ocupar tempo da campanha acusando o presidente da Bolívia, Evo Morales, de não fazer o suficiente para combater o narcotráfico para o Brasil, além de acusar o PT de vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo Luiz Inácio Lula da Silva de censurar a imprensa. O jornalista escreve, porém, que o País é um dos “menos censurados do mundo”.

“Nada disso tem a ver com seu programa de governo”, diz o jornalista, referindo-se a Serra. “Na verdade, é difícil saber qual é o programa dele”, afirma. “Deveria ser continuar a reforma do Estado brasileiro iniciada nos anos 1990 por seu colega de partido, Fernando Henrique Cardoso. Ao invés disso, Serra deixou que Dilma se posicionasse como a campeã da ortodoxia e da responsabilidade fiscal, insinuando a possibilidade de um ‘choque positivo’ como o entregue por Lula em 2003, seu primeiro ano no governo.”

Corte

O FT lembra que Lula começou cortando os gastos públicos, permitindo posteriormente que eles se expandissem. “Os assessores de Dilma estão prometendo reduzir a meta de inflação do governo e aumentar o superávit primário (antes do pagamento de juros – incluindo esses, o governo enfrenta um déficit). Se isso será uma aposta de curto prazo para conquistar os investidores ou o início de uma reforma abrangente, os brasileiros parecem que descobrirão em breve”, escreveu Wheatley.

Via: IG

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Mônica Serra busca voto feminino no Nordeste

quarta-feira, agosto 25th, 2010

Dona Mônica diz que vai mostrar às mulheres que “Lula não é o candidato à Presidência da

A psicóloga chilena Mônica Serra, esposa do presidenciável do PSDB José Serra, começou hoje a fazer campanha política pelo Nordeste. A ex-primeira dama de São Paulo admitiu que está em busca do voto feminino e de “mostrar”, como ela mesma afirma, que “Lula não é o candidato à Presidência da República”.

 Mônica cumpriu agenda em Natal (RN) e amanhã estará em João Pessoa (PB). Depois, ela segue para o Recife (PE). “Minha participação na campanha no Nordeste é falar com as mulheres e poder colocar para elas qual a forma de trabalho de Serra”, explicou. “Dessa forma acho que as mulheres poderão fazer uma boa escolha”, acrescentou.

Mônica destacou que tem como objetivo conquistar o voto feminino: “As mulheres nunca são enganadas por outra mulher, elas podem ver como estou sendo sincera quando falo dele como homem público”, disse. Ao lembrar que conhece Serra há 40 anos, ela se considera a “melhor pessoa” para falar do tucano. “Sei das suas intenções, dos seus sonhos, do amor que tem pelo povo brasileiro, por querer fazer melhor”, contou.

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Dilma chama Serra de “patético” por citar Lula em campanha

sexta-feira, agosto 20th, 2010

Em congresso de jornais, petista diz preferir “vozes críticas ao silêncio dos calabouços da ditadura” do país

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ironizou o adversário tucano por citar o nome do presidente Lula em seu jingle de campanha. Um dos versos da música diz “quando o Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá”. “Acho estranho que o candidato tente, de forma muitas vezes patética, ligar seu nome ao do presidente Lula. Fez oposição ao presidente Lula todo o tempo”, disse Dilma.

Nesta quinta-feira (19), horas antes de Dilma participar do 8º Congresso Brasileiro de Jornais, da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Serra acusou o governo Lula de cercear a imprensa. Ao chegar ao mesmo evento, Dilma retrucou: “Tem dia que faz crítica e dia que quer ligar o nome ao presidente Lula. O candidato Serra é assim, o que a gente pode fazer?”.

Ao dizer que não iria mais falar do adversário, para não ”baixar o nível” da campanha, Dilma sugeriu que Serra tem humor instável. “Não tenho palavras para falar sobre as oscilações do candidato”, afirmou.

Em alguns momentos, logo em seguida, a petista pareceu se justificar e responder às críticas de Serra. “Fiz um esforço para estar aqui, para esclarecer confusões que se veem por aí, para deixar claro meu compromisso com a liberdade de opinião e o livre acesso à informação.”

Em seu discurso no congresso, Dilma defendeu a liberdade de expressão e o acesso à informação, “valores fundamentais que fazem parte da base democrática do país”. “Não há, de maneira alguma, uma democracia onde algum traço de arbítrio impeça que eles se manifestem”, disse Dilma.

A candidata lembrou ter vivido na ditadura e disse não concordar com crimes de opinião. “Uma pessoa da minha geração tem não uma visão teórica, abstrata, da democracia, mas sabe das consequências para quem vive em regime de arbítrio. A imprensa foi vigiada, tutelada e muitas vezes perseguida e amordaçada.”

Referindo-se à imprensa, a petista afirmou que um governante precisa ser capaz de “aguentar” as discordâncias. “Prefiro um milhão o som de vozes críticas, duras, ao silêncio dos calabouços da ditadura deste país.”

Via: IG

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Em doações online, Dilma arrecada apenas R$ 44 mil

quinta-feira, agosto 19th, 2010

Problemas técnicos comprometeram a arrecadação nos primeiros 10 dias; tesoureiro admite frustração

A campanha da candidata petista Dilma Rousseff prepara uma ofensiva de marketing para turbinar as doações eleitorais online. Desde que o sistema entrou no ar, há 10 dias, com direito a doação da primeira-dama Marisa Letícia, surgiram vários problemas técnicos que levaram a uma arrecadação pífia, apenas R$ 44 mil.

 “O sistema começou a funcionar 100% só na última segunda-feira. Isso levou a uma certa frustração nossa. Espero que melhore”, disse o tesoureiro da campanha, José de Filippi.

Nos dois primeiros dias, impulsionado pela propaganda, o sistema online recebeu 250 doações, mas depois as contribuições caíram. Foram 500 desde o dia 9 de agosto.

Na semana que vem, a campanha de Dilma vai enviar uma carta de Filippi pedindo doações online para cerca de 1 milhão de e-mails cadastrados no site da candidata.

Além disso, o PT quer mobilizar sindicatos e candidatos aliados. Os candidatos a governador teriam uma meta de 200 doadores cada. “Tudo é novo nessa área. Tanto que os tucanos desistiram”, justificou Filippi.

Via: IG

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Marina discorda do perfil gerencial de Serra e Dilma

quinta-feira, agosto 12th, 2010

A candidata do PV negou que esteja fazendo discurso de conveniência para atrair doadores, apesar da presença de seu tesoureiro

Em busca de doadores de campanha, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, almoçou nesta quarta-feira (11) com empresários da Câmara Americana de Comércio (Amcham), que também engloba empresas da China, Holanda e Alemanha. Dividindo a mesa com representantes de companhias como DuPont Brasil e Odebrecht, a senadora reiterou a necessidade de uma visão estratégica para o próximo presidente, voltando a atacar o perfil gerencial dos adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

 

Foto: Agência Estado

Marina Silva em almoço-encontro com os conselheiros da Câmara Americana de Comércio, na capital paulista

“O Brasil é melhor que os currículos. Quem tem visão estratégica consegue reunir os melhores gerentes em torno do seu governo. O século 21 precisa de um novo tipo de liderança”, afirmou a candidata. “Se nós não entendermos que os problemas são multicêntricos e que vai exigir lideranças multicêntricas, nós vamos continuar achando que existe um salvador da pátria. Não existe um Messias para nos salvar”, enfatizou a candidata.

Como se espera de um encontro com empresários, os assuntos de economia e reforma tributária dominaram os discursos. A candidata comemorou a atual situação do País, mas defendeu que os ganhos de inclusão social do governo e a estabilidade econômica sejam revertidos para a sociedade. “O presidente Lula e o Fernando Henrique tiveram visão estratégica, cada um ao seu modo. Nós não podemos fazer com que essas conquistas sejam de um partido ou de um governo. Sem negar a autoria, nós temos que assumir como ganho nosso, ganho da sociedade”, afirmou.

Além de citar Lula e FHC, Marina também lembrou de Juscelino Kubitschek ao falar de educação e gargalos de mão de obra qualificada. Segundo a presidenciável, é preciso fazer uma reforma do ensino no Brasil, que dialogue com as necessidades do mercado. “Se Juscelino fez o esforço de industrialização no País, precisamos fazer um esforço para a educação que o Brasil precisa, para gerarmos oportunidade de igualdade para todos”, enfatizou.

Apesar da fala centrada nas questões pertinentes ao universo empresarial, Marina Silva negou que esteja fazendo discurso de conveniência para atrair doadores de campanha. “Tudo que eu disse na mesa também disse no púlpito, com aquela lógica de dizer sempre no privado aquilo que se pode gritar nos telhados”, rebateu a candidata.

Mesmo com a negativa da candidata, chamou a atenção dos jornalistas a presença do ex-presidente do Citibank, Álvaro de Souza, que hoje trabalha como auxiliador na arrecadação da campanha de Marina. Ele é um dos responsáveis pelas frentes de contribuição de fundos para a campanha, que inclui a contribuição pela web e o corpo-a-corpo feito pelo vice, Guilherme Leal, outro responsável por passar o chapéu entre os empresários amigos.

Leal, aliás, também esteve no evento desta quarta-feira, completando a mesa encabeçada por Marina e o candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Young

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Dilma: Serra quer embaralhar eleições

quinta-feira, agosto 12th, 2010

A presidenciável minimizou a coincidência de agendas do governo e da campanha dela

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, repudiou, nesta quarta-feira (11), as acusações de que a sua campanha estaria vinculada a supostos dossiês contra a oposição e disse que a campanha tucana tenta embaralhar a eleição insistindo no assunto.

Durante coletiva em evento da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a petista voltou a acusar a campanha do adversário José Serra (PSDB) de reeditar a tática do “medo” , de 2002, quando enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva na disputa para presidente.

Dilma: repudio tentativa da oposição de reeditar ”medo”
 “Uma ótima atriz foi à TV falar que tinha medo do governo Lula. Naquela época, a esperança venceu o medo”, disse a petista, em referência à participação de Regina Duarte na campanha tucana.

Valorizando a resposta do PT na eleição de 2002, Dilma disse que a campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “copiou” a frase [a esperança venceu o medo]. Segundo ela, a campanha de Lula inspirou o “mote” da candidatura americana [Sim, nós podemos].

Apesar da comparação, a petista disse que não aceita repetir temas de outras eleições. “Eu repudio essa tentativa de levantar esse tipo de problema em campanha eleitoral. Primeiro, porque isso embaralha as questões. Segundo, porque não vou me dispor a ficar levantando procedimentos indevidos em campanhas alheias no passado”, respondeu.

Dilma também alfinetou gestões anteriores ao dizer que o governo do presidente Lula começou um processo que “ressuscitou” o transporte ferroviário no País. “A partir daí estruturamos a malha ferroviária partindo da rodovia norte-sul que corta o Brasil de ponta a ponta”, disse. A ANTF entregou à candidata um documento com propostas para o setor, ressaltando a discussão do sistema ferroviário de cargas e de passageiros entre 2010 e 2020.

 Em entrevista antes do evento, Dilma aproveitou para rebater as críticas de que a sua campanha estaria em agenda casada com o Planalto. A presidenciável admitiu a sintonia, mas afirmou não ver problema no aproveitamento da divulgação de dados pelas pastas do governo para definir os temas de campanha e favorecer a candidatura.

“Tem alguma coisa errada em divulgar os dados? Qual a correlação entre a minha campanha e os dados do governo? É a seguinte: tudo que for positivo para o governo é uma realização que eu tenho orgulho de ter participado”, afirmou.

Números inflados

Dilma negou que tenha inflado números em relação aos investimentos em saneamento no Rio de Janeiro. A candidata disse que  o governo federal já destinou ao Estado mais de R$ 4,3 bilhões para essa área por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo a petista, a capital fluminense foi beneficiada com R$ 1,7 bilhão em saneamento e urbanização de favelas, e na favela da Rocinha, o governo federal já investiu R$ 276 milhões em urbanização e saneamento.

Via: IG

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Comitê de Marina ajudará Gabeira

quinta-feira, agosto 5th, 2010

O comitê de campanha da candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (PV), informou  que se reunirá  com tesoureiros do candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, para definir os recursos que serão repassados ao candidato. Gabeira esteve  em São Paulo pedindo apoio financeiro ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

O coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, negou que o pedido de Gabeira a Serra tenha sido inoportuno. Para Capobianco, como existe uma aliança entre PSDB e PV no Rio, é natural que os partidos se ajudem no âmbito estadual. A contribuição dos tucanos já era prevista, afirmou Capobianco. “Dentro de uma aliança, pressupõe-se uma colaboração para a campanha. E o vice do Gabeira é do PSDB”, justificou o coordenador.

Capobianco argumentou que a ajuda financeira a Gabeira só será disponibilizada agora porque a arrecadação começou há pouco tempo. De acordo com a primeira parcial de arrecadação da campanha, Marina arrecadou R$ 4,6 milhões e, a partir de agora, o comitê fará reuniões com os candidatos estaduais para definir a contribuição da campanha nacional em cada Estado.

Segundo Capobianco, os repasses serão definidos de acordo com a viabilidade eleitoral de cada candidato, a capacidade individual de arrecadação e o custo da campanha em cada Estado. “O Gabeira vai receber ajuda da candidatura nacional, assim como os outros (candidatos)”, reforçou. Capobianco negou falta de apoio do PV à candidatura de Gabeira. “Nossa relação com a candidatura do Gabeira é política e essa relação está 100% mantida. O Gabeira é 100% Marina, é do PV, e não tem nenhuma fala dele questionando essa relação”, rebateu.

Doações
Capobianco comemorou o volume de doações à campanha de Marina Silva. Embora ainda conte com uma campanha “modesta”, o coordenador disse que há previsão de recursos entrando nos próximos dias, uma vez que empresas e pessoas físicas já se comprometeram com doações. “Vamos ter recursos para fazer uma boa campanha e apoiar todas as candidaturas majoritárias”, afirmou.

Segundo o coordenador, Marina tem agradado os “amigos da sustentabilidade”, entre eles pessoas físicas e empresas – de empreiteiras a bancos, empresas de cosmético e celulose. “Para nossa alegria, nós estamos encontrando muita disponibilidade no conjunto dos mais diferentes tipos de empresariado”, afirmou.

O coordenador lembrou que existem equipes de captação de recursos e que a candidata não pede doações nos eventos em que têm participado. “As doações são de amigos da proposta. Não é uma relação pessoal, é de valorização da proposta”, disse, ao negar que os doadores sejam empresários amigos de Marina ou de Guilherme Leal (vice da chapa).

Nos próximos dias, a equipe deve iniciar o processo de recebimento de doações via internet por meio de cartão de crédito. O sistema ficou pronto há duas semanas e ontem foi realizado o primeiro teste. De acordo com Capobianco, o sistema ainda não está disponível aos doadores porque as operadoras de cartão de crédito tiveram de se adequar às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Teoricamente, nós temos uma boa oportunidade (de arrecadação). Se isso (difusão na internet) se traduzir em contribuição financeira, será excelente para nós”, comentou.

Via: AE

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