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Dilma diz ser vítima de calúnia por parte do PSDB

sábado, outubro 23rd, 2010

Em Minas Gerais, ex-ministra afirma que adversário tucano é responsável por ações “mentirosas” e “não corretas” na campanha

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, afirmaram na tarde de hoje, em Belo Horizonte (MG), que a campanha da ex-ministra está sendo vítima de mentiras e calúnias por parte do seu adversário, José Serra (PSDB).

A ex-ministra se referia às críticas de que seu comando de campanha teria solicitado a quebra de sigilos fiscais de tucanos e às acusações de que é a favor do aborto. “Os últimos episódios mostram com muita nitidez quem é vítima. Quem diz mentira, calúnia e coisas que não são corretas não é a minha campanha. Minha campanha é de alto nível”, diz.

Foto: Agência Estado

Dilma Rousseff em campanha na capital mineira

Dutra também se disse “vítima” de ações dos adversários tucanos. “Temos consciência de que, durante toda essa campanha, nós fomos vítimas da mais baixa campanha eleitoral, porque violência não é só violência física. Calúnia, difamação, panfletos, telemarketing e apócrifos, isso também é uma violência que repudiamos”, disse Dutra.

A ex-ministra participou de encontro com cerca de 300 prefeitos de cidades mineiras, em uma tentativa de neutralizar o movimento do governador Aécio Neves em favor de Serra no segundo maior colégio eleitoral do País. “Foi feita contra mim uma campanha sistemática de calúnias, mentiras, portanto, quando há esse apoio (dos prefeitos), considero que minha alma fica lavada e enxaguada (…). É a manifestação de uma espécie de submundo da política”, afirmou Dilma.

Questionada sobre o episódio ocorrido nesta quarta-feira, em que Serra foi atingido na cabeça por um objeto supostamente atirado por militantes petistas durante caminhada no Rio, Dilma afirmou que também foi alvo de violência. A candidata se referia às bexigas d´água lançadas do alto de um prédio comercial em direção a ela em uma caminhada em Curitiba (PR). “Você sabe que o peso de um balão cheio de água jogado do 12º andar afunda o teto de um carro? Eu fui objeto disso. (…) Foi alguém deliberadamente que fez (isso) e eu não sai por aí acusando a campanha do adversário.”

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que o partido está preocupado em evitar novas situações de conflito entre as campanhas e disse ter orientado militantes petistas a não se envolver em confusões ou aceitar provocações.

Sobre a possibilidade de o PSDB processar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por conta das declarações feitas por ele sobre uma possível simulação de Serra ao ser atingido pelo objeto no Rio, Dutra comentou: “Se existe um réu, é José Serra.”

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Minas deve ser palco final da disputa

sábado, outubro 23rd, 2010

O clima de acirramento entre as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tende a aumentar com a previsão de agendas coincidentes em Minas Gerais, no dia 30, próximo sábado, nos últimos atos da corrida presidencial. Segundo maior colégio eleitoral, Minas tornou-se território altamente disputado no qual tucanos aspiram a uma virada.

A intenção do PSDB é colar ainda mais José Serra no ex-governador e senador eleito Aécio Neves, que tem alta popularidade no Estado. Na reta final, a campanha usará depoimentos de Aécio por telefone, pedindo votos para Serra. Haverá também gravações de telemarketing com mensagens pró-Serra do ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) e de Antonio Anastasia. Falas dos três mineiros já começaram a aparecer nos programas eleitorais do tucano.

Na semana que vem, o presidenciável do PSDB dedicará pelo menos dois dias para viagens a Minas. A ideia é que o último evento da campanha seja uma caminhada em Belo Horizonte. Já os petistas cogitam a possibilidade de organizar, no mesmo dia, uma carreata silenciosa de Dilma Rousseff pelas ruas da capital mineira, já que se trata da terra natal da candidata.

Cientes de que será difícil aumentar o porcentual de votos no Nordeste, os coordenadores da campanha do tucano articulam os últimos atos da campanha nos principais colégios eleitorais, onde há possibilidade de aumentar a vantagem ou diminuir a dianteira da adversária. A semana final da campanha oposicionista à Presidência será focada no Sudeste do País, com viagens de Serra para o Rio e Minas, além de agendas em São Paulo, seu reduto eleitoral.

Marina
Em Minas o foco dos tucanos são os mais de 2 milhões de votos obtidos pela candidata derrotada Marina Silva (PV) – sem contar que ela venceu a disputa em Belo horizonte. Serra teve em Minas 3,3 milhões de votos no primeiro turno. Já Dilma teve cerca de 5 milhões de votos.

Por enquanto, a única cidade do Nordeste que constará da agenda do candidato tucano será Salvador. Na terça-feira, Serra participa de debate no SBT Nordeste – é possível que ele antes passe pelo Recife, o que ainda não está confirmado.

No caso dos petistas, a coordenação de campanha avalia que seria simbólico finalizar a disputa no Estado natal da candidata. No primeiro turno o último ato de campanha foi em São Bernardo do Campo, reduto da construção política do presidente Lula e da origem sindicalista do PT. Agora, avaliam, o fim da campanha precisa ter uma simbologia mais próxima a Dilma. Mas parte do PT ainda quer o ato final de campanha em São Paulo. A decisão será tomada segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Via: IG

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Serra se irrita com pergunta sobre ex-diretor da Dersa

quinta-feira, outubro 14th, 2010

Ao ser questionado sobre Paulo Preto, candidato diz que assunto é “pauta petista” e abandona entrevista

O presidenciável tucano José Serra irritou-se nesta quarta-feira em Porto Alegre (RS) ao ser questionado sobre a denúncia contra o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, que teria desviado R$ 4 milhões da campanha do PSDB.

Foto: Agêcia Estado

Serra toma café durante campanha em Porto Alegre


Primeiro, Serra classificou de “preconceito odiento” a forma como o jornalista se referiu ao ex-diretor, como Paulo Preto, e afirmou que o preconceito estava “embutido na pergunta”. Em seguida, o presidenciável disse que o assunto faz parte da “pauta petista”.

Depois, Serra perguntou ao repórter para qual veículo de comunicação ele trabalhava. Ao ouvir que o profissional era do jornal Valor Econômico, Serra afirmou que o jornal não se interessava pelo o que estava acontecendo na Casa Civil e que “faz manchetes para o PT botar no horário eleitoral”.

Quando o repórter do Valor Econômico rebateu dizendo que as afirmações eram preconceito da parte dele, Serra decidiu encerrar a entrevista coletiva e deixou o local.

No último domingo, a presidenciável petista Dilma Rousseff usou a denúncia sobre o ex-diretor para atacar Serra no debate organizado pela TV Bandeirantes.  Na terça-feira (12/10) em Aparecida, Serra defendeu Paulo Souza e negou que tenha havido desvio de verbas de sua campanha. Antes disso,Serra havia negado conhecer Paulo Souza.

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Dutra: programa de Dilma será concluído depois do feriado

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Coordenação da campanha petista vai divulgar programa na próxima semana, diz o presidente nacional do PT

A coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) divulga na próxima semana, depois do feriado do dia 12, o documento final relativo ao programa de governo da presidenciável do PT. A informação é uma resposta do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ao PMDB, que intensificou a cobrança do documento, durante encontro nacional do partido ontem, em Brasília.

Entre os peemedebistas, há o sentimento de que, se esse documento tivesse sido concluído e divulgado, evitaria a onda de boatos que se alastrou pela internet e retirou votos de Dilma, como os boatos de que ela seria favorável ao aborto. Segundo Dutra, o programa não fará menção ao aborto, porque esse tema não tem relação com o cargo de presidente da República.

O petista adiantou, entretanto, que o documento vai contemplar a defesa da democracia e das liberdades constitucionais de expressão e de imprensa, além de reafirmar o Estado laico. O dirigente petista minimizou as críticas quanto ao atraso na conclusão do documento, afirmando que o adversário de Dilma, José Serra (PSDB), também não apresentou seu programa de governo.

Inicialmente, a ideia era de que esse documento detalhasse, em 13 itens, o programa de governo da candidata. O PMDB destacou o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco para compor o grupo de trabalho que o redigiria. Franco emplacou o primeiro item do documento:”mais democracia”, uma resposta às críticas quanto ao suposto autoritarismo do governo Lula. No entanto, a coordenação da campanha de Dilma interrompeu esse trabalho.

Um documento provisório foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ato do registro da candidatura de Dilma, mas foi logo retirado pelo comando da campanha diante da repercussão negativa. O documento reproduzia a resolução aprovada na convenção nacional do partido, realizada em fevereiro.

Essa resolução continha temas polêmicos, defendidos por setores mais radicais do PT – e não encampados pela ala majoritária do partido – como o controle social dos meios de comunicação, redução da jornada de trabalho e tributação das grandes fortunas.

Via: IG

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Dilma e o aborto: ‘Sou contra; é uma violência contra a mulher’

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Candidata se encontra com religiosos em Belo Horizonte e diz ser vítima de ‘campanha clandestina e oculta’

Atrás de um altar montado na capela do Mercado Central de Belo Horizonte, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se reuniu com lideranças religiosas nesta quinta-feira. Ao conversar com os religiosos, a petista diz ter ouvido uma “voz cristalina” que se distinguiu do que ela chamou de uma “campanha clandestina e oculta” contra a sua candidatura durante o primeiro turno da eleição. A candidata se referia a boatos que circularam na internet e em ambientes religiosos de que ela seria a favor do aborto.

Confusão na entrevista sem o “paliteiro”

“Foi uma conversa que calou fundo no meu coração”, disse Dilma depois do encontro em Belo Horizonte. Mesmo sem ser questionada pelos jornalistas, ela voltou a dizer, como já fez em várias vezes durante a sua campanha, que é contra a prática do aborto. “Eu sou contra porque é uma violência contra a mulher”, afirmou.

Dilma negou rumores de que o programa de governo usado na sua campanha mudaria o enfoque em relação ao aborto. Segundo a petista, não há o que mudar porque o aborto não estava contemplado no texto do programa.

A petista disse também que espera receber todos os votos mineiros, incluindo o chamado “Dilmasia”, que foi uma combinação de votos, feita no primeiro turno, que misturava o nome Dilma com o do tucano Antonio Anastasia (PSDB), que foi reeleito governador em Minas Gerais.

Questionada se já havia feito um segundo contato com Marina Silva, candidata derrotada oo PV à Presidência, para pedir o seu apoio, Dilma respondeu que respeita a senadora e que é contra este tipo de pressão. “A hora certa vai chegar”, afirmou.

Paliteiro

Dilma concedeu a coletiva a jornalistas na capela do Mercado, que só abre aos domingos, mas que foi aberta hoje atendendo a um pedido da campanha. A visita da petista provocou muito tumulto, onde militantes e jornalistas tiveram de se agachar para acompanhar a entrevista coletiva. Dilma, acostumada com a organização da primeira fase da campanha, disse: “Isto é para vocês verem como faz falta o paliteiro (dos microfones). Pela volta do paliteiro!”, afirmou.

No primeiro turno, Dilma foi criticada por parte dos jornalistas que disseram que o uso do “paliteiro” (uma espécie de púlpito com os microfones dos repórteres) era uma demonstração de que a candidata havia subido no salto alto. Para o segundo turno, a campanha da petista não tem usado mais o “paliteiro”.

Acompanharam a petista o ex-candidato ao Senado Fernando Pimentel (PT), o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, e o coordenador de sua campanha, José Eduardo Cardozo.

Carreata

Depois do evento em Belo Horizonte, Dilma seguiu para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital mineira. Lá, percorreu a região central da cidade em carro aberto.

Via: IG

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Dilma diz que tem mais proximidades do que diferenças com Marina

terça-feira, outubro 5th, 2010

Para a petista, a candidata do PV foi o principal fator que levou as eleições para o segundo turno

Durante a primeira entrevista coletiva após a realização do primeiro turno das eleições, a candidata petista Dilma Rousseff disse a jornalistas nesta segunda-feira que a candidata do PV, Marina Silva, foi o principal fator que provocou o segundo turno. Dilma disse que ligou para a candidata do PV para

Foto: Fellipe Bryan, iG Brasília

Entrevista de Dilma Rousseff em Brasília

parabenizá-la pela disputa e campanha qualificada, mas admitiu que perdeu votos para a candidata verde. “Marina faturou e tirou (votos) do meu adversário”, afirmou.

Sobre o apoio de Marina nesta nova fase da campanha, Dilma afirmou que existem mais proximidades do que diferenças entre as duas, mas que a decisão é de “foro íntimo” da candidata verde e ainda não pediu apoio a ela. “Nao acho adequado especular sobre o que alguém va fazer. Hoje liguei para cumprimenta-lá. Em um segundo momento vamos conversar”, afirmou Dilma. O PV, no entanto, não é esperado na base aliada, segundo a candidata do PT.

Dilma disse ainda que a participação do presidente Lula na campanha é sempre bem vinda, mas ele não é “propriamente um remédio”. “Pode ser a solução”, ponderou.

Cercada por governadores e parlamentares aliados, Dilma falou diversas vezes que agradeceu a Deus pelos 47 milhões de votos apurados nas urnas.

Via: IG

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Dilma: ‘Sou outra pessoa, muito melhor’

sexta-feira, outubro 1st, 2010

Esbanjando bom humor, candidata petista diz que campanha foi uma experiência que mudou sua vida

A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, fez ontem um balanço de sua campanha antes do debate entre os candidatos. “Sou outra pessoa, muito melhor. Tem uma pessoa que entrou e outra que vai sair”, afirmou a candidata, acrescentando que a campanha foi uma experiência que mudou a sua vida.

Dilma durante entrevista no Rio – Foto: Agência Estado

Em entrevista aos jornalistas no início da noite de ontem, no Rio, Dilma esbanjou bom humor. Não se incomodou com perguntas sobre o seu peso nem com as comparações que jornais europeus fizeram, chamando-a de “dama de ferro”. Sobre os quilos a mais que ganhou nesses últimos três meses, disse: “Não me pesei pra não ficar triste”. Em relação às comparações da imprensa europeia, afirmou: “Não me incomodo, não”.

O bom humor da candidata reflete o momento atual da campanha, segundo os assessores de Dilma. Os motivos para isso são as pesquisas de intenção de voto, que mostram que ela parou de cair e pode vencer no primeiro turno, e também a estratégia, considerada bem sucedida, de conter a perda de votos no segmento evangélico por causa de boatos de que ela seria a favor do aborto. Com isso, o clima de preocupação, que ficou evidente no último comício da campanha na segunda-feira, em São Paulo, parece ter se dissipado.

Dilma brincou com os jornalistas e estendeu a entrevista por mais de 15 minutos além do que estava previsto. “No Brasil não se faz campanha sisuda nem certinha. Quanto mais você quer organizar, menos organizada ela fica”, afirmou em relação à campanha. Entre as coisas que a emocionaram, ela disse que foi o contato com a população, a alegria das pessoas e as manifestações de agradecimento, principalmente das pessoas mais pobres. Dilma disse que o momento mais emocionante aconteceu quando um homem, de origem humilde, tirou o chapéu para agradecer pela melhora que o governo fez pela vida dele. A candidata contou essa passagem com voz embargada e olhos marejados. “Eu faço parte de um projeto que deu certo. E eles (a população) sabem o que nós fizemos”, afirmou.

Apesar da rotina estressante, a candidata afirmou que não viu o tempo passar. “Não é pesado, é alegre fazer campanha no Brasil”. Quando um jornalista perguntou como ela se sentia agora que a campanha está desacelerando, Dilma respondeu com outra pergunta: “Está desacelerando? Pra quem?”. No final da entrevista, fez questão de distender a tensão entre a campanha e a imprensa. “O que houve não foi um estresse. Todos os lados têm o direito de dar a sua opinião”, afirmou.

Via: IG

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Ex-presidente do STJ é multado por propaganda eleitoral irregular

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Candidato ao Senado, Edson Vidigal foi condenado a pagar R$ 1 mil por utilizar artigo em jornal como item de campanha

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e agora candidato ao senado pelo Maranhão, Edson Vidigal, foi multado hoje em R$ 1 mil por propaganda eleitoral irregular. Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Vidigal utilizou-se de uma coluna semanal que mantém em um jornal impresso local para fazer propaganda partidária.

A publicação ocorreu no dia 07 de agosto e, segundo o MPE, tinha a finalidade de captar recursos financeiros para a sua campanha. A comissão de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) entendeu que a coluna, além de tratar de tema de caráter eleitoral, ultrapassava o limite máximo para propaganda partidária em jornal impresso e que tinha sido realizada de forma gratuita pelo periódico.

Conforme a legislação eleitoral, a publicação de anúncios de candidatos em jornal impresso é permitida apenas quando o espaço ocupar, no máximo, um oitavo de página de jornal e com o valor pago descrito no anúncio. Na coluna de Vidigal, segundo o MPE, não havia qualquer informação referente a valores pagos pela compra do espaço. O candidato deve recorrer da decisão do TRE-MA.

Via: IG

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Ex-colegas do PT afagam Marina durante reencontro no Acre

segunda-feira, setembro 6th, 2010

Líderes petistas elogiam liderança da candidata do PV e admitem incômodo por não fazer campanha para ela no Estado

A festa de lançamento da biografia da candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, em Rio Branco, marcou o primeiro encontro com os ex-colegas petistas desde que lançou a candidatura. Os irmãos Tião e Jorge Viana (candidatos do PT ao governo do Acre e ao Senado, respectivamente), o atual governador do Estado, Binho Marques (PT), e o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), ficaram discretamente espalhados entre os convidados na plateia, e só foram anunciados no momento em que foram convidados a discursar. Todos aproveitaram as falas para elogiar a liderança da candidata e admitir o incômodo de não fazer campanha para a candidata do PV no Estado.

“Nossa amizade nunca passou por uma prova tão grande, mas tenho certeza que ela continuará a mesma”, disse Binho. “Que você continue nos ajudando, independente do calendário eleitoral”, pediu Jorge. Em um discurso de aproximadamente 30 minutos, Marina disse que saiu do “conforto” do PT para seguir um novo projeto, apesar de enfrentar “todas as circunstâncias contrárias”. “Às vezes, a gente tem que sair de casa para ficar juntos”, filosofou. A candidata disse que, apesar de estarem em palanques diferentes em nível nacional após 30 anos de convivência no PT, seus colegas devem “ficar à vontade” para seguir na campanha de Dilma. “A gente vai estar sempre juntos, não importa.”

Acompanhada da família, Marina se emocionou ao relembrar sua trajetória, desde a saída do Seringal do Bagaço, onde nasceu, à vinda para Rio Branco e o encontro com o líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988. A candidata ressaltou ainda que apesar de ser senadora, sua família vive de maneira modesta no interior. Ela citou uma de suas irmãs, que ainda é feirante e sofre questionamentos por não ter uma vida melhor. “Ela é tripudiada às vezes por quem acha que fazer política é botar parentes nos cargos”, desabafou a candidata sob os aplausos da plateia.

No final do evento, Marina deu autógrafos e tirou foto com eleitores. É a primeira vez que a candidata cumpre agenda de campanha em seu Estado. Sábado e ontem, ela concentrou esforços na capital e em Cruzeiro do Sul, cidade encravada no meio da floresta amazônica, que tem o segundo maior colégio eleitoral do Estado. A campanha decidiu cancelar sua visita a Cuiabá hoje e reforçar a presença da candidata em sua terra natal.

Via: IG

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Choro de Serra marcou virada da campanha tucana

domingo, setembro 5th, 2010

Em encontro com prefeitos na semana passada, tucano se emocionou ao citar hino nacional

Ao final de um discurso de 43 minutos para cerca de 2 mil militantes do PSDB, o candidato à Presidência da República pelo partido, José Serra, chorou. O evento, um encontro com prefeitos do Estado, aconteceu na última quarta-feira, em uma casa de espetáculos da Zona Sul de São Paulo.

O ato marcou, como classifica a campanha tucana, o início da virada de Serra nessas eleições. Depois disso, veio o programa de televisão no qual o presidenciável reage duramente ao noticiário sobre a quebra de sigilo de sua filha, Verônica Serra. Veio também a afirmação de que ele teria avisado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano que desconfiava do vazamento de dados sigilosos

 Serra se emocionou ao finalizar sua fala recheada de duros ataques à rival, Dilma Rousseff (PT), recitando um trecho do hino nacional: “De uma coisa o nosso Brasil pode ter certeza. Verás que um filho teu não foge à luta. Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada. Entre outras mil és tu Brasil, ó pátria amada. Dos filhos deste solo és mãe gentil. Pátria amada, Brasil”.

Nas imagens, é possível ver que Serra tenta segurar o choro, engasga em alguns momentos e, depois, é afagado pela mulher, Mônica Allende Serra, e pelos companheiros de chapa. O vídeo mostra apenas os minutos finais do discurso de Serra no encontro.

 

Desde então, Serra tem dito que, naquele momento, lembrou-se da Escola Estadual Antônio Firmino de Proença, na Mooca, onde estudou. Afirma que, naquele tempo, o colégio era dirigido por um historiador que havia lutado na Revolução Constitucionalista de 1932. Assim, todos os sábados, às 7 horas, os alunos eram reunidos para cantar o hino nacional.

A história que passou a alimentar as conversas tucanas inclui ainda uma traquinagem cometida por Serra em um desses sábados. Num desses dias, Serra diz ter pego um canudo de cartolina e interrompido o hino com uma vaia. O resultado teria sido sete dias de suspensão.

Via: IG

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