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Pesquisa: Alckmin cai e vitória no 1º turno é ameaçada


25/09/2010 - 10:01 -

Tucano aparece com 40% das intenções de voto, mesma soma dos adversários; Mercadante sobe de 17% para 28%

O cenário de vitória do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) logo no primeiro turno, em São Paulo, está ameaçado, de acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG. O tucano perdeu nove pontos em relação ao último levantamento, em agosto, e conta agora com 40% das intenções de voto – exatamente a soma do desempenho dos quatro principais adversários.

 O senador Aloizio Mercadante, do PT, foi quem mais cresceu: saltou de 17% para 28% entre agosto e setembro. Celso Russomano (PP) oscilou dois pontos para baixo e aparece agora com 7%. Paulo Skaf (PSB), que antes tinha 1%, soma agora 3%. Fábio Feldmann, do PV, tem 2% das preferências. Com o cenário, fica no limite a possibilidade de a disputa ser decidida no primeiro turno. Em julho, a distância de Alckmin em relação à soma dos demais candidatos era de 18%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa, registrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.704/10, ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro.
O índice dos que se dizem indecisos ou não responderam à pesquisa é de 13% em São Paulo, ainda segundo o Vox Populi. Brancos e nulos somam 7%.

Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Alckmin soma 32% e Mercadante, 23% – o petista tinha 7% há um mês.

O crescimento do petista acontece num momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a campanha petista no maior colégio eleitoral do País, tanto na TV como em comícios.
Mercadante se beneficiou também do crescimento de Dilma Rousseff, presidenciável petista, no Estado. Entre agosto e setembro, a ex-ministra da Casa Civil cresceu dez pontos e hoje soma 43% das preferências. Já o tucano José Serra, que tinha 40% das intenções de voto, aparece agora com 29%.

A candidata Marina Silva, do PV, subiu três pontos e agora conta com 12%. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) é o candidato favorito de 1% dos eleitores paulistas – os demais não somam 1%.

Em São Paulo, o índice de quem não sabe ou não respondeu em quem pretende votar para presidente no dia 3 de outubro é de 9%. Outros 6% dizem votar nulo ou em branco.

Senado

A disputa para o Senado também apresentou mudanças em relação à pesquisa anterior. A candidata Marta Suplicy (PT) oscilou dois pontos para cima e agora tem 36% das intenções de voto.

A ex-prefeita de São Paulo, no entanto, observa o crescimento mais acelerado de dois adversários com chances de obter as vagas no Senado. Netinho de Paula (PC do B), candidato na chapa petista, saltou de 16% para 33% em um mês, enquanto Aloysio Nunes (PSDB) praticamente quadruplicou seu desempenho e chegou agora a 22% após a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa. Romeu Tuma (PTB) tem 16% das preferências – eram 19% em agosto.

O cenário, no entanto, tende a mudar até o dia da votação, já que 21% dos eleitores paulistas ainda se dizem indecisos. Brancos e nulos somam 14%.

Via: IG

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Aborto e Ficha Limpa pautam debate de presidenciáveis da CNBB


24/09/2010 - 10:25 -

Regras do encontro promovido pela Igreja Católica em Brasília impediram confronto direto entre os candidatos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Universidade Católica de Brasília (UCB) promovem na noite desta quinta-feira, das 21h30 às 23h30, mais um debate entre os candidatos à Presidência da República. Os quatro principais concorrentes participam: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Antes da realização do debate, o iG flagrou a Polícia Federal fazendo uma varredura antibomba no local do debate. A vistoria foi feita a pedido de Dilma, de acordo com confirmação dada por um dos três policiais responsáveis pelo serviço. Antes mesmo de iniciado o confronto, a movimentação na porta do local do debate também era intensa, com direito a protestos de grupos conservadores contra a petista.

As regras do encontro dificultaram o confronto direto, já que nenhum candidato podia fazer perguntas ao outro. Em função disso, o evento teve tom morno e não foi marcado por discussões mais acirradas entre os presidenciáveis. Assim, ganharam destaque alguns temas escolhidos pelos próprios organizadores do debate, como a lei da Ficha Limpa e a descriminalização do aborto.

Todos os principais candidatos participaram do confronto
Foto: Agência Estado

Todos os principais candidatos participaram do confronto

A senadora Marina Silva (PV-AC), que é evangélica e pessoalmente contrária ao aborto, afirmou ter “a vida como princípio”. Ela voltou, entretanto, a defender que seja realizado um plebiscito sobre o tema. Dilma, que já havia despertado reações por causa do tema, negou que seja pessoalmente a favor do aborto. Ainda assim, ela voltou a defender que se trata de uma questão de “saúde pública”.

“Eu acredito que nenhuma mulher pode ser favorável ao aborto”, afirmou a petista. “Mas eu, se eleita presidente, preciso cuidar de milhões de mulheres pobres que fazem uso de métodos absurdos”, afirmou Dilma, ressaltando que a afirmação não pode ser confundida com um posicionamento pessoal dela em favor do aborto.

Ficha Limpa

Ao mesmo tempo em que o debate transcorria em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) conduzia o julgamento do recurso do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, cuja candidatura esbarra nas regras previstas pela lei da Ficha Limpa. O assunto acabou entrando também no confronto de presidenciáveis. Questionada se permitirá a contratação de políticos com ficha suja em um eventual governo, Dilma respondeu: “Não permitirei. Eu considero esta questão muito séria”. A petista disse que a lei é “um avanço para a democracia”.

Dilma aproveitou a chance para provocar a oposição e dizer que o governo Lula investigou mais denúncias de corrupção que as administrações anteriores. “Nós não tivemos engavetador-geral da República. Tivemos um procurador-geral da República”.

Sem confrontos

Na maioria do tempo, os presidenciáveis aproveitaram as regras e evitaram o confronto direto. No início do debate, por exemplo, Dilma falou sobre desenvolvimento, saúde, proteção da criança e educação. Coube a Serra endurecer um pouco o tom em sua primeira exposição, embora não tenha citado diretamente a petista.  “Este é um bom momento para começar falando de valores. Eu quero dizer que compartilho dos princípios cristãos do ponto de vista de minha vida pessoal e política. Não sou cristão de véspera de eleição ou apenas para ganhar eleitores”, disse o tucano, que pregou uma postura ética na política. Segundo ele, se esta fosse a regra, não haveria “tanta mentira”.

Ao ser questionado sobre pré-sal, Serra aproveitou para criticar a política do governo na área. Segundo ele, os recursos do pré-sal só serão de fato obtidos dentro de uma década. Dilma, por sua vez, ainda teve a chance de falar de políticas para crianças e jovens. Destacou ainda o crescimento econômico, alegando que o governo tirou milhões de pessoas da miséria.

Além de tratar de temas sociais, o debate inclui ainda discussões como a reforma política. Na contramão de partidos como o PT, Serra posicionou-se contra o financiamento público de campanha. “Financiamento público não vai resolver o que é preciso resolver”, afirmou o candidato tucano. “O que precisa é reduzir custo de campanha.”

Via: IG

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Os Candidatos mais ricos das eleições 2010


23/09/2010 - 23:41 -

Uma pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou os candidatos aos cargos políticos com os maiores patrimônios declarados das eleições 2010. Confira o Top 10:

1º. Guilherme Leal – São Paulo – (PV): R$ 1,2 bilhão
2º. Marcelo Almeida – Paraná – (PMDB): R$ 683 milhões
3º. João Claudino – Piauí – (PRTB): R$ 632 milhões
4º. Lirio Parisotto - Amazonas – (PMDB): R$ 616 milhões
5º. Ronaldo Cezar Coelho – Rio de Janeiro – (PSDB): R$ 564 milhões
6º. Otaviano Pivetta – Mato Grosso – (PDT): R$ 415 milhões
7º. José Ribamar N. Linhares – Distrito Federal – (PT do B): R$ 350 milhões
8º. Joel Pacheco Vieira – Rio de Janeiro – (PP): R$ 305 milhões
9º. João Lyra – Alagoas – (PTB): R$ 240 milhões
10º. Vadão Gomes – São Paulo – (PP): R$ 192 milhões

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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Serra atribui pane do metrô em SP a interesses eleitorais


23/09/2010 - 14:45 -

Presidenciável tucano diz que acidentes no sistema metroviário aumentaram no período eleitoral

O candidato tucano à Presidência, José Serra, disse hoje não ter dúvidas de que a pane no metrô de São Paulo ontem, na Linha Vermelha, que prejudicou 150 mil usuários, foi provocada por interesses eleitorais. “O Portela (secretário do Trasnporte) e o Goldman (governador paulista) podem falar melhor, mas eu não tenho dúvida de que há interesses eleitorais”. A declaração foi dada após visita a um evento de Santas Casas em apoio à sua candidatura, realizada na Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista.

Foto: Futura Press

Alckmin boceja ao lado de Serra no Encontro da Saúde

Para Serra, a pane no metrô foi um acidente provocado. “Alguém não deixou fechar uma porta e, como o sistema é seguro, uma porta que não fechou consegue parar o metrô”. Segundo ele, os usuários apertaram botões de emergência por estar com medo, o que gerou a paralisação do serviço.

Serra ressaltou que o número de acidentes no sistema metroviário aumentou no período eleitoral. “Eu não tenho provas, mas me parece algo provocado porque, nesta véspera de eleição, os acidentes estão se multiplicando. É estranho. Não corresponde à média do ano”, afirmou.

A pane de ontem interrompeu a circulação por duas horas na Linha Vermelha e 17 composições foram depredadas.

No Dia Mundial Sem Carro, o candidato chegou à Expo Center Norte acompanhado do candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, e do candidato a vice-governador, Guilherme Afif Domingos (DEM). Para chegar lá, eles embarcaram na Estação Clínicas do Metrô, fizeram baldeação na Estação Paraíso e seguiram até a Estação Tietê. De lá, pegaram um ônibus para a Expo Center Norte. Durante o trajeto, nenhum dos candidatos foi abordado pelos passageiros em relação à pane no metrô ontem.

Via: IG

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Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei, diz Lula


23/09/2010 - 10:34 -

Em Curitiba, presidente também reagiu com ironia às acusações da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia

A dez dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente na noite desta quarta-feira ser responsável pelos votos conquistados pela candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei. Este é um dado da história que é importante meditar”, afirmou Lula.

Em comício para Dilma e o candidato ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT), no bairro novo, periferia de Curitiba, o presidente reagiu com ironia às acusações de parte da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia. “Agora, estão inventando o tal do discurso que nós ameaçamos a democracia. Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia”, ironizou. Cerca de 10 mil pessoas participaram do comício.

Segundo Lula, a oposição considera que a democracia é apenas a liberdade de expressar o descontentamento, enquanto para o governo, democracia é inclusão social. “Para eles, democracia era bom naquele tempo que a gente podia se reunir apenas para gritar que estava com fome. Democracia não é gritar que está com fome, é comer”.

Para o presidente, a visão “equivocada” que a oposição tem do povo, explica o mau desempenho dos tucanos nas pesquisas de intenção de voto. “Governar, a gente não aprende na escola, governar é compromisso e a relação da gente com o povo. Eles só sabem chegar perto dos pobres perto de eleição e agora estão inventando o discurso. Essa gente pensa que a gente é tonto”, afirmou.

Sem citar o nome do adversário, Lula também ironizou as promessas do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e dar um 13º para os beneficiários do Bolsa Família. “Essa gente passou oito anos chamando o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’. É esmola para eles que dão R$ 100 de gorjeta quando tomam uísque.”

Em seu discurso, Dilma acusou os adversários de destilarem ódio contra sua campanha e tratarem os eleitores como tolos ao fazer promessas, segundo ela, estapafúrdias.
“Em época de eleição, muita gente promete muita coisa. Eles não aumentaram o salário mínimo quando podiam e hoje, prometem pensando que o povo é tolo”.

Via: IG

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Serra: Dilma ‘não tem tanto voto assim’


22/09/2010 - 18:25 -

Candidato diz que candidata do PT pode não ter tantos votos quanto mostram as pesquisas

Foto: Agência Estado

Serra abraça músico em evento com artistas

O candidato à Presidência, José Serra (PSDB), disse  que sua concorrente Dilma Rousseff (PT) não deverá ter tantos votos, no dia da eleição, quanto apresentam as pesquisas.

“Eu, com muita frequência, mas muita freqüência, encontro gente que fala: onde está o voto da Dilma? Porque eu não vejo, ao menos quem está em volta. Tem, sem dúvida nenhuma tem. Mas não deve ser tanto assim na hora, no dia da votação”, diz candidato.

Serra afirmou que nunca foi tão bem acolhido como agora, em comparação a todas as outras oito campanhas que fez na vida. Disse ainda que a eleição não é um campeonato que está sendo perdido, mas somente uma partida que será disputada no dia 3 de outubro.

Ao final de encontro com artistas em São Paulo, o candidato criticou a iniciativa de centrais sindicais que farão, com o apoio de parte do PT, um protesto na próxima quinta-feira, dia 25, contra a imprensa.  “Eu vejo como uma coisa fascista. Esse pessoal, na verdade, eles querem a liberdade de palavra para a turma deles, como todo o pessoal autoritário”, diz Serra. “Quem é cupincha tem toda a liberdade pra falar o que quiser,. Quem for independente tem que ser perseguido”, disse o candidato.

Via: IG

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Grupo de Dilma quer manter espaço em eventual governo


22/09/2010 - 13:29 -

Com acusações contra Erenice, aliados querem evitar novos desgastes e garantir nomes de confiança da candidata para cargos

A queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil na semana passada desfalcou o já restrito grupo de confiança da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Braço direito de Dilma na época em que a candidata era titular da pasta, Erenice era considerada presença garantida no “núcleo duro” de um eventual governo petista em 2011 antes da denúncias de que seu filho Israel  teria praticado tráfico de influência dentro do governo Lula. Com a saída da ex-assessora de Dilma da pasta, o grupo mais próximo à petista entrou em estado de alerta e quer evitar novas baixas.

Na campanha, a cota pessoal da candidata é formada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira, e o ex-assessor Giles Azevedo.

Na reta final da campanha, o trio tem se articulado para frear o fortalecimento de outros nomes dentro da campanha, como os coordenadores Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo, cotados para Casa Civil e Justiça, respectivamente. Também querem barrar peemedebistas de olho em “espaços vazios” e, principalmente, em cargos estratégicos do futuro ministério. No último domingo, Pimentel e os dois auxiliares próximos de Dilma jantaram em Brasília para reavaliar o cenário da candidata na montagem do governo.

Concluíram que, sem opção para nomes de confiança, Dilma poderá ter de aceitar indicações que não constavam de sua prioridade para cargos estratégicos e de outras cotas, como o aliado PMDB e o próprio PT.

Foto: Agência Estado

Antes de sair da Casa Civil, Erenice Guerra era uma das principais cotadas para ocupar vaga no eventual governo Dilma

A membros da campanha, Pimentel admite preocupação com o cenário eleitoral em Minas. Segundo tem dito, para se fortalecer e ocupar um cargo estratégico em um eventual governo petista, o ex-prefeito precisa se eleger para o Senado, mas está atrás nas pesquisas em relação aos adversários Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS). Antes cotado para a Casa Civil, a possibilidade de Pimentel no cargo, por ora, está descartada dos planos da candidata. Sem mandato, o cenário vislumbrado por Pimentel é o Planejamento ou Cidades já que o ex-prefeito sabe que enfrentará resistência interna do PT para ocupar pastas como a Casa Civil.

Antes de Erenice, Pimentel foi alvo de acusações no período da pré-campanha de Dilma, no episódio da suposta confecção de um dossiê contra o tucano José Serra (PSDB). Amigo de Dilma e homem forte da campanha no começo do ano, Pimentel foi afastado da coordenação após ser acusado de envolvimento com esquema de espionagem para prejudicar o adversário tucano.

Opções

Com os episódios que atingiram Pimentel e Erenice, restaram apenas dois os nomes que compõem o chamado “grupo da Dilma” e que não foram alvos de acusações: os petistas gaúchos Giles Azevedo e Alessandro Teixeira.

Discreto e avesso a entrevistas, Giles foi assessor de Dilma na Casa Civil e raramente aparece em eventos públicos de campanha. A sua principal incumbência, oficialmente, é organizar a agenda da candidata. Em caso de vitória petista, membros da coordenação dão como certa a sua indicação para chefia de gabinete da Presidência.

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) ,Teixeira foi escalado para, junto ao assessor Marco Aurélio Garcia, redigir o programa de governo da candidata, que ainda não foi finalizado. Ele acumulou a redação do texto com a participação em eventos no lugar de Dilma, como o Congresso Brasileiro do Cooperativismo, no último dia 11, e no Instituto Ethos, nesta terça-feira.

Por substituir a candidata em eventos que fogem de sua área de atuação, como o encontro no Instituto Ethos que tem o desenvolvimento sustentável em pauta, integrantes da coordenação entendem que Dilma está “testando” Teixeira para que, ao ganhar musculatura e visibilidade, ele esteja preparado para ocupar um cargo no eventual governo. Entre os ministérios cotados para Teixeira, está o de micro e pequena empresa, promessa de campanha de Dilma Rousseff.

Via: IG

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Serra nega que promessas de campanha sejam eleitoreiras


22/09/2010 - 9:24 -

Para tucano, a receita está subestimada e o orçamento aprovado nunca é o que o governo usa de fato

O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, negou que suas promessas de aumento do mínimo e do reajuste para aposentados sejam eleitoreiras. “Não é eleitoreiro, é necessário”, disse. As declarações foram dadas em entrevista gravada ontem à noite no Rio de Janeiro para o programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, exibida na manhã desta quarta-feira.

Foto: AE

José Serra

Para Serra, as promessas são factíveis porque a lei orçamentária subestima a receita da União. “O orçamento aprovado nunca é real e o Governo acaba encaminhando para o lado que deseja”, alfinetou. Além disso, o tucano prometeu rever contratos e cortar cargos de confiança.

Pontuando que o PSDB é o criador dos programas que hoje formam o Bolsa Família, Serra reiterou a proposta de vincular o 13º ao programa social. Para ele, a ajuda beneficiaria “famílias que estão dependentes e que não têm mais condição de ascensão”.

Educação
Outra proposta defendida por Serra é colocar dois professores por sala de aula nas escolas públicas. Segundo ele, sua experiência à frente da Prefeitura de São Paulo o fez perceber que é viável implementar a ideia em todo Brasil. “Tudo o que eu proponho ou eu já fiz, ou eu calculo”, disse. O tucano também criticou a meta de qualidade de ensino da gestão Lula para o Nordeste e taxou de modesta e absurda a meta proposta pelo Governo Federal para a região: de até 2021 igualar a São Paulo.

Quando questionado sobre os cortes que fez quando era governador de São Paulo nas vagas de professores temporários da rede pública, Serra atribuiu a dificuldade em preencher vagas à limitação da existência de faculdades de pedagogia. “Fizemos exames para selecionar temporários. Mas há dificuldade para preencher. Fizemos exames e abrimos concursos. (…) A grande limitação é a existência de faculdades de pedagogia”, respondeu.

Campanha
Serra defendeu a liberdade de imprensa e criticou a posição do governo Lula, que classificou de “chantagem”. Ao mesmo tempo, voltou a criticar a mídia por “gostar de pesquisa e bastidor” e se concentrar em “coisas irrelevantes”, como, por exemplo, a exibição da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa eleitoral na televisão. “A imagem do Lula passou por 3 segundo e estava voltado para a candidata dele no sentido que ela não tem uma história sólida. A Dilma não tem. Isso não significou nenhum elogio ou ataque”, disse.

O tucano alegou que tem defendido as ideias do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevistas e debates, mas que sua campanha não tem como estratégia exibir depoimentos, exceto o do ex-governador de Minas Aécio Neves.

Serra também comentou os problemas que o candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, apoiado pelo PSDB, está enfrentando na Justiça por ser considerado “ficha suja”. “A questão está na Justiça. É a Justiça que vai decidir. As alianças são locais e regionais. O partido em cada lugar faz uma aliança. (…) O Roriz está se defendendo”, disse.

Economia
O candidato garantiu que não fará uma intervenção no Banco Central para diminuir as taxas de juros no Brasil. “O ministro da Fazenda, do planejamento e o Banco Central têm que trabalhar juntos para encontrar uma relação câmbio-juros mais justa. Vamos manter o (atual) regime, sem intervenção e ter uma equipe entrosada, não vai ser feito bruscamente”, disse. Para José Serra, o País vive hoje um período crítico de sua historia. “As pessoas hoje estão satisfeitas, mas é preciso que estejam satisfeitas amanhã”, pregou.

Via: IG

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TSE: 25 Estados permitirão votos de presos provisórios


21/09/2010 - 16:19 -

No total, serão instalados locais de votação em 424 presídios e unidades de internação

Nas eleições de outubro deste ano, 25 Estados brasileiros, além do Distrito Federal (DF), vão permitir que presos provisórios e adolescentes em unidades de internação possam votar. Apenas no Estado de Goiás não haverá votação, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No total, serão instalados locais de votação em 424 presídios e unidades de internação.

Nesses locais, além dos eleitores presos, votarão também servidores do sistema penitenciário, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, da Defensoria Pública, mesários, entre outros servidores que colaborarão com a Justiça Eleitoral.

De acordo com o TSE, os candidatos poderão ir aos presídios para fiscalizar o pleito, na qualidade de fiscais. Além disso, o partido ou coligação também poderá designar um fiscal para acompanhar a votação. Em alguns Estados brasileiros a votação de presos é realizada desde 2002. Nas eleições de 2008, 11 Estados asseguraram o voto e não foi registrado nenhum tipo de incidente.

Segundo a Constituição Federal, o voto aos presos provisórios e adolescentes em unidades de internação é permitido porque não tem direito a votar apenas quem tem condenação criminal julgada e ainda cumpre pena.

Via: IG

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Câmara pode ter bancada recorde de famosos


21/09/2010 - 10:02 -

Segundo estudo do Diap. além do palhaço Tiririca, Batoré, Vampeta, Maguila e Romário podem conquistar uma vaga de deputado em 2011

O Brasil poderá sair da eleição deste ano com um número recorde de “deputados-celebridade”, aponta levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. De acordo com o Diap, há 812 candidatos a deputado federal melhor posicionados para saírem vitoriosos da eleição deste ano. Destes, ao menos quinze jogadores de futebol, humoristas ou celebridades.

Na bancada dos humoristas, além do palhaço Tiririca (PR-SP), o Diap aponta que Batoré (PP-SP) e Juca Chaves (PR-SP) como candidatos com chances de vitória.

Entre os cantores, Kiko do KLB (DEM-SP), Tati Quebra Barraco (PTC-RJ), Frank Aguiar (PTB-SP) e Agnaldo Timóteo (PR-SP) também podem integrar a Câmara dos Deputados a partir da próxima Legislatura, segundo o estudo.

Além deles, o pugilista Maguila (PTN-SP), o transexual Rosana Star (PRB-SP), o ex-BBB Jean Wyllis (PSOL-RJ) e Raul Gil Jr (DEM-SP), filho do apresentador dos SBT, estão na lista do Diap. Entre os jogadores de futebol, Romário (PSB-RJ), Marcelinho Carioca (PSB-SP) e Vampeta (PTB-SP) são figuras dadas como certas entre os deputados que farão as leis brasileiras.

Foto: AFP

O jogador de futebol Romário, apontado pelo DIAP como um dos favoritos para abocanhar uma das vagas de deputado federal no Rio; Bancada das celebridades deve crescer

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