Comitê de Marina ajudará Gabeira
O comitê de campanha da candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (PV), informou que se reunirá com tesoureiros do candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, para definir os recursos que serão repassados ao candidato. Gabeira esteve em São Paulo pedindo apoio financeiro ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra.
O coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, negou que o pedido de Gabeira a Serra tenha sido inoportuno. Para Capobianco, como existe uma aliança entre PSDB e PV no Rio, é natural que os partidos se ajudem no âmbito estadual. A contribuição dos tucanos já era prevista, afirmou Capobianco. “Dentro de uma aliança, pressupõe-se uma colaboração para a campanha. E o vice do Gabeira é do PSDB”, justificou o coordenador.
Capobianco argumentou que a ajuda financeira a Gabeira só será disponibilizada agora porque a arrecadação começou há pouco tempo. De acordo com a primeira parcial de arrecadação da campanha, Marina arrecadou R$ 4,6 milhões e, a partir de agora, o comitê fará reuniões com os candidatos estaduais para definir a contribuição da campanha nacional em cada Estado.
Segundo Capobianco, os repasses serão definidos de acordo com a viabilidade eleitoral de cada candidato, a capacidade individual de arrecadação e o custo da campanha em cada Estado. “O Gabeira vai receber ajuda da candidatura nacional, assim como os outros (candidatos)”, reforçou. Capobianco negou falta de apoio do PV à candidatura de Gabeira. “Nossa relação com a candidatura do Gabeira é política e essa relação está 100% mantida. O Gabeira é 100% Marina, é do PV, e não tem nenhuma fala dele questionando essa relação”, rebateu.
Doações
Capobianco comemorou o volume de doações à campanha de Marina Silva. Embora ainda conte com uma campanha “modesta”, o coordenador disse que há previsão de recursos entrando nos próximos dias, uma vez que empresas e pessoas físicas já se comprometeram com doações. “Vamos ter recursos para fazer uma boa campanha e apoiar todas as candidaturas majoritárias”, afirmou.
Segundo o coordenador, Marina tem agradado os “amigos da sustentabilidade”, entre eles pessoas físicas e empresas – de empreiteiras a bancos, empresas de cosmético e celulose. “Para nossa alegria, nós estamos encontrando muita disponibilidade no conjunto dos mais diferentes tipos de empresariado”, afirmou.
O coordenador lembrou que existem equipes de captação de recursos e que a candidata não pede doações nos eventos em que têm participado. “As doações são de amigos da proposta. Não é uma relação pessoal, é de valorização da proposta”, disse, ao negar que os doadores sejam empresários amigos de Marina ou de Guilherme Leal (vice da chapa).
Nos próximos dias, a equipe deve iniciar o processo de recebimento de doações via internet por meio de cartão de crédito. O sistema ficou pronto há duas semanas e ontem foi realizado o primeiro teste. De acordo com Capobianco, o sistema ainda não está disponível aos doadores porque as operadoras de cartão de crédito tiveram de se adequar às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Teoricamente, nós temos uma boa oportunidade (de arrecadação). Se isso (difusão na internet) se traduzir em contribuição financeira, será excelente para nós”, comentou.
Via: AE
Dilma comemora o sorteio da ordem das perguntas
Equipe de Dilma comemora resultado de sorteio que dará à presidenciável oportunidade de responder por último duas vezes
A coordenação da campanha da petista Dilma Rousseff comemorou o sorteio da ordem das perguntas e respostas no primeiro debate entre os presidenciáveis, que acontece nesta quinta-feira, na TV Bandeirantes. Dilma será duas vezes a última a responder nos blocos em que os candidatos fazem perguntas entre si, considerado o mais delicado do debate.
O tucano José Serra, seu principal adversário, será o último apenas uma vez, no primeiro bloco, e ainda por cima responderá primeiro três vezes, duas delas nos blocos em que os candidatos perguntam entre si.
Dilma está se preparando desde a manhã desta quarta-feira para o debate. O principal foco de atenção da equipe petista é fazer com que a candidata adeque tanto as perguntas quanto as respostas no tempo combinado. Além disso ela tem revisado números e checado dados do governo.
Fazem parte da equipe de treinamento o marqueteiro João Santana, os coordenadores Antonio Palocci, José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo e Rui Falcão, além da jornalista Olga Curado, especialista em expressão corporal.
Pelo sorteio, o debate da Band seguirá o seguinte roteiro:
- No primeiro bloco o mediador faz uma pergunta comum a todos os candidatos. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) será o primeiro a responder seguido de Marina Silva (PV), Dilma e Serra.
- Na sequência virão as perguntas de candidato para candidato. Um dos postulantes faz uma pergunta e escolhe outro para responder. Cada candidato responderá no máximo duas perguntas.
- Serão três rodadas de debate direto. Na primeira a ordem é Serra, Marina, Plínio e Dilma. Na segunda, Serra, Plínio, Marina e Dilma. Na terceira, Marina, Dilma, Serra e Plínio.
- Depois, jornalistas fazem uma pergunta para cada candidato e indicam outro para comentar. A ordem é Dilma, Serra, Marina e Plínio. Por último, serão feitas as considerações finais, seguindo a ordem Serra, Dilma, Marina e Plínio.
A disposição dos candidatos no palco também foi definida por sorteio. Da esquerda para a direita: Serra, Marina, o mediador, Dilma e Plínio.
Via: IG
Serra diz que vai enxugar o número de ministérios
Ao detalhar a criação de um novo ministério para pessoas com deficiência, o candidato afirmou que fará uma revisão geral
Em evento com associações e organizações voltadas para atendimento a pessoas com deficiência física e mental, o presidenciável tucano José Serra detalhou como funcionará o Ministério que pretende criar para essas pessoas e, ao mesmo tempo, como fará uma revisão geral nas pastas do Executivo caso seja eleito em outubro. “Vou enxugar o número de ministérios. Tem que ter ministério onde precisa, como na Segurança e para os deficientes, que já somam 30 milhões de pessoas no Brasil”, afirmou o candidato em visita à APAE (Associação dos País e Amigos dos Excepcionais) na cidade de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.
Serra afirmou que há ministérios que “não têm razão de ser”. Como exemplo, citou o Ministério de Assuntos Estratégicos, que segundo ele poderia ser um departamento do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). “Chegando lá (ao Planalto), vamos fazer uma revisão geral. Não haverá mais ministérios do que havia, mas vamos criar dois”, explicou. O candidato disse que a verba necessária para a criação do Ministério dos Deficientes é muito pequena. “Não vamos fazer nenhuma estrutura de empreguismo para empregar companheiros. Trata-se de fazer um órgão pequeno, mas forte e eficiente para orientar o governo nesse trabalho”, disse. De acordo com Serra, boa parte dos funcionários do eventual novo ministério seria transferida do Ministério da Saúde.
Ministério do Deficiente
O presidenciável tucano prometeu criar uma rede de 40 hospitais de reabilitação, que se chamaria Zilda Arns, em referência à médica e sanitarista que se destacou pelos seus trabalhos na área social. Serra explicou que a rede faz parte do projeto de criação do Ministério do Deficiente.
Serra também sugeriu a criação de secretarias ou coordenadorias voltadas para pessoas com deficiência em todas as cidades brasileiras. Para cada 4 a 5 milhões de pessoas, será criado um novo hospital, o que totalizaria cerca de 40 hospitais, além daqueles já existentes. As redes modelos desse tipo de hospital são a Sarah Kubitschek, com unidades em cidades como Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, e a Lucy Montoro, em São Paulo.
O candidato citou o nome da vereadora Mara Gabrilli, que foi secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na cidade de são Paulo. Ele disse que Mara está cotada para assumir a nova Pasta caso seja eleito presidente.
A visita de José Serra foi organizada pelo presidente nacional da APAE, Eduardo Barbosa, que é deputado federal pelo PSDB de Minas Gerais e candidato à reeleição.
Via: IG
Marina arrecada R$ 4,6 mi, contudo enfrenta dificuldades
Nesta primeira fase da campanha, a presidenciável do PV superou Serra, de acordo com a prestação de contas entregue ao TSE
A campanha de Marina Silva confirmou nesta terça-feira que a primeira prestação de contas da candidata ao Tribunal Superior Eleitoral declara a arrecadação de R$ 4,6 milhões durante o mês de julho. O valor corresponde a 5,2% do teto máximo de gastos estimado pelo comitê fiscal da candidata, que é de R$ 90 milhões.
O coordenador da campanha do PV, João Paulo Capobianco, explica que os R$ 90 milhões são o valor máximo que o partido planeja arrecadar até o fim do primeiro turno. Segundo ele, a arrecadação de fato deve ficar um pouco abaixo disso, mas ainda impossível de ser calculada “em virtude do estágio inicial da campanha”, diz ele.
Segundo Capobianco, os R$ 4,6 milhões arrecadados até o final de julho correspondem a cerca de 10% de tudo o que se espera arrecadar de fato até o fim do pleito. A quantia é superior ao que já foi arrecadado por José Serra (PSDB) até o momento, que totaliza R$ 3,6 milhões. A arrecadação tucana corresponde a 2% do montante máximo de R$ 180 milhões que o PSDB planeja angariar até o final do pleito.

A candidata do PV durante encontro com empresários do ramo financeiro em São Paulo, ao lado do vice, Guilherme Leal. A candidata confirmou dificuldades de arrecadação
Conforme o iG adiantou ontem, a campanha que mais arrecadou recursos até agora foi a de Dilma Rousseff. A petista tem R$11,6 milhões em caixa, valor que corresponde a 7,3% do total de R$ 157 milhões previstos pelo comitê de arrecadação de Dilma, liderado pelo tesoureiro José de Filippi Júnior.
Apesar de Marina ter arrecadado mais que a campanha tucana, a candidata do PV admitiu nesta terça-feira em São Paulo que tem limitações financeiras para tocar a campanha. Segundo a candidata, as dificuldades de arrecadação estão sendo superadas pela militância voluntária. “Estou caminhando com dificuldades em termos da estrutura que temos, mas a maior arrecadação que eu tenho é o capital humano. A mobilização espontânea das pessoas, daqueles que acreditam nas idéias, daqueles que acreditam no projeto que a gente está defendendo”, disse Marina.
As declarações da candidata foram feitas durante o encontro com a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), em um hotel de São Paulo. A presidenciável do PV negou que faz discurso de ocasião para agradar e atrair atenção dos doadores. “Faço o discurso que eu acredito, não é para agradar nenhum setor especificamente, é para convergir com os diferentes setores”, afirmou. A dificuldade de arrecadação da campanha de Marina foi adiantada na semana passada . O próprio vice de Marina, Guilherme Leal, que é sócio da Natura, disse hoje que vem fazendo doações periódicas para a campanha, “dentro do limite ético”, como ele mesmo definiu.
PV em crise
Além de Marina, outra estrela do PV com dificuldades sérias de arrecadação é o candidato Fernando Gabeira, que concorre ao governo do Rio. Em caminhada com José Serra em São Paulo, o candidato admitiu que arrecadou nesse primeiro mês apenas R$ 50 mil, quantidade considerada baixíssima para quem está em segundo lugar nas pesquisas. Apesar da crise, Gabeira se disse otimista: “Vou continuar minha vida porque a gente sabe fazer campanha sem dinheiro”, afirmou.
O deputado federal Fernando Gabeira, candidato ao governo do Rio que elega ter arrecadado apenas R$50 mil no 1° mês de campanha
Como mostram os números das campanhas, o problema de arrecadação persiste entre todos os presidenciáveis. Segundo o cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente, o problema está no descrédito na classe política e no medo dos empresários em associar suas marcas a escândalos. “A imprensa e as ONGs têm cruzado os dados das campanhas e verificado que certos doadores também participam e fazem negócio com o governo. A iminência de um escândalo explica parcialmente a baixa doação de algumas empresas, que preferem participar das licitações sem fazer doação de campanha”, diz Dantas.
Apesar da intensa fiscalização e da exigência da sociedade por mais transparência no processo eleitoral, o cientista político diz que não acredita que o caixa 2 seja banido das campanhas. Para ele, a prática está enraizada nas relações políticas e existirá enquanto houver desinteresse pelo trabalho legislativo. “Nas candidaturas para governador ou presidente, a fiscalização da imprensa tem inibido mais a prática do caixa 2. Porém, ainda é difícil controlar as doações para os cargos legislativos. O mais grave é que 70% dos brasileiros nem se lembra em quem votou para deputado no último pleito, dificultando a fiscalização ainda mais, em virtude do desinteresse”, analisa.
Campanhas infladas
Para Humberto Dantas, os partidos inflaram bastante a expectativa de arrecadação para o pleito. Na opinião dele, os tetos de arrecadação são muito difíceis de serem atingidos. Ele acredita, porém, que muito empresários estão esperando a consolidação das candidaturas presidenciais para fazerem investimentos nos partidos com reais chances de vitória.
“O argumento usado pelos partidos de que a campanha ainda não começou está errado. Há pelo menos dois anos não se fala de outra coisa, desde quando Lula decidiu que Dilma seria sua candidata”, destaca Dantas. “O que acontece nessa fase é que os grandes doadores ainda não entraram em campo, coisa que devem fazer apenas em meados de setembro, quando a posição de cada candidato estiver mais clara”, analisa.
Via: IG
Comitê de Dilma pode ter encontro de Cid e Lúcion no Ceará
Lúcio Alcântara confirmou a presença para a inauguração; Cid ainda não deu resposta
A coordenadora geral da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) no Ceará, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), resolveu convidar para a inauguração do comitê central de campanha da candidata no Estado, na próxima semana, os dois candidatos a governador que apoiam Dilma: Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PR). Lúcio Alcântara já confirmou presença, mas Cid Gomes ainda não.
Dilma tem no Ceará um palanque triplo. Um apoiado exclusivamente pelo PT, que manterá o comitê central que a ser inaugurado na próxima sexta-feira. O outro palanque já armado é do governador Cid Gomes, que tenta reeleição. Cid em seu comitê faz campanha para Dilma de forma tímida. O terceiro palanque é de Lúcio Alcântara que, em seu comitê, pede votos abertamente para Dilma.
Via: IG
Serra lança ministério do Deficiente em MG
Tucano visita Estado pela quinta vez desde que campanha começou. Proposta sobre nova pasta será formalizada
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, irá pela quinta vez a Minas Gerais desde que começou oficialmente a campanha, no dia 6 de julho. Nesta quarta-feira, ele deverá lançar em Poços de Caldas, no sul do Estado, a proposta do novo ministério voltado para deficientes físicos.
A agenda de Serra prevê visita, às 13 horas, à APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) de Poços de Caldas. A instituição é conhecida como uma das melhores do País. Depois, às 15 horas, o tucano terá um encontro com entidades de pessoas com deficiência. A reunião será no Palace Hotel.
A vereadora e candidata a deputada federal pelo PSDB-SP Mara Gabrilli, tetraplégica há 16 anos, é apontada por tucanos próximos a Serra como titular da pasta, caso ele seja eleito. Calcula-se que no Brasil 15% da população tenha algum tipo de deficiência física.
Em Poços de Caldas, Serra deve dar mais detalhes sobre como funcionará a nova pasta. A proposta surgiu ainda na pré-campanha. “Soube que ele [Serra] decidiu lançar o ministério do deficiente em Poços de Caldas, mas ainda não tenho detalhes”, disse o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), que é presidente do diretório tucano mineiro.
Pela quinta vez em MG
O ex-governador mineiro e candidato tucano ao Senado, Aécio Neves, propôs a Serra que visitasse o Estado pelo menos uma vez por semana até o fim da campanha. O presidenciável, no entanto, fez duas visitas na semana passada. No sábado, está prevista outra ida Minas, quando voltará a Belo Horizonte.
Serra tenta reverter a vantagem de 12 pontos porcentuais de Dilma, que foi apenas uma vez ao Estado no mesmo período. A última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo aponta que Dilma tem 44% das intenções de voto, contra 32% de Serra. Isso significa uma diferença de 1,2 milhão de votos.
Candidatos com nomes estranhos tentam atrair eleitores
Entretanto, eleitores afirmam que essa ousadia só atrapalha na hora da escolha e que não confiariam na seriedade do político
Pica-pau, Choraninguém, Pelé do Povo de Deus, Mister Brother, Botafogo Meu Filho e Mário do Resgate. O que estes esdrúxulos apelidos têm em comum? Eles são alguns dos mais de 200 candidatos a Assembleia Legislativa e a Câmara de Deputados pelo Estado de Pernambuco.
Alguns até já têm história na política. Como é o caso do policial militar e candidato estadual, Walinson Ramos (PRP), popularmente conhecido como “Choraninguém”. Em 2008, Ramos candidatou-se para vereador de Paulista, município da Região Metropolitana do Recife. Ele não obteve êxito, mas não desistiu. “Lula tentou três vezes (sic) e conseguiu, por que eu não vou conseguir?”, questionou. “É mais bonito quando a gente começa por baixo. É mais elegante e gratificante”, completou.
Choraninguém, como prefere ser chamado, não quis revelar o motivo do apelido. “Estou escrevendo um livro sobre a minha história, no qual, consequentemente, eu revelarei a história do apelido”, disse. Caso eleito, o candidato pretende investir na carreira da Polícia Militar pernambucana, combater as drogas e dar assistência às mulheres trabalhadoras.
O pedreiro e deputado estadual, Ednilson dos Santos (PRP), ou melhor, “Pelé do Povo de Deus”, tentou ingressar em 2002 na Assembleia Legislativa, mas não conseguiu votação. Perguntado sobre o porquê de investir na carreira política, ele foi incisivo: “Quero tirar os corruptos do poder. Quero fazer uma limpeza geral no gabinete”, sentenciou. Em relação às suas propostas, Pelé afirmou que pretende investir em seu bairro, San Martin, localizado na zona oeste do Recife, e explicou que vai lutar por uma maior realização de concursos para o Estado. O candidato tem esse apelido porque, além de gostar de jogar futebol, apresenta semelhanças físicas com o Rei do Futebol.
O novato Almir de Macedo (PHS), conhecido pela alcunha de Pica-Pau, afirmou que ainda não começou a sua campanha política para deputado estadual, mas fará em breve. “Ainda não caí em campo, mas irei fazer isso na hora e no momento certo”, explicou. Pica-Pau discordou quando foi questionado sobre a possibilidade do codinome ser prejudicial à sua candidatura. “Esse apelido só me ajuda”, contou o candidato, que tem é chamado assim desde a vez que foi consertar o seu caminhão e saiu de lá com os cabelos avermelhados.
Assim como Pica-pau, Choraninguém e Pelé do Povo de Deus afirmaram que seus respectivos apelidos só trariam benefícios para as suas candidaturas. Porém, apesar de eles serem mais conhecidos como tais, não é dessa forma que enxergam os eleitores. Para o funcionário público Eryvaldo Santos, o candidato com esse nome não dá credibilidade às suas propostas e à função que pretende exercer. “Política é coisa séria. Estou interessado nas propostas deles, sim, mas um candidato com esse nome não passa sobriedade ao cargo”, avaliou.
E é desta maneira que também pensa a especialista em linguística Wandirsa Figueiredo. Ela acredita que a imagem vale muito hoje e que o nome faz parte dela. “Se um candidato opta por um nome engraçado, talvez ele não perceba o quanto é importante o cargo que ele quer atuar. Ele tem que apresentar-se confiante já a partir do seu nome”, relembrou.
Via: IG
Marina rebate declarações de tucano
Marina rebate declarações e diz que tucano não entende propostas
A candidata rebateu as declarações de Sérgio Guerra e disse que é preciso comprometimento ambiental para compreender seu programa
A candidata do PV à presidência, Marina Silva, rebateu nesta segunda-feira as declarações do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha de José Serra, que em acusou o programa de governo da adversária de ser superficial nas questões ambientais e de estar “no mundo das estrelas”.

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva na inaguração do comitê de Fábio Feldman (d), candidato ao governo de SP
Para a candidata do PV, as declarações de Guerra são fruto de uma “velha estratégia de não discutir o mérito e fazer o rótulo do adversário”. Segundo Marina Silva, o senador tucano não tem capacidade de entender o programa de governo do PV porque não tem compromisso com uma agenda que integre economia e meio ambiente. “Quem é capaz de compreender o que está em jogo no mundo não vai criticar. Irreal é achar que é possível continuar uma política de uma cabeça de gado por hectar, ocupando 200 milhões de hectares de terra e produzindo gado com baixíssimo investimento tecnológico”, atacou a candidata. “Não dá para discutir rótulo. Quem entende e é capaz de discutir nossa proposta sabe que isso é perfeitamente factível. Obviamente que para entender é preciso exigir que a pessoa tenha o mínimo de identidade com essa nova agenda”, afirmou Marina.
As declarações da presidenciável do PV foram dadas durante a inauguração do comitê central de campanha de Fabio Feldmann, que concorre ao governo do Estado de São Paulo pela sigla. Feldmann também criticou as declarações de Sérgio Guerra e disse que os adversários, de forma geral, têm “cabeça do século 20 e não podem compreender um programa do século 21”. “Os nossos adversários estão completamente defasados. Eles estão na época que era telefone fixo e não celular. Não tem outra explicação [para as críticas]. Depende de sua cabeça para pensar em como vai se enfrentar os desafios do século 21”, rebateu Feldmann.
O comitê do candidato verde funcionará na Praça Charles Miller, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo. Durante a inauguração, a presidenciável do PV pediu votos para os candidatos do Estado e disse que precisará de políticos comprometidos quando ocupar o Planalto.
Gafe
Durante discurso da inauguração, Marina ainda corrigiu uma gafe cometida pelo vereador do Rio, Alfredo Sirkis, que é presidente do Partido Verde na capital fluminense. Num ato de gentileza política, Sirkis disse que gostaria de mudar seu título de eleitor para São Paulo, para poder votar em Fabio Feldmann. Contudo, o Rio já tem um candidato a governador pelo PV, que é o deputado federal Fernando Gabeira. Durante o processo de escolha do vice, Gabeira e Sirkis chegaram a se estranhar dentro do partido, causando mal-estar de ambas as partes. Para que a frase de Sirkis não fosse mal interpretada, Marina tentou corrigir o companheiro de sigla: “Para não ficar dúbio, o que o Sirkis quis dizer é que ele queria ter dois votos, porque lá no Rio ele vota é no Gabeira”, disse Marina.
Durante a coletiva de imprensa, Sirkis tentou amenizou a força de sua expressão de apoio a Fabio Feldmann e confirmou que vota com todo entusiasmo em Gabeira. “Eu quis dizer é que gostaria de fazer as duas coisas. Também sou candidato a deputado federal no Rio e não poderia jamais mudar o meu título”, explicou.
Pesquisa
Mesmo com gafes e críticas, Marina Silva aproveitou a festa para comemorar o resultado da pesquisa Ibope/TV Globo, em que aparece em segundo lugar na corrida presidencial no Estado do Acre, única unidade da federação em que consegue superar a terceira colocação. Apesar de fazer pouquíssima campanha na região, a candidata, que é senadora pelo Estado, disse que tem uma relação muito especial com os acrianos. “São 35 anos de trabalho no Acre. Tenho uma imensa gratidão por tudo que o Estado fez por mim. Os meus adversários cada um tinha um jornal, uma rádio e uma televisão. Isso não mudou substancialmente. Mesmo assim consegui me eleger senadora da República gastando R$ 32 mil. É um trabalho coletivo que passa pela Igreja católica progressista, pelos movimentos sociais. Eu sou parte desse coletivo”, desabafou.
Ministros e senadores pró-Dilma discutem campanha
Em almoço, ministros e senadores pró-Dilma discutem campanha
Vice-líder do governo, Argello vai reunir autoridades para discutir projetos e fazer “esforço concentrado” de campanhas estaduais
Após um jantar no mês passado que reuniu 300 deputados em prol da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, será a vez dos senadores da base aliada discutirem projetos com cerca de 20 ministros convidados para um almoço nesta terça-feira (3), em Brasília. O encontro, que acontecerá na casa do vice-líder do governo Gim Argello (PTB), propõe um “esforço concentrado” a partir da troca de informações com os ministros, para reforçar as campanhas dos parlamentares e divulgar os resultados do governo Lula.
“Eu sou uma espécie de catalisador. Como sou de Brasília, conheço bem todo mundo aqui e pensei em oferecer este almoço”, disse Gim.
A idéia, segundo o anfitrião, é que os ministros ajudem os senadores em gravações nos programas de rádio e televisão e os parlamentares tirem dúvidas sobre projetos das pastas nas bases eleitorais dos candidatos. O anfitrião espera receber para o almoço até 50 senadores e 20 ministros. “Teve até candidato a governador que me ligou querendo vir, mas eu disse que era restrito”, contou Gim.
Segundo o senador, diferentemente do jantar com deputados, a candidata não deverá comparecer. “Dilma deve estar se preparando para quinta-feira”, disse o senador, referindo-se ao primeiro debate na TV com os presidenciáveis.
Via: IG
Serra defende Mantega sobre suposto dossiê
O presidenciável do PSDB disse que o ministro da Fazenda é íntegro e honesto e disse que não se surpreendeu com a denúncia do PT

O candidato à Presidência da República, José Serra, e Geraldo Alckmin, candidato ao governo de São Paulo, durante caminhada pelo bairro da Liberdade
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, comentou nesta segunda-feira (02) a suposta produção de um dossiê contra o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e sua filha Marina. Durante coletiva de imprensa na região da Liberdade, no Centro de São Paulo, o presidenciável disse que não se surpreendeu com a notícia de que o próprio PT tenha produzido o documento contra o ministro do governo Lula, e disse que confia na integridade de Mantega, que é seu amigo de longa data. “Quero dar meu testemunho a respeito do ministro Mantega”, disse Serra aos jornalistas. “Acho ele um homem correto. Eu considero o ministro Guido Mantega um homem honesto que está no cargo defendendo os interesses públicos”, afirmou o candidato.
Embora de autoria desconhecida, o suposto dossiê contra o ministro da Fazenda foi denunciado pelo jornal Folha de S.Paulo e lança suspeitas contra a ala do Partido dos Trabalhadores ligada ao sindicalismo bancário. O documento afirma que a filha do ministro, a modelo Marina Mantega, estaria fazendo lobby em empresas estatais como o Banco do Brasil e a Previ.
No final de abril, o material apócrifo foi enviado para a presidência do BB, para o gabinete de Mantega e para a Casa Civil, segundo o jornal. O objetivo do dossiê era fazer com que o ministro da Fazenda desistisse de nomear Paulo Caffarelli para a presidência da Previ.
O jornal aponta o deputado federal Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, como mandante do dossiê e atribui a troca de acusações à guerra de cargos dentro do governo Lula. O deputado nega a autoria e diz que já mandou investigar quem teria sido o autor das denúncias dentro do partido.
O atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, ironizou a denúncia e disse que qualquer “fofoca” dentro do partido vira dossiê contra o PT.




