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Serra: Dilma copia minhas propostas


18/08/2010 - 12:00 -

Serra culpa governo por fim da CPMF e diz que Dilma copia ideias

Tucano deu entrevista após participar de palestra no XX Congresso Nacional de Santas Casas

Tucano rebate crítica de que oposição prejudicou verba da saúde
 O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, culpou hoje o governo federal e base aliada pelo fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que havia sido criada como fonte de recursos para saúde. Ele deu a declaração após participar do XX Congresso Nacional de Santas Casas, em Brasília

A CPMF foi derrubada pelo Senado no fim de 2007, por 45 contrários a 34 favoráveis à renovação do imposto. Na oportunidade, a oposição – liderada pelo PSDB e pelo DEM – foi responsabilizada pela derrota imposta ao governo. Congressistas do PT e do PMDB disseram que o governo perdeu R$ 40 bilhões em arrecadação e prejudicou os gastos na área de saúde.

“O projeto de renovação da CPMF não falava de jeito nenhum de saúde. Quem atrasou o projeto foi a base do governo porque estava na CCJ e o pessoal da comissão disse que só daria curso ao projeto caso pudesse nomear o presidente de Furnas”, disse Serra.

“No Senado, eu tomei a iniciativa de dizer se vincular a um gasto extra eu acho que aprova. Então, a proposta, inclusive o texto base foi meu. Tive como um dos interlocutores o [Antonio] Palocci [deputado federal pelo PT e ex-ministro da Fazenda]”, explicou o tucano.

Cópia de propostas

 

Serra acusa Dilma de copiar propostas
 Serra voltou a dizer que a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem copiado suas propostas. Citou como exemplo o caso das AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial), que o governo agora apresenta como UPAS. “Foram começadas por mim na Prefeitura de São Paulo. Tem 130 em São Paulo. Só que eles [o PT e Dilma] chamaram de UPAS”, afirmou.

O tucano citou como outro exemplo de cópia de propostas “a força de catástrofes” criada pelo PT. “Eu disse vamos criar uma Defesa Civil Nacional, uma tropa para atuar com rapidez”, disse.

“Logo, logo vem…Ela [Dilma] propõe uma força de catástrofe. Não leu direito o que eu falei. É para confundir a opinião pública. E a imprensa tende a tratar isonomicamente. Não tende a se dar o trabalho e ver quem propôs primeiro”, completou.

Via: IG

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Marina diz que crescimento de Dilma em pesquisas não assusta


17/08/2010 - 18:45 -

  Candidata do PV se disse otimista e afirma que resultado não impacta na sua estratégia de campanha

Em visita a uma área de ocupação irregular entre São Paulo e Diadema, na região metropolitana, a candidata a presidente Marina Silva (PV) minimizou hoje o crescimento da petista Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, ela disse que não mudará a estratégia de campanha. “Vou continuar debatendo os problemas que interessam ao País”, afirmou.

 

Foto: Futura Press

Marina Silva em evento com lideranças no Jardim Castelo, travessa da Avenida Alda, próximo à divisa dos municípios São Paulo/Diadema.

Marina se disse “otimista” com o início hoje da publicidade eleitoral gratuita no rádio e televisão. Apesar de ter quase um minuto e 30 segundos de tempo, Marina afirmou esperar discutir nesse curto período as principais dificuldades da sociedade. “A população está começando a entrar em contato, de forma mais próxima, com os candidatos agora”, analisou.

De acordo com ela, a candidatura do PV ainda é “forte”. Marina afirmou que se considera “firme” na disputa presidencial. “Já quebramos o plebiscito e vamos quebrar também a ideia de que a eleição é um espaço apenas para frases de efeito e desqualificação uns dos outros”, disse, ao se referir à troca de acusações entre os principais adversários.

A candidata do PV a presidente desconversou sobre a possibilidade de a eleição ser concluída em primeiro turno e rechaçou a hipótese de discutir cargos com o próximo governo. “Nunca discuti cargo com quem quer que seja”, declarou. Embora se considere com chances de ir para o segundo turno, Marina não descartou a abertura de diálogo, seja com o PT ou o PSDB, caso isso não aconteça.

Via: IG

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Emoção marca a estreia de Dilma e Serra na TV


17/08/2010 - 15:40 -

Enquanto a petista traz depoimento do ex-marido, tucano exibe conversas entre candidato e eleitores. Marina fala de meio ambiente

Na estreia do programa eleitoral gratuito na televisão, nesta terça-feira, os dois principais candidatos à presidência reforçaram, em tom emocional, que estão preparados para assumir o cargo. Enquanto o programa da petista Dilma Rousseff a colocou como uma mulher comum e trouxe um depoimento do ex-marido da candidata, que falou de sua única filha, o tucano José Serra apostou em conversas gravadas nas casas de seus eleitores em bairros pobres de diferentes cidades brasileiras.

Conforme se havia antecipado, a propaganda começou sem confrontos diretos entre os principais candidatos e priorizou a biografia dos presidenciáveis. Serra exibiu dois jingles durante o programa nos ritmos forró e pagode. “Conheço ele, sei que é bom a gente viu”, disse a abertura. O tucano usou o tempo na TV para explorar basicamente três pontos: a criação do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), a implementação dos remédios genéricos e, sobretudo, a atuação do tucano como ministro da Saúde.

Exibindo uma foto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas sem citá-lo, Serra se apresentou como um dos responsáveis pelo plano Real e elencou suas realizações no ministério da Saúde, como implantação do genérico e construção e reforma de 300 hospitais. Serra reconheceu que “o Brasil avançou bastante em algumas áreas”, mas afirmou que é preciso “comparar o que cada um fez – e se fez”. O slogan da campanha tucana, “o Brasil pode mais”, foi utilizado para finalizar o programa.

Tanto no programa de Dilma como o de Serra citaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente apareceu por duas vezes no programa petista contando o porquê de sua escolha por Dilma como sua sucessora. Já o programa de Serra reproduziu um jingle que citou o nome de Lula quatro vezes. “Quando Lula da Silva sair eu quero Zé lá” e “Sai o Silva entra o Zé”, diz a música.

O PT poupou a imagem de Lula para o programa da noite, que deve ser diferente do exibido à tarde, segundo integrantes da campanha. Coordenadores da petista avaliam que a estratégia será dosada pelo marqueteiro João Santana a partir dos demais programas para não ofuscar a candidata e transformar o programa de Dilma em palco para o presidente .A protagonista da estreia foi a própria candidata, que relembrou momentos da ditadura militar, como quando foi presa em São Paulo.

“A arte de aguentar a cadeia é viver a cadeia”, disse a petista.

O programa de Dilma enfatizou sua experiência no ministério de Minas e Energias por meio do relato do presidente Lula.

Marina Silva

Com tempo de televisão bem menor que o dos adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), a senadora Marina Silva deixou de lado as apresentações em sua estreia no horário eleitoral gratuito na televisão. Enquanto os adversários falaram sobre sua trajetória pessoal e política, Marina narrou um discurso em defesa do meio ambiente sobre uma sucessão de imagens que retrataram a diversidade natural do planeta.

Marina descreveu o Brasil como uma peça “fundamental” no trabalho para conter os danos causados ao meio ambiente. “Precisamos parar o ciclo de destruição que já está acontecendo”, disse a candidata do PV. O filme foi encerrado com a imagem da senadora, que então se apresentou ao eleitor: “Eu sou Marina Silva, candidata à Presidência”.

Com uma coligação restrita, a candidata do PV tem direito a 1 minuto e 23 segundos em cada um dos dois blocos da propaganda eleitoral na televisão. Dilma, que angariou apoio de legendas como o PMDB, despontou com mais de 10 minutos. Já o tucano José Serra ficou com pouco mais de 7 minutos.

Via: IG

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Dilma consolida vantagem sobre Serra


17/08/2010 - 13:25 -

Petista vai a 43% e tucano oscila negativamente para 32%

A vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, sobre o tucano José Serra subiu de 5 para 11 pontos percentuais segundo pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira. Pela primeira vez uma pesquisa mostra Dilma com um percentual suficiente para ser eleita no primeiro turno, dentro da margem de erro.

Segundo o Ibope Dilma subiu de 39% em julho para 43% em agosto e Serra oscilou negativamente de 34% para 32%. Marina Silva (PV) permaneceu com 8%. Os brancos e nulos são 7% e os indecisos 9%.

Na soma dos votos válidos Dilma teria 51%, Serra 38% e Marina 10%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Avaliação do governo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avaliado como ótimo ou bom por 78% dos entrevistados, regular por 18% e ruim ou péssimo por 4%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 23548/2010.

Via: IG

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Candidatos se apoiam em aliados no 1º programa eleitoral no rádio


17/08/2010 - 11:50 -

Serra cita Aécio Neves e Minas Gerais, enquanto Dilma tem depoimento de Lula e Marina fala sobre meio ambiente

Na estreia do horário eleitoral gratuito hoje no rádio, os candidatos à Presidência da República falaram sobre trajetória política, destacaram projetos e citaram aliados. O programa de José Serra (PSDB) começou com menção à gestão do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Dilma Rousseff (PT) recebeu depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com menor tempo, Marina Silva (PV) preferiu discorrer sobre problemas ambientais.

 

O primeiro programa no horário eleitoral gratuito do rádio foi o de José Serra, com pouco mais de sete minutos. Com personagens mineiros e baianos e tom de humor, a primeira citação menciona a gestão “moderna” do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves e o governador e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB). A inserção apresentou também a atuação de Serra à frente do Ministério da Saúde e os projetos do candidato nas áreas de saúde e educação. Numa estratégia de aproximação popular, um dos jingles da campanha diz que “Pro Brasil seguir em frente, sai o Silva e entra do Zé”, destacando ainda a origem do tucano e o “esforço” para estudar e se formar. O programa termina com a música “Bate Coração”, de Elba Ramalho, com letra adaptada para a campanha.

Com 10 minutos e 38 segundos, o maior tempo do horário eleitoral gratuito, o programa de Dilma Rousseff começa com depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estou com Dilma porque conheço sua competência”, diz Lula. A frase recebe reforço em seguida, com o jingle: “Se Lula está com ela, eu também tô (sic)”. Com discurso inicial voltado para mulheres, “donas de casa e trabalhadoras”, o programa apresentou a biografia da petista, a prisão na época da ditadura e o início da vida política no Rio Grande do Sul. O trabalho como ministra de Minas e Energia e ministra chefe da Casa Civil também foi lembrado, assim como o “olhar social” do governo. Em ritmo sertanejo, uma música finaliza o programa numa espécie de mensagem do presidente Lula para a candidata. A letra diz: “Deixo em tuas mãos o meu povo e tudo o que mais amei/Mas só deixo porque sei, que vais continuar o que fiz”.

Com apenas um minuto e 23 segundos, Marina Silva não citou sua trajetória política. A candidata do PV preferiu falar sobre a urgência na criação de soluções para os problemas ambientais. “Precisamos parar o ciclo de destruição”, disse, finalizando que o Brasil tem um papel fundamental no reequilíbrio do planeta.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) se apresentou em um minuto e um segundo e disse que pretende lutar pelas minorias.

Com 55 segundos, Zé Maria (PSTU) fez críticas ao governo do PT e afirmou que a vida do brasileiro “continua dura”. José Maria Eymael (PSDC) não dispensou o já conhecido jingle de outras eleições e fez uma breve apresentação sobre sua vida pública. Já Levy Fidelix (PRTB) criticou a carga tributária e os juros bancários. “Quero ser o presidente da justiça, do progresso e do desenvolvimento”, disse.

O PCO, do candidato Rui Costa Pimenta, e o PCB, de Ivan Pinheiro, não colocaram no ar seus respectivos programas.

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Temer: “Chamarei Dilma de presidente”


17/08/2010 - 9:36 -

Vice, que já se refere à petista como ocupante do cargo, diz ter sido surpreendido com avanço nas pesquisas

Candidato a vice na chapa presidencial petista, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), diz sentir um “clima favorável” à vitória nas urnas e percebe nos Estados uma “convicção de que (Dilma) vai ganhar”. Embora invista no discurso de que é preciso manter uma postura de cautela até as eleições, no dia 3 de outubro, o parlamentar já se refere sucessivamente à ex-ministra da Casa Civil como “presidente”.  “Meu relacionamento com a presidente Dilma é uma relação de muita cordialidade, muito respeito e muita amizade”, disse, em uma das citações à presidenciável.

 Ele avisa inclusive que prefere chamá-la de “presidente” e não de “presidenta”, versão preferida de boa parte do alto comando do PT. “Vou chamar de presidente. Eu acho que é apropriado e creio que ela não considere inapropriado.”

 

Foto: Flávio Torres/Fotomídia

Temer, que visitou a sede do iG nesta segunda-feira, diz ter sido “agradavelmente surpreendido” com o avanço da candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Ele chegou a admitir que, no início da pré-campanha, a então ministra da Casa Civil pode ter cometido alguns deslizes no tratamento dado à imprensa. “Se ela teve esse pequeno embaraço, ela jamais voltou a cometê-lo”, afirmou, quando questionado sobre o fato de Dilma ter subido o tom em uma entrevista concedida quando uma falha atingiu as linhas de transmissão da usina de Itaipu, em novembro do ano passado.

Ainda assim, ele a classifica como uma candidata “preparadíssima”. “Jamais imaginei que a Dilma pudesse ter escorregões porque ela está preparadíssima, conhece o governo como ninguém. Foi o braço direito do presidente Lula. Está com traquejo oratório, presença na televisão, muito adequado. Ela jamais perde a classe de alguém que disputa a presidência da República. Não há o que mudar nela.”

Embora tenha investido no discurso otimista, Temer evitou apostar em uma vitória logo no primeiro turno. Ainda assim, disse que o desempenho de Dilma nas pesquisas ficou acima de suas expectativas. “Nós esperávamos que o empate só se daria com o Lula na televisão, e esse empate já se deu antes, e até passou”, afirmou, em referência ao início da transmissão do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, que vai ao ar a partir desta terça-feira. “O programa na televisão vai facilitar ainda mais o desempenho nas pesquisas”, afirmou.

O vice reforçou que o PMDB está reunificado, negou acordo prévio sobre distribuição de cargos e garantiu que a negociação “ficou para depois”. De acordo com ele, o espaço do partido no governo vai depender “da presidente Dilma, que terá um grande poder para decidir quem chama e quem não chama”. Sobre suas declarações em um almoço com senadores, em que pregou a “partilha do pão”, Temer classificou o episódio de “singelo, uma simplicidade quase acaciana”. Afirmou que foi uma “palavra de incentivo” para contar com a colaboração de diversos partidos na campanha. “A presidente saberá compor o governo com as pessoas mais qualificadas, mas isso é uma coisa para depois”, reiterou

Caso Dilma seja eleita, Michel Temer espera que haja um revezamento na presidência da Câmara, como aconteceu no governo Lula. Três vezes presidente da Casa, ele disse acreditar que o PMDB conseguirá superar a marca de 90 deputados após o pleito de outubro. “Se o PT e o PMDB forem os maiores partidos na Casa, e tudo indica que vão ser, eu tenho quase absoluta convicção de que haverá um ajustamento para que o PMDB ocupe um biênio e o PT ocupe outro biênio”, afirmou.

 

Foto: Flávio Torres/Fotomídia

Ficha Limpa

Evitando fazer críticas ao vice na chapa presidencial tucana, Indio da Costa, Temer tomou para si parte da responsabilidade pela aprovação do projeto Ficha Limpa. “Não há paternidade nesse caso. Se paternidade houver eu creio que eu me esforcei muito para aprovar esse projeto”, afirmou Temer. A campanha tucana tem apresentado o vice de José Serra como “o pai do Ficha Limpa”.

Segundo o peemedebista, “não há a menor dúvida” de que o projeto pôde ser aprovado no plenário da Câmara somente após a entrada do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) como relator na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Além disso, a aprovação “se deveu muito à articulação que eu fiz”, disse o deputado. Temer afirmou que convidou Indio da Costa para compor um grupo informal de articulação a pedido do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, e do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen. E fez uma reverência ao Índio. “Quero render minha homenagem a ele”, afirmou, diplomático.

Ministérios e fisiologismo

Temer defendeu o número de ministérios do governo Lula. “(Ter muitos ministérios) não prejudica o País”, disse. Segundo ele, a criação de novas pastas “descentraliza o poder, reforça a democracia”. Ele admitiu, no entanto, que a criação de novas pastas para atender a demandas de aliados por cargos no governo possa ter acontecido. “É possível que tenha acontecido isso”, disse. Isso não significa, segundo Temer, que haja a necessidade de enxugar o número de pastas, como prega o presidenciável tucano, José Serra.

Sobre as críticas de que o PMDB seria um partido refém do fisiologismo, o presidente da legenda garantiu que as encara com naturalidade. “Vejo com naturalidade porque o PMDB é o maior partido do País. É natural que quem seja grande seja mais vulnerável a esses ataques”, afirmou. Segundo ele, o partido está construindo um governo de coalizão. “Quando Lula nos chamou para fazer a coalizão governamental, nos apresentou sete pontos programáticos. A pergunta seria quantos ministérios vocês ganharam? Essa história de fisiologismo não se sustenta. O PMDB vai participar de um plano de governo”, alegou.

Via: IG

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Candidatos com mais de 90 anos disputam eleição


17/08/2010 - 5:06 -

Candidatos com mais de 90 anos embarcam na eleição deste ano

Comunista desde os 15, estreante no DF troca corpo-a-corpo por livro sobre socialismo; veterano encara política à moda antiga

Os dois candidatos mais velhos nas eleições deste ano entram na campanha com perspectivas diferentes. Dalva do Nascimento, de 92 anos, candidata a suplente de senador no Distrito Federal pelo Partido Comunista Brasileiro, mal aceitou o desafio e já desistiu de fazer campanha. Argumenta que sente tonturas por causa da labirintite e acaba de enfrentar duas cirurgias de catarata, para corrigir problemas na visão que dificultam a leitura diária dos clássicos marxistas. Dalva é estreante em uma corrida eleitoral.

Aos 90 anos, Antonio Castanheiro, candidato a deputado federal pelo PTB do Rio, tem em comum com a colega do DF a admiração por Getúlio Vargas e o fato de ter se filiado aos 15 anos a um partido político. Assim como ela, acompanha de perto as transformações sofridas pelo País desde que o Rio de Janeiro deixou de ser a capital, Getúlio entrou para a história e os eleitores deixaram o campo para povoar as grandes cidades. Um tempo em que jamais se imaginava que o voto seria contabilizado por um clique no botão verde da urna eletrônica. Castanheiro é veterano em eleições e está disposto a conquistar votos à moda antiga. O iG entrou em contato com os dois nonagenários, que contaram, por telefone, suas histórias e expectativas para a política dos dias atuais.

Comunista, graças a Deus

Pelo telefone, a candidata pede, pela terceira vez, para que a pergunta seja refeita. “O senhor pode falar mais alto? Perdi a audição do ouvido direito e do outro só tenho metade”, explica. Com algum esforço, Dalva do Nascimento, de 92 anos - 77 só de militância - engata a conversa ao falar sobre socialismo e os tempos de Luis Carlos Prestes, mas não mostra a mesma empolgação com a possibilidade de se eleger suplente de senadora pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) no Distrito Federal.

 

Foto: Tayna Haudiquet

A candidata comunista, Dalva do Nascimento, de 92 anos

Apesar de estar filiada desde os 15 anos à legenda, dona Dalva é novata em eleições. Encontrada em casa após duas frustradas tentativas de contato – na primeira vez, ela estava no meio de uma cirurgia de catarata e, na segunda, também – ela contou à reportagem, na última sexta-feira, que só aceitou se candidatar este ano por obediência partidária. E a um bom comunista, explica ela, cabe cumprir e não contestar as ordens do alto escalão.

“Sou suplente de uma senhora chamada…não estou me lembrando. Acho que é Rosana. O senhor me desculpa, tenho labirintite e às vezes me esqueço das coisas. Não vou fazer campanha porque se saio sozinha na rua dá tontura, alguém sempre precisa me acompanhar”, explica a candidata, que é 35 anos mais velha que a “titular” Rosana Chaib.

Dona Dalva mora em Guará 1, cidade-satélite de Brasília, com uma filha adotiva, de 58 anos, uma irmã, de 94, e dois sobrinhos. Nunca casou nem se elegeu para cargo algum. “Só estudei, trabalhei, e fui ajudar a família. Éramos oito irmãos”, diz.

Em seu registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata comunista informou ter como ocupação o cargo de “capitalista de ativos financeiros”. Na prática, diz, é contadora e tesoureira do partido, formada em Uberlândia (MG), onde se criou, e aposentada em 1971. Desde então, viu o poder de compra diminuir, diminuir, até chegar a um salário e meio, ou exatos R$ 836,20. “Antes era uma importância de mil, quinhentos e pouco cruzeiros…”, lamenta.

Revolta maior mesmo, diz, só com os estrangeirismos, a multiplicação de escolas de inglês pelo País, o fim das aulas de civismo ou dos coros para o hino nacional antes da aula. Diz detestar estereótipos sobre comunistas – “é uma falsidade falar que comunista não tem religião” e não gosta de falar sobre os adversários que debandaram do comunismo ao longo do século 20.

O PC do B, aliado de primeira ordem do Partido dos Trabalhadores, “foi uma desmoralização”, afirma Dalva; o PPS, Partido Popular Socialista, virou qualquer coisa, menos socialista. “Hoje todo mundo é oportunista, quer ganhar qualquer coisa.”

 

Foto: Getty Images

Stálin, ídolo de dona Dalva

A eleição de Lula, em 2002, foi uma “boa vitória”, avalia, porque só com ele o Brasil teve reconhecimento internacional. Só que Lula, ressalta ela, hoje é “mais patrão que operário” e passou a maior parte do governo “em cima do muro” – diz isso apesar de elogiar o aumento concedido aos aposentados no início deste ano. Só votou no atual presidente, conta ela, no segundo turno das eleições que disputou; mas só porque o partido mandou, e quando o partido manda, explica ela mais uma vez, cabe apenas cumprir.

Tal devoção se expressa nos broches e camisetas com desenhos da foice e do martelo que diz colecionar e na entonação do hino da Internacional Comunista, que passa a cantar no telefone, não sem certo embargo na voz: “De pééééééé, ó vítimas da fooooooooome”. “Com a foice e martelo, ponho no peito e vou embora”.

Apesar dos “problemas com a vista”, Dalva guarda devoção também aos clássicos da literatura comunista – guarda “O Capital”, de Karl Marx, como livro de cabeceira, e se queixa da dificuldade de ler, um pouco a cada dia, o livro “O Socialismo Traído – Por Trás do Colapso da União Soviética”, de Roger Keeran e Thomas Kenny.

“Estou lendo devagar. Bem devagarzinho. Nessa noite mesmo eu perdi o sono e li”, diz a candidata, que cita partes da leitura para emendar o primeiro torpedo contra “o safado do (Mikhail) Gorbachev”, líder soviético responsável pela transisão da URSS para a economia de mercado. “Foi ele que criou as medidas anticomunistas e difamou o (Joseph) Stálin”.

Stálin, aliás, que junto com Getúlio Vargas e Luis Carlos Prestes são “verdadeiros deuses” nas palavras de dona Dalva. “Ihhhh, meu filho, era a coisa mais linda. Passávamos a noite em reunião ouvindo o Prestes falar. Nunca nessa vida compare esse homem com o Lula”, repreende a candidata, antes de abrir uma nova vaga no panteão comunista: “É, o Brizola também merece nosso respeito”.

Antonio Castanheiro, getulista desde criancinha

O primeiro contato durou apenas 15 segundos. Depois do quinto toque, finalmente Antonio Castanheiro atende o telefone no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Do lado de lá da linha, diz “alô”, mas é incapaz de compreender o pedido de entrevista. “Sabe o que é, eu não escuto direito. A minha mulher deve chegar mais tarde. O sr. liga depois, tá?!”

 

Foto: Divulgação

Antonio Castanheiro, que concorre ao cargo de deputado estadual no Rio é um dos mais velhos do Brasil. Filiado ao PTB, ele participou da Segunda Guerra e se diz getulista

Desta tarde em diante, todo o contato foi feito através de Cláudia Regina Ribeiro, com quem Antonio é casado há 16 anos. A diferença de idade entre os dois é de mais de 20 anos. Durante duas noites as perguntas eram feitas à mulher, que repetia ao marido duas ou três vezes, até ele entender. As respostas eram sempre longas e repletas de histórias.

Aos 90 anos, Antonio Castanheiro passa pela vigésima eleição como candidato. Filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) desde os vinte e cinco anos, ele concorre em 2010 a uma vaga de deputado estadual contrariado. “Meu desejo era ser deputado federal, mas o partido achou melhor eu me manter no Rio e tive que obedecer”, diz o candidato, que prega a obediência partidária quase como um princípio militar. “O partido tem uma estratégia de crescimento que não pode ser contestada por causa de vaidades pessoais”, justifica.

A obediência partidária, aliás, tem sido o grande dilema do candidato nonagenário. Como o PTB é coligado com o PMDB no Rio, ele pode tranquilamente assumir seu voto no atual governador Sérgio Cabral, de quem é amigo de longa data. Contudo, na esfera federal o PTB faz parte da aliança em torno doosé Serra, o que impede Castanheira de assumir o voto em Dilma Rousseff (PT), que diz ser sua candidata do coração. “Do tamanho que o Brasil é, ele está muito atrasado em relação aos vizinhos da América Latina, que já tiveram uma presidente mulher. Gostaria muito de votar nela, mas ainda não consultei o partido para saber o que eles acham”, afirma Castanheiro.

Essa obediência partidária do candidato fluminense é antiga e remete aos tempos de Getúlio Vargas, de quem é afilhado político e admirador imponderável. Mesmo contrário a guerras e ditaduras, ele teve que defender o padrinho político, justificando a instalação do Estado Novo e a opressão contra os paulistas separatistas, que originou a chamada “Revolução Constitucionalista de 32”, na qual morreram mais de mil pessoas. “As elites paulistas queriam derrubar Getúlio e a única forma de defender a alternância de poder foi ir à guerra, lamentavelmente”, conta o candidato.

Na época da Revolução, Castanheiro tinha apenas 12 anos. Apesar disso, já nutria admiração por Getúlio porque seu pai e o ex-presidente tinham sido amigos no Rio Grande do Sul, quando ambos ainda eram cadetes da escola militar. “Os dois iam para festas e farreavam juntos. Ele sempre contava as histórias vividas no Sul”, lembra. O pai tornara-se oficial da Marina e sempre teve orgulho da amizade com Vargas.

Ungido por essa amizade, o jovem Castanheiro sentiu-se na liberdade de solicitar um emprego ao presidente da República. O primeiro encontro entre ele e mandatário brasileiro aconteceu em um evento da escola militar carioca, onde Getúlio homenageava os oficiais que serviram na Segunda Guerra Mundial. Castanheiro era um desses soldados e servira no pelotão da FEB (Força Expedicionária Brasileira) de artilharia antiaérea contra as tropas de Hitler. Ao ver-se frente a frente com Getúlio, o rapaz não teve dúvida: solicitou-lhe um trabalho e foi prontamente atendido com um cargo na Justiça Federal.

 

Foto: Reprodução

Capa do jornal “Ultima Hora”, que anuncia o suicídio do presidente Getúlio Vargas, no Palácio da Catete

O emprego possibilitou o jovem ingressar no curso de Direito. Com o diploma na mão, chegou ao cargo de Oficial de Justiça Federal. O convite para filiar-se ao PTB veio ainda no período de estudante, pelas mãos do filho médico do presidente, Lutero Sarmanho Vargas, de quem foi grande amigo e admirador. “Ele disse que eu tinha jeito para a política e que estava na hora de retribuir as coisas que o País tinha me dado de bom. Me filiei ao partido e estou até hoje na política, sem me arrepender”, lembra.

Passados mais de sessenta anos do episódio, Antonio Castanheiro sai todos os dias de casa com os santinhos do bolso, atrás de potenciais eleitores. Apesar da idade, ele aborda comerciantes, vizinhos e colegas das Laranjeiras e fala sobre suas propostas políticas. Lúcido e afável, sua principal plataforma é a defesa dos aposentados: “Não é possível que nossos idosos ainda sejam destratados em pleno século 21. Um País que não cuida do seus velhos não cuida de ninguém”, repete ele ao telefone pela terceira vez.

Embora reconheça que deixa a esposa preocupada quando sai de casa, o nonagenário não abre mão do corpo-a-corpo nas ruas. “Campanha não se faz sentado na poltrona, tem que dar a cara e participar da vida da comunidade”, diz ele. “Se envolver nas questões da comunidade é, antes de tudo, exercício de cidadania”, completa Castanheiro, que já foi deputado federal entre 86 e 89, presidente do Rotary Club carioca duas vezes, além de um dos fundadores do Associação de Oficiais de Justiça do Rio.

A solução para evitar os conflitos em casa foi trazer a companheira para a política, disputando cargos ou acompanhando seus evento. “Tenho medo dele andando sozinho por ai, nessas comunidades distantes por onde ele se mete. Sempre que começa uma campanha a minha vida pára. Fico atrás dele pedindo votos. Na última eleição para vereador também me candidatei a pedido dele, mas não divulguei meu nome para não dividir os eleitores”, narra a esposa. “Com 90 anos ele ainda tem fôlego para fazer três, quatro discursos por dia”, diz Claudia.

O orgulho de ser getulista ele carrega nas campanhas e rechaça qualquer comparação entre o ex-presidente suicida e Lula. “Os dois foram grandes líderes dos trabalhadores. Mas as condições políticas eram outras. Lula nunca precisou usar a força contra as elites, mesmo sob tiroteio. Mesmo assim, Getúlio fez coisas pelo povo que duram até hoje, como a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou o voto para a mulher. Ele deu trabalho, comida e roupa para o povo”, argumenta.

Perguntado sobre a morte de Getúlio, Castanheiro desconversa e diz que não acredita na tese de suicídio do seu padrinho político. “É difícil explicar por telefone, mas muitas fatores estão por trás desse episódio”, explica. Apesar de negar as comparações entre Lula e Getúlio, o petebista nonagenário admite que o País passa por mudanças profundas, especialmente na área social. “Parece que só depois do Lula é que descobriram que o Brasil é cheio de pobres e trabalhadores”, brinca.

Sem dinheiro para bancar uma campanha com equipamento de som, perua, bandeiras e cabos eleitorais pagos, Castanheiro investe no corpo-a-corpo e na distribuição de santinhos para atrair o eleitorado. Netos, noras e filhos também entram de cabeça na campanha para ajudar, divulgando a candidatura entre amigos e vizinhos. “Nossa ideia é colocar alguns vídeos no YouTube para ajudar a elegê-lo”, conta a esposa, esperançosa.

Na última eleição para vereador, Castanheiro obteve apenas 1800 votos, quantidade impossível de eleger qualquer político. Para esse pleito, ele já prepara uma dobradinha com outro candidato a deputado federal do PMDB, esperançoso para que o número de eleitores cresça. Avesso a promessas de campanha, seu único compromisso é continuar tentando retornar a política. “Os deputados hoje são descolados da realidade social, da situação dos aposentados. Sou de uma família em que as pessoas vivem cem anos, só desistirei de mudar isso na hora da morte”, desabafa.

Via: IG

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Marina Silva discursa para evangélicos em Manaus


16/08/2010 - 23:56 -

A candidata do PV fez um discurso de 35 minutos, entremeado de citações bíblicas, enaltecendo o papel da mulher na sociedade

Cerca de 7 mil pessoas oraram na manhã de domingo (15) pela vitória da candidata do PV à Presidência, Marina Silva, em templo da Igreja da Restauração, fundada em Manaus em 1992 e que já elegeu vereadores e deputados estaduais. A candidata fez um discurso de 35 minutos, entremeado de citações bíblicas, enaltecendo o papel da mulher na sociedade.

No final, pediu que orassem por ela. “Quero pedir a todos para orarem por mim, para que Deus me capacite para essa missão e abençoe nosso País com o que for melhor”, disse.

 A candidata, que fez campanha nos últimos dois dias em Manaus, chorou na tarde de sábdo (14), na inauguração de um dos comitês voluntários na periferia da cidade, ao reencontrar uma antiga vizinha, do período em que morou na capital amazonense. “Era na casa da senhora que a gente guardava as coisas na geladeira, porque não tínhamos. E a senhora ajudou minha mãe a encontrar um emprego”, contou, chorando ao relembrar da mãe, já falecida.

No final da tarde de sábado, aproximadamente 200 pessoas lotaram uma livraria em Manaus para pedir autógrafo da candidata, biografada no livro da jornalista Marília de Camargo César, “Marina, a Vida por uma Causa”. No lançamento, o poeta Thiago de Mello anunciou seu voto. “Por onde ela for, estou com ela, que me atrai com coerência num tempo onde o que falta é exatamente isso”, afirmou o poeta.

Na manhã de domingo, antes de ir ao templo, a candidata passeou por uma das mais populares feiras de artesanato da capital. Foi aplaudida, abraçada e ganhou muitos presentes. “Esse é meu fraco”, disse numa banca de colares com pedras e madeiras da região. Ganhou cinco, em bancas diferentes. Ao falar na igreja depois da visita à feira, usou um dos colares, de jarina e casca de pupunha escovada.

No início da tarde, a candidata viajou para São Paulo num jato fretado. Amanhã, à noite, ela fará campanha na capital paulista em um encontro com lideranças da comunidade judaica.

Via: IG

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Dilma a militantes: “Sei que vocês não vão subir no salto”


16/08/2010 - 17:50 -

Candidata do PT visita feira do Distrito Federal. Acompanhada por aliados, teve dificuldades para caminhar no local

Dilma discursa na Feira do Produtor em Vicente Pires (DF)
 Com chances de vencer a eleição no primeiro turno, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse esperar que a militância do seu partido “não suba no salto”.

A declaração foi a única feita diretamente ao público durante uma visita relâmpago à Feira do Produtor, em Vicente Pires (Distrito Federal), que fica a 13 quilômetros de Brasília.

“Eu queria agradecer à toda militância aqui presente. Agradecer a garra, da qual vocês chegam aqui neste domingo, dando apoio à minha candidatura. Agradecer porque eu sei que de hoje até 3 de outubro vocês não vão subir no salto alto e vão disputar cada voto, cada casa. De feira à feira”, afirmou a candidata do PT.

Dilma passou a maior parte do tempo que esteve na feira dando entrevista coletiva. Ela falou por quase 20 minutos com os jornalistas. Neste sábado, reportagem do iG mostrou que Dilma adotou uma estratégica de superexposição para tentar derrotar José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno. A última pesquisa Datafolha mostra a petista oito pontos na frente do tucano.

Na Feira do Produtor, Dilma teve dificuldades para caminhar por causa do assédio da imprensa e do público que tentava tirar fotografias e cumprimentá-las. Foi embora em menos de 10 minutos. A petista estava acompanhada do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, que, pelo Twitter, reclamou da imprensa.

 “Impossível fazer campanha em feira, com dezenas de fotógrafos e cinegrafistas. Tava vendo a hora de fazer um omelete de mamão”, escreveu no microblog. Além de Dutra, o candidato ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, e os concorrentes ao Senado, Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) acompanharam Dilma.

DF é diferente de SP e MG

No DF, a petista conseguiu formar uma chapa com os principais partidos que lhe dão apoio nacional. O vice de Agnelo é Tadeu Filipelli (PMDB), e PSB e PDT não lançaram candidatos próprios. “Eu considero que aqui que nós temos uma chapa. No resto no Brasil, não, porque aqui é uma candidatura local. Em Minas e São Paulo, não posso fazer essa relação”, disse.

Sem discussão com Serra

Ao destacar êxitos do atual governo na área de agricultura familiar, Dilma afirmou que não precisa discutir com Serra: “Essa discussão eu vou fazer com agricultores do meu País e com os assentados. Eles sabem que nós fizemos uma política para o agricultor. Há uma diferença entre quem faz e quem fala durante a eleição. O nosso governo fez. É por isso que ele é reconhecido. É por isso que se vai numa região de agricultura familiar e nós somos reconhecidos”.

Nova diretoria da Caixa

A candidata do PT também disse que vai criar uma diretoria específica na Caixa Econômica Federal para o setor de habitação rural. “Dentro da Caixa, vou criar uma superintendência com uma diretoria para tratar especificamente de habitação rural”, disse. Tudo isso significa que vamos continuar expandido o crédito”, completou a petista, que lembrou ainda a necessidade de investir em assistência técnica para os pequenos produtores rurais.

Relação com o TCU

Dilma também falou sobre denúncias de irregularidades no DNIT (Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes). Lembrou que o governo já teve problemas de relacionamento o TCU (Tribunal de Contas da União), órgão que fiscaliza e acompanha obras nas estradas. No entanto, a ex-ministra ressaltou que o TCU têm dado boas avaliações sobre o DNIT.

“Eu temo que essa matéria esteja usando esse momento de eleição porque o próprio tribunal fez uma avaliação para mim que a relação do tribunal com o DNIT tinha melhorado de forma sistemática. Então, enquanto não me disserem onde piorou eu vou ficar com essa informação dada a mim pelo presidente do Tribunal Ubiratan Aguiar”, afirmou.

Via: IG

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Serra rechaça cálculo sobre custo de metrô paulista


16/08/2010 - 13:50 -

Candidato tucano propôs implantar 400 quilômetros de metrô com R$ 45 bi; governo de São Paulo calculou em R$ 160 bi

Foto: Eduardo Garcia/iG

Serra vai à Bienal do Livro em SP

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O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou como uma bobagem o cálculo do governo do Estado de São Paulo de que construir 400 quilômetros de metrô custaria R$ 160 bilhões. Na semana passada, ele prometeu construir 400 quilômetros com R$ 45 bilhões. “Isso é conversa, isso é bobagem. Vocês não investigaram direito”, disse o ex-governador.

Ao ser informado de que o cálculo é do próprio governo do Estado, Serra mudou o tom. Segundo ele, a promessa de construir 400 quilômetros de metrô inclui obras já feitas no atual governo, mas que ainda não estão em funcionamento. De acordo com ele, o cálculo de R$ 160 bilhões vale só para o Estado de São Paulo.

“O metrô em São Paulo tem túnel, tem escavação, tem que partir do zero. A maioria dos metrôs no Brasil está com investimentos já feitos e não está funcionando. Por exemplo, Salvador, Recife, Fortaleza é outro tipo de investimento”.

Durante o debate da Band entre os candidatos a governador, na semana passada, o próprio governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), disse ao ex-prefeito Paulo Maluf que Serra exagerou ao prometer 400 quilômetros de metrô.

Em visita à Bienal do Livro, em São Paulo, Serra prometeu distribuir gratuitamente 1 milhão de livros por ano a alunos da rede pública de todo o País caso seja eleito. De acordo com o candidato, seriam entregues três livros por ano para cada aluno a partir da quarta série. O custo, segundo ele, ficaria em aproximadamente R$ 450 milhões anuais.

Durante o passeio pela Bienal do Livro Serra distribuiu abraços e apertos de mão, tirou inúmeros fotos com admiradores, ganhou um exemplar de “O Príncipe”, de Maquiavel, com prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e comprou três livros do médico Dráuzio Varella, mas, também ouviu questionamentos e reclamações.

O estudante Daniel Renna o questionou sobre as afirmações de seu vice, Índio da Costa, quanto às ligações do PT com o narcotráfico. Serra respondeu que são de conhecimento público as ligações do PT com a narcoguerrilha colombiana Farc. O estudante não ficou satisfeito com a resposta. “Eu esperava que ele3 tivesse mais informações sobre isso”, disse Renna.

Serra que estava acompanhado do ex-secretário de Educação Paulo Renato Souza, também ouviu protestos de professores da rede estadual de ensino. Com contracheque na mão, Lúcia Valéria, professora de física, do ensino médio estadual, reclamava do salário de R$ 1,5 mil depois de 40 anos de magistério. “E olha que só consegui isso porque fiz uma greve contra o governo Serra”, disse ela. O candidato ignorou o protesto.

Durante a caminhada Serra evitou falar em política. Questionado duas vezes por jornalistas se pretende mudar os rumos da campanha em função do crescimento da candidata do PT, Dilma Rousseff, nas pesquisas, Serra foi curto e grosso: “Não.”

Via: IG

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