Lula e Dilma no palanque de Wagner na Bahia
Há rumores de que Geddel, ainda que forneça o segundo palanque para Dilma no Estado, não terá apoio tão direto do presidente
O presidente Lula e sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, estarão em Salvador, nesta quinta-feira (26), para subir no palanque do correligionário Jaques Wagner, candidato à reeleição para o governo da Bahia. Este será o primeiro comício de Lula pró-Wagner na campanha, fazendo ressurgirem os rumores de que Geddel Vieira Lima (PMDB), ainda que forneça o segundo palanque para Dilma no Estado, não terá apoio tão direto do presidente.
O atual cenário político, que apresenta Dilma em confortável dianteira nas pesquisas, faria Wagner lucrar em mais um aspecto. A conjuntura daria a Lula liberdade suficiente para reforçar as posições petistas no País. Na Bahia, por exemplo, o presidente poderia se recusar a dar palanque ao PMDB.
Esta será a primeira participação de Dilma durante a corrida eleitoral na Bahia. “Nossa expectativa é absolutamente otimista”, disse Luiz Caetano, coordenador da campanha petista. Já a presença de Lula, segundo Caetano, é o que “torna o comício especial”. Seu discurso reforça a tese do próprio Wagner, de que sua candidatura seria a única genuína porque ele e Dilma são parte do mesmo projeto político de Lula e do PT.
“A vinda de Lula e Dilma só confirma que Wagner é parceiro deles no mesmo projeto político. Os três são aliados históricos que iniciaram a luta juntos”, disse Caetano. Ele acredita que este seja o maior comício da campanha estadual deste ano.
A coordenação da campanha de Wagner informou que já mobiliza a militância para o evento, que será realizado às 19 horas, na Praça Castro Alves, no centro da capital baiana. Otto Alencar, candidato a vice, Lídice da Matta e Walter Pinheiro, postulantes ao Senado, compõem a chapa majoritária presente.
Via: IG
Marina propõe reforma na segurança
Elogiando as UPPs, candidata acredita que o pagamento de melhores salários e mais treinamento aos policiais são primordiais
Marina Silva durante a inauguração de uma Casa de Marina, comitê informal em apoio à candidata, em Araraquara (SP)
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, classificou a ação ocorrida ontem no Rio de Janeiro – na qual bandidos invadiram um hotel de luxo e fizeram reféns, após troca de tiros com policiais – como um exemplo do descontrole da segurança pública no País. “O que aconteceu no Rio de Janeiro é lamentável; como é que 40 pessoas andam armadas na cidade? Isso é descontrole da segurança publica”, afirmou Marina neste domingo, durante visita hoje a Guariba (interior de SP).
Marina defendeu a reforma da segurança pública no País, ancorada no pagamento de melhores salários e um mais treinamento aos policiais, bem como ações de combate ao tráfico de drogas e de armas. A candidata chegou a elogiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas pelo governo do Rio nos morros para a repressão ao tráfico, mas chamou a ação de embrionária. “As UPPs são uma boa ideia, mas ainda não têm escala e o problema é que o os governos do estado e federal usam esse pequeno começo como solução”, afirmou.
A candidata criticou ainda, sem citar nomes, adversários que defendem a criação de um Ministério da Segurança Pública em suas propostas de governo. “Não adianta ministérios, puxadinhos, remendos, o que precisamos é de uma reforma”, reafirmou.
Marina elogiou a estabilidade econômica do País, bem como políticas sociais como o Bolsa-Família, as quais serão mantidas, segundo ela, caso seja eleita. “Mas se não olharmos para os erros, estaremos fadados a desconstruir os acertos; e os erros são muitos”, disse Marina, que classificou saúde e a educação como de “péssima qualidade”.
Serra diz que não vai mudar os rumos da campanha
Questionado por frequentador do centro, tucano não responde e causa mal-estar
Em visita ao Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, em São Paulo, neste domingo (22), o candidato à Presidência da República, José Serra, comentou sobre as pesquisas que colocam a sua principal adversária, Dilma Rousseff, 17 pontos à frente. “Nós vamos seguir nosso trabalho com muita seriedade, muito empenho, otimismo e propostas para mostrar para a população, e vamos chegar lá”, afirmou a jornalistas.
Serra garantiu que não mudará os rumos da campanha, apesar do desânimo que acometeu seus aliados. O tucano estava acompanhado de Aloysio Nunes, candidato ao Senado pela chapa de Serra, e Geraldo Alckmin, que concorre ao governo de São Paulo, que também minimizou os resultados da pesquisa.
Em sua caminhada, o tucano foi questionado por um frequentador do espaço sobre promessas não realizadas. Entre as perguntas, o ator e educador Fábio Figueiredo, 25 anos, quis saber os motivos de, em 20 anos de governo no Estado, o PSDB ter construído somente um centro cultural e sobre os moldes de negociação da linha amarela do metrô. Serra não respondeu ao eleitor, deixando para Aloysio Nunes a responsabilidade da resposta.
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TSE diz que só Lula pode processar Serra
TSE: Somente Lula pode processar Serra por uso de sua imagem
Decisão foi tomada pelo ministro Henrique Neves em duas ações que o PT questionava o uso de Lula em programas do PSDB
O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu que somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem legitimidade para processar a campanha de José Serra (PSDB), que usou sua imagem na propaganda eleitoral gratuita. Como a decisão foi proferida por um único magistrado, o PT, que ingressou com a ação na Justiça Eleitora,l ainda pode recorrer ao plenário.
Em seu despacho, Neves disse que “a coligação requerente não possui legitimidade para requerer a proibição do uso da imagem do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, ainda que Sua Excelência seja filiado a partido que a compõe”.
Neves ainda ressaltou que, “no caso, o direito é personalíssimo e, como tal, somente pode ser exercido por seu titular. Dessa forma, ausente uma das condições da ação (legitimidade), não cabe decidir se a imagem foi bem ou mal veiculada, o que, repita-se, somente seria possível a partir de pedido formulado pelo detentor do direito à imagem”.
Representação
O PT, ao apresentar a representação contra o uso de imagens de Lula na propaganda do PSDB alegou que a ação poderia confundir o eleitor. Os advogados da campanha taxaram a presença do Presidente no programa tucano como uma “armadilha propagandística”.
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Dilma minimiza números do IBGE sobre saneamento
A candidata disse que o relatório ainda não reflete investimentos do governo Lula e que os números de 2009 e 2010 serão superiores
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se encontra com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) em dia de campanha em Vitória (ES) Leia também IBGE: mais da metade das casas não está ligada a rede de esgoto Poder Online: Hartung desce do muro Dilma diz que aposta tucana na ingenuidade do povo é elitista Confusão marca mais uma caminhada de Dilma A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, minimizou o resultado do IBGE divulgado hoje sobre a coleta de esgoto por rede no País, e disse que os dados ainda não mostram os investimentos feitos pelo governo Lula. Em Vitória, durante entrevista coletiva, a ex-ministra disse ter certeza de que haverá uma ampliação do número de tratamento de esgoto quando forem levantados os dados de 2009 e 2010.
“Nós começamos as obras do PAC na área de esgoto em 2008, por quê? Porque levamos 2007 selecionando projetos. No Brasil, não se investia em saneamento básico. (…) Como não tinha dinheiro, as prefeituras não faziam projetos. Aí tivemos trabalho de selecionar e chamamos todos os prefeitos e governadores, e fizemos um processo seletivo. Eu gostaria de ver um número fechado para 2009 e 2010 porque eu tenho certeza de que haverá uma ampliação do tratamento de esgoto. Agora, é um processo que teremos de insistir porque foram anos sem investimento em saneamento”, disse a candidata.
Em recente entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, na série com os presidenciáveis, Dilma afirmou que o resultado seria “excepcional” quando a pesquisa mostrasse a situação do saneamento em 2010. A candidata apontou o saneamento como uma das áreas pela qual mais se empenhou no governo e citou investimento de R$ 270 milhões na favela da Rocinha para exemplificar o tamanho do aumento em relação aos 300 milhões que o governo federal investia no Brasil inteiro.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB 2008). O estudo faz uma radiografia da extensão e qualidade das redes de esgoto, de abastecimento de água, de drenagem da água da chuva e de coleta de lixo e limpeza pública, que atendiam os 5.554 municípios brasileiros em 2008. Mesmo indicando melhorias desde a última pesquisa, realizada em 2000, a PSNB 2008 mostra um longo caminho a ser percorrido pelos governos federais, estaduais e municipais na prestação de serviço de saneamento básico para a população.
Via: IG
Serra diz que Dilma foi contra a criação de fundo
Serra diz ter aconselhado Lula sobre fundo e que Dilma foi contra
Tucano refere-se à participação brasileira em conferência sobre mudanças climáticas e ainda acusa Mercadante de produzir dossiê
O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, disse nesta sexta-feira, em Manaus, que aconselhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propor a participação do Brasil em um fundo internacional de combate a emissões de gases de efeito estufa. O tucano acrescentou ainda que Dilma Rousseff (PT), como ministra-chefe da Civil à época, posicionou-se contra a ideia.
“Eu pessoalmente fui um dos que convenceram o presidente Lula a contribuir para aquele fundo. Devo dizer sem qualquer veneno eleitoral que a ministra Dilma era o pólo contrário à participação deste fundo”, disse Serra, durante discurso para empresários da Lide (Grupo de Líderes Empresariais) do Amazonas, onde o tucano faz campanha hoje.
A proposta do fundo foi defendida por Lula na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas, realizada em dezembro passado em Copenhagen. Serra esteve no encontro ainda como governador do Estado de São Paulo, cargo que deixou em abril deste ano para concorrer à Presidência da República. Outros governadores também compareceram.
Ao declarar que aconselhou Lula a participar do fundo sobre mudanças climáticas e que Dilma foi contra, Serra repete a estratégia utilizada na propaganda eleitoral de quinta-feira em que apareceu ao lado do presidente da República e questionou se a ex-ministra da Casa Civil dará continuidade aos êxitos do atual governo.
Serra incluiu o tema do combate a emissões de gases de efeito estufa ao ressaltar que a floresta amazônica precisa ser preservada. “Não vai resolver o problema da floresta sem resolver questões econômicas”, disse o tucano.
Zona Franca de Manaus
Como forma de preservar a floresta, Serra defendeu a perenização da Zona Franca de Manaus. Ou seja, tornar eterna a área de livre comércio no pólo industrial da capital do Amazonas. Há anos, Serra é acusado de ser contra a Zona Franca.
O tucano afirmou, no entanto, que o assunto ainda precisa contar com apoio de empresários. “É uma questão que pessoal vai decidir o melhor. Se não puder ser feito, a gente não faz e mantém essas condições de renovações contínuas”, disse Serra. Prevista na Constituição, a Zona Franca precisa ser prorrogada por votação..
Ataque a Mercadante
Após o discurso, Serra respondeu a perguntas de empresários que assistiram ao evento. Ao ser questionado por que é visto como adversário da Zona Franca, Serra afirmou que frequentemente levantam mentiras contra ele. Citou que foi alvo de dossiês do PT, como em 2006, durante a campanha pelo governo do Estado.
Serra responsabilizou o atual candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, pelo episódio. “A minha vida foi esquadrinhada como a de ninguém. Esses dossiês… Cayman foi o único que o PT não fez. Teve dossiê dos aloprados. O sujeito que organizou ainda é candidato a governador ‘numa nice’”, disse.
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Datafolha: Dilma 47% x Serra, 30%
Datafolha: Dilma tem 47% das intenções de voto, e Serra, 30%
Marina Silva aparece com 9%. Pesquisa anterior indicava petista com 41% e tucano com 33%. 2.727 pessoas foram entrevistadas
Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada deste sábado (21), a primeira após o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, revela que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 47% das intenções de voto, contra 30% do candidato do PSDB, José Serra. Marina Silva, candidata do PV, aparece em terceira no levantamento com 9%.
Dos demais candidatos, nenhum outro obteve 1% das intenções de voto. Brancos e nulos totalizam 4% e os que não sabem, 8%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Sendo assim, Dilma oscila entre 49% e 45%, Serra, entre 32% e 28%, e Marina, entre 11% e 7%.
Encomendado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, o levantamento realizou 2.727 entrevistas nesta sexta-feira (20). O registrado da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá o número 24460/2010.
Na pesquisa Datafolha anterior, feita entre os dias 9 e 12 deste mês, Dilma aparecia com das intenções de voto 41%, Serra, 33%, e Marina, 10%. Dos demais candidatos, nenhum atingiu 1%.
Segundo turno
Num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a pesquisa Datafolha aponta que a petista teria 53% e o tucano, 39%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 49% das intenções de voto, e Serra, 41%.
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Ficha Limpa: Recursos podem ficar para depois das eleições
Recursos contra Ficha Limpa podem ficar para depois das eleições
Presidente da Corte disse que alguns recursos podem ter sua conclusão jurídica somente depois das eleições
Lewandowski fala sobre possível atraso em julgamentos
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse nesta sexta-feira que alguns recursos de candidatos prejudicados pela Lei da Ficha Limpa podem ser julgados somente depois das eleições. De acordo com ele, o complexo sistema legal brasileiro é o responsável por tal situação.
“Claro que alguns recursos ficarão para depois, mas isso é algo rotineiro, infelizmente, algo cotidiano, com qual a Justiça Eleitoral e os eleitores têm de conviver (…) Não é algo que depende da Justiça e de seus magistrados, mas da complexa legislação eleitoral brasileira, sobretudo processual, que faz com que os processos se arrastem”, disse.
Nesta manhã o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Mozart Valadares, também havia feito tal reflexão ao chegar na 50ª Reunião dos Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais.
“Não podemos desconhecer que isso causará insegurança e incerteza e pode contaminar parcela do eleitorado. O melhor seria que tudo fosse resolvido antes. Mas há casos que devem ultrapassar [a eleição]”, disse.
Fora da Justiça Eleitoral, a Ficha Limpa também pode ter recursos não apreciados antes das eleições no Supremo Tribunal Federal (STF), última instância judicial. O ministro Gilmar Mendes disse no início da semana que a aprovação da Lei em período próximo ao eleitoral fará com que incertezas perdurem até depois do pleito.
Marina não vê problema em usar imagem de Lula
‘Não esconderei meu passado’, diz Marina
Candidata afirmou que terá a preocupação de não usar imagens com Lula de maneira “oportunista”
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou esta manhã, no Rio de Janeiro, que pretende usar a imagem do presidente Luis Inácio Lula da Silva em sua campanha, embora seja concorrente de Dilma Rousseff (PT), que representa a continuidade. O tucano José Serra, principal nome de oposição nas pesquisas, chegou a incluir o nome de Lula em seu jingle de campanha.
Marina Silva durante o 8° Congresso Brasileiro de Jornais, “Jornalismo e Democracia na Era Digital”, no RJ
Marina esteve no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, na Barra da Tijuca (zona oeste da cidade) – como os dois adversários nesta quinta-feira –, onde discursou a favor da liberdade de expressão e assinou a Declaração de Chaputelpec, que trata do tema.
Marina Silva, que fundou o PT no Acre e esteve no partido por quase 30 anos, afirmou que não vai “reescrever a História” nem esconder sua relação com Lula – inclusive cinco anos como sua ministra –, mas terá a preocupação de não usar imagens com Lula de maneira “oportunista”.
“Eu não sou favorável a reescrever a história. Minha história, por 30 anos, esteve junto da história do presidente Lula, e durante cinco anos como sua ministra. Se a história revela este ponto de contato naquilo que, sem ferir o TSE, for necessário se colocar, não vejo por que ser aviltado ou escondido. Faz parte da história, que não pode ser reescrita. Agora, obviamente terei todo o cuidado de não fazer uso oportunista da imagem de quem quer que seja”, afirmou ela, que é historiadora pela Universidade do Acre.
Ela não comentou o uso do nome de Lula no jingle de Serra alegando não ter assistido ao programa do adversário.
A candidata verde disse não ter ido ao congresso da ANJ para “reagir a questões de conjuntura”, mas “para reiterar nosso compromisso com a liberdade de imprensa”.
“A liberdade de imprensa é uma conquista da sociedade. É algo conseguido a duras penas, e todos os candidatos [à Presidência], de alguma forma, tiveram parte na defesa da democracia. A liberdade de expressão está ligada à ideia de um mundo mais justo, solidário, fraterno, livre, de igualdade, diversidade e sustentabilidade”, afirmou.
Serra crítica cigarros em evento patrocinado pela Souza Cruz
O presidenciável tucano lembrou que proibiu a propaganda do produto em meios de comunicação quando foi ministro de FHC
Serra discursa em evento da ANJ
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criou uma saia-justa ao atacar o fumo durante o Congresso da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que tem como um dos três patrocinadores a Souza Cruz, empresa de cigarros.
Em um salão de hotel na Barra da Tijuca intitulado “Auditório Souza Cruz”, ele lembrou que proibiu a propaganda de cigarros em meios de comunicação no período em que foi ministro da Saúde, no governo Fernando Henrique Cardoso.
Serra discursava sobre liberdade de imprensa, quando espontaneamente passou a tratar do assunto, ao comentar supostas tentativas do governo Lula de controle da imprensa. Antes de falar sobre fumo, falava do controle econômico de meios de comunicação – por meio de verbas de publicidade pública.
“Levei adiante o fim da publicidade do cigarro, por causa da mortalidade e da qualidade de vida. Proibi a propaganda que, em sua essência, era enganosa. Depois proibi a possibilidade de se fumar dentro de um ambiente fechado”, afirmou Serra.
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Falando ao púlpito, o candidato tucano tinha atrás de si dois enormes logotipos da Souza Cruz.
Apesar disso, falou por cerca de três minutos contra o cigarro, sem se dar conta.
“Fui uma das crianças que mais fumaram no mundo. Dormia boa parte dos dias na sala dos vizinhos, ou da minha avó, com o pessoal jogando cartas. Meus avós, tios, havia sempre uma nuvem de fumaça branca. É possível que minha rejeição ao cigarro venha dessa época”, afirmou.






