PPS defende nome de Soninha para vaga de Quércia
Presidente do PPS diz que não quer deixar que uma das vagas fique ‘de mão beijada’ para o PT
O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, defendeu que a ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS), ocupe a vaga deixada por Orestes Quércia (PPS) na disputa pelo Senado.
Freire argumenta que Soninha poderia evitar que uma das duas vagas de São Paulo ao Senado fosse deixada “de mão beijada” para o PT e também receberia o segundo voto dos tucanos.
“Tenho a impressão de que precisamos encontrar outro candidato para não ser uma disputa na qual de antemão entregamos uma vaga para o adversário. Além disso, um outro nome viabilizaria o segundo voto dos nossos eleitores”, disse Freire. “A Soninha é uma candidata competitiva. Pesquisas feitas lá atrás mostraram isso”, completou.
Os candidatos a governador, Geraldo Alckmin, e à Presidência, José Serra (PSDB), se esquivaram de comentar a sugestão. “Esta é uma questão que deve ser solucionada pelos partidos”, disse Serra.
Na segunda-feira, Quércia formalizou a retirada de sua candidatura para se tratar de um câncer na próstata e anunciou apoio ao candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira.
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PV expulsa despachante ligado à quebra do sigilo de Verônica Serra
O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, disse que irá expulsar do partido Ademir Estevam Cabral. Trata-se de uma espécie de despachante que trabalha para vários advogados de São Paulo e que foi ligado à quebra de sigilo fiscal da filha do tucano José Serra, Verônica, pelo contador Antônio Carlos Atella Ferreira.
Segundo o contador, Ademir Cabral é quem lhe teria entregue a procuração com assinatura falsa de Verônica que permitiu a quebra do sigilo na Receita Federal. Mas Cabral negou ter tido contato ou conhecimento da procuração.
– A história é toda muito estranha, mas nós no PV não queremos qualquer contato com isso. Esse Cabral já pode se considerar fora, expulso do partido. Aliás, é muito estranho sua presença na legenda. Não sei se ele é laranja, se é infiltrado. Só sei que não o queremos mais aqui – afirmou Penna.
Como o PV sempre empunhou a bandeira da ética, é compreensível a indignação de Penna. Mas dificilmente Cabral seria “um infiltrado”. Ele está na legenda desde 25 de setembro de 2007. Filou-se pelo diretório de Francisco Morato (SP) por indicação de um vereador local. Fez campanha aberta e vitoriosa para Andrea Pelizari (PSDB) tornar-se prefeita.
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Dilma promete manter política de reajuste do mínimo
Petista disse que reajuste será baseado em uma combinação de índice de inflação com a variação do PIB de dois anos anteriores
A candidata presidencial Dilma Rousseff (PT) afirmou que vai manter, caso eleita, a política de aumentos reais do salário mínimo do atual governo, baseada numa fórmula que combina índice de inflação com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Como a economia brasileira dá sinais de forte aquecimento, ela previu que o mínimo, no seu eventual governo, “terá reajustes expressivos”, sobretudo a partir de 2012. Para 2011, ela prevê aumento real, mas possivelmente afetado pelo efeito da crise que assolou o mundo até 2009.

Dilma Rousseff concede entrevista coletiva em comitê de campanha no Lago Sul, em Brasília
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A candidata petista explicou que a fórmula de reajuste do salário mínimo que o governo Luiz Inácio Lula da Silva negociou com as centrais esgota-se em dezembro próximo e por isso terá de ser negociado um novo critério para valer até 2014. “Nós queremos retomar essa mesma negociação”, defendeu Dilma, em entrevista coletiva realizada em Brasília. “É um critério e como tal não pode mudar de acordo com as circunstâncias”, deixou claro.
Otimista, Dilma prometeu também erradicar antes de 2016 a pobreza extrema no Brasil, encurtando em um ou dois anos a meta estipulada pelo governo Lula, com políticas de transferência de renda. “O esforço do meu governo será o de colocar a meta ambiciosa de antecipar o prazo de extinção da pobreza extrema no Brasil”, afirmou.
“Quando falam que o Brasil será um país desenvolvido, a quinta ou terceira economia do mundo, isso não interessa, pois a maior variável para explicar o desenvolvimento, no nosso programa, é a erradicação da miséria”, enfatizou.
Pesquisa
Dilma informou que na quarta-feira será divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela teme que a redução da pobreza a ser anunciada não seja tão expressiva quanto nos anteriores.
Até 2008, segundo ela, o governo Lula tirou 24,1 milhões de brasileiros da situação de pobreza extrema, das quais 17,8 milhões, mais que a população do Chile, ganhavam até um quarto do salário mínimo. “Nós conseguimos resgatar os mais pobres, não só os que estavam quase saindo, o que é mais difícil.” Ela disse que outra variante para melhorar a situação econômica dos brasileiros, no seu programa de governo, será dedicada à criação de empregos.
PMDB e PSDB definem composição de chapa com suplente
Com a desistência de Quércia, partidos definem apoio a Aloysio Nunes e articulam vaga em suplência
Com a desistência da candidatura de Orestes Quércia, PMDB e PSDB articulam a recomposição da nova chapa que dará apoio a Aloysio Nunes (PSDB) para concorrer a uma das vagas ao Senado por São Paulo. Em troca do apoio do peemedebista, a cúpula tucana negocia com o PMDB a entrada de alguém do partido na primeira suplência da candidatura de Aloysio Nunes.
Aloysio Nunes mostrou-se interessado na recomposição da chapa. Questionado se estava disposto a mudar, o tucano respondeu que ‘vai ser discutida (a alteração) pelas direções do partido’. Sobre possíveis impactos na candidatura, Nunes disse não ter detalhes. “Não sei ainda . Essas coisas a gente não pode dizer assim. Só as próximas pesquisas vão dizer”, afirmou.
Pelo acordo, os partidos querem mesclar políticos do interior e da capital nas duas vagas para suplentes do tucano. Aloysio Nunes substituiria, então, um de seus suplentes pelo primeiro suplente de Quércia, Airton Sandoval, secretário-geral do PMDB paulista. Sandoval, que é do interior paulista, fica com o lugar que era de Sidney Beraldo (PSDB). De acordo com os partidos, Beraldo já aceitou os termos do acordo.
O apoio de Quércia ainda dá a Aloysio um aumento do seu tempo no horário eleitoral. A partir de agora, o tucano terá cinco minutos. Antes, pela coligação, cada candidato tinha direito a 2 minutos e meio. De acordo com o coordenador da campanha de Quércia, Marcelo Barbieri, ‘o tempo é da coligação e não do candidato’. Questionado sobre a gravação de apoio ao programa de Aloysio, Barbieri afirmou que ainda depende de avaliação médica. “Ele tem vontade de gravar, mas vai aguardar uma autorização dos médicos”, disse ele, reiterando que ‘é evidente que o PMDB tem interesse em se compor na chapa do PSDB’.
Barbieri ainda comentou que a campanha de Quércia não estava superavitária e, sem revelar valores, falou sobre alguns contratos que deverão ser passados para Aloysio. “Precisamos saber se eles vão querer incorporar ou não”, disse ele ressaltando que pretende trabalhar e fazer campanha para a transferência de votos. “Não vai ser automaticamente”, apontou.
PSDB e PMDB ainda fazem durante essa segunda-feira reuniões com as diretorias executivas dos partidos para definirem detalhes da mudança.
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Ex-colegas do PT afagam Marina durante reencontro no Acre
Líderes petistas elogiam liderança da candidata do PV e admitem incômodo por não fazer campanha para ela no Estado
A festa de lançamento da biografia da candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, em Rio Branco, marcou o primeiro encontro com os ex-colegas petistas desde que lançou a candidatura. Os irmãos Tião e Jorge Viana (candidatos do PT ao governo do Acre e ao Senado, respectivamente), o atual governador do Estado, Binho Marques (PT), e o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), ficaram discretamente espalhados entre os convidados na plateia, e só foram anunciados no momento em que foram convidados a discursar. Todos aproveitaram as falas para elogiar a liderança da candidata e admitir o incômodo de não fazer campanha para a candidata do PV no Estado.
“Nossa amizade nunca passou por uma prova tão grande, mas tenho certeza que ela continuará a mesma”, disse Binho. “Que você continue nos ajudando, independente do calendário eleitoral”, pediu Jorge. Em um discurso de aproximadamente 30 minutos, Marina disse que saiu do “conforto” do PT para seguir um novo projeto, apesar de enfrentar “todas as circunstâncias contrárias”. “Às vezes, a gente tem que sair de casa para ficar juntos”, filosofou. A candidata disse que, apesar de estarem em palanques diferentes em nível nacional após 30 anos de convivência no PT, seus colegas devem “ficar à vontade” para seguir na campanha de Dilma. “A gente vai estar sempre juntos, não importa.”
Acompanhada da família, Marina se emocionou ao relembrar sua trajetória, desde a saída do Seringal do Bagaço, onde nasceu, à vinda para Rio Branco e o encontro com o líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988. A candidata ressaltou ainda que apesar de ser senadora, sua família vive de maneira modesta no interior. Ela citou uma de suas irmãs, que ainda é feirante e sofre questionamentos por não ter uma vida melhor. “Ela é tripudiada às vezes por quem acha que fazer política é botar parentes nos cargos”, desabafou a candidata sob os aplausos da plateia.
No final do evento, Marina deu autógrafos e tirou foto com eleitores. É a primeira vez que a candidata cumpre agenda de campanha em seu Estado. Sábado e ontem, ela concentrou esforços na capital e em Cruzeiro do Sul, cidade encravada no meio da floresta amazônica, que tem o segundo maior colégio eleitoral do Estado. A campanha decidiu cancelar sua visita a Cuiabá hoje e reforçar a presença da candidata em sua terra natal.
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TSE já concedeu envio de tropas federais para 120 municípios
Pedido foi feito por 151 localidades; o Estado que mais solicitou forças federais foi o Pará, com 106 requisições
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 151 pedidos para que tropas federais atuem na segurança das eleições do próximo dia 3 de outubro. Deles, o tribunal já concedeu 120 pedidos. O Estado que mais solicitou a atuação das tropas federais foi o Pará, com requisições de 106 municípios.
Além do Pará, a força federal atuará em 23 municípios da Região Norte – 11 no Amapá, dez em Rondônia e dois no Tocantins, especificamente em seções eleitorais localizadas em aldeias indígenas.
Os pedidos estão sendo analisados em sessões administrativas pelo plenário do TSE. A requisição de força federal está prevista no Código Eleitoral e pode ser solicitada ao tribunal para garantir tranquilidade na votação e na apuração dos resultados.
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Dilma: Temos trajetórias diferentes, mas aceito apoio de Collor
Petista evitou dizer se compartilha com “posições éticas” do ex-presidente, mas disse que apoio faz parte da democracia
Apoiada pelo ex-presidente Fernando Collor, candidato ao governo de Alagoas, Dilma Rousseff rejeitou neste domingo comparações políticas com ele, mas disse que é um “problema da liberdade democrática” o apoio do senador à sua candidatura. Questionada ontem por jornalistas se divide as mesmas “posições éticas” de Collor, ela respondeu:
“Compartilho com as minhas, e são claras: eu tenho história (..) É público e notório que eu tenho uma trajetória de vida um pouco diferente a do ex-presidente Collor”, declarou.
Dilma acusou o adversário na corrida eleitoral José Serra (PSDB) de usar de métodos “escusos” ao compará-la em seu programa de TV com Collor. “O Collor utilizou o filho do Lula em 1989. Agora, pegaram a minha filha (…) para meter nesse jogo político sujo por preocupação com a minha vitória. Dilma está repetindo Collor”, disse Serra.
Para a petista, a propaganda de Serra é “exploração”.
Serra: “Dilma se esconde atrás de Lula”
Acompanhado de Alckmin, tucano teceu críticas a Lula e à Dilma citando comentários que Lula fez em comício em SP
Diante das acusações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que seu programa está baixando o nível da campanha presidencial, o candidato do PSDB, José Serra, disse que sua adversária, Dilma Rousseff, se esconde atrás do presidente. “Já estava na hora de a Dilma se mostrar”, disse Serra. Segundo ele, a candidata petista vive à sombra de Lula.
“Não vou bater boca com o Lula mas ele poderia pensar no seguinte, a Dilma já está à sombra dele em toda a campanha, na concepção da candidatura, e agora ela fica à sombra até no debate da campanha. Em coisas que deveriam ser debatidas entre candidatos há uma substituição. No caso da Dilma quem debate não é o presidente do partido, é o presidente da República”, disse Serra. “Tem que se manifestar e não pedir ao presidente que se manifeste ou agrida os outros por conta dela”, completou.
Sábado, num comício em Guarulhos, Lula acusou Serra de fazer um programa rasteiro e baixar o nível da campanha ao explorar na TV a violação do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra.
Por causa da frente fria, Serra trocou uma caminhada na orla do Guarujá por uma visita ao Museu da Língua Portuguesa, ao lado do candidato a governador Geraldo Alckmin (PSDB). Depois da atividade cultural, Serra evitou falar sobre a violação do sigilo de Verônica. Ele se limitou a reiterar as acusações de que o PT está por trás do episódio. “É o DNA do PT”, disse ele sobre a revelação de que o funcionário da Receita que acessou dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, também é filiado ao PT.
Serra também se recusou a comentar as reclamações feitas no Twitter pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, que se queixou dos ataques ao senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), candidato ao governo de Alagoas, no programa de TV tucano.
Depois de encerrada a entrevista, Serra voltou e citou a manchete da Folha de S. Paulo, sobre uma suposta falha de Dilma que teria causado prejuízo R$ 1 bilhão aos consumidores de energia elétrica, para criticar a adversária. “A energia elétrica brasileira é a terceira mais cara do mundo apesar da abundância de recursos hídricos. Neste governo ela mais que dobrou”, disse Serra.
Dilma contesta responsabilidade por falha em cálculo
Petista afirma que cumpriu a lei que criou a tarifa social de energia, mas que “sempre a achou errada”
A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) contestou, neste domingo, em Brasília que foi de sua responsabilidade as falhas em cálculo de contas de luz informadas na época pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à pasta de Minas e Energia, que tinha a presidenciável no comando. Acompanhada do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, Dilma afirmou que não ignorou a recomendação do TCU, conforme reportagem do jornal Folha de S.Paulo, e sim que fez o que ‘a lei mandou e que com a lei não se discute’.
Dilma Rousseff ao lado do presidente do PT, José Eduardo Dutra, concede entrevista coletiva em Brasília, neste domingo
Dilma afirmou que os problemas ocorreram por uma falha na lei aprovada no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ainda em 2002. A petista disse que ‘a lei estabeleceu que era considerada passível de enquadramento na situação de baixa renda todos os consumidores que utilizassem até 80 kw/hora-mês’ e que os ‘critérios (do benefício) jamais foram definidos pelo TCU’. “Quem disse que eu ignorei? Isso é muito subjetivo. O TCU jamais definiu critérios. Ele detectou o problema, que a gente sabia que existia e pedia solução. Solucionar é ato de governo”, afirmou ela.
Ressaltando que tentou diversos mecanismos para corrigir a falha, a petista argumentou que o problema ‘nunca foi estudo’ e sim o cadastro para enquandrar as pessoas de baixa renda. “Não tinha cadastro. O perfil da população de baixa renda nós não sabemos qual é. No meu período (à frente do Ministério) não tinha cadastro”, disse Dilma.
Antes de Dilma, Dutra falou com a imprensa. O presidente nacional do PT comentou, neste domingo, em sua página no Twitter, as falha dos dados em contas de luz. De acordo com ele, foi um ‘erro do governo do PSDB’.
A reportagem do jornal Folha de S.Paulo dá a entender que Dilma, na época ministra de Minas e Energia, foi avisada por três vezes pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de que havia falhas no cálculo da chamada tarifa social de energia nas contas de luz da população de baixa renda. Os erros do benefício seriam responsáveis por um prejuízo avaliado em R$ 1 bilhão. Para reparar as falhas nos cálculos, que determinava uma tabela de descontos conforme o consumo de energia menor que 80kWh, Lula propôs uma lei para assegurar que as reduções seriam voltadas às pessoas de baixa renda.
Quebra de sigilo
Dilma falou ainda sobre o caso da quebra de sigilo da Receita Federal. Ela ressaltou que os vazamentos aconteceram antes da oficialização de sua candidatura e procurou mostrar que o fato não tem relação com a sua campanha. “Não existia eleição nem para mim, nem para o meu adversário e nem para a Marina. Se o acesso foi motivado ou não, precisa apurar”, disse.
Dutra também falou sobre o caso. Ele reiterou que a campanha não tem nada a ver com a quebra de sigilo. Sobre a revelação de que o analista responsável pela consulta às declarações de Eduardo Jorge é do PT desde 2001, o presidente do PT disse que ‘se for apurado que ele fez essas consultas, ele será expulso’.
Para Serra:’Lula deveria representar toda a Nação’
Tucano diz que não quer polemizar com o presidente e afirma que sua filha se defende de uma agressão do PT e de Dilma
“O presidente da República deveria representar toda a Nação, e não apenas uma tendência partidária”, disse na tarde deste sábado, em Londrina (PR), o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra. Durante comício em favor de Dilma Rousseff, realizado em Guarulhos (SP), pela manhã, Lula afirmou que a utilização para fins eleitorais da quebra de sigilo fiscal da filha de José Serra e de pessoas ligadas ao PSDB é um “golpe rasteiro” da oposição, e que Serra, ao endossar esse procedimento, se comporta como “um bicho (que) anda com uma raiva eu não sei de quem”.
“Esta é a lógica petista”, rebateu Serra, ressalvando que não polemizaria com Lula “por não estar suficientemente informado” do teor das críticas do presidente. “Eles, o PT e sua candidata Dilma Rousseff, culpam a vítima que está se defendendo da agressão feita por eles”.
O tucano justificou que, ao denunciar no programa eleitoral a quebra de sigilo da filha age “como qualquer pai que vê a filha sendo vítima de uma violência”. Segundo ele, o PT “quis me atacar utilizando-se de minha filha, que é uma vítima inocente, pois não milita na política, não tem nada a esconder e é mãe de três filhos. Eles pretendiam prejudicá-la para prejudicar o pai”.
“Em toda a campanha, o PT age assim comigo”, disse Serra, citando o episódio dos “aloprados”, quando, há quatro anos, um grupo de petistas foi flagrado tentando comprar documentos que supostamente comprometeriam Geraldo Alckmin, então candidato à Presidência, e José Serra, que disputava o governo de São Paulo. “Quem tradicionalmente tem baixado o nível são eles (o PT) e não eu”, acusou.
Serra disse não esperar que a quebra de sigilo fiscal e as suspeitas de quebra de sigilo bancário de pessoas ligadas à sua campanha possa interferir no resultado da eleição. “Quem eu espero que ganhe com as denúncias que estamos fazendo é o Brasil, que está sendo alertado do que os nossos adversários são capazes. Se (os adversários) fazem isso durante a campanha, o que não farão se vencerem a eleição”, questionou.
Serra iniciou a programação de sábado visitando três cidades do Vale do Itajaí (SC) e depois viajou a Londrina, onde percorreu o comércio popular do centro da cidade e um shopping. Posou para fotos, apertou a mão de eleitores, distribuiu beijinhos para as moças e afagou crianças. À noite, a agenda do tucano previa visitas a Assaí, cidade colonizada por migrantes japoneses, e a uma feira agropecuária em Cornélio Procópio. Esta é a quarta visita de Serra ao Paraná desde o início da campanha eleitoral.
Via: IG






