Archive for the ‘Blogs’ Category

Presidenciáveis sobem o tom no rádio

quinta-feira, outubro 21st, 2010

Troca de ataques entre presidenciáveis ganha força nos spots divulgados nas rádios

Na reta final da corrida presidencial, as campanhas dos candidatos ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), subiram o tom nas inserções veiculadas no rádio e passaram a investir em críticas ácidas ao adversário.

Do lado de Serra, a ordem é apostar na tese de que Dilma mantém um discurso contraditório em relação a declarações que fez no passado. “A dona Dilma, o que ela quer? Como é que dá pra confiar, não sei quem é. (…) O que ela diz muda o tempo todo, assim parece que nem ela bota fé”, alfineta uma propaganda da campanha tucana, veiculada nos dias 19, 17 e 13.

“Serra é do bem. Do bem rico, do bem ganancioso, do bem caro. Serra é do bem, do bem estagnado, do bem inflacionado, do bem desempregado. Serra é do bem pra quem?”, provoca uma inserção petista veiculada no dia 13. Nesse caso, a propaganda é uma resposta a um jingle de Serra que diz: “Quando se conhece bem uma pessoa, logo se sabe se é gente boa. Com Serra essa certeza a gente tem. Serra é do bem, Serra é do bem.”

No horário eleitoral gratuito, a troca de críticas e acusações entre os presidenciáveis é a mesma. Simulando uma conversa entre apresentadores de uma rádio fictícia, chamada Estação 13 (uma referência ao número do partido), o programa transmitido ontem (20) pelo PT citou as notícias sobre a apreensão de panfletos contrários à candidatura petista em uma gráfica que estaria ligada a tucanos.

“Eles fazem qualquer coisa pra poder voltar ao poder. Chega a dar nojo. (…) Essa é mais uma prova das várias caras que o Serra tem. Lá no programa dele ele fica dizendo que é vítima de ataque e que se faz de santo e não sei o quê.”, afirma um dos locutores.

Já o programa tucano transmitido no dia 16 tenta descolar a imagem de Dilma da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dono de um índice recorde de aprovação entre a população – 81%, segundo o Datafolha. Dilma vem reforçando a mensagem de que participou dos oito anos de governo Lula e esteve à frente de grandes projetos, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), logo, estaria preparada para assumir a Presidência.

“O jeito que a Dilma faz promessa, diz que fez um montão de coisa, mas quando vai mostrar, é tudo do Lula. Parece que foi ela que fez sozinha, mas na verdade a Dilma, ninguém sabe o que ela mesma fez. Mas em vez de esclarecer isso, fica aí, falando mal do Serra”, afirma um personagem tucano no programa. “E tem outra coisa, Wilson, será que ela vai dar conta? Sei não, acho que é muita areia pro caminhãozinho dela”, responde outra locutora fictícia. Na sequência, personagens afirmam não conhecerem qualquer feito da petista.

Segundo o cientista político e autor do livro A Cabeça do Eleitor, Alberto Carlos de Almeida, as campanhas políticas no rádio sempre tiveram um tom diferenciado das propagandas políticas feitas para a televisão. “A campanha na TV é mais elitizada. No rádio você atinge as donas de casa, os estudantes, as pessoas de renda média e um pouco mais baixa, ao passo que a TV atinge todo mundo. A campanha no rádio é uma campanha mais ‘popularista’ mesmo.”, explica.

Via: IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Mais folhetos anti-PT têm até lista de candidatos vetados

quarta-feira, outubro 20th, 2010

Outros panfletos são distribuídos livremente em Guarulhos, região de bispo que teria encomendado material apreendido pela PF

Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.

Em pelo menos três igrejas da região (São Geraldo, Santo Antonio e Santa Luzia), a reportagem do iG encontrou publicações que fazem a relação do PT e de sua candidata com a defesa do aborto. Uma das publicações, datada de setembro de 2010, antes do primeiro turno, afirma que o PT teria expulsado de seus quadros parlamentares que eram contra a descriminalização do aborto – a sigla suspendeu integrantes que manifestavam posições radicais contra a descriminalização eque acabaram deixando a sigla, entre eles Luiz Bassuma, hoje no PV. A publicação pede para que os fiéis católicos “reavaliem sua opinião em relação ao partido”.

Foto: Reprodução

Jornal distribuído nas igrejas de Guarulhos prega voto contra os candidatos a favor do aborto e sita o PT como exemplo de partido que reprime os partidários contrários

A publicação traz uma lista de candidatos a deputado que supostamente seriam a favor da descriminalização do aborto, sugerindo que os católicos não dessem seu voto a eles. Na maioria são nomes do PT e do PCdoB, como Paulo Teixeira, José Mentor, Jilmar Tatto e Vanessa Grazziotin. Há também nomes do PSOL, do PV e também do PDT, como Paulo Pereira da Silva, Fernando Gabeira e Chico Alencar.

A publicação recebe o nome de “Jornal Em Defesa da Vida” e é coordenadora por um grupo de Santa Catarina chamado “Movimento Gianna Beretta Molla”, nome de uma santa católica italiana. O grupo religioso é coordenador por Sabino Werlich. Ele afirma que nos últimos meses imprimiu mais de 300 mil exemplares do jornal, que foram distribuídos para mais de 4 mil paróquias de todo o Brasil.

Segundo Werlich, o jornal é financiado por “gente da comunidade” e pela venda de produtos naturais produzidos pelo grupo, como pomadas e remédios naturais, que recebem o nome de “erval da divina misericórdia”. No impresso há um enorme artigo destacando a posição “a favor da vida” do candidato José Serra (PSDB).

Foto: Reprodução

Trecho do jornal que identifica os parlamentares supostamente favoráveis ao aborto, recomendando voto contra eles

No impresso distribuído nas igrejas de Guarulhos, o leitor encontra um telefone onde pode adquirir DVDs que orientam contra a prática do aborto. O material é enviado pelo correio para a casa dos fiéis.

As paróquias de Guarulhos também distribuem um jornal oficial da Diocese da cidade onde o próprio Dom Luiz Gonzaga Bergonzini escreve um artigo pedindo o voto contra Dilma Rousseff (PT). O jornal de nome “Folha Diocesana” seria pago pela igreja e foi encontrado nas três paróquias visitadas pelo iG.

Bairro Ponte Grande

Durante a visita à Paróquia São Geraldo, no bairro Ponte Grande, o iG também flagrou um seminarista que mora na igreja com um exemplar do panfleto apreendido pela Polícia Federal no último sábado em uma gráfica de São Paulo. Questionado sobre o material, o seminarista que não quis se identificar disse que o folheto está sendo distribuído no Seminário São Caetano, mantido pela Diocese de Guarulhos.

O padre José Francisco Antunes, pároco da São Geraldo, confirmou que as paróquias da região receberam uma leva do folheto com assinatura da CNBB há cerca de 20 dias, mas que “acabou rapidamente”. Ele disse que não chegou a ver o material, mas afirmou que considera “normal” a distribuição de material político na igreja que oriente os fiéis. “O material tem a assinatura dos bispos da região. É o posicionamento deles. A Igreja pode e deve orientar seus fiéis sobre quem são os candidatos que são a favor da vida”, disse o padre Francisco. Ele também confirmou que costuma fazer sermões nas missas orientando os fiéis sobre política e eleição, embora diga nunca tenha feito nenhuma menção à Dilma ou Serra em suas pregações.

“O código da igreja nos proíbe falar o nome de qualquer candidato. Oriente apenas sobre a atenção que eles devem dar para os candidatos que são contra a violência do aborto”, argumentou. O padre Francisco diz que, pessoalmente, não vê diferenças entre Dilma Rousseff e José Serra. “Eles têm a mesma posição

Foto: Reprodução

Reprodução do artigo do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini no jornal da Diocese de Guarulhos, onde ele prega o voto contra a candidata Dilma Rousseff (PT)

sobre o aborto. Cabe aos fiéis escolherem entre um e outro, de acordo com o que cada um sente sobre quem é realmente comprometido com as causas da igreja”, afirmou. O padre nega que essas pregações sejam orientações do bispo diocesano, dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

Diocese de Guarulhos

Apesar da posição do padre, em vários pontos da paróquia é possível encontrar folhetos impressos em papel sulfite com o mesmo texto de alerta aos cidadãos contra o Partido dos Trabalhadores. Os impressos contêm o mesmo “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras” contido nos panfletos apreendidos pela PF na gráfica do Cambuci.

A mesma paróquia distribuía aos fiéis vários exemplares do “Jornal em Defesa da Vida” e da “Folha Diocesana”, que pregam voto contra Dilma. “São materiais legítimos, as vezes vindo da própria Diocese, que continuaremos distribuindo. Não vejo problema nenhum em fazer isso”, afirmou padre Francisco.

A reportagem do iG procurou o bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, mas desde sábado ele não aparece na diocese, segundo os funcionários. Ele não foi encontrado em sua casa, nem no seminário de Guarulhos. Os funcionários não sabiam do paradeiro do bispo.

Foto: Reprodução

Folheto distribuído na igreja São Geraldo, em Guarulhos. O texto é o mesmo apresentado nos panfletos apreendidos pela PF numa gráfica do Cambuci, em São Paulo

Via: IG

PDF    Enviar artigo em PDF   

Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4%

terça-feira, outubro 19th, 2010

Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 ponto

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

Via:IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Em debate, Dilma e Serra tentam desviar de escândalos

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Assuntos como as suspeitas envolvendo Paulo Preto e o caso Erenice Guerra só apareceram em perguntas de jornalistas

Em mais um debate na televisão neste segundo turno da eleição presidencial, os candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tentaram deixar de lado as polêmicas e escândalos de corrupção. Embora tenham mantido o tom duro ao longo do confronto, realizado pela Rede TV na noite deste domingo, ambos preferiram falar sobre temas como privatizações, transportes e combate às drogas.

Denúncias que pautaram a campanha deste ano só apareceram no terceiro bloco, trazidas pelos jornalistas dos veículos organizadores do evento. A jornalista Renata Lo Prete questionou Serra sobre o fato de ter dito não conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana. “Eu sou vítima disso”, disse Serra, negando que tenha dito não conhecer o ex-diretor da Dersa. “Me perguntaram se eu conhecia um Paulo Preto e eu disse que não, pois o conheço como Paulo Souza”, emendou.

A jornalista Patricia Zorzan encarregou-se de trazer ao debate o caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma e deixou o cargo em meio a denúncias de um suposto esquema de lobby envolvendo seu filho. “Eu vejo a situação da Erenice com muita indignação. Não concordo com a contratação de parentes e amigos”, respondeu Dilma.

Durante o resto do debate, a petista e o tucano subiram o tom do confronto em mais de uma ocasião. Ainda assim, mantiveram a estratégia traçada por suas equipes de comunicação e concentraram-se em questões programáticas.

A discussão sobre a Petrobras predominou também boa parte do segundo bloco. Nesse caso, Serra voltou a investir na versão de que seu desempenho nas pesquisas provocou uma valorização das ações da Petrobras.

Serra desviou o tema para o combate às drogas. Dilma devolveu: “No Estado de São Paulo tem 300 mil viciados em drogas e ele disse em outro debate que eles têm 300 vagas. Se for demorar três meses para tratar, vai levar um século para o candidato Serra tratar os drogados de São Paulo.”

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV
Foto: Futura Press

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV

Via: IG

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

Empenhada em barrar Serra, Dilma volta a Minas neste sábado

sábado, outubro 16th, 2010

Candidata petista participa de 2º evento em Minas nesta nova fase da eleição; plano é buscar também votos deixados pelo PV

De olho nos votos da ex-candidata Marina Silva e para impedir o avanço de José Serra (PSDB), a petista Dilma Rousseff desembarca hoje em Belo Horizonte, segundo maior colégio eleitoral do País, para mais um ato político com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, o resultado da eleição em Minas foi praticamente um reflexo do cenário nacional: Dilma teve 47%, José Serra 30,8% e Marina Silva 21,2%. Para conquistar estes dois milhões de votos obtidos pela senadora verde, a campanha petista concentrará a agenda da candidata no reduto mineiro no segundo turno.

A investida petista em Belo Horizonte começou ao longo da semana. Na última quinta, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, esteve na cidade  para mobilizar a militância e disse que o projeto de Dilma é mais próximo de Marina, que é ex-ministra do governo Lula.  “Marina tem uma história no PT. Ela atuou em várias frentes no governo Lula e foi uma das responsáveis pelas propostas de meio ambiente que nosso governo apresentou mundo afora. É natural que seu eleitor se identifique mais com a candidata do PT e é isso que iremos mostrar agora para a disputa do segundo turno”, disse.

Foto: DIVULGACAO

Dilma Rousseff em capela em Belo Horizonte, na semana passada, ao lado de Fernando Pimentel (d)

 

O presidente PV em Minas Ronaldo Vasconcellos, admitiu ao iG que a legenda tem mais afinidade com os tucanos, no entanto, espera a decisão da cúpula do PV, marcada para amanhã, para colocar o bloco na rua- seja por Serra ou por Dilma. Se a posição for pela “neutralidade”, ele conversará com lideranças locais em reunião já agendada para a próxima segunda-feira para poder rever o apoio. 

“Fiz uma reunião de avaliação, um termômetro, nesta semana. O resultado foi que existem mais pessoas aqui querendo apoiar o Serra, muita gente neutra e um numero ponderado para Dilma. Mas foi reunião sem formalismo. Se decidir amanhã que é neutralidade,estaremos abertos a mudanças. Mas de jeito nenhum faremos campanha por Dilma antes do resultado”, afirmou.

Esta é a segunda visita ao Estado na nova fase da campanha. Na semana passada, Dilma foi ao Mercado Central, onde posou com lideranças religiosas na capela do local. Em seguida, foi a Ribeirão das Neves para uma carreata.

Segundo a reportagem apurou, o PT quer barrar o possível avanço do tucano sobre DIlma na região já que Serra, no segundo turno, conta com o reforço de uma tropa aliada agora eleita tanto no governo mineiro – Antonio Anastasia- como no Senado- Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), que derrotaram Helio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT), respectivamente.

Na próxima sexta-feira, o PT espera reunir lideranças, empresários e prefeitos para mais uma visita de Dilma candidata ao Estado. O evento será um contraponto ao promovido pelo ex-governador Aécio Neves, que, na última quinta, reuniu 450 lideranças em apoio a Serra.

O presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, no entanto, minimizou a mobilização do encontro tucano com prefeitos.  “A reunião promovida pelo Aécio é cheia de incoerências. O que fizeram foi entregar uma pauta a Serra, não foi apoio. Os prefeitos estão conosco e vão se mobilizar por Dilma”, afirmou.

Lopes contou também que ontem, o vice na chapa petista, Michel Temer (PMDB), passou pelo Estado acompanhado de Hélio Costa, candidato derrotado na eleição mineira, e Geddel Vieira Lima, que perdeu a eleição estadual na Bahia, para apelar aos peemedebistas que saiam às ruas para fazer campanha pela candidata petista.

Via:IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Dilma elogia programa de Marina

sexta-feira, outubro 15th, 2010

Em busca dos votos do PV, petista esquiva-se ao ser questionada sobre atritos com a ex-ministra: ‘É melhor perguntar à Marina’

Em meio ao esforço de aproximação com a senadora Marina Silva (PV) em busca de apoio no segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, teceu elogios nesta quinta-feira à atuação da ex-ministra do Meio Ambiente na questão sobre os fundamentos do Programa Amazônia Sustentável. Segundo Dilma, foi Marina quem estabeleceu os fundamentos que chamou de “vitoriosos” no processo de redução do desmatamento da Amazônia.

Foto: Agência Estado

Dilma recebe apoio de integrantes do PP

A petista, entretanto, esquivou-se ao ser questionada sobre as divergências que tinha com Marina na época em que ambas integravam o ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Bom, em relação às questões das divergências, acho melhor perguntar à Marina”, disse Dilma, ao se reunir hoje com representantes do PP, em Brasília.

A candidata petista procurou negar problemas com a ex-colega no que se refere às políticas para a Amazônia. “Eu não conheço, a não ser que tenha sido com outros setores do governo que não eu”, concluiu

Em 2008, Marina optou por deixar o posto de ministra do Meio Ambiente em meio a pressões para que agilizasse o licenciamento ambiental de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado na época por Dilma, então ministra da Casa Civil.

Meses depois, Marina deixou o partido e se filiou ao PV. Lançada candidata presidencial em 2010, Marina não chegou ao segundo turno, mas seus 20 % de votos são disputados tanto por Dilma como por José Serra (PSDB) na eleição pelo Planalto.

Debate e pesquisa

Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, Dilma confirmou que irá ao debate da RedeTV, no próximo domingo, com a expectativa de “esclarecer” a população. Sobre se repetirá a postura considerada mais agressiva no primeiro debate do segundo turno, Dilma voltou a dizer que se sentiu assertiva. “Como são só duas pessoas, o debate é mais ágil e mais rápido”, afirmou.

Dilma não comentou a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã, na qual aparece com 46,8%, enquanto Serra aparece com 42,7%.

Via: IG

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

Serra se irrita com pergunta sobre ex-diretor da Dersa

quinta-feira, outubro 14th, 2010

Ao ser questionado sobre Paulo Preto, candidato diz que assunto é “pauta petista” e abandona entrevista

O presidenciável tucano José Serra irritou-se nesta quarta-feira em Porto Alegre (RS) ao ser questionado sobre a denúncia contra o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, que teria desviado R$ 4 milhões da campanha do PSDB.

Foto: Agêcia Estado

Serra toma café durante campanha em Porto Alegre


Primeiro, Serra classificou de “preconceito odiento” a forma como o jornalista se referiu ao ex-diretor, como Paulo Preto, e afirmou que o preconceito estava “embutido na pergunta”. Em seguida, o presidenciável disse que o assunto faz parte da “pauta petista”.

Depois, Serra perguntou ao repórter para qual veículo de comunicação ele trabalhava. Ao ouvir que o profissional era do jornal Valor Econômico, Serra afirmou que o jornal não se interessava pelo o que estava acontecendo na Casa Civil e que “faz manchetes para o PT botar no horário eleitoral”.

Quando o repórter do Valor Econômico rebateu dizendo que as afirmações eram preconceito da parte dele, Serra decidiu encerrar a entrevista coletiva e deixou o local.

No último domingo, a presidenciável petista Dilma Rousseff usou a denúncia sobre o ex-diretor para atacar Serra no debate organizado pela TV Bandeirantes.  Na terça-feira (12/10) em Aparecida, Serra defendeu Paulo Souza e negou que tenha havido desvio de verbas de sua campanha. Antes disso,Serra havia negado conhecer Paulo Souza.

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

Lula aprova mudança de tom de Dilma

quarta-feira, outubro 13th, 2010

Presidente avalia que sua candidata foi mais contundente no evento realizado no último domingo na Band

A mudança de estratégia na campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversas com auxiliares, Dilma avaliou como “muito acertado” o tom mais contundente no debate de domingo, realizado pela TV Bandeirantes.

Para Lula, a posição mais incisiva de Dilma no duelo com Serra mostrou para os eleitores uma mulher com decisões próprias, capaz de rebater críticas sem a sua ajuda. O marqueteiro João Santana resistiu o quanto pôde a adotar a nova tática, sob o argumento de que quem bate perde votos. Até mesmo o presidente Lula chamou Santana para um tête-à-tête e cobrou dele nova tática para enfrentar a polêmica do aborto e a investida do adversário do PSDB, José Serra.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que o comando da campanha de Dilma decidiu subir o tom contra Serra para “desmascarar” o tucano. “Serra faz uma campanha na TV e outra nos subterrâneos da política e precisávamos mostrar isso”, afirmou Dutra. “Dilma se colocou no debate do segundo turno, que é o confronto de propostas”, comentou Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência. Ele tirou férias há mais de dois meses para coordenar o programa de governo da candidata.

Indagado se a campanha petista não adotara estratégia de alto risco ao optar por mais agressividade, Garcia justificou: “Arriscar é ficar levando porrada e não responder”, disse. No diagnóstico do assessor de Lula, Serra procurou desqualificar Dilma, mas “ficou incomodado” com o “tom forte” adotado por ela, que tratou de temas como aborto, privatizações e segurança pública. “Não foi uma agressividade gratuita. Ela ficou indignada com as acusações e reagiu”, insistiu o secretário de Mobilização do PT, Jorge Coelho.

Nesta terça-feira, Dia da Padroeira, Dilma disse  que sua campanha não está mais agressiva. Dilma disse que a campanha, agora, é mais “assertiva” porque ela decidiu reagir ao que chamou de “central de boatos”.

PDF    Enviar artigo em PDF   

Dilma e Serra travam embate mais duro da eleição

segunda-feira, outubro 11th, 2010

Aborto, escândalo na Casa Civil e privatizações viram temas das críticas trocadas entre petista e tucano na Band

Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) transformaram o primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial em palco para a troca de acusações e duras críticas. Em um embate que se estendeu por todos os blocos do programa, a petista e o tucano se revezaram em menções à polêmica sobre aborto, às denúncias de corrupção que atingiram a Casa Civil do governo Lula e à política de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

A decisão de Dilma de partir para o ataque contra Serra já era prevista pela campanha petista, como adiantou o iG. O confrontou esquentou logo na primeira pergunta, quando Dilma abordou Serra dizendo ser vítima de uma campanha baseada em “calúnias”. “Sua campanha procura me atingir por meio de calúnias, mentiras e difamações”, disse Dilma, acusando o vice do adversário tucano, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), de reunir grupos de discussão com o objetivo de explorar eleitoralmente “questões religiosas”. Serra reagiu: “Vocês confundem verdades ou matérias de jornais com ataques orquestrados”.

Dilma não negou o apoio à descriminalização, mas investiu na tese de que se trata apenas de evitar que mulheres que tenham sofrido complicações por realizarem clandestinamente o procedimento não corram o risco de serem presas ao buscarem socorro.

A petista também acusou Serra de ter “mil caras” e disse que o rival se tornou alvo de investigação por tê-la acusado de montar um dossiê. “Você é réu por calúnia e difamação. Você está caminhando para entrar na Ficha Limpa”, rebateu a petista. Dilma ainda mencionou o fato de a mulher do tucano, Mônica Serra, ter dito que a petista é “a favor de matar as criancinhas”. “Eu não concordo com a fala da sua senhora. É uma coisa antiga”, afirmou.

Os dois baixaram o tom por alguns minutos, após Serra questionar Dilma sobre segurança pública. Pouco depois, entretanto, a petista retomou os ataques. “O senhor deveria olhar o seu assessor Paulo Vieira de Souza, que fugiu com R$ 4 milhões de dentro da sua campanha”, provocou, em referência a denúncias envolvendo um suposto desvio de recursos comandado por Vieira, que foi diretor da Dersa.

Dilma manteve o tom em alta no segundo bloco, ao lembrar que Serra normatizou a realização do aborto nos casos autorizados pela atual lei – a regra atual, que data de 1940, autoriza o procedimento nos casos de estupro e de risco à vida da mãe. “Agora, precisamos saber se vamos partir para a hipocrisia”, ironizou a petista. “Eu lamento as suas mil caras”, reforçou. Indiretamente, Serra criticou Dilma por ter sido indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a corrida presidencial. “As pessoas sabem que eu tenho cabeça própria, não fui pinçado por ninguém”, disse.

Privatização

Enquanto o aborto e as denúncias de corrupção predominaram no primeiro bloco, no segundo Dilma trouxe para a discussão o tema das privatizações. A petista abriu falando sobre a Petrobras. Elogiou a recente capitalização da companhia e criticou a administração da empresa sob a gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso. “É só voltar a campanha eleitoral que o PT volta neste assunto”, rebateu Serra, queixando-se de ser criticado pelo PT pelas privatizações. “O PT colocou o Banco do Brasil na Bolsa de Nova York e aumentou o capital privado no Banco”, disse Serra.

Dilma queixou-se da tentativa do governo FHC de mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Serra respondeu dizendo sempre ter se comprometido com a companhia e alegando que o atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, que presidiu também a Petrobras, elogiou medidas do governo tucano em relação à empresa. Dilma, em seguida, reforçou o discurso antiprivatização. “Vocês achavam que era uma vergonha não privatizar.”

O tucano afirmou que se não houvesse privatização na área de telefonia, o Brasil seria o “País do ‘orelhão’, que Dilma rebateu dizendo “o Brasil não é o País do ‘orelhão’, mas o da banda larga”.

Serra prometeu “reestatizar os Correios”, que segundo ele passou a servir aos interesses dos “companheiros”. Prometeu ainda fortalecer a Petrobras e outras instituições públicas, como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Segundo a emissora, o debate deste domingo teve média de audiência de 4 pontos e pico de 6 pontos, segundo o Ibope.

Dilma e Serra se cumprimentam nos estúdios da TV Bandeirantes, antes do início do debate
Foto: Agência EstadoAmpliar

Dilma e Serra se cumprimentam nos estúdios da TV Bandeirantes, antes do início do debate

Via: IG

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

Dutra: programa de Dilma será concluído depois do feriado

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Coordenação da campanha petista vai divulgar programa na próxima semana, diz o presidente nacional do PT

A coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) divulga na próxima semana, depois do feriado do dia 12, o documento final relativo ao programa de governo da presidenciável do PT. A informação é uma resposta do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ao PMDB, que intensificou a cobrança do documento, durante encontro nacional do partido ontem, em Brasília.

Entre os peemedebistas, há o sentimento de que, se esse documento tivesse sido concluído e divulgado, evitaria a onda de boatos que se alastrou pela internet e retirou votos de Dilma, como os boatos de que ela seria favorável ao aborto. Segundo Dutra, o programa não fará menção ao aborto, porque esse tema não tem relação com o cargo de presidente da República.

O petista adiantou, entretanto, que o documento vai contemplar a defesa da democracia e das liberdades constitucionais de expressão e de imprensa, além de reafirmar o Estado laico. O dirigente petista minimizou as críticas quanto ao atraso na conclusão do documento, afirmando que o adversário de Dilma, José Serra (PSDB), também não apresentou seu programa de governo.

Inicialmente, a ideia era de que esse documento detalhasse, em 13 itens, o programa de governo da candidata. O PMDB destacou o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco para compor o grupo de trabalho que o redigiria. Franco emplacou o primeiro item do documento:”mais democracia”, uma resposta às críticas quanto ao suposto autoritarismo do governo Lula. No entanto, a coordenação da campanha de Dilma interrompeu esse trabalho.

Um documento provisório foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ato do registro da candidatura de Dilma, mas foi logo retirado pelo comando da campanha diante da repercussão negativa. O documento reproduzia a resolução aprovada na convenção nacional do partido, realizada em fevereiro.

Essa resolução continha temas polêmicos, defendidos por setores mais radicais do PT – e não encampados pela ala majoritária do partido – como o controle social dos meios de comunicação, redução da jornada de trabalho e tributação das grandes fortunas.

Via: IG

PDF Download    Enviar artigo em PDF