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Foto: Reuters
1 Candidata a Presidência Dilma Rousseff em uma fotografia sem data ao lado de seu irmão. -

Foto: Reuters2 Fotografia da candidata Dilma Rousseff quando criança. -
Foto: Reuters3 Fotografia da candidata Dilma Rousseff quando criança. -

Foto: AP Photo4 Fotografia de 1952 da candidata Dilma Rousseff com sua família, o pai Pedro Rousseff, a mãe Dilma Jane da Silva e os irmãos Igor e Zana. -
Foto: AP Photo5 Liberada pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, imagem mostra Dilma Rousseff em fotografia da polícia. -

Foto: Andre Penner/ AP Photo6 Dilma Rousseff fala aos partidários acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. São Paulo, 27 de setembro de 2010. -
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Foto: Bruno Domingos/ Reuters7 Candidata Dilma Rousseff do PT sorri durante debate televisivo. Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2010. -

Foto: Roberto Stuckert/ Getty Images8 Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhados, segura seu primeiro neto, Gabriel, durante uma pausa nas campanhas. Porto Alegre, 9 de setembro de 2010. -
Foto: Wilton Junior/ AE9 A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, visita os elevadores panorâmicos do Complexo Rubem Braga, que permitem o acesso dos moradores do Cantagalo e Pavão/Pavãozinho ao metrô de Ipanema. Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2010. -

Foto: Juca Varella/ AE10 A candidata do PT, Dilma Rousseff, ao lado da candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy, durante ato político da coligação “União Para Mudar”, no sambódromo do Anhembi. São Paulo, 27 de setembro de 2010. -
Foto: Wilton Junior/ AE11 A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, logo após o debate promovido pela Rede Globo. Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2010. -

Foto: Lúcio Tavora/ AE12 A candidata à Presidência, Dilma Rousseff, participa de comício com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia, Jaques Wagner, na Praça Castro Alves. Salvador, 26 de agosto de 2010. -
Foto: Andre Penner/ AP Photo13 Partidários do PT durante um comício em São Paulo. 27 de setembro de 2010. -

Foto: Monica Alves/ AE14 A candidata do PT Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao Governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, participam de uma carreata de encerramento de campanha em São Bernardo do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -
Foto: Evelson de Freitas/ AE15 A candidata Dilma Rousseff durante entrevista coletiva no Hotel Tivoli na capital paulista. São Paulo, 30 de agosto de 2010. -

r.Foto: Leonardo Soares/ AE16 A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, visita o vice-presidente da República, José Alencar, internado no hospital Sírio-Libanês. São Paulo, 11 de setembro de 2010. -
Foto: Hélvio Romero/AE17 O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de sua esposa Dona Marisa, da candidata a sua sucessão Dilma Rousseff, do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho, participam de uma caminhada de encerramento da campanha em São Bernardo do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -

Foto: Roberto Stuckert Filho/ Reuters18 Candidata à Presidência Dilma Rousseff participa do batizado de seu neto Gabriel, ao lado de sua filha Paula Rousseff e seu genro Rafael Covolo. Porto Alegre, 1 de outubro de 2010. -
Foto: André Lessa/AE19 O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de sua esposa Dona Marisa, da candidata a sua sucessão Dilma Rousseff, do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho, durante carreata de encerramento da campanha em São Bernardo do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -

Foto: Aryton Vignola/ AE20 A candidata do PT Dilma Rousseff durante visita a escola Senai Roberto Simonsen no Brás. São Paulo, 23 de agosto de 2010. -
Foto: Paulo Pinto/ AE21 A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, sai do colégio eleitoral onde votou na escola Santos Dumont. Porto Alegre 3 de outubro de 2010 -

Foto: Natacha Pisarenko/ AP Photo22 Pôster da candidata Dilma Rousseff na favela Dona Marta. Rio de Janeiro, 28 de setembro de 2010. -
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Foto: Andre Penner/ AP Photo23 Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, durante comício. São Paulo, 3 de outubro de 2010. -

Foto: Dida Sampaio/ AE24 A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, concede entrevista à imprensa. Brasília, 24 de agosto de 2010. -
Foto: Paulo Liebert/ AE25 A candidata do PT participa do ato “Trabalhadoras com Dilma”, do Comitê Suprapartidário para sua campanha, na Casa de Portugal. São Paulo, 17 de agosto de 2010. -

Foto: Jefferson Bernardes/ AFP Photo26 Dilma Rousseff, candidata à Presidência, e o candidato ao Governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do PT, fazem “V” de vitória em sessão eleitoral em Porto Alegre. Rio Grande do Sul, 3 de outubro de 2010. -
Foto: Silvia Izquierdo/ AP Photo27 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff balançam a bandeira do Brasil durante um comício em São Bernado do Campo. São Paulo, 3 de outubro de 2010. -

Foto: Bruno Domingos/ Reuters28 Candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff abraça uma menina na favela Cantagalo. Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2010. -
Foto: Andre Penner/ AP Photo29 Candidata do PT, Dilma Rousseff acena para partidários após um comício em São Bernado do Campo. São Paulo, 2 de outubro de 2010. -

ATENÇÃO: Esta imagem contém cenas fortes. Clique para visualizar.Foto: Nacho Doce/ Reuters30 Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante a inauguração de uma clínica de reabilitação em São Bernardo do Campo. São Paulo, 1 de outubro de 2010. -
Foto: Mauricio Lima/ AFP Photo31 Convidados durante um comício de Dilma Rousseff no Sambódromo. São Paulo, 27 de setembro de 2010. -

Foto: Edison Vara/ Reuters32 Dilma Rousseff deixa cabine de votação em Porto Alegre, 3 de outubro de 2010. -
Foto: Ricardo Moraes/ Reuters33 Dilma Rousseff bebe café durante campanha. Brasília, 28 de setembro de 2010. -

Foto: Ricardo Moraes/ Reuters34 Homem usa chapéu com adesivos da campanha de Dilma Rousseff. Brasília, 3 de outubro de 2010. -
Foto: Bruno Domingos/ Reuters35 Candidata Dilma Rousseff após apuração dos votos do primeiro turno. Brasília, 3 de outubro de 2010. -

Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters36 Dilma Rousseff durante encontro com aliados. Brasília, 4 de outubro de 2010. -
Foto: Nacho Doce/ Reuters37 Partidário com fotografia de Dilma Rousseff presa à camiseta. São Paulo, 23 de outubro de 2010. -

Foto: Edison Vara/ Reuters38 Dilma Rousseff durante um comício em Porto Alegre. Rio Grande do Sul, 21 de outubro de 2010. -
Foto: Natacha Pisarenko/ AP Photo
39 Menina passa por um cartaz da campanha eleitoral de Dilma Rousseff na favela Dona Marta. Rio de Janeiro 28 de setembro de 2010. -

Foto: Jefferson BERNARDES/AFP40 A candidata à presidência do Brasil, Dilma Rousseff, acena após votar em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 31 de outubro de 2010. -
Foto: Ricardo Moraes/REUTERS41 Pessoas celebram os resultados das eleições gerais do Brasil que elegeu Dilma Rousseff como novo presidente do Brasil, em Brasília, 31 de outubro de 2010.
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Dilma Rousseff: Brasil elege 1ª presidenta
segunda-feira, novembro 1st, 2010Chavões e frases feitas guiaram discursos dos presidenciáveis
sexta-feira, outubro 29th, 2010Em debates e outros momentos, Dilma e Serra recorreram a expressões repetitivas para desviar de críticas do adversário
“Salto baixo”, “central de mentiras”, “campanha do medo”, “preconceito odiento”, “trololó” e “tergiversar”. Faltando poucos dias para a ida às urnas os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) utilizaram à exaustão frases feitas e expressões repetidas ao conceder entrevistas, discursar em comícios ou participar de debates na TV. Esse quadro, se depender da experiência, poderá se repetir no debate que será realizado nesta sexta-feira, na TV Globo.
Para evitar a polêmica envolvendo a campanha tucana e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, Serra já se acostumou a falar em “preconceito odiento” quando questionado sobre o antigo auxiliar, suspeito de ter desviado recursos da campanha tucana. Serra chegou a afirmar que não conhecia Vieira de Souza e depois o defendeu. Agora, usa a expressão toda vez que é questionado sobre o assunto, a exemplo do que fez no debate da Record, no início desta semana.
Outro termo do discurso serrista é “trololó”, ao qual recorre para rebater qualquer crítica petista sobre a qual não queira discorrer. Já para responder sobre o tema privatizações, o candidato costuma afirmar que o PT tem uma “central de mentiras que é fenomenal”, como afirmou nesta quarta-feira à Rádio Jornal, de Recife.
Já a expressão-coringa “campanha do medo” é utilizada na campanha dilmista para rebater acusações feitas pelos tucanos. “Este medo, que a cada eleição eles tenham colocar nas pessoas, é porque eles não têm um projeto para o Brasil”, declarou Dilma em comício na Bahia, na terça-feira.
Sempre que questionada sobre sua vantagem contra Serra nas pesquisas, Dilma diz que não faz “campanha de salto alto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, disse a candidata na última quarta-feira, em Brasília.
E se a pergunta envolve a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, acusada de praticar tráfico de influência no governo Lula, Dilma já transformou em rotina a menção ao caso de Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, rebateu Dilma em debate da Record nesta semana.
Na opinião do cientista e especialista em pesquisa e comunicação política, Malco Camargos, a repetição dos candidatos é a estratégia “da não discussão” de temas espinhosos. Camargos avalia, por exemplo, que Dilma perdeu votos nas urnas no primeiro turno pela forma como reagiu às críticas de Serra.
Assim, a tática petista para esta fase da eleição foi subir o tom. “Uma vez atacada pelo Serra, a defesa que ela traçou e que tem dado certo é de contra-atacar”, avalia o cientista político. “Os dois se nivelaram no discurso pelo discurso e o eleitor ficou insatisfeito com os dois”, diz.
DICIONÁRIO DA CAMPANHA PETISTA
Campanha do medo – é a acusação mais usada pela candidata do PT para rechaçar acusações tucanas. É também uma referência à campanha do PSDB, em 2002, na qual a atriz Regina Duarte afirmou que tinha medo da eleição do então candidato Lula.
Central de boataria - É usada por Dilma sempre que ela se refere aos rumores sobre seu posicionamento em relação ao aborto e principalmente sobre a afirmação de Serra de que ela se contradiz em relação ao tema
Subir no salto – desde o primeiro turno, a candidata petista usa o termo para negar seu favoritismo nas pesquisas e mostrar humildade aos eleitores.
Tergiversar – segundo a definição dos dicionários, o termo quer dizer “usar de evasivas, de rodeios, de subterfúgios” em uma fala.
DICIONÁRIO DA CAMPANHA TUCANA
Central de Mentiras – é a expressão usada pelo candidato do PSDB para rebater as críticas petistas sobre privatização de empresas públicas e a exploração do pré-sal.
Preconceito “odiento” – Usada por Serra para explicar a afirmação de que não conhece Paulo Preto, ex-diretor da Dersa em seu governo no Estado de São Paulo. Segundo o candidato, o apelido pelo qual Paulo Vieira de Souza é conhecido é preconceituoso
Trololó – também conhecido como “lero-lero” ou conversa fiada. Serra costuma usar o termo para qualificar declarações e promessas da candidata petista
Valores tradicionais da família brasileira – a frase surgiu junto com a discussão sobre o aborto. O tucano recorre à expressão para se posicionar contra o aborto e favorável a pontos defendidos pela Igreja.
Via: IG
Termina hoje a campanha mais agressiva desde Collor x Lula
sexta-feira, outubro 29th, 2010Vista como a mais tensa desde 1989, disputa deste ano teve dossiês, boatos, agressões, confrontos de militantes e ataques verbais
Com o encerramento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, termina oficialmente nesta sexta-feira a campanha mais agressiva para a Presidência da República desde a redemocratização. Marcada por troca de ataques e exploração de escândalos políticos, a eleição de 2010 contrariou o modelo que guiou disputas anteriores, nas quais adversários evitavam ataques em debates e discursos para não afugentar eleitores.
Tanto o PT da ex-ministra Dilma Rousseff como o PSDB do ex-governador José Serra dizem ver na campanha deste ano um dos embates mais tensos da história recente. “Foi uma das eleições mais radicalizadas do Brasil nos últimos anos, com radicalizações desnecessárias de ambos os lados e que não contribuíram em nada para formação da opinião do eleitor. Fica a lição para que, nas próximas eleições, as ideias é que briguem e não as pessoas”, afirma o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, senador eleito pelo PSDB.
“Há muito tempo participo de disputas eleitorais, e eu nunca vi uma eleição em que o subterrâneo, a calúnia e a falta de respeito estiveram tão presentes. Lamento, mas posso garantir que isso não partiu do nosso lado”, justifica o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha petista à Presidência.
A campanha deste ano só pode ser comparada à que opôs o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual senador Fernando Collor de Mello na disputa pela Presidência, em 1989, segundo o vereador José Américo (PT-SP). Coordenador da campanha petista naquela eleição, ele relembrou o fato de Collor ter veiculado imagens de uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o então líder sindical de ter lhe dado dinheiro para realizar um aborto e de não assumir a filha Lurian. Lula, lembra o vereador, também foi acusado de querer invadir casas e proibir cultos em igrejas.
“Foi uma campanha muito intensa”, resume, ao investir na tese de que ataques que diz terem sido lançados contra o PT nesta eleição foram mais “sofisticados e organizados”, sobretudo por causa dos boatos disseminados pela internet. Segundo ele, as campanhas de 1994, 1998 e 2002 foram “relativamente tranquilas” porque os presidentes eleitos iniciaram a disputa na posição de favoritos, e foram eleitos nessa situação.
Collor e Lula, durante debate da eleição de 1989, mediado pelo jornalista Boris Casoy; disputa eleitoral daquele ano foi marcada por acusações e troca de ataques
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha tucana à Presidência, ironiza as críticas dos adversários e afirma que é o PT, na verdade, quem se especializou em produzir dossiês contra os rivais, como aconteceu em 2006 no chamado escândalo dos aloprados. Na época, petistas foram presos tentando adquirir um dossiê contra tucanos que disputavam aquela eleição – Serra era candidato ao governo paulista e Geraldo Alckmin concorria à Presidência.
“Sou presidente do partido e coordenei a campanha. E gostaria de saber onde é essa central de boato pra mandar desfazer”, rebate. Segundo o dirigente tucano, o que se fala na internet e nas redes sociais é um fenômeno difícil de se obter controle. “A internet tem um papel nisso e expandiu imensamente (os ataques)”.
Histórico
A avaliação entre os comandos das duas campanhas é que, como em 2006, quando o escândalo do mensalão ainda era recente, os ânimos ficaram tão acirrados como na campanha deste ano. Quando a disputa se aproximava do fim, Alckmin subiu o tom das críticas a Lula, que tentava a reeleição. A ofensiva até hoje é apontada como fator que o levou a terminar o segundo turno com menos votos do recebeu na primeira fase da campanha.
Morna no princípio, quando Serra evitava ataques diretos a um governo com alta popularidade, a disputa deste ano esquentou na reta final do primeiro turno. O cenário começou a mudar em setembro, com a eclosão do escândalo da violação de sigilo pessoas próximas a Serra – entre elas sua filha, Verônica Serra. O tucano chegou a comparar a situação aos ataques lançados por Collor sobre Lula em 1989.
Pouco depois, foi revelado que familiares da sucessora e antigo braço direito de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, participavam de um esquema de tráfico de influência no governo. O novo capítulo de acusações sobre Dilma provocou a queda da ministra.
O auge da tensão aconteceu, no entanto, já no segundo turno, durante debate promovido pela TV Bandeirantes, em 10 de outubro. Na ocasião, tanto Dilma quanto Serra levaram à tona episódios constrangedores contra os adversários. De um lado, a petista colocou no centro da discussão o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), ex-assessor do tucano suspeito de ter desviado R$ 4 milhões em recursos que teriam supostamente sido arrecadados pela campanha tucana e não declarados à Justiça Eleitoral. No encontro, Dilma tentou também colar no rival a pecha de “privatista” e disse que a eleição do tucano significaria o “risco” de privatização da Petrobras.
Entre todos os escândalos e temas espinhosos, no entanto, nenhum produziu tanto resultado como a exploração do tema do aborto. A campanha tucana, que passou a eleição afirmando que Dilma teria posição dúbia em relação ao tema, foi acusada pelos petistas de “caluniar” a candidata. Dilma chegou a citar um episódio em que a mulher do tucano, Mônica Serra, teria dito a um eleitor, durante campanha no Rio de Janeiro, que a ex-ministra era “a favor de matar criancinhas”.
Com o assunto em pauta, mensagens contra a candidata passaram a ser divulgadas em sites, e-mails e redes sociais e levou o comando petista a instalar uma “central antiboataria” para estancar os estragos, sobretudo nos meios religiosos, onde padres e pastores passaram a fazer campanha direta contra a candidata. Serra também recorreu ao mesmo recurso para afastar boatos de que, se fosse eleito, promoveria a privatização da estatal e acabaria com programas federais, como o Prouni e o Bolsa Família.
Tumulto em atividade de Serra no Rio ajudou a elevar o tom das críticas nas últimas semanas da campanha
Discursos
A tensão vivida na atual campanha levou os dois lados a intensificarem os ataques ao lado adversário. Lula chegou a afirmar que faltava “hombridade” a Serra. Tucanos, por sua vez, questionavam a participação de Lula na campanha, que, segundo eles, extrapolava as prerrogativas institucionais da Presidência.
Militantes dos dois lados entraram em confronto durante um ato ocorrido no Rio. Na confusão, objetos foram arremessados contra o candidato, que interrompeu a caminhada e foi parar em um hospital. Enquanto o tucano dizia ter sofrido agressão, petistas diziam que o objeto que acertara a cabeça do candidato era, na verdade, uma bolinha de papel.
Lula chegou a acusar Serra de comandar uma “farsa”. “Eles tratam adversários como inimigos, e inimigos que precisam ser destruídos”, rebateu Serra. Pouco depois, foi a vez de Dilma, que desviou de bexigas d’água em uma atividade de campanha.
Sério Guerra tenta jogar em Lula a responsabilidade pela violência da atual campanha. Em entrevista concedida à revista Veja no período de pré-campanha, Guerra chegou a afirmar que os adversários fariam qualquer coisa para não perder o governo e que, portanto, esta seria a campanha mais sangrenta dos últimos anos. “O que vimos, de fato, foi o uso total e irrestrito do aparelho público pra fazer campanha”, avalia.
Via: IG
Datafolha: Dilma tem 49%, Serra tem 38%
quarta-feira, outubro 27th, 2010Pesquisa confirma resultado do Vox Populi/iG divulgado ontem
Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira mostra que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 49% dos votos totais, contra 38% do candidato do PSDB, José Serra. O levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, confirma o resultado divulgado ontem pelo Vox Populi/iG.
Segundo o levantamento, 8% dos entrevistados se disseram indecisos, dois pontos percentuais a mais que a última pesquisa Datafolha, realizada no dia 21 de outubro. Os brancos e nulos são 5%. Se considerados apenas os votos válidos, sem brancos, nulos e indecisos, Dilma teria 56% das intenções de voto, e Serra, 44%, segundo o Datafolha.
O estudo publicado hoje foi realizado nesta terça-feira e ouviu 4.066 pessoas em 246 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37404/2010.
Na pesquisa Datafolha anterior, Dilma registrou 50%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 4%, e os indecisos, 6%.
Via:IG
Dilma e Serra trocam acusações na TV
terça-feira, outubro 26th, 2010Tucano concentrou ataques no caso Erenice Guerra; petista insistiu em denúncias envolvendo Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto
Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) voltaram a subir o tom em debate realizado pela TV Record na noite desta segunda-feira. No evento, o terceiro organizado desde o início do segundo turno da corrida presidencial, aproveitaram em seus ataques episódios como as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra e as suspeitas que pesam sobre o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.
Logo no primeiro bloco, Serra encarregou-se de trazer à tona o caso Erenice, que perdeu o cargo em meio a denúncias sobre um suposto esquema de lobby orquestrado no governo federal. Enquanto criticava a política de banda larga do governo federal, o tucano engatou: “Quem cuidou disso foi a Erenice, que aliás hoje depôs na Polícia Federal sobre seus malfeitos”, disse o tucano.
Dilma revidou mencionando as denúncias que pesam sobre Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa acusado de desviar recursos da campanha de Serra. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, disse Dilma. A petista acrescentou: “E ele está envolvido na operação Castelo de Areia”.
Dilma também empenhou-se em desvincular Serra do programa Bolsa Família, menina dos olhos do governo na área social. “O Bolsa Família não é uma invenção do ex-governador José Serra”, afirmou, em uma referência ao fato de o rival atribuir ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso o embrião do programa.
Serra, por sua vez, voltou a vincular a petista ao ex-presidente Fernando Collor e, principalmente, ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, réu no processo do mensalão. “Ela foi testemunha de defesa dele”, afirmou Serra. “E ele é chamado de chefe da quadrilha.”
Mais adiante, Dilma e Serra bateram de frente também em relação a outros temas. Trocaram acusações sobre privatizações e retomaram inclusive a polêmica sobre o aborto, que havia passado para o segundo plano na última semana. Ao dizer que Dilma diz uma coisa e faz outra, Serra afirmou: “Ela disse ‘sou a favor do aborto, sou contra o aborto’. Disse, ‘sou a favor de privatizar as telecomunicações, sou contra privatizar as telecomunicações’”.
Os dois também trocaram críticas sobre o Movimento dos Sem Terra e sobre o cumprimento de promessas de campanha, além de compararem o desempenho de políticas de investimentos.
Presidenciáveis se preparam para debate, na Rede Record, em São Paulo
Dilma e Serra passaram boa parte do primeiro bloco trocando acusações sobre os casos Erenice Guerra e Paulo Preto. O primeiro a trazer as denúncias à tona foi Serra, que criticava a política de banda larga do governo. “Quem cuidou disso foi a Erenice, que aliás hoje depôs na Polícia Federal sobre seus malfeitos”, disse o tucano. Dilma devolveu mencionando o caso Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, disse Dilma.
Serra defendeu-se das acusações alegando que Dilma mantém um discurso preconceituoso. Também voltou a se explicar por ter dito que não conhecia o ex-diretor da Dersa. “O apelido que vocês colocaram nele é preconceituoso e racista. Por isso eu disse que não o conhecia”.
Serra retomou em outras ocasiões o caso Erenice. “Ela (Dilma) teve como braço direito em sua gestão (nas pastas) de MInas e Energia e Casa Civil uma mulher que montou um grande esquema de corrupção e está respondendo por isso. E foi essa mulher que Dilma escolheu para ficar no lugar dela”, afirmou Serra.
Segundo bloco
Na volta do intervalo, Serra empenhou-se em levar a discussão para o assunto pré-sal. Questionada, sobre o assunto, Dilma declarou: “Acho estranho que senhor diga sistematicamente que não quer privatizar o pré-sal e hoje mesmo uma pessoa importante do PSDB, o Luiz Paulo Velloso Lucas, disse que está errado nosso modelo de lidar com a Petrobras”. “Você está mais uma vez fazendo uma deliberada enrolação”, acrescentou.
Serra tentou colar na petista ação privatista, ao falar sobre concessões para a exploração do pré-sal. E voltou a ironizar o fato de a ex-ministra seguir orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial. “Eu penso com a minha cabeça. Eu não penso ‘fulano disse, fulano falou’”, afirmou, aproveitando para dizer que Dilma se contradiz. “Ela disse sou a favor do aborto, sou contra o aborto. Disse, sou a favor de privatizar as telecomunicações, sou contra privatizar as telecomunicações”.
Terceiro bloco
Serra abriu o bloco colocando em pauta o tema do relacionamento entre o governo federal e o MST. “O MST, na minha opinião, é um movimento político que usa a reforma agrária para fazer uma ação política”, disse Serra, lembrando que Dilma posou para fotos vestindo o boné do movimento. Antes de responder, Dilma queixou-se do tom usado por Serra: “Candidato Serra, acho que um debate pode ser bastante assertivo. Mas acredito que possamos manter um certo nível”.
“Nós somos a favor da reforma agrária no Brasil e fizemos o maior número de assentamentos de reforma agrária neste País”, disse Dilma. “Nós não tratamos nenhum movimento social com cacetete, nem aceitamos episódios como aquele de centenas de mortos que foi Eldorado dos Carajás.”
Depois de ouvir do tucano que dizia uma coisa sobre os sem-terra e agora segue outra linha, Dilma viu a chance de relembrar o fato de Serra ter deixado a prefeitura paulistana no meio do mandato, contrariando uma promessa de campanha, para disputar o governo de São Paulo. “Então fica muito complicado você falar qualquer coisa”, afirmou Dilma.
Via: IG
Dilma e Serra fazem hoje penúltimo debate da campanha
segunda-feira, outubro 25th, 2010Embora os dois candidatos garantam que estão interessados na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo
No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.
“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”
O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.
Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.
O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês “contra quem atravessasse o caminho do governo”. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou “peremptoriamente” a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Via: IG
Dilma diz ser vítima de calúnia por parte do PSDB
sábado, outubro 23rd, 2010Em Minas Gerais, ex-ministra afirma que adversário tucano é responsável por ações “mentirosas” e “não corretas” na campanha
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, afirmaram na tarde de hoje, em Belo Horizonte (MG), que a campanha da ex-ministra está sendo vítima de mentiras e calúnias por parte do seu adversário, José Serra (PSDB).
A ex-ministra se referia às críticas de que seu comando de campanha teria solicitado a quebra de sigilos fiscais de tucanos e às acusações de que é a favor do aborto. “Os últimos episódios mostram com muita nitidez quem é vítima. Quem diz mentira, calúnia e coisas que não são corretas não é a minha campanha. Minha campanha é de alto nível”, diz.
Dutra também se disse “vítima” de ações dos adversários tucanos. “Temos consciência de que, durante toda essa campanha, nós fomos vítimas da mais baixa campanha eleitoral, porque violência não é só violência física. Calúnia, difamação, panfletos, telemarketing e apócrifos, isso também é uma violência que repudiamos”, disse Dutra.
A ex-ministra participou de encontro com cerca de 300 prefeitos de cidades mineiras, em uma tentativa de neutralizar o movimento do governador Aécio Neves em favor de Serra no segundo maior colégio eleitoral do País. “Foi feita contra mim uma campanha sistemática de calúnias, mentiras, portanto, quando há esse apoio (dos prefeitos), considero que minha alma fica lavada e enxaguada (…). É a manifestação de uma espécie de submundo da política”, afirmou Dilma.
Questionada sobre o episódio ocorrido nesta quarta-feira, em que Serra foi atingido na cabeça por um objeto supostamente atirado por militantes petistas durante caminhada no Rio, Dilma afirmou que também foi alvo de violência. A candidata se referia às bexigas d´água lançadas do alto de um prédio comercial em direção a ela em uma caminhada em Curitiba (PR). “Você sabe que o peso de um balão cheio de água jogado do 12º andar afunda o teto de um carro? Eu fui objeto disso. (…) Foi alguém deliberadamente que fez (isso) e eu não sai por aí acusando a campanha do adversário.”
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que o partido está preocupado em evitar novas situações de conflito entre as campanhas e disse ter orientado militantes petistas a não se envolver em confusões ou aceitar provocações.
Sobre a possibilidade de o PSDB processar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por conta das declarações feitas por ele sobre uma possível simulação de Serra ao ser atingido pelo objeto no Rio, Dutra comentou: “Se existe um réu, é José Serra.”
Minas deve ser palco final da disputa
sábado, outubro 23rd, 2010O clima de acirramento entre as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tende a aumentar com a previsão de agendas coincidentes em Minas Gerais, no dia 30, próximo sábado, nos últimos atos da corrida presidencial. Segundo maior colégio eleitoral, Minas tornou-se território altamente disputado no qual tucanos aspiram a uma virada.
A intenção do PSDB é colar ainda mais José Serra no ex-governador e senador eleito Aécio Neves, que tem alta popularidade no Estado. Na reta final, a campanha usará depoimentos de Aécio por telefone, pedindo votos para Serra. Haverá também gravações de telemarketing com mensagens pró-Serra do ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) e de Antonio Anastasia. Falas dos três mineiros já começaram a aparecer nos programas eleitorais do tucano.
Na semana que vem, o presidenciável do PSDB dedicará pelo menos dois dias para viagens a Minas. A ideia é que o último evento da campanha seja uma caminhada em Belo Horizonte. Já os petistas cogitam a possibilidade de organizar, no mesmo dia, uma carreata silenciosa de Dilma Rousseff pelas ruas da capital mineira, já que se trata da terra natal da candidata.
Cientes de que será difícil aumentar o porcentual de votos no Nordeste, os coordenadores da campanha do tucano articulam os últimos atos da campanha nos principais colégios eleitorais, onde há possibilidade de aumentar a vantagem ou diminuir a dianteira da adversária. A semana final da campanha oposicionista à Presidência será focada no Sudeste do País, com viagens de Serra para o Rio e Minas, além de agendas em São Paulo, seu reduto eleitoral.
Marina
Em Minas o foco dos tucanos são os mais de 2 milhões de votos obtidos pela candidata derrotada Marina Silva (PV) – sem contar que ela venceu a disputa em Belo horizonte. Serra teve em Minas 3,3 milhões de votos no primeiro turno. Já Dilma teve cerca de 5 milhões de votos.
Por enquanto, a única cidade do Nordeste que constará da agenda do candidato tucano será Salvador. Na terça-feira, Serra participa de debate no SBT Nordeste – é possível que ele antes passe pelo Recife, o que ainda não está confirmado.
No caso dos petistas, a coordenação de campanha avalia que seria simbólico finalizar a disputa no Estado natal da candidata. No primeiro turno o último ato de campanha foi em São Bernardo do Campo, reduto da construção política do presidente Lula e da origem sindicalista do PT. Agora, avaliam, o fim da campanha precisa ter uma simbologia mais próxima a Dilma. Mas parte do PT ainda quer o ato final de campanha em São Paulo. A decisão será tomada segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Via: IG
Dilma ironiza Serra: ‘Quando jogam água em mim eu me esquivo’
sexta-feira, outubro 22nd, 2010Candidata do PT à Presidência diz que já foi alvo de ‘toda sorte de calúnias e difamações’
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ironizou nesta quinta-feira o adversário José Serra (PSDB) ao afirmar que não faz “conversa fiada” quando é alvo de ataques de militantes nas ruas.
Em discurso ao lado do presidente Lula, em Caxias do Sul (RS), a ex-ministra lembrou do episódio ocorrido no mesmo dia, em Curitiba, quando manifestantes lançaram bexigas de água em direção a ela.
“Hoje a gente assistiu na televisão essa bolinha de papel virar uma arma maligna. Uma bola de papel. Isso significa o seguinte: significa a utilização do mesmo expediente do Rojas, aquele jogador de futebol que se feriu com uma gilete para criar tumulto. Numa campanha eleitoral, a gente às vezes é objeto de algumas ações. Hoje um balão cheio de água foi atirado de um edifício sobre a minha carreata e eu me esquivei. Eu não faço conversa fiada com bola de borracha com água. Eu me esquivo.”
O episódio lembrado por Dilma, também já citado pelo presidente Lula, ocorreu em 1989, no Maracanã, quando o goleiro chileno Rojas fingiu ter sido atingido por um sinalizador na tentativa de anular o jogo quando seu time perdia para a seleção brasileira.
Dilma disse novamente que é “objeto de toda sorte de calúnias e difamações “de malabarismos, invenções e falsidades nessa campanha”. Segundo ela, os adversários mentem quando prometem dar continuidade aos programas sociais do governo Lula. “Eles representam outro projeto que não é o nosso”.
No encerramento de sua visita ao Estado onde deu início à sua carreira política, Dilma afirmou que o Rio Grande do Sul viveu um período de decadência econômica que só foi interrompida durante o governo Lula. Assim como fez o presidente pouco depois, ela usou números relativos ao desemprego no País divulgados pelo IBGE para dizer que, na disputa eleitoral, estão em confronto dois modelos de desenvolvimento. Ela ironizou o governo tucano ao dizer que durante a gestão Fernando Henrique Cardoso foi criada a expressão “inimpregaveis” em referência às pessoas que não poderiam ser encaixadas no mercado de trabalho.”A culpa do desemprego não é do trabalhador que não tem emprego, mas do governo que não faz por onde criar empregos necessários”, disse.
Via: IG





