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Evento discutiu produção de biodiesel

quinta-feira, novembro 26th, 2009

encontro biodiesel_sebraeCerca de 100 pessoas, entre produtores de mamona, universitários, empresários e parceiros do Programa do Biodiesel do Estado de Alagoas, realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae/AL), participaram nesta quinta-feira (26), do IV Seminário Alagoano do Biodiesel. O evento colocou em discussão assuntos relacionados à produção do biodiesel e as alternativas de uso dentro de uma concepção técnica, científica, econômica, social e política.

Na oportunidade, estiveram presentes os secretários de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário, Jorge Dantas, e de Planejamento e Orçamento, Sérgio Moreira, além dos diretores do Sebrae/AL, Marcos Vieira e Renata Fonseca, entre outros.

Para Marcos Vieira, este evento é importante porque é a oportunidade de disseminar informações e gerar de conhecimento na cadeia produtiva do biocombustíveis em Alagoas. Para o superintendente do Sebrae/AL, o setor ainda necessita de investimentos e de um plano de ação mais contundente, mas já existem sinais que indicam uma melhoria de cenário.

“Especialistas acreditam que 2010 pode ser o marco na história do biodiesel brasileiro. Enquanto hoje em muitos países o uso desse combustível ainda é incipiente, daqui a dois anos a adição do biodiesel ao diesel deve ser obrigatória em diversas nações, a exemplo da Alemanha, França e Canadá. Em Alagoas, por meio do Programa do Biodiesel, os números são expressivos. Dos 33 municípios zoneados pela Embrapa, 14 plantam mamona, reunindo 572 produtores sensibilizados e mais de 1.500 agricultores beneficiados, com cerca de 1.500 hectares plantados. É fundamental o comprometimento de todos por meio de políticas agrícolas e industriais adequadas”, explicou Vieira.

Comparando-se com o ano passado, quando o Estado colheu e comercializou 640 toneladas, com a distribuição pelo governo de 9 toneladas de sementes certificadas estima-se que com as condições climáticas favoráveis à cultura, 2009 registre uma safra de 1.500 toneladas de mamona.

Recentemente o relatório da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Energia (ANP) divulgou que a capacidade de produção da indústria brasileira de biodiesel voltou a crescer com a instalação de 64 plantas de produção de biodiesel, sendo que desse volume 44 plantas já estão comercializando com volume diário de 11 mil metros cúbicos por dia, volume suficiente para atender o B5 que está previsto, conforme leilão realizado no dia 17 de novembro de 2009. O B5 significa a adição de 5% de biodiesel para cada litro de diesel mineral.

Também está previsto para janeiro de 2010, de acordo com a resolução nº 6 do Conselho Nacional de Políticas Energéticas, o CNPE, a utilização do B5 para atender a demanda da ANP, o que garantirá um aumento de 10% na taxa de ocupação das usinas.

“A ideia é que possamos prospectar o futuro e nortear as nossas ações, dentro do programa, para que este possa avançar ainda mais. O programa já tem promovido a desconcentração de rendas e ocupação. Podemos fazer mais”, disse Sérgio Moreira, secretário de Planejamento e Orçamento.

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de produção de mamona, com uma área plantada de 150 mil hectares, precedido pela Índia, que tem 850 mil hectares e logo atrás da China, detentora de uma área 154 mil hectares. Porém, diante da tendência da China e da Índia em diminuir a área plantada pela necessidade de produzir alimentos urgentemente, o Brasil pode vir a ser o maior produtor mundial dessa oleaginosa.

“A Seagri junto com parceiros como Sebrae tem procurado apoiar o Programa de Biodiesel do Estado, que precisa de uma definição mais concreta para os próximos passos. Entre as próximas ações está a contratação, pelo governo, de 250 técnicos para atender as necessidades das cadeias produtivas alagoanas. Eventos como este são ricos pela escolha do tema e qualificação dos palestrantes”, destacou Jorge Dantas, secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário.

Entre os assuntos abordados estavam o panorama do biodiesel como matriz energética em Alagoas e no Brasil, o uso de microalgas como matéria-prima para a produção de biocombustíveis, os desafios e oportunidades para a utilização de óleos residuais, a torta de mamona como alimentação animal, e outras alternativas para a produção do biodiesel pela Universidade Federal de Pernambuco.

Projeto do Biodiesel em AL

O Projeto Biodiesel no Estado de Alagoas tem como objetivo promover o agronegócio da mamona e de outras oleaginosas para a produção de biodiesel, associadas eventualmente com outras culturas. A proposta é gerar ocupação, renda e promover a inclusão social dos produtores no Estado. Entre as ações do projeto estão capacitações sobre a produção, o cultivo e a comercialização da mamona, e consultorias para técnicos agrícolas sobre distribuição de sementes de mamona para produtores.

O resultado dessas ações foi o aumento de 75% no cultivo e na produção da mamona no Estado, saindo de 18 toneladas para 31 toneladas por ano, o aumento de 108% da renda dos produtores, passando de R$ 285,00 para R$ 594,00 no período de 2008 e 2009, além da comercialização de 14 toneladas de sementes de mamona para a indústria de beneficiamento, em Atalaia/AL, e da utilização da casca de mamona em pesquisas como componente da ração animal pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

O IV Seminário Alagoano de Biodiesel, contou com a parceria da Seagri, Seplan e com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Banco do Nordeste (BNB), o Banco do Brasil (BB), a Fundação do Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

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Alagoas faz Seminário sobre biodiesel

quarta-feira, novembro 18th, 2009

biodieselProdutores de mamona, universitários, empresários e parceiros do Projeto do Biodiesel do Estado de Alagoas, realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae/AL), participam no próximo dia 26 de novembro, do IV Seminário Alagoano do Biodiesel. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio de informações e conhecimentos sobre a produção do biodiesel e avaliar as alternativas dentro de uma concepção técnica, científica, econômica, social e política.

Na programação do seminário, estão palestras e debates sobre assuntos como o panorama do biodiesel como matriz energética em Alagoas e no Brasil, o uso de microalgas como matéria-prima para a produção de biocombustíveis, os desafios e oportunidades para a utilização de óleos residuais, a torta de mamona como alimentação animal, e outras alternativas para a produção do biodiesel pela Universidade Federal de Pernambuco.

Para Giulianna Cavalcante, gestora do projeto pelo Sebrae/AL, o evento é a oportunidade de discutir um assunto tão atual e inovador que é a produção de biodiesel. “O seminário é um meio de discutir e trabalhar oportunidades com pessoas que entendem da produção de biocombustíveis. Através das palestras e debates, serão mostradas novas opções para o biodiesel, que é um tipo de combustível advindo de diversas fontes”, destaca Giulianna.

O Projeto Biodiesel no Estado de Alagoas tem como objetivo promover o agronegócio da mamona e de outras oleaginosas para a produção de biodiesel, associadas eventualmente com outras culturas. A proposta é gerar ocupação, renda e promover a inclusão social dos produtores no Estado. Entre as ações do projeto estão capacitações sobre a produção, o cultivo e a comercialização da mamona, e consultorias para técnicos agrícolas sobre distribuição de sementes de mamona para produtores.

O resultado dessas ações foi o aumento de 75% no cultivo e na produção da mamona no Estado, saindo de 18 toneladas para 31 toneladas por ano, o aumento de 108% da renda dos produtores, passando de R$ 285,00 para R$ 594,00 no período de 2008 e 2009, além da comercialização de 14 toneladas de sementes de mamona para a indústria de beneficiamento, em Atalaia/AL, e da utilização da casca de mamona em pesquisas como componente da ração animal pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

O IV Seminário Alagoano de Biodiesel, conta, ainda, com a parceria das secretarias de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), do Planejamento e do Orçamento (Seplan), e com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Banco do Nordeste (BNB), o Banco do Brasil (BB), a Fundação do Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo 0800 570 0800 ou (82) 4009-1733/ 1699.

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