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Vinte e quatro dessalinizadores estão sendo recuperados e devem ser instalados até 2012 nos municÃpios de Traipu, Igaci, Girau do Ponciano, Major Izidoro, Cacimbinhas, Minador do Negrão, Batalha, Piranhas, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira, Canapi e Inhapi. De acordo com Amanda Lima, coordenadora adjunta do Projeto Ãgua Doce e diretora de Gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos HÃdricos (Semarh), a instalação nas comunidades selecionadas começa em dezembro.
Foram pesquisadas 80 comunidades do Estado e selecionadas aquelas com menor Ãndice de Desenvolvimento Humano (IDH), menores Ãndices pluviométricos, ausência ou dificuldade de acesso a outras fontes de abastecimento de água potável, além de maior Ãndice de mortalidade infantil. De acordo com a coordenadora, Alagoas saiu na frente dos outros Estados do paÃs – o projeto Ãgua Doce existe apenas no Nordeste – na elaboração e execução do plano estadual que põe em prática o projeto Ãgua Doce, com vigência de 2010 a 2020.
Segundo a coordenadora adjunta do projeto, neste perÃodo, serão recuperados e implantados 248 dessalinizadores, além da instalação de 27 unidades completas de dessalinização. Já foram instalados 9 equipamentos em Palmeira dos Ãndios, Igaci, Estrela de Alagoas e Santana do Ipanema. Amanda conta que o projeto só foi possÃvel graças à parceria firmada entre o Estado e a Secretaria Nacional de Recursos HÃdricos do Ministério do Meio Ambiente, cujos recursos estão orçados em aproximadamente R$ 1.6 milhão, que já estão sendo aplicados.
O governo estadual entrou com a contrapartida de R$ 400 mil para instalação, manutenção e custeio dos equipamentos pelo perÃodo de dois anos. Para tanto, a Semarh vai realizar em outubro, no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), em Palmeira dos Ãndios, um curso de capacitação teórico e prático com 100 operadores escolhidos pelas comunidades contempladas com os dessalinizadores. Cada comunidade deve indicar, no mÃnimo, três pessoas para a capacitação e, posteriormente, fazer a manutenção dos equipamentos.
Conversão – Os operadores dos equipamentos serão pagos, em sua maioria, pelas prefeituras municipais ou por associações de moradores. O sistema de dessalinização é composto por poço tubular profundo, bomba do poço, reservatório de água bruta, abrigo de alvenaria, chafariz, dessalinizador, reservatório de água potável, reservatório e tanques de contenção de concentrado (efluente). Segundo Amanda, a água subterrânea salobra ou salina é captada por meio de poço tubular profundo e armazenada em um reservatório de água bruta. Em seguida, essa água passa pelo dessalinizador, que utiliza o processo de osmose inversa.
A osmose inversa é um processo no qual membranas que funcionam como um filtro de alta potência conseguem retirar da água a quantidade e os tipos de sais desejados, separando a água potável daquela concentrada em sais. A água dessalinizada é armazenada em um reservatório de água potável para distribuição à comunidade e o concentrado armazenado em reservatório para ser encaminhado aos tanques de contenção e evaporação. Um dessalinizador de pequeno porte pode gerar 1,2 mil litros de água por hora.
A água salobra, que antes era jogada no lençol freático, hoje é usada em tanques de criação de peixes, a exemplo das tilápias, além da irrigação de uma planta chamada atriplex, conhecida como erva-sal, que precisa de água e sal para sobreviver. A planta serve de alimentação para ovinos e caprinos.
terça-feira, 1 de março de 2011 às 16:42
Caro parabenizar pela iniciativa pela recuperação e instalação dos dessalinizadores visando a inclusão social, a segurança alimentar e a geração de renda e ocupação de mão de obra. Esperamos que este projeto seja estendido a todos os estados, municipios e comunidades do semiarido nordestino.
Quero aqui ressaltar, que o municipio de riachão do jacuipe, bahia, possue poços com vazão de até 35 mil/litros/hora, totalmente ociosos. É uma pena!
Triplice Abraço
Carlos Raimundo
Técnico da Ebda