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Antes das chuvas de verão, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação pretende inaugurar um centro nacional de alerta de desastres naturais e prever o risco de deslizamentos de encostas e inundações de rios em 25 cidades brasileiras. Em um primeiro momento, o Cemaden, como foi batizado, trabalhará com as cidades que já tem mapeadas as áreas de risco, mas a ideia é chegar a mil municÃpios no futuro.
O leque de desastres naturais também será ampliado e o centro passará a examinar também o risco de incêndios em vegetação no Centro-Oeste, por exemplo, ou os danos da erosão costeira, a ocorrência de vendavais ou quebras de safras de subsistência no Nordeste, devido à seca intensa.
O Cemaden está sendo montando em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, em prédio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “No começo, trabalharemos mais com deslizamentos de encostas e inundações, porque são os desastres naturais que mais causam vÃtimas fatais”, diz o climatologista Carlos Nobre, secretário de PolÃticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério.
Em quatro anos, deverão ser investidos R$ 250 milhões, sem contar os salários do quadro técnico. Estão sendo comprados 2.500 pluviômetros (equipamentos que medem o volume de chuvas), que serão espalhados nas áreas de risco. A estimativa é que entre 3 milhões e 5 milhões de brasileiros vivam nessas áreas.
“Esse não é um desafio simples, e não é só do governo federal”, diz Nobre. “Não pode ser visto só como se o centro, sozinho, fosse resolver o problema. Estes sistemas funcionam entre seis e duas horas antes da ocorrência de desastres. São sistemas para salvar vidas.”
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