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Um homem conhecido como o “canibal de Alvear” foi condenado à prisão perpétua na provÃncia argentina de Mendoza, por ter matado um jovem com 29 facadas e comido um pedaço da pele onde o rapaz tinha uma tatuagem, informou nesta quarta-feira (10) uma fonte judicial.
Mauricio Reyna Mulena foi considerado culpado de homicÃdio qualificado pela morte de Luciano RedemÃ, de 24 anos.
“Uma alma a mais para mim… E não pensem que é a primeira alma que como. Só que sobre as outras ninguém tomou conhecimento”, teria dito o acusado no momento do crime, segundo uma das testemunhas.
O crime aconteceu em 7 de maio de 2006, na cidade de Alvear (oeste), quando o assassino, a vÃtima e outras três pessoas entraram sem permissão em um armazém com a intenção de beber vinho e roubar algumas ferramentas.
Em um certo momento, enquanto bebiam vinho, o assassino acertou um soco em RedemÃ, fazendo-o cair. Em seguida, o chutou no rosto e desferiu 29 facadas na região do tórax.
Em seguida, Mulena arrancou da vÃtima um pedaço de pele das costas, que tinha uma tatuagem, para depois comê-lo, o que lhe rendeu o apelido de “canibal”.
Durante o julgamento, soube-se que o acusado chegou a tirar outro pedaço de pele tatuada na região da perna do jovem, mas não o comeu.
A promotoria, que pediu a prisão perpétua, sugeriu ainda que a tatuagem das costas teria sido arrancada quando Redemà ainda estava vivo, embora isto não tenha sido provado.
Em 2008, os cúmplices foram condenados por encobrir o crime, enquanto o homicida permanecia foragido até que acabou sendo detido em janeiro de 2009, no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, a mil quilômetros do local do crime.
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