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O presidente do PT, José Eduardo Dutra, evitou comentar de maneira especÃfica o vazamento dos dados fiscais do genro de José Serra, Alexandre Bourgeois. O presidente petista limitou-se a dizer que a questão das quebras de sigilo é “caso de polÃciaâ€, sem entrar no mérito do novo vazamento.
- Essa é uma questão que eu insisto que é caso de polÃcia. Por isso que pedimos à PF para apurar.
Dutra afirmou que o caso é “grave†e precisa ser apurado, mas voltou a rejeitar ligações entre o escândalo na Receita Federal e a campanha de Dilma Rousseff à Presidência.
- Nós continuamos aguardando que as instituições apurem, cheguem aos fatos. É um caso grave, merece punição, a lei prevê isso, agora repudiamos qualquer ilação, qualquer tentativa de vinculação desses lamentáveis episódios com a nossa campanha.
O presidente petista voltou a afirmar que a campanha irá acionar o Judiciário quando a oposição fizer “ilações†ou “calúniasâ€. O PT já entrou com ações na Justiça por declarações de Serra sobre o caso da quebra de sigilo e por falar que o PT tem ligação com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Sobre o novo inÃcio de coleta de assinaturas para instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Receita, Dutra disse que comissões de investigação são “tÃpicas da oposição†e ainda aproveitou para ironizar o autor da proposta, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que concorre ao Senado.
- Qualquer parlamentar de oposição tem direito de recolher assinatura para CPI. CPI é instrumento tÃpico da oposição. Já tentei fazer muito. Mas eu acho que ele [Jungmann] devia se preocupar em pedir voto em Pernambuco, porque a situação dele lá não é muito confortável, mas é natural.
Dutra é deputado pelo Estado, mas não concorre à reeleição para se dedicar exclusivamente à campanha de Dilma.
Já o Presidente do PSDB…
O presidente do PSDB e coordenador da campanha tucana, Sérgio Guerra, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ignorar†o caso da quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB para “blindar†a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Em entrevista na tarde desta quarta-feira (8), em São Paulo, Guerra comparou o caso ao escândalo do mensalão, de 2005.
- É inconcebÃvel que um presidente aja dessa forma. [...] O discurso do Lula subestima a sociedade inteira. [...] O discurso do Lula, primeiro, é mentiroso. E, segundo, é irresponsável.
Hoje, Guerra afirmou que a sigla irá procurar a Justiça, mas não especificou quantas ações deverão ser movidas pelo PSDB contra o PT. Segundo Guerra, Lula “provavelmente†já sabia da quebra de sigilo fiscal do genro de Serra, Alexandre Bourgeois, e voltou a afirmar que a Receita tem sido usada por “bandidosâ€.
- Se hoje nós soubemos disso [da quebra de sigilo do genro do Serra], o presidente já devia saber ontem.
O presidente do PSDB voltou a criticar a omissão de Dilma diante dos fatos e repudiou a declaração de Lula no horário eleitoral de ontem. Na propaganda eleitoral do PT desta terça-feira (7), Lula disse que Serra parte para ataques pessoais e “baixa o nÃvel†da campanha ao dizer que Dilma está ligada ao caso da quebra de sigilo de tucanos.
- Ontem foi o limite. Não respeitar a mulher dele [do Serra], a filha dele, o genro dele, e amigos nossos é inconcebÃvel. [...] O presidente aceita passivamente a quebra de sigilo.
Guerra ainda comparou as atuais denúncias ao escândalo que ficou conhecido como “alopradosâ€, de 2006, e afirmou que o acesso aos dados do genro de Serra revela a articulação polÃtica em torno do caso.
- Não tem fato aleatório nisso. [...] As mãos que estão nesse episódio são as mesmas mãos que trouxeram milhões de reais para o escândalo dos aloprados.
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