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A gerente de recursos humanos da empresa Centerplex, que controla os cinemas recém inaugurados do Shoping Pátio Maceió, Andréa Marques, foi presa ontem acusada de “desacato a autoridade e por obstruir o serviço de agentes” que estariam tentando realizar uma operação dentro das salas dos cinemas.
O fato chocou a todos os que estavam no local pela maneira arbitrária do comportamento dos supostos policiais.
Se estavam em uma operação para prender um traficante e sabiam que ele se encontrava em um dos cinemas por que não aguardar a sua saÃda? A suposta e suspeita prisão dentro da sala de cinema iria causar pânico, tumulto e por em risco a vida das pessoas que ali estavam.
Tudo caminha mais para a velha e manjada “carteirada†de policiais tentando ter acesso a casa de espetáculos e cinemas sem pagar ingresso.
E ai o que aconteceu com o suposto traficante? Foi preso em seguida? A policia o deixou passar livremente se contentando com a prisão da gerente “por desacato a autoridade?â€
Por que o policial envolvido no caso, não quis se identificar para a imprensa e apenas disse: “Fomos lá a trabalho. Chegamos, nos identificamos explicando que estávamos participando de uma operação policial para prender um traficante que atua na área do Benedito Bentes, mas os funcionários se alteraram, proibindo a nossa entradaâ€, contou. “Por isso, a única solução foi dar voz de prisão por desacato à autoridade e obstrução do serviço policialâ€.
A história está muito mal contada e precisa ser urgentemente esclarecida pelos que dirigem a Secretaria de Defesa Social e em especial a Policia Civil. O próprio Conselho Estadual de Segurança Pública terá que exigir os reais esclarecimentos do fato que resultou na prisão da gerente de um importante empreendimento que se instala em Maceió.
Se a coisa continua nesse rumo daqui a muito pouco tempo os alagoanos terão que adotar o alerta do conhecido filme: “corra que a polÃcia vem aiâ€.
O site Cada Minuto disponibilizou uma entrevista com um vÃdeo, da prisão da gerente do Centerplex, rede de cinemas do shopping Pátio Maceió.
Versão da PolÃcia Civil
Segundo o site da PolÃcia Civil, agentes do Deic (Divisão Especial de Investigação e Capturas) foram investigar suspeitos de tráfico de drogas na área próxima ao cinema. A gerente teria obstruÃdo a investigação ao impedir os policiais de entrarem na sessão que ocorria naquele horário (as 16 horas, segundo o site). O estabelecimento tem o azar de ter sido construÃdo no bairro que sofre uma investigação da PolÃcia Civil.
O que diz o MP
Segundo o site Cada Minuto, que falou com o promotor Alfredo Gaspar de Mendoça, integrante do Grupo Estadual de Combate as Organizações Criminosas (Gecoc), não houve nenhuma solicitação para operações nos cinemas Multiplex, que funcionam no shopping Pátio Maceió.
terça-feira, 9 de março de 2010 às 16:43
Não há qualquer surpresa na ação dos policiais. Tentaram mostrar que tudo podem e, alheios à s atribuições de seus distintivos, tentaram pegar um cineminha de graça. Aliás, costumam entrar em shows, casas noturnas e tantos outros eventos pagando com truculência e abuso de autoridade o que imaginam ser os preços dos ingressos. Esses servidors públicos têm tanto direito de entrar sem pagar nesses eventos quanto qualquer cidadão, ou seja, nenhum. Os organizadores dos eventos têm feito vista grossa e escolhem se calar para não criar clima de indisposição com a polÃcia, afinal ninguém quer antagonizar esses homens violentos por natureza. No final é o Estado quem se responsabiliza e o povo quem arca com as consequências… Não, perdão. O Estado nunca se responsabiliza, só o povo que paga através de seus impostos o dano moral sofrido pela gerente. Como alagoano gostaria de pedir desculpas à profissional e lamentar que a ação tenha se dirigido contra uma empresa que, ousadamente, está neste Estado para enriquecer o cenário cultural.
terça-feira, 9 de março de 2010 às 20:50
Precisa ser averiguado se os policiais estavam realmente em serviço. Em caso positivo, a prisão da gerente certamente é legal. Afinal obstruir o trabalho da policia é crime. Acho que ela poderia ter designado alguem pra acompanhar os policiais, ja que estava suspeitando que eles queriam apenas assistir ao filme, ou então poderia ter telefonado pra Delegacia Regional pedindo informação. Acho que a policia tem que ter acesso irrestrito a qualquer local, desde que esteja em serviço. Senão, a policia vai terminar não tendo acesso a clubes, campo de futebol, exposições e outros locais onde ocorrem crimes de diversos modos. Acho que a tal gerente quis se mostrar ou então faz parte daquele tipo de gente que simplesmente não gosta da policia, antipatia gratuita. Crimes ocorrem em todos locais, inclusive cinema pode ser utilizado como boca de fumo, local de comercio de entorpecente.
terça-feira, 9 de março de 2010 às 20:57
Ao sr. Alexandre. Pelo pouco que sei, casas noturnas, cloubes, shows, cinemas, boites e outros estabelecimentos semilares precisam de um Alvará da PolÃcia para funcionarem, onde no mesmo ja esclarecidos que estão sob a fiscalização da PolÃcia. E a Lei e isto não se discute, se cumpre. O que precisa ser averiguado apenas se os policiais estavam em serviço.
quinta-feira, 11 de março de 2010 às 20:29
Existe uma lei Federal que dá direito aos policiais entrarem em:Shows,casas noturnas,cinemas boates Etc… pesquisem antes de falar besteira
domingo, 14 de março de 2010 às 19:11
Primeiramente trabalho em cinema a mais de 5 anos e já vi muito disso, é normal em finais de semana ou até mesmo fim de noite aparecerem policiais, promotores e juÃzes com suas familias ou amigos querendo CORTESIA (entrar de graça) para ver filme. estariam eles trabalhando???????!!!!! Acho dificil!!!! Foi bom o que ocorreu, pois veio a tona algo que já estava tornando um abuso por parte de determinados profissionais da justiça, que não são todos mais grande parte!