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O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, declarou nesta quinta-feira sua oposição à realização de um referendo sobre a continuidade do paÃs na zona do euro.
A presença da Grécia na zona do euro “é uma conquista histórica do povo grego que não pode ser colocado em questão (…) nem depender de um referendo”, disse Venizelos, em um comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira.
A declaração do ministro ocorre após reunião realizada ontem (2) entre o premiê grego, George Papandreou, e dirigentes europeus e do FMI (Fundo Monetário Internacional), em Cannes, na França.
Convocado emergencialmente para prestar explicações sobre a surpreendente decisão de realizar um referendo sobre o pacote de ajuda financeira, Papandreu decidiu manter a consulta, mas adiantou que pode antecipá-la para 4 ou 5 de dezembro.
Os europeus e o FMI (Fundo Monetário Internacional) informaram que não entregarão a sexta parcela do pacote de ajuda, no valor de € 8 bilhões, até que o paÃs deixe claro qual é sua posição sobre o novo pacote acordado pela Europa na quinta-feira passada para tirar o paÃs da crise.
“Se as regras de jogo não forem aceitas, nem a União Europeia nem o FMI vão entregar mais nenhum centavo à Grécia”, afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em uma coletiva de imprensa conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, ao término da reunião com Papandreou.
Também em reação à reunião, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou que a continuidade dos empréstimos do organismo à Grécia estará agora condicionada ao resultado do referendo.
IMPASSE
Não está claro ainda se o governo grego incluirá apenas uma questão sobre os termos do pacote ou sobre a permanência na zona do euro, ou ambas, mas pesquisas de opinião divulgadas pelo jornal espanhol “El PaÃs” dão uma indicação de como os gregos estão avaliando o assunto.
Segundo a pesquisa, 60% são contra o pacote de ajuda internacional, mas 72% consideram que o paÃs deve continuar usando a moeda única.
ACORDO
A Grécia está acelerando os planos para realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e criou nesta quarta-feira uma comissão para preparar a consulta à população, segundo anunciou o ministro do Interior, Haris Kastanidis.
| Â | Johannes Eisele/France Press | Â |
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| Chanceler alemã, Angela Merkel, ao lado do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em outubro |
“Este anúncio pegou a Europa inteira de surpresa”, disse Sarkozy na escadaria do Elysee Palace, em Paris. “O plano é a única maneira de resolver o problema da dÃvida da Grécia.”
Em função do impasse, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, afirmou esperar que a Grécia acabe com as dúvidas “o mais rápido possÃvel sobre o caminho que deseja tomar”.
“O plano decidido na semana passada em Bruxelas contém elementos chaves para um segundo plano de ajuda à Grécia. Nós pensamos que a Grécia tem consciência de suas responsabilidades e que se ajustará à s decisões adotadas de forma conjunta e de maneira unânime”, disse ao jornal “Hamburger Abendblatt”.
O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, enfatizou que as negociações sobre o plano europeu para salvar a Grécia da falência não podem ser reabertas. “O programa integral que acordamos na semana passada não pode ser colocado novamente sobre a mesa”, afirmou.
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