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O ex-presidente do banco PanAmericano Rafael Palladino foi indiciado na tarde desta segunda-feira pela PolÃcia Federal sob a acusação de ter cometido seis diferentes tipos de crimes financeiros.
As irregularidades teriam ocorrido durante a sua gestão, que supostamente levou a um rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição financeira que era de Silvio Santos.
Ele foi convocado pela PF para prestar depoimento hoje, mas se recusou a responder às perguntas feitas no interrogatório, por orientação de seus advogados.
Ao deixar o prédio da PF, ele negou ter cometido os crimes.
“Eu trabalhei por 22 anos no grupo Silvio Santos, minha atitude sempre foi ilibada e nunca houve nada que me desabonasse. Estou sendo vÃtima de um linchamento público”, afirmou Palladino.
As investigações finais sobre as fraudes no PanAmericano levaram a PolÃcia Federal a apontar, além de Palladino, outros seis executivos como os autores dos crimes que provocaram o rombo de R$ 4,3 bilhões no banco. Nesta semana, a PF deverá concluir os indiciamentos dos sete dirigentes.
Além de Palladino, serão Intimados a depor nos próximos dias, Luiz Sandoval, ex-presidente do grupo Silvio Santos, e Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, ex-diretor jurÃdico. Eles deverão deixar o prédio da PF em São Paulo já oficialmente acusados.
Na semana passada, foram indiciados Wilson Roberto De Aro, ex-diretor financeiro apontado como um dos mentores do esquema, e Adalberto Saviolli, ex-diretor de crédito e cobrança.
Marcos Augusto Monteiro, responsável pela contabilidade do banco, e Eduardo de Ãvila Pinto Coelho, ex-diretor de tecnologia, compõem ainda o quadro de acusados da fase final do inquérito.
Na lista de acusados também está o mecânico Alexandre Toros, suposto “laranja” de Palladino nas fraudes.
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