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Os Correios de pelo menos quatro Estados, além do Distrito Federal, rejeitaram acordo e decidiram nesta quarta-feira (5) manter a paralisação que já dura 22 dias. Os Estados que vão continuar de braços cruzados são Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
As assembleias que definem pelo fim ou manutenção da greve ainda estão acontecendo nos sindicatos regionais, que são 35 em todo o paÃs. Para assinar um acordo com a empresa é necessária maioria, ou seja, 18 sindicatos regionais. Já para definir se voltam ou não ao trabalho os sindicatos têm autonomia.
No DF, o maior problema da proposta feita pela empresa, de acordo com a presidente do sindicato dos trabalhadores dos Correios no Distrito Federal, Amanda Gomes, foi o corte do ponto de alguns dos dias parados. A conciliação feita no TST (Tribunal Superior do Trabalho), na última terça-feira (4), isenta os trabalhadores do desconto total dos dias paralisados, no entanto, eles teriam que pagar 16 dias, repondo horas nos fins de semana.
- Nós rejeitamos a proposta principalmente pelo corte do abono. Não tem como você forçar o trabalhador a fazer hora extra todos os dias, o que será necessário para limpar os estoques e voltar à rotina, e ainda fazer com que ele trabalhe sábados e domingos. Ninguém consegue trabalhar sete dias por semana.
Proposta
A proposta feita no TST prevê uma reposição salarial de 6,87%, mais um aumento linear de R$ 80 a partir deste mês. A categoria quer aumento de R$ 200, referente ao ganho a partir do mês de agosto, retroativo desde a data-base dos funcionários dos Correios.
Amanhã às 14h haverá uma nova assembleia em frente ao Ministério das Comunicações e está prevista para a próxima segunda-feira (10) uma nova negociação entre empresa e funcionários no TST.
Até lá, a categoria continua parada. No DF, 80% do serviço operacional – carteiros, motoristas e atendentes comerciais – estão sem trabalhar.
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