Posts para a tag ‘Teotônio Vilela’

Estado claudica, crime avança

sábado, novembro 13th, 2010

A saída anunciada do secretário de Defesa Social Paulo Rubim do governo Teotonio Vilela, coincidindo com a repercussão dos assassinatos de moradores de rua, em Maceió, sinaliza que sua gestão, – que foi positiva para tirar o aparelho de segurança das mãos do sindicato do crime -, não impediu que os facínoras se reorganizassem “fora†do Estado e montassem o esquema de desmoralização da Segurança Pública, através da matança disfarçada de “limpeza socialâ€.

Mais trágico de tudo isto é que não se ouviu, – antes que os crimes fossem tema do “Fantástico Showâ€, – uma palavra sequer mais veemente do secretário e da direção da Polícia Civil sobre o combate aos criminosos, que deveria ser diferenciado. Tudo foi tratado como “crimes de rotina†e colocados em “panos quentesâ€, o que acabou dando mais força à bandidagem impune.

Maiores salários, no serviço público

Servidores públicos alagoanos reclamam, muitos com razão, mas, Alagoas, com uma concentração de renda maior que a do conjunto do país, tem seus maiores salários no serviço público.

Preparar-se para o serviço estadual, então, é uma perspectiva para a população, considerando as carências existentes no Estado e a promessa do governador Teotonio Vilela de que realizará concursos.

PEC das Polícias: banho gelado

O arquivamento da PEC do salário das polícias, por influência também da presidente eleita Dilma Rousseff, foi um banho de água gelada em plena lua de mel dos que expressaram seus votos, na última eleição, com a esperança de ver o Congresso Nacional retomar o tema de modo positivo.

A justificativa do governo para jogar a pá de cal sobre a matéria é a de que, com Estados sem condições de honrar os novos pisos salariais das polícias e seus efeitos,  a conta cairia nos cofres do governo federal, como ocorre com o piso dos professores, que a União cobre. Pergunta-se: a segurança, então, não é tão importante quanto a educação, para um país envolto na escalada da violência?

Mendonça: cala-se a voz, fica exemplo

Antonio Saturnino de Mendonça Neto, que faleceu na quinta-feira (10), aos 65 anos, foi candidato a deputado estadual pelo PSOL, na última eleição, mas não conseguiu se eleger. Mendonça exerceu dois mandatos de deputado estadual, em 1974 e 1978. Em 1982, foi eleito deputado federal.

Veja um trecho de um de seus artigos, publicados no jornal Extra-Alagoas: “Penso que o problema essencial de Alagoas não é a corrupção que avilta o seu povo e condena o seu destino a ser um destino de pobreza e submissão. Para mim é a falta de autoridade dos governantes que castiga a nossa terra, falta de autoridade para impor que os recursos do Estado sejam gastos com o povo alagoano, sem a desonestidade ou a incompetência dispersiva dos que ocupam cargos públicos, como barganha política do que por merecimentoâ€.

Homens mordem cachorros A escalada da internet traz à discussão o “novo jornalismoâ€, que seria o das “notícias positivasâ€. Pode-se até aceitar a discussão, desde que não seja afetado o “papel†da imprensa de informar criticamente sobre a sociedade. “Homem morde o cachorro†é o exemplo da definição clássica sobre o que é notícia, que abrange todas as áreas do conhecimento humano. O homem que inventa o avião, os que chegam à lua e os que criaram a internet estão todos â€mordendo cachorrosâ€, porque criam fatos inusitados que a imprensa leva às sociedades.

A discussão do “novo jornalismoâ€, como o das “notícias positivasâ€, se for para censurar a sociedade, no seu direito de ser informada sobe o que acontece, deve ser sepultada nos laboratórios dos que vão sempre tentar controlar a imprensa e atentar contra as prerrogativas dos cidadãos de terem suas manifestações e opiniões livres.

“Eliteâ€, palavra contraditória

O PDT de Alagoas ao tentar justificar o fim da aliança com o prefeito Cícero Almeida com o fato de que ele teria feito opção política com os que governam para as elites soa contraditório, vendo-se “o partido de Leonel Brizola†aliado, no Estado, com o empresário-deputado João Lyra e com o empresário-senador Fernando Collor.

Depois de ser comunicado do “rompimentoâ€, que tem como causa a aliança de Cícero Almeida com o governador Teotonio Vilela, o prefeito exonerou, na quarta-feira (10/11), 30 integrantes do PDT que ocupavam cargos na prefeitura. Salvaram-se os secretários Arnóbio Cavalcante (Trabalho e Economia Solidária) e Pedro Alves (Articulação Política), que devem estar pulando fora do barco pedetista derrotado na eleição.

Estratégias de manipulação 2

Bestiário da Imprensa está publicando por edição, – uma por uma -, as 10 estratégias de manipulação através da mídia, elaboradas pelo linguista norte-americano Noam Chomsky. Veja a segunda estratégia:

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. (Noam Chomsky).

Create PDF    Enviar artigo em PDF   

Grande batalha de Renan x Cícero

sábado, outubro 23rd, 2010

A polarização eleitoral em Alagoas, nos dias que restam da campanha, ocorre também entre o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, e o senador Renan Calheiros.

Como nenhum dos dois quer perder a eleição, o bonde e o trem VLT, todas as fichas são jogadas. Renan tem respaldo do Palácio do Planalto para o qual a vitória de Ronaldo Lessa é questão de honra e por isto mesmo são mobilizadas forças-tarefas em várias frentes.

Cícero Almeida, com as pesquisas favorecendo Teotonio Vilela, – embora muita água poluída ainda corra sob a ponte do Salgadinho, – sabe que sua sobrevivência política está agora nas mãos do governador do PSDB para apresentá-lo como seu candidato à sucessão de 2014.

Esquerda vítima de tsunami

Katia Born, Heloísa Helena, Regis Cavalcante, Paulão, Jurandir Bóia, Eduardo Bomfim – uns mais situados como suplentes, outros nem tanto, – foram colhidos pelo tsunami que atacou as urnas e as esquerdas alagoanas.

O tema é palpitante e merece análises aprofundadas. Os partidos de esquerda não se renovaram ou o eleitor de Alagoas, que jamais saiu do sistema feudal do voto de cabresto, aplicou um providencial  “chega pra lá†contra quem não comprou votos?

Show de horror na propaganda

É preciso insistir na mudança da lei eleitoral para mudar a propaganda política. Os congressos e assembléias eleitos, em todo o país, deverão cuidar do assunto, para que não tenhamos que amargar ainda a enxurrada de agressões dos piores “espetáculos†exibidos no rádio e na TV.

Por que o que é proibido, na propaganda comercial,-  por questões de ética e de estética, – é permitido às escâncaras, na propaganda política-eleitoral?

Magistratura: “presente do papaiâ€

Quando concorri – e fui aprovado, na primeira fase – para Juiz de Direito de Alagoas, ao final, quando fui reprovado, na parte prática, por falta insignificante de pontos, ouvi de um candidato “aprovado†– ao descermos a escada de um edifício – que “aquela sua “aprovação†fora um “presente†de seu pai, também juiz, que lhe presenteara também com o “botomâ€, que exibia, na camisa, todo “orgulhosoâ€.

Está nesses conchavos de origem antiga para preenchimento de cargos tão importantes, no Estado, a razão por que o Tribunal de Justiça faz agora â€limpeza de áreaâ€, extornando da magistratura pessoas de conduta e capacidade inadequadas para julgar situações e vidas humanas.

Crime organizado com milícias

Grupos de extermínios, chamados modernamente de “milíciasâ€, fazem a “festa†agora nos sistemas de condomínios de Maceió. Sucessivas gestões da Segurança, em Alagoas, atrasaram o combate ao crime organizado porque se preocuparam mais para negar a existências da ação bandida do que para combatê-la.

Por isto, se deve insistir: sensatamente, toda autoridade policial que declarasse não existirem grupos de extermínio em Alagoas deveria ser “exterminada†de imediato do governo, para cortar tentáculos do mal pela raiz.

A praxe antiga, no Estado, de negar a ação de grupos de extermínio, é adotada feito “mantra†por autoridades e políticos, alguns deles, comprovadamente, mentores e/ou integrantes do famigerado Sindicato do Crime.

Debate de liberdades em Macondo

Soa estranho e contraditório que o debate sobre liberdade de imprensa tenha adquirido matizes tão fortes ao ser deflagrada a campanha eleitoral com Dilma e Lula (esquerda socialista-progressista) “capitalizando†a imagem de solapadores das liberdades versus José Serra (social-democracia à la UDN-conservadora) como o paladino dessas prerrogativas tão caras à humanidade e conquistadas à custa da derrocada do absolutismo.

Estranho mais ainda, que as simpatias internacionais do governo Lula se situem na linha dos que desprezam as liberdades políticas, – uns por tradição fascista-absolutista, outros por transmutações e acrobacias teóricas esquerdóides.

Conclusão: nesta quadra, nazi-fascismo e esquerda se encontram, e “não mais se fala em “ditadura do proletariadoâ€, mas em ditaduras de coronéis populistas mesmo (outrora tão combatidas), bem ao estilo de Macondo. (vide Gabriel Garcia Márquez).

Create PDF    Enviar artigo em PDF   

Marketing de terceira categoria

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Com saudáveis e raras exceções, os programas eleitorais no rádio e na TV se caracterizam pela baixíssima qualidade das mensagens políticas.

Até parece que publicitários, que nesta época gostam de ser chamados de marqueteiros, desaprendem o que sabem e fazem desabar sobre o público uma enxurrada de lugares comuns que só servem para afastar o eleitor indignado.

Disto, a Justiça e a lei eleitoral não cuidam. Em vez de assacar firulas proibitivas, deveriam cuidar da qualidade técnica e estética dos programas políticos, afinal, financiados pelo dinheiro do contribuinte.

Ibope: primeira pesquisa

Com a publicação dos resultados a da primeira pesquisa do Ibope, realizada sobre as eleições em Alagoas, começa o grande arranca-rabo nas coligações, com desistências e negociatas envolvendo grandes somas. A partir daí se pode avaliar se haverá segundo turno.

Foram pesquisados 812 eleitores, no total, sobre a intenção de voto para governador, senador e presidente da República.

Pesquisa mala-preta

Proliferam no Estado as “pesquisas†de candidatos fazendo fichas de eleitores na compra do voto, que está variando de R$ 50,00 a R$ 100,00.

Mas, bem entendido, o dinheiro não vai para o bolso do incauto eleitor, mas para as mãos dos ávidos cabos eleitorais, que só distribuem aos fichados migalhas e promessas. Tem jeito?

Lessa suicida? Nem morto

Ronaldo Lessa fora do ninho de Lula/Dilma, se aliando a candidatos pouca-urna, é suicídio político certo e o ex-governador não deverá cometer mais um erro grave em sua tumultuada trajetória.

Todos sabem que o caminho natural de Lessa, não sendo candidato, seria cair nos braços de Fernando Collor para atrapalhar os planos de reeleição do governador Teotônio Vilela e ao mesmo tempo ajudar Dilma Roussef.

Cadê o Cícero?

Aguarda-se a hora da virada do prefeito Cícero Almeida  definindo sobre quem apóia para o governo do Estado. Se bem que sua declaração de apoio a João Lyra, que apóia Dilma, já deu pistas claras.

Almeida descendo do muro emite sinais para 2014, quando pleiteará a sucessão no governo do Estado.

Sumário extermínio

Todo secretário de Segurança Pública que declarar não existirem grupos de extermínio em Alagoas deveria ser exterminado de imediato do governo.

É praxe antiga no Estado este tipo de declaração feita por autoridades e políticos, alguns deles, comprovadamente, mentores e/ou integrantes do Sindicato do Crime.

Piada eleitoral

Se juízes, provavelmente com saudades da ditadura militar, proíbem fazer piadas sobre políticos, na época eleitoral, façam então piadas sobre os juízes.

A lei brasileira precisa, com urgência, livrar-se de todo resquício da ditadura militar, que se acredita ter sido banida do país há mais de 20 anos.

Saudades da ditadura

Juízes que se acreditam acima do ordenamento jurídico e do bom senso continuam emitindo sentenças que nada ficam a dever aos piores regimes ditatoriais.

Exemplo do juiz Marcelo Tadeu ao proibir o jornal Extra, em sua página on-line, a se referir ao nome da candidata a juíza Marina Gurgel.

Saudades da ditadura 2

O juiz Marcelo Tadeu, ao proibir o Extra de publicar qualquer referência à candidata a juíza Marina Gurgel, está não só atentando contra a prerrogativa constitucional do jornal, como atingindo os leitores no seu direito de serem informados e de comentarem/interagirem sobre o que é publicado.

Silêncio conivente

Aguardam-se os pronunciamentos firmes da Fenaj, da ANJ, do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, da OAB-AL, de entidades de defesa de direitos humanos e civis e demais contra o cerceamento da prerrogativa constitucional de informar do jornal Extra, que está sendo sucessivamente violada pela Justiça em Alagoas.

PDF Creator    Enviar artigo em PDF