Posts para a tag ‘Ronaldo Lessa’

Grande batalha de Renan x Cícero

sábado, outubro 23rd, 2010

A polarização eleitoral em Alagoas, nos dias que restam da campanha, ocorre também entre o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, e o senador Renan Calheiros.

Como nenhum dos dois quer perder a eleição, o bonde e o trem VLT, todas as fichas são jogadas. Renan tem respaldo do Palácio do Planalto para o qual a vitória de Ronaldo Lessa é questão de honra e por isto mesmo são mobilizadas forças-tarefas em várias frentes.

Cícero Almeida, com as pesquisas favorecendo Teotonio Vilela, – embora muita água poluída ainda corra sob a ponte do Salgadinho, – sabe que sua sobrevivência política está agora nas mãos do governador do PSDB para apresentá-lo como seu candidato à sucessão de 2014.

Esquerda vítima de tsunami

Katia Born, Heloísa Helena, Regis Cavalcante, Paulão, Jurandir Bóia, Eduardo Bomfim – uns mais situados como suplentes, outros nem tanto, – foram colhidos pelo tsunami que atacou as urnas e as esquerdas alagoanas.

O tema é palpitante e merece análises aprofundadas. Os partidos de esquerda não se renovaram ou o eleitor de Alagoas, que jamais saiu do sistema feudal do voto de cabresto, aplicou um providencial  “chega pra lá†contra quem não comprou votos?

Show de horror na propaganda

É preciso insistir na mudança da lei eleitoral para mudar a propaganda política. Os congressos e assembléias eleitos, em todo o país, deverão cuidar do assunto, para que não tenhamos que amargar ainda a enxurrada de agressões dos piores “espetáculos†exibidos no rádio e na TV.

Por que o que é proibido, na propaganda comercial,-  por questões de ética e de estética, – é permitido às escâncaras, na propaganda política-eleitoral?

Magistratura: “presente do papaiâ€

Quando concorri – e fui aprovado, na primeira fase – para Juiz de Direito de Alagoas, ao final, quando fui reprovado, na parte prática, por falta insignificante de pontos, ouvi de um candidato “aprovado†– ao descermos a escada de um edifício – que “aquela sua “aprovação†fora um “presente†de seu pai, também juiz, que lhe presenteara também com o “botomâ€, que exibia, na camisa, todo “orgulhosoâ€.

Está nesses conchavos de origem antiga para preenchimento de cargos tão importantes, no Estado, a razão por que o Tribunal de Justiça faz agora â€limpeza de áreaâ€, extornando da magistratura pessoas de conduta e capacidade inadequadas para julgar situações e vidas humanas.

Crime organizado com milícias

Grupos de extermínios, chamados modernamente de “milíciasâ€, fazem a “festa†agora nos sistemas de condomínios de Maceió. Sucessivas gestões da Segurança, em Alagoas, atrasaram o combate ao crime organizado porque se preocuparam mais para negar a existências da ação bandida do que para combatê-la.

Por isto, se deve insistir: sensatamente, toda autoridade policial que declarasse não existirem grupos de extermínio em Alagoas deveria ser “exterminada†de imediato do governo, para cortar tentáculos do mal pela raiz.

A praxe antiga, no Estado, de negar a ação de grupos de extermínio, é adotada feito “mantra†por autoridades e políticos, alguns deles, comprovadamente, mentores e/ou integrantes do famigerado Sindicato do Crime.

Debate de liberdades em Macondo

Soa estranho e contraditório que o debate sobre liberdade de imprensa tenha adquirido matizes tão fortes ao ser deflagrada a campanha eleitoral com Dilma e Lula (esquerda socialista-progressista) “capitalizando†a imagem de solapadores das liberdades versus José Serra (social-democracia à la UDN-conservadora) como o paladino dessas prerrogativas tão caras à humanidade e conquistadas à custa da derrocada do absolutismo.

Estranho mais ainda, que as simpatias internacionais do governo Lula se situem na linha dos que desprezam as liberdades políticas, – uns por tradição fascista-absolutista, outros por transmutações e acrobacias teóricas esquerdóides.

Conclusão: nesta quadra, nazi-fascismo e esquerda se encontram, e “não mais se fala em “ditadura do proletariadoâ€, mas em ditaduras de coronéis populistas mesmo (outrora tão combatidas), bem ao estilo de Macondo. (vide Gabriel Garcia Márquez).

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Bandidalha ameaça Ricardo Mota

sábado, setembro 4th, 2010

A categoria dos jornalistas e a sociedade devem estar atentas a fatos que depõem contra a liberdade de opinião e de informação, como os que são enfrentados pelo jornal Extra–AL e pelo jornalista Ricardo Mota, da TV Pajuçara e do blog, no portal Tudo na Hora.

A bandidalha do sindicato do crime não vai aceitar jamais a independência profissional na imprensa.

Turma para assustar colloridos

Há quem aposte nas baterias de Teotonio Vilela contra Collor para virar o jogo, atacando em dois pontos vulneráveis do ex-presidente: o confisco da poupança popular, que causou até suicídios, e o comando da Segurança Pública em Alagoas, que poderia, em seu governo, ficar nas mãos do João Beltrão, Cícero Ferro, Chico Tenório e, de quebra, Cabo Luiz Pedro. A turma ao lado de Collor é “da pesadaâ€.

Juízes desajuizados

Os dois juízes afastados de suas funções pelo Tribunal de Justiça, em União dos Palmares, eram motivos de muitas queixas, na cidade, porque vinham agindo como agiam os antigos chefes políticos, que estão sendo aposentados.

O Tribunal de Justiça e o CNJ, com as investigações, precisam punir os culpados com a pena prevista no Código Penal, incluindo a perda do cargo público, e não colocar panos quentes, aposentando-os com o gordo salário da magistratura.

Burrice no ar tem preço

O programa eleitoral de Renan botou no ar, num direito de resposta, o candidato a senador Zé Costa elogiando o ex-correligionário do PMDB. Como Renan está bem nas pesquisas, o elogio involuntário, porque extemporâneo, acaba beneficiando o próprio Zé Costa. Pela resposta “boazinha†e burra de Renan, Zé Costa só tem a agradecer.

Agra ironiza Bau, Béu e Biu

O candidato a governador Mário Agra botou no ar a história do Bau, do Béu e do Biu, que são chamados sempre que se precisa fazer “mutreta†na política com “maletas†de dinheiro. Quem não gostou dessa conversa foi o Bau Alfaiate, candidato a .

“Programa†de campanha

Uma jovem, chamada para trabalhar numa coligação majoritária, em Maceió, foi surpreendida com o assédio sexual de uma turma de “cabos eleitorais†que lhe chamaram a uma sala para a “seleção†e começaram a elogiar, descaradamente, os seus dotes.

A moça saiu depressa do local e ligou para o chefe da campanha, perguntando se era daquele jeito que eles queriam que o candidato deles ganhasse a eleição. Tem jeito?

Cícero pendurado no muro

Ainda não foi desta vez que o prefeito Cícero Almeida abriu o seu voto para governador, embora distribua apoios para todos os lados, na área proporcional. Especialistas apostam que ele aguarda uma pesquisa eleitoral mais convincente para pular de vez.

Cícero sabe que seu apoio pode ser decisivo a qualquer dos candidatos para a eleição até no primeiro turno.

Expectativa de Lessa

O clima de desmobilização atinge o comitê do candidato a governador Ronaldo Lessa. Com seu nome bastante desgastado por processos e denúncias, Lessa experimentou uma revitalização devido a sua vinculação aos nomes de Lula e Dilma Roussef.

Um destes processos judiciais é que ameaça nocauteá-lo, no TSE, na luta para ser três vezes governador de Alagoas.

Cobra para me morder

Por que se fazem jornais tão feios, em Alagoas? Claro que não é só aqui. O problema é: com a internet, curiosos que manejam programas de diagramação, acham que sabem tudo e fazem misérias nas páginas impressas.

Um mau exemplo é o Alagoas em Foco, do competente jornalista Mozart Luna. Não há nada profissional ali. Qualquer turma de jornalzinho de escola faz melhor. Jornalistas precisam ter mais cuidado com a profissão de comunicador.

Cobra para me morder 2

Voltou a circular o Jornal dos Bairros, como nova direção. Meu nome está no conselho editorial, mas não estou participando da editoria. Fui autor do projeto original, que circulou com os dois primeiros números em meio a muitas dificuldades.

A nova turma, com Plínio Nicácio, Lutero Melo e Jaime Feitosa à frente e com muitas dificuldades também, precisa ainda melhorar o projeto para dar destaque à vida de Maceió, ignorada pelos “jornalõesâ€.

Quem pode contra Mestra Hilda

Dona Hilda, a última grande mestra do autêntico folclore alagoano, com seus famosos grupos de pagode Comigo Ninguém Pode e de baianas Vencedora, parceira reconhecida de músicos como Junior Almeida e do grupo Chama Luz, faleceu aos 89 anos sem ser reconhecida como patrimônio da cultura. Vejam a ironia com os nomes dos grupos que ela liderava.

Diante da alegação de que ela, doente, estava sem condições de “repassar†seus conhecimentos em folguedos, pergunta-se: o que Mestra Hilda ensinou, em sua longa vida, não valeu, então?

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