Posts para a tag ‘ditadura militar’

Marketing de terceira categoria

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Com saudáveis e raras exceções, os programas eleitorais no rádio e na TV se caracterizam pela baixíssima qualidade das mensagens políticas.

Até parece que publicitários, que nesta época gostam de ser chamados de marqueteiros, desaprendem o que sabem e fazem desabar sobre o público uma enxurrada de lugares comuns que só servem para afastar o eleitor indignado.

Disto, a Justiça e a lei eleitoral não cuidam. Em vez de assacar firulas proibitivas, deveriam cuidar da qualidade técnica e estética dos programas políticos, afinal, financiados pelo dinheiro do contribuinte.

Ibope: primeira pesquisa

Com a publicação dos resultados a da primeira pesquisa do Ibope, realizada sobre as eleições em Alagoas, começa o grande arranca-rabo nas coligações, com desistências e negociatas envolvendo grandes somas. A partir daí se pode avaliar se haverá segundo turno.

Foram pesquisados 812 eleitores, no total, sobre a intenção de voto para governador, senador e presidente da República.

Pesquisa mala-preta

Proliferam no Estado as “pesquisas” de candidatos fazendo fichas de eleitores na compra do voto, que está variando de R$ 50,00 a R$ 100,00.

Mas, bem entendido, o dinheiro não vai para o bolso do incauto eleitor, mas para as mãos dos ávidos cabos eleitorais, que só distribuem aos fichados migalhas e promessas. Tem jeito?

Lessa suicida? Nem morto

Ronaldo Lessa fora do ninho de Lula/Dilma, se aliando a candidatos pouca-urna, é suicídio político certo e o ex-governador não deverá cometer mais um erro grave em sua tumultuada trajetória.

Todos sabem que o caminho natural de Lessa, não sendo candidato, seria cair nos braços de Fernando Collor para atrapalhar os planos de reeleição do governador Teotônio Vilela e ao mesmo tempo ajudar Dilma Roussef.

Cadê o Cícero?

Aguarda-se a hora da virada do prefeito Cícero Almeida  definindo sobre quem apóia para o governo do Estado. Se bem que sua declaração de apoio a João Lyra, que apóia Dilma, já deu pistas claras.

Almeida descendo do muro emite sinais para 2014, quando pleiteará a sucessão no governo do Estado.

Sumário extermínio

Todo secretário de Segurança Pública que declarar não existirem grupos de extermínio em Alagoas deveria ser exterminado de imediato do governo.

É praxe antiga no Estado este tipo de declaração feita por autoridades e políticos, alguns deles, comprovadamente, mentores e/ou integrantes do Sindicato do Crime.

Piada eleitoral

Se juízes, provavelmente com saudades da ditadura militar, proíbem fazer piadas sobre políticos, na época eleitoral, façam então piadas sobre os juízes.

A lei brasileira precisa, com urgência, livrar-se de todo resquício da ditadura militar, que se acredita ter sido banida do país há mais de 20 anos.

Saudades da ditadura

Juízes que se acreditam acima do ordenamento jurídico e do bom senso continuam emitindo sentenças que nada ficam a dever aos piores regimes ditatoriais.

Exemplo do juiz Marcelo Tadeu ao proibir o jornal Extra, em sua página on-line, a se referir ao nome da candidata a juíza Marina Gurgel.

Saudades da ditadura 2

O juiz Marcelo Tadeu, ao proibir o Extra de publicar qualquer referência à candidata a juíza Marina Gurgel, está não só atentando contra a prerrogativa constitucional do jornal, como atingindo os leitores no seu direito de serem informados e de comentarem/interagirem sobre o que é publicado.

Silêncio conivente

Aguardam-se os pronunciamentos firmes da Fenaj, da ANJ, do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, da OAB-AL, de entidades de defesa de direitos humanos e civis e demais contra o cerceamento da prerrogativa constitucional de informar do jornal Extra, que está sendo sucessivamente violada pela Justiça em Alagoas.

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Meu direito à anistia política

quarta-feira, abril 28th, 2010

Há dois meses enviei à Comissão de Anistia Política do Governo Federal o pedido de restabelecimento de meus direitos, inclusive o emprego público federal, que me foi usurpado pela ditadura militar, em 1976.

Funcionário concursado do antigo INPS (hoje INSS), perdi o emprego de agente administrativo, injusta e arbitrariamente, por participar de atividades “contra a Segurança Nacional”, conforme alegaram meus carrascos, travestidos de gestores públicos, que faziam o serviço sujo contra defensores da liberdade e da democracia, em Alagoas e no país.

Então acadêmico de Direito da Universidade Federal de Alagoas, eu atuava no PC do B, na clandestinidade, e participava da redação, edição e distribuição dos jornais e outros impressos do partido, do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito e do Diretório Central dos Estudantes, juntamente com os colegas Dênis Agra, Breno Agra, Freitas Neto, Eduardo Bomfim, Aldo Rebelo, Jefferson Costa, Norton Sarmento, Fernando Costa, Nabor Bulhões, Raul Pinto Paes, entre outros integrantes da esquerda estudantil, em Alagoas.

Minha demissão do emprego público ocorreu na véspera do Natal,
por decisão dos órgãos de repressão, transmitida ao então superintendente do INPS em Alagoas, Nelson André do Nascimento, com influência direta do então secretário de Pessoal do órgão, 
Linésio Cavalcante, irmão do general/governador/deputado federal/senador Luiz Cavalcante.

O pedido de anistia política está minuciosamente relatado e documentado e, mesmo enfrentando dificuldades financeiras e restrições de toda ordem, esperei até agora para pedir indenização/reversão ao emprego, com aposentadoria automática, uma vez que o tempo-limite de serviço já foi alcançado.

Também vou reivindicar a nomeação para o cargo de Fiscal do Trabalho da DRT-Alagoas, para o qual fui aprovado em 16º lugar, mas o governo manobrou para que eu não fosse nomeado, transferindo a vaga para o Estado do Pará, onde foi nomeado um protegido dos próceres da ditadura já morta.

Fui ainda aprovado no concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Alagoas, na prova mais difícil: Conhecimentos de Direito, sendo reprovado, por uma margem insignificante de pontos, na prova prática, a mais fácil, que consistia na elaboração de uma sentença. 

Também fui aprovado, em 33º lugar, no concurso para Coordenador Técnico do Tribunal de Justiça de Alagoas, não sendo nomeado, ao contrário da parentela de juízes, desembargadores e apadrinhados, alguns com nota inferior a minha.

O século passado, no Brasil, registrou 36 anos de ditaduras (15 anos de Getúlio Vargas e 21 do regime militar de 1964), todas cassando o direito de livre expressão, censurando ou proibindo a imprensa, fechando casas legislativas e interferindo no Poder Judiciário, de modo acintoso, perseguindo seus opositores, demitindo dos empregos, prendendo, expulsando do país, torturando e matando cidadãos considerados subversivos, como foram os casos dos alagoanos Jaime Miranda e Manoel Fiel Filho. 

 Nas próximas postagens relatarei detalhes do “processo” que resultou na minha demissão arbitrária do serviço público federal.

Iremar Marinho

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