Com saudáveis e raras exceções, os programas eleitorais no rádio e na TV se caracterizam pela baixíssima qualidade das mensagens políticas.
Até parece que publicitários, que nesta época gostam de ser chamados de marqueteiros, desaprendem o que sabem e fazem desabar sobre o público uma enxurrada de lugares comuns que só servem para afastar o eleitor indignado.
Disto, a Justiça e a lei eleitoral não cuidam. Em vez de assacar firulas proibitivas, deveriam cuidar da qualidade técnica e estética dos programas políticos, afinal, financiados pelo dinheiro do contribuinte.
Ibope: primeira pesquisa
Com a publicação dos resultados a da primeira pesquisa do Ibope, realizada sobre as eleições em Alagoas, começa o grande arranca-rabo nas coligações, com desistências e negociatas envolvendo grandes somas. A partir daí se pode avaliar se haverá segundo turno.
Foram pesquisados 812 eleitores, no total, sobre a intenção de voto para governador, senador e presidente da República.
Pesquisa mala-preta
Proliferam no Estado as “pesquisas” de candidatos fazendo fichas de eleitores na compra do voto, que está variando de R$ 50,00 a R$ 100,00.
Mas, bem entendido, o dinheiro não vai para o bolso do incauto eleitor, mas para as mãos dos ávidos cabos eleitorais, que só distribuem aos fichados migalhas e promessas. Tem jeito?
Lessa suicida? Nem morto
Ronaldo Lessa fora do ninho de Lula/Dilma, se aliando a candidatos pouca-urna, é suicídio político certo e o ex-governador não deverá cometer mais um erro grave em sua tumultuada trajetória.
Todos sabem que o caminho natural de Lessa, não sendo candidato, seria cair nos braços de Fernando Collor para atrapalhar os planos de reeleição do governador Teotônio Vilela e ao mesmo tempo ajudar Dilma Roussef.
Cadê o Cícero?
Aguarda-se a hora da virada do prefeito Cícero Almeida definindo sobre quem apóia para o governo do Estado. Se bem que sua declaração de apoio a João Lyra, que apóia Dilma, já deu pistas claras.
Almeida descendo do muro emite sinais para 2014, quando pleiteará a sucessão no governo do Estado.
Sumário extermínio
Todo secretário de Segurança Pública que declarar não existirem grupos de extermínio em Alagoas deveria ser exterminado de imediato do governo.
É praxe antiga no Estado este tipo de declaração feita por autoridades e políticos, alguns deles, comprovadamente, mentores e/ou integrantes do Sindicato do Crime.
Piada eleitoral
Se juízes, provavelmente com saudades da ditadura militar, proíbem fazer piadas sobre políticos, na época eleitoral, façam então piadas sobre os juízes.
A lei brasileira precisa, com urgência, livrar-se de todo resquício da ditadura militar, que se acredita ter sido banida do país há mais de 20 anos.
Saudades da ditadura
Juízes que se acreditam acima do ordenamento jurídico e do bom senso continuam emitindo sentenças que nada ficam a dever aos piores regimes ditatoriais.
Exemplo do juiz Marcelo Tadeu ao proibir o jornal Extra, em sua página on-line, a se referir ao nome da candidata a juíza Marina Gurgel.
Saudades da ditadura 2
O juiz Marcelo Tadeu, ao proibir o Extra de publicar qualquer referência à candidata a juíza Marina Gurgel, está não só atentando contra a prerrogativa constitucional do jornal, como atingindo os leitores no seu direito de serem informados e de comentarem/interagirem sobre o que é publicado.
Silêncio conivente
Aguardam-se os pronunciamentos firmes da Fenaj, da ANJ, do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, da OAB-AL, de entidades de defesa de direitos humanos e civis e demais contra o cerceamento da prerrogativa constitucional de informar do jornal Extra, que está sendo sucessivamente violada pela Justiça em Alagoas.


