Por Soninha Farias
Estava esses dias, pensando em um assunto, para poder discorrer, postar no blog e compartilhar com vocês. E ontem conversando com uns colegas de faculdade, me inspirei em um, que só fala palavras com uso de gírias e vícios de linguagem. Não vou citar nomes, porque o danado sabe que é com ele quando ler essa postagem.
Segundo o Wikipédia, Gíria, também chamada calão em português europeu, é um fenômeno de linguagem especial usada por certos grupos sociais pertencentes a uma classe ou a uma profissão em que se usa uma palavra não convencional para designar outras palavras formais da língua com intuito de fazer segredo, humor ou distinguir o grupo dos demais criando uma linguagem própria (jargão) e Vícios de linguagem são, segundo Napoleão Mendes de Almeida, palavras ou construções que deturpam, desvirtuam ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.
Essas gírias e vícios, de certa forma já estão enraizados na cultura do brasileiro, seja ele por ser aplicada de forma regional, ou entre grupos. Um exemplo clássico é o oxente, utilizado para expressar surpresa, controvérsia e muito falado na região nordeste. Um dos mais recentes é o Aff expressão transportada dos programas de conversas de computador para o dia a dia da nova geração, para demonstrar a mesma surpresa, controvérsia.
Eu particularmente, não censuro quem usa de maneira moderada os usos de gírias no cotidiano, mas afirmo que é inadmissível utilizá-los quando nos reportamos a pessoas que não temos intimidade e no ambiente de trabalho, que exige de certa forma de todos,uma formalidade nas conversações, sejam escritas ou verbais.
Mas, é um assunto muito interessante não tenho dúvida. Vale à pena avaliar como e se nós os empregamos no nosso dia-a-dia e qual a constância dessa aplicação. Tudo que é moderado é irreverente e nos mantém “antenados” com o mundo atual. Até porque quem os usa de maneira exagerada é visto com preconceito, conseqüentemente, até definindo o seu grau de escolaridade e posição social.Exemplos de alguns vícios de linguagem e gírias popularmente usadas:
- “Onde está a vaca da sua avó?” (Que vaca? A avó ou a vaca criada pela avó?)
- “Onde está a cachorra da sua mãe?” (Que cachorra? A mãe ou a cadela criada pela mãe?)
- Comeu um roast-beef (anglicismo; o mais adequado seria “comeu um rosbife”);
- “Ele era um tremendo mané!”
- “Tô ferrado!”
- “Tá ligado nas quebradas, meu chapa?”
- “Esse bagulho é ‘radicaaaal’!!! Tá ligado mano?”
- “Ele vai ser o protagonista principal da peça”.
- “Meninos, entrem já para dentro!”
- “Estou subindo para cima.”
- Um sete um: Falsário, mentira
Eu uso algumas gírias e vícios de linguagem e você?

