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TSE já determinou novas eleições em seis cidades de Alagoas

quarta-feira, abril 28th, 2010

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta quarta-feira, dia 28, o balanço das eleições municipais suplementares em todo País. Em 5 de outubro de 2008 foram eleitos os prefeitos das 5.563 cidades brasileiras. Desse total, no entanto, os eleitores de pelo menos 100 municípios de 24 estados já voltaram, ou voltarão às urnas até junho deste ano, para escolher novo chefe do Executivo.

No Alagoas, foram seis eleições suplementares determinadas porque o candidato mais votado teve o registro cassado pela Justiça Eleitoral. Em 2009, tiveram novas eleições as cidades alagoanas de Tanque D’Arca, Joaquim Gomes, São José da Lage, Porto de Pedras, Porto Real do Colégio e Estrela de Alagoas.

Minas Gerais é o Estado onde há o maior número de eleições suplementares já realizadas ou marcadas: 21. O número condiz com a realidade do estado. Isso porque Minas, apesar de ser o segundo estado em número de eleitores (cerca de 14 milhões), ficando atrás apenas de São Paulo, cujo eleitorado é de 29 milhões, é a unidade da Federação que possui o maior número de municípios: 853. São Paulo tem 645 cidades, e já marcou eleição suplementar em cinco. Não houve necessidade de eleição suplementar no Amapá e Ceará.

FORA DA DISPUTA
Na sessão de ontem os ministros do TSE reforçaram a posição da Corte de que candidato que motivou a nulidade de eleição, por inelegibilidade, não pode participar da eleição suplementar convocada, mesmo que não esteja mais inelegível.

Desse modo, o TSE respondeu à primeira das três perguntas feitas na consulta do deputado federal Carlos Willian (PTC-MG) que indagou a Corte sobre os efeitos da inelegibilidade em caso de nulidade de eleição.

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Suspenso julgamento de recursos da prefeita cassada de São Miguel dos Campos

sexta-feira, março 12th, 2010

Ricardo LewandowskiO ministro Ricardo Lewandowski pediu vista do recurso em que a prefeita reeleita de São Miguel dos Campos (AL), Rosiane Santos (PMDB), contesta decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-AL). Ela foi cassada por inelegibilidade por união estável com o ex-prefeito do município, Nivaldo Jatobá.

De acordo com a decisão regional, com a união estável foi afrontado o princípio constitucional de alternância no poder. Nivaldo Jatobá foi prefeito de São Miguel dos Campos e Rosiane o sucedeu em 2004, sendo reeleita em 2008.

Na sessão desta quinta-feira (11), o ministro Henrique Neves apresentou seu voto-vista, divergindo do ministro Arnaldo Versiani, relator do recurso. Na sessão de 15 de dezembro de 2009, o ministro Versiani votou por aceitar o recurso de Rosiane Santos por entender que o caso é de avaliação da inelegibilidade em relação ao pleito de 2008. Versiani afirmou que não se trata agora de saber se a candidata era ou não parente do prefeito em 2004, “porque aquela eleição já passouâ€.

No entanto, o ministro Henrique Neves divergiu, ao entender que a decisão regional está correta, pois “o mesmo grupo familiar vem exercendo, pela quarta vez consecutiva, o poder regionalâ€. Diante da divergência, o ministro Ricardo Lewandowski pediu vista.

Provas
De acordo com os autores da ação contra a prefeita, duas provas da união estável entre Rosiane e Jatobá seriam o nascimento do filho de ambos em 2006 e a nomeação do ex-prefeito como secretário na atual administração municipal.

A defesa da prefeita afastada afirmou que a alegação de união estável entre Rosiane e Nivaldo Jatobá foi feita por seus adversários em 2004, para justificar sua inelegibilidade quando ela disputou pela primeira vez o cargo. Lembra a defesa que essa denúncia foi rejeitada na ocasião pelo Tribunal Regional de Alagoas e pelo próprio TSE.

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