Posts para a tag ‘Fernando Collor’

Coordenador da campanha de Serra diz que Collor atrapalha Dilma

terça-feira, maio 11th, 2010

O lançamento do senador Fernando Collor (PTB/AL) ao governo de Alagoas movimentou a campanha do presidenciável José Serra (PSDB) no Nordeste. Coordenador da campanha serrista em Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba, o ex-deputado federal José Thomáz Nonô (DEM) disse que a entrada de Collor na disputa atrapalha os planos da presidenciável Dilma Rousseff (PT).

“Collor é problema para Dilma. Ele não é nem será aliado do Serra”, disse Nonô, que foi vice-presidente da Câmara dos Deputados e voltou ao cenário político depois de virar relator do pedido de expulsão, do DEM, do ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda.

“Collor é de interesse do governo Lula, foi ele que o reabilitou. Collor é patrimônio de Lula”, disse Nonô, sem querer “baixar o nível da campanha”. Segundo ele, o ex-presidente da República lançou-se ao governo para garantir a eleição dele mesmo ao Senado, em 2014. Será a cadeira de Collor que estará sob disputa, em quatro anos. “Por que deixar para 2014 o que pode ser feito em 2010?”, questionou.

“A entrada de Collor nacionaliza a campanha em Alagoas. É uma candidatura que não atende os interesses do senador Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, que quer uma campanha mais local. Acho ótimo uma disputa nacionalizada”, afirmou o ex-deputado.

Na semana que vem, disse o ex-deputado, os serristas fecham a coordenação de campanha nos estados. Cada coordenador será uma espécie de gerentão do presidenciável. Nonô disse que a campanha não terá ataques, mas Serra tem um lema: “quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”.

Criticando a política econômica de Lula, segundo ele, “mais conservadora e que não aproveitou oportunidades de crescimento”, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)- “o programa não existe, é uma palavra, uma sigla simpática, mostraremos isso na campanha” – e a política externa – “o Barão do Rio Branco diplomata brasileiro no Império estremece na cova quando vê o Celso Amorim ministro das Relações Exteriores”, Nonô disse que a campanha “não terá como candidato Lula”: “o bezerro vai ser desmamado e terá de andar só. E os primeiros passos foram desastrosos. Dilma não tem carisma, Serra tem carisma. Dilma é uma hecatombe e vamos discutir quem é o mais apto: Serra ou Dilma. Para mim é o Serra”, afirmou Nonô.

Create PDF    Enviar artigo em PDF   

Folha publica detalhes da relação de Paulo Octávio com Fernando Collor

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

O Jornalista João Domingos, publica hoje na Folha de São Paulo, detalhes da relação do empresário Paulo Octávio, que pediu renúncia do Governo do Distrito Federal e desfiliação do Democratas, com o senador alagoano Fernando Collor de Melo.

Segundo ele, Paulo Octávio é o empresário mais bem-sucedido entre todos os que fizeram da capital do País seu lugar de negócios. Comanda, hoje, uma holding de 14 empresas nas áreas de construção, venda e administração de imóveis, concessionárias de automóveis, hotelaria, shopping centers, comunicações e propaganda e marketing. Aos 60 anos, completados no dia 13, dois dias depois da prisão de José Roberto Arruda, tem fortuna avaliada pelo mercado em cerca de R$ 700 milhões – ao TSE, declarou patrimônio de R$ 323,5 milhões.

O empresário que hoje exibe sua marca na maioria dos prédios de Brasília não nasceu rico. Desde adolescente, quando se mudou para a capital recém-inaugurada, aproximou-se de pessoas poderosas. A primeira foi Fernando Collor, então um playboy que residia em Brasília com o pai, o senador Arnon de Mello. Um outro garoto, que também se tornaria um próspero empresário, e se enredaria numa série de escândalos no futuro, também andava na mesma roda: Luiz Estevão.

Quando o já presidente Collor protagonizou o escândalo dos cheques assinados por correntistas fantasmas, misturado a extorsão a empresários feita pelo ex-tesoureiro de sua campanha, Paulo Cesar Farias, o PC, Paulo Octávio e Luiz Estevão emprestaram seus nomes para tentar salvar o amigo. Para justificar a origem do dinheiro, investigada por uma CPI, em 1992, Collor apresentou papéis de um empréstimo de U$ 5 milhões, tomado no Uruguai – a chamada Operação Uruguai. Os avalistas eram Paulo Octávio e Luiz Estevão. Este último, como todos sabem, acabou sendo eleito senador em 1998 e foi cassado em 2000 sob a acusação de ter desviado cerca de R$ 170 milhões da obra do TRT de São Paulo.

Paulo Octávio começou sua vida profissional vendendo seguros. Depois, virou corretor de imóveis. Casou-se com uma filha do então ministro da Marinha, Maximiano da Fonseca (governo de João Figueiredo de 1979 a 1985). Associou-se então ao empresário Sérgio Naya (que construiu o Edifício Palace II, que desabou no Rio de Janeiro). Na capital, eles levantaram o Hotel Saint Paul, numa das áreas centrais de Brasília. A Marinha comprou na planta 40 dos 272 apartamentos do prédio.

Quando Fernando Collor foi eleito presidente, em 1989, os negócios de Paulo Octávio cresceram ainda mais. Ele teria indicado os dirigentes da Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Conseguiu, por aí, financiamentos para três grandes obras: o Hotel Alvorada, que fica ao lado do Palácio da Alvorada, o Brasília Shopping e um grande projeto de construção de prédios de apartamentos.
Separado da filha do almirante, ele se casou com Anna Cristina, neta do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Assim como seus dois amigos de adolescência – Collor e Luiz Estevão – Paulo Octávio entrou para a política. Mas, assim como ocorreu com os amigos, parece haver uma maldição quando o trio se envolve em política. Collor foi cassado (cumpriu oito anos de perda de direitos políticos e voltou à atividade, como senador); Luiz Estevão também. Paulo Octávio renunciou ao governo quando corria o risco de sofrer um impeachment.

PDF    Enviar artigo em PDF