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Eu e o casarão

sexta-feira, agosto 19th, 2011

Mais uma vez, estou sozinho no casarão de meus saudosos pais. É noite alta. Faz frio. A ansiedade não me deixa cochilar, não me deixa dormir. Levanto e percorro todo o casarão. Olho, demoradamente, para cada cadeira, para cada sofá, para cada ambiente.

Lembro, com uma tristeza indescritível, os tempos idos. Recordo: ali era onde se ouvia o vozeirão de fulano. Lá, sentava beltrano. Acolá, bebia e dava infindáveis e sonoras gargalhadas, cicrano. O tempo passou e levou tudo. Só não levou o que devia ter realmente levado: a saudade, pois em cada canto do velho casarão ela está presente.

Uma saudade que faz questão de rir e mangar de mim justamente porque eu sinto saudade. E como é triste a sensação de solidão, de abandono!

Seria muito bom se quando as pessoas queridas “partissem†a saudade, a lembrança e a dor que sentíssemos fosse equivalente a um grave ferimento. Neste caso, seria fácil, muito fácil, sermos curados porque a medicina praticada por quem sabe e até por que não sabe, resolveria o problema.

Quando isto ocorre, nós não ficamos somente com a dor e a saudade provocada pela ausência de quem partiu. Não, não ficamos só com isto. O nosso mundo desaba. Desaba, por completo. Mergulhamos num poço sem fundo. E, acreditem, é difícil, e como é difícil nos deslocarmos apenas um metro em direção à superfície, ao topo.

Depois disto, vem o pior, pois com o “desaparecimento†de alguém de quem realmente gostamos se vai também um pedaço de nossa alma. E quando isto acontece, as conseqüências são terríveis porque se nossa alma diminui nos tornamos menos humanos e mais animalescos.

O grande problema é que, às vezes, sentimentos como a saudade e a lembrança são muito perigosos: da mesma maneira que nos trazem alegria, podem nos trazer tristeza; que nos trazem paz, podem nos trazer tormentos e guerra; que nos trazem amor, podem nos trazer ódio. Um ódio às vezes mortal. E todos nós sabemos que o ódio nada mais é do que a falta de controle do nosso lado negro. E como essa falta de controle nos impede de ver a Verdadeira e Única Luz, é desse fato que nasce o desejo de vingança. De fazer o mal. De lavar a honra. De levar às últimas conseqüências o amor próprio ferido.

A grande verdade é que para certas pessoas, por mais nobres que sejam nossas atitudes, elas, de nada valem, pois não reconhecem que, em troca, a paz conseguida é muito pouca, ou seja, fazemos o bem e recebemos o mal. Segundo esta filosofia, o correto é a inversão de valores, isto é, o justo é ser injusto, o santo, é ser pecador, o fiel é ser traidor, o amigo é ser  inimigo, a família, são os estranhos e o bom é ser ruim. Isto é interessante! Muito interessante! E como é interessante!

Mesmo na solidão da noite fria, alguma força estranha faz com que eu pare de pensar sobre assunto tão desagradável. Alguma força estranha me “pede†para sair. Atendendo o inexplicável pedido, abro o portão e saio. Dou uma volta na praça. Sem saber explicar como, de repente estou parado na Gruta de Nossa Senhora do Rosário, situada em frente da pequena, antiga e misteriosa Igreja consagrada a Rainha do Céu do mesmo nome. Penso em mim, em minha família e em todos os meus amigos – vivos e mortos. Apesar do barulho dos biriteiros do Bar Trovador Berrante, consigo me concentrar e, com os olhos cheios de lágrimas, rezo, rezo e rezo. Depois de minhas simples orações me sinto mais aliviado.

Por que¿ Descarrego psicológico ou influência do sobrenatural¿ Sinceramente, não sei o que responder.

Ao voltar, paro a certa distância do Casarão e após observá-lo por alguns momentos, entro e penso: AH! Casarão do Riacho do Meio, como estás velho e marcado pelo tempo! Como estás vazio e triste! Como estás solitário e amargo! Como tua estrutura apresenta cicatrizes! Como estás sem vida! Se te serve de consolo, eu te digo: apesar de todos os obstáculos, de todas as dificuldades e de todos os problemas, extrínsecos e intrínsecos, enquanto eu estiver de pé, também tu estarás de pé e enquanto eu viver, também tu viverás.

Onde está o povo, a razão principal de tua própria existência¿ Para onde foram os teus dias de glória¿ Onde estão aqueles que te deram vida¿ Os que, durante anos, abrigastes¿ Os que verdadeiramente te amavam¿

Uns, foram-se e nos observam de outra dimensão: da presença marcante de meu saudoso Pai, só existe lembranças e retratos. A meiga e doce voz de minha santa mãe quem hoje escuta são os Anjos e, através deles, a Santíssima Trindade. No entanto, por outro lado, o vazio deixado por sua definitiva ausência não mais me permite dizer com o anônimo, mas sábio poeta:

“Eu vi minha Mãe rezando

Aos pés da Virgem Maria:

Era uma santa escutando

o que a outra santa diziaâ€.

Ou com Tito de Barros:

“Não choro a minha cegueira,

Choro a falta de um guia,

Minha mãe quando era viva,

Eu era um cego que não viaâ€.

 

Os belíssimos, sinceros e sentimentais discursos, os abraços fiéis e verdadeiros, as sonoras gargalhadas e o vozeirão dos mais íntimos, até o eco a deusa Morte levou. Até mesmo a imprescindível presença de quem sempre pugnou pela união familiar, apesar de vivo, sumiu. O gigantesco barulho do povão de outrora o deus Tempo fez com que desaparecesse. Não sei se temporariamente ou para sempre.

Outros tomaram rumo diferente: apegaram-se a outras pessoas, sentimental ou politicamente e ao continuarem com o absurdo pensamento de que onde tu, Velho Casarão, vives existem apenas duas famílias, abandonaram por completo suas origens.

Não há como deixar de se lamentar algo tão estranho, pois quem esquece de quem foi não sabe quem é.

Velho Casarão do Riacho do Meio,  parece mais uma brincadeira de péssimo gosto, mas tornaste-te um desconhecido. Hoje, viram-te as costas e fecham-se as portas. Tratam-te como se nunca tivestes dado abrigo a determinados ancestrais! Como se nunca tivestes existido! Se ao menos os donos deste comportamento fossem Faraós, Imperadores Romanos, Senhores Feudais ou Reis Absolutistas, se não estivéssemos com a guilhotina preparada, ainda admitiríamos algo tão repugnante, mas quem hoje passa por te, acompanhados de seus inumeráveis cortesãos e cortesãs (na verdade, bajuladoras e bajuladores de plantão e ainda mais super-subservientes) e, além de não te dá à menor importância, se comportam como se nunca tivessem te visto ou conhecido, pertencem à classe dos biguzeiros.

Biguzeiros que podem, sem muita dificuldade, serem divididos em duas categorias: os biguzeiros onomásticos consangüíneos e os biguzeiros onomásticos não consangüíneos.

Justiça se faça: não há como deixar de admitir que a legitimidade dos primeiros lhes é conferida pela própria consangüinidade. Quando ocorre de se manterem em evidência mesmo depois de muito tempo após o desaparecimento dos grandes patriarcas, o bom senso, o reconhecimento e o valor intrínseco, nos informam sobre a indissociabilidade da herança genética da capacidade pessoal. Por isto mesmo, carregam sobre os ombros duas enormes responsabilidades de peso incalculável: do ponto de vista familiar, manter o indiscutível prestígio, a ilibada conduta, a respeitada inteligência e a extrema simpatia e simplicidade de seus ancestrais (nunca é demais lembrar que para diminuir a “pressãoâ€, renovar as “forças†e aliviar um pouco a “barraâ€, não há nada melhor do que darmos – nem que seja por um breve período de tempo – um “mergulho†nas origens, pois é de lá que retiramos confiança, segurança, ensinamento e apoio), e do ponto de vista político, adotar medidas que facilitem a vida de todos os cidadãos. E como se facilita a vida do cidadão¿ Fornecendo-lhe, é claro, condições para que ele possa satisfazer suas necessidades básicas. Não é, por acaso, a função de todo e qualquer homem público de respeito restituir a dignidade de todos os seus concidadãos que, há tempos vem, paulatinamente, sendo retirada¿

Aos segundos, os biguzeiros onomásticos não consangüíneos, está reservada a obrigação de aprenderem a caminhar com os próprios pés, ou seja, sem que haja necessidade de se agarrarem ao nome dos outros ou pedir emprestado suas muletas para, politicamente, conseguirem ficar de pé ou andar.

Não seria o caso dos figurões de hoje perceberem que, há muito, já passou da hora de assumirem uma nova postura no sentido de orientar as figuras, para que elas aconselhem as figurinhas e estas também o façam com os cínicos oportunistas e baratos aproveitadores no sentido de que mudem de atitude¿

É, Velho Casarão, mesmo após tanto tempo, os descendentes dos Grandes Chefes das Tribos que no passado abrigastes ainda continuam dispersos e por não perceberem que esta história de “gregos†e “troianos†não tem mais sentido, invocam motivos fúteis e descabidos de todo e qualquer fundamento para se digladiarem internamente, permitindo que outros povos “invadam†o território onde te situas e “domine†seu povo.

Não entendem que as diferenças devem acabar para que possamos unir nossas forças e, juntos, cumprirmos com nossa missão: libertar todos de todos os tipos de grilhões e de amarras que os prendem.

Por que não permitem que a força unificadora traga de volta a mesma linguagem para todos e transforme o passado no presente e o presente no passado que há muito, muito mesmo, infeliz e lamentavelmente se foi¿

É de admirar esta persistência gigantesca neste tipo de comportamento completamente descabido e retrógrado.

Afinal, onde reside o mistério¿ Na ingratidão¿ Na amnésia proposital¿

Se, infelizmente, assim for, o que fazer¿ Devemos, então acreditar em Tempore Mutantes!

Mas, um momento: neste caso o termo correto a ser utilizado seria “Tempore Mutantesâ€, “Exspectes ab alio quod feceris alteri†ou “Quosque tandem abutere, “Catilinaâ€, nostra patientiaâ€Â¿

No entanto, Velho Casarão do Riacho do Meio, independente de toda e qualquer frase que porventura possa ser utilizada, e em qualquer que seja o idioma, se pudesses falar, quantas histórias não terias para contar!

Em vista desta triste situação, tenho absoluta certeza que não cometo nenhum erro ao exclamar: Velho Casarão! Que destino trágico para você! Que destino trágico para pessoas que pensam como eu! Só eu, que altas horas da noite, vago sozinho e perdido pelos teus cantos e recantos, sinto o que tu sentes! Só eu sei que o que te atinge, também a mim atinge, pois comum é nossa dor! É incrível esta semelhança de fadário! Parece até que, numa das solitárias noites que contigo estive, celebramos um Contrato de Mútuo. Este “estado de espírito†torna-se mais acentuado quando as incertezas da vida contribuem para a formação de um turbilhão onde se misturam lembrança, ingratidão, tristeza, solidão, angústia, amargura e desespero. Apenas sete palavras! Mas, como são fortes! Como doem, ferem, machucam e destroem!

 

Lembro que certa vez depois de uma longa conversa, causada por uma explosão dos sentimentos acima citados, alguém me deu para ler um “folhetoâ€, anônimo, que até hoje guardo com bastante carinho. Tem como título a palavra “ESCUTE†e nele está escrito:

 

“Quando você sentir vontade

de chorar, não chore, pode Me

chamar que Eu venho chorar por você.

 

Quando você sentir vontade de

sorrir, Me avise que Eu venho

para sorrirmos juntos…

Quando você sentir vontade de

amar, Me chame, que Eu venho

amar você.

 

Quando você achar o mundo

pequeno para sua tristeza, Me

chame para partilharmos a dois

seus dias tristes.

Quando você achar que está

tudo acabado, Me chame, que Eu

venho ajudar a reconstruir.

 

Quando você precisar que alguém

lhe diga “Eu amo vocêâ€, me chame

que Eu digo isso a você

em qualquer momento, com muita

sinceridade.

 

Quando você não precisar mais

de mim, Me avise… mesmo assim

Eu simplesmente continuarei

amando você, pois o meu amor por

você é ETERNO, pois

Eu sou o amor,

 

EU SOU O SEU DEUSâ€.

 

 

Não há a menor dúvida, o texto além de consolador, expressa um profundo, sublime e transcendental amor. Perdoe-me o Todo Poderoso, não por estar perdendo a fé, mas se o hoje nada mais é do que o reflexo, a projeção, do passado e o ontem já passou, nada mais resta a nós, pobres “Filhos de Adãoâ€, do que a esperança na tangibilidade do Intangível. Por isso, fixo todos os meus pensamentos na Sagrada Cruz onde, por nossa culpa, o Santo Profeta Galileu derramou Seu precioso sangue. Devido a minha desilusão, a minha solidão, a minha angústia, a minha dor, ao meu desespero, as adversidades gratuitas e não gratuitas da vida e ao cansaço físico e mental de meus modestos cinqüenta e oito anos aguardo, ansiosamente, nem que seja uma microscópica manifestação que não seja oriunda deste ridículo mundinho que nos rodeia. Espero, espero e espero. O tempo passa. Vejo-o passar mais rápido do que a luz e nada, absolutamente, nada, me faz sentir melhor. O grande problema é justamente este: nas horas que mais necessitamos que Ele venha ao nosso encontro, apesar de todo o nosso clamor, temos a triste mais errônea impressão – pois não corresponde à verdade – que nada acontece.

SENHOR, se não consigo Te enxergar, perdoa minha cegueira e lembra-Te que todos nós temos os “amigos†que tivestes e, como Vós, os nossos Montes das Oliveiras e do Calvário.

Lembra-Te, SENHOR, que por não possuirmos o Teu infinito perdão e a Tua infinita misericórdia, com extrema facilidade mudamos nossas posições e nossos sentimentos.

Por isso, SENHOR, quando meu corpo nada mais for do que pó e minha pobre alma estiver diante de Ti, no Supremo Tribunal Divino, tende compaixão e lembra-Te de perdoá-la, pois foi minha racionalidade e não minha espiritualidade que, abandonando Tua santa Doutrina, Teus divinos Ensinamentos, deixou que os sentimentos mais amargos e negros fossem tão grandes e me tornassem tão insensível a ponto de não deixar que eu sentisse Tua inefável presença e todo o bem que me fizestes e continuas me fazendo.

Subo para o meu quarto. Sento na cadeira do velho birô de meu saudoso pai e começo a rabiscar algumas palavras. Apesar do adiantado da hora, sou surpreendido por um imenso barulho. Abro a janela para olhar: trata-se de um montão de jovens de ambos os sexos, todos desempregados, moradores dos vários mutirões e povoados do município, que passam cantando regaee, pagode e samba cujas letras, se bem entendi, referem-se à utilização de drogas “pesadas†e álcool.

Continuo na janela ouvindo a imensa zoada até que o “auê†silencia na escuridão da noite. Agora, a cidade está completamente deserta. A umidade do clima faz com que a neblina envolva a copa das árvores e o telhado das antigas e novas residências da mesma maneira como, no rigor do inverno, as mães, carinhosamente, preocupam-se em agasalhar muito bem seus queridos filhos para protegê-los do intenso frio.

Penso: por que aqueles rapazes e moças – considerados por muitos como maloqueiros, vagabundos e bandidos – mas, na verdade, legítimas vítimas do sistema – em vez de regaee, pagode e samba tendenciosos, juntos, e a uma só voz, não cantam, mesmo erradamente, com lágrimas nos olhos, pensando neles e em todos aqueles que vivem como eles, ou pior, nos calhordas, traidores, perseguidores, nos servidores do autoritarismo, nos verdadeiros subservientes do mal, nos autores intelectuais das piores enganações, em quem exalta a diferença entre as classes, prega a miséria, e banaliza a existência do ser humano, o conhecidíssimo hino que há uma parte que diz:

 

“Avante, filhos da Pátria,

O dia da Glória chegou.

O estandarte ensangüentado da tirania

Contra nós se levanta.

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Às armas concidadãos!

Formais vossos batalhões!

Marchemos, marchemos!

Nossa terra do sangue impuro se saciaráâ€.

 

Fecho a janela e vou para a cama. Fico olhando para a moldura que contém o Sagrado Rosto de Nossa Senhora de Fátima. Novamente, penso: foi com Ela que se encerrou o ciclo das Grandes Aparições da Rainha do Céu.

Seu maternal olhar faz com que meus olhos comecem a lacrimejar. Se choro, é porque a solidão de minha alma é maior do que o significado de minhas palavras.

Olhando-A, digo: Minha Divina Mãe! Hoje, mais do que nunca, precisava, desesperadamente, falar Contigo. Falar da minha tristeza, solidão, dor, sofrimento e angústia. Falar de minha revolta e pedir autocontrole. Falar, enfim, de minha vida, pois há muito tempo ando perdido. Caminhando na maior escuridão, nas mais densas trevas. Procurando um caminho e não encontro! Querendo ver a Luz e não consigo!

AH! Minha Divina Mãe! Estou desesperado e não Vens me acalmar. Sozinho, e não Vens me fazer companhia. Chorando, e não Vens enxugar minhas lágrimas. Triste, e não Vens me alegrar. Sofrendo, e não Vens aliviar a minha dor. Angustiado, e não Vens me consolar. AH! Minha Divina Mãe! Perdoa, por favor, a falta de fé deste teu fraco filho, mas é minha obrigação Te dizer: vejo-Te, porém não sinto Tua presença. Procuro-Te, mas não Te acho.

Sei que não podes ficar só comigo porque são muitos os que Te chamam e mais ainda os que socorres. Desejo, apenas, que dediques uma minúscula parcela de Teu preciosíssimo tempo a mim e digas: “Meu querido filho! Tu me chamastes, e por maiores e piores que sejam os teus pecados, Eu estou aqui. Como dissestes, Eu sou tua Mãe. Portanto, lembra-te: uma verdadeira Mãe, jamais abandona seus filhos. Por isso, não penses que te esqueci ou abandonei. Deita tua cabeça em Meu colo que Eu, como pedistes, com Meu Manto, enxugarei tuas lágrimas, com Minhas Palavras, te acalmarei, alegrarei e consolarei, com Minhas Graças, aliviarei tua dor e nunca, nunca mais sentirás a Minha faltaâ€.

Apesar deste ardente desejo, ninguém, absolutamente ninguém, vem ao meu encontro.

Sempre contemplando o Sagrado Rosto de minha Divina Mãe e Rainha do Céu, vagarosamente, adormeço.

A noite passa. O dia amanhece. A vida e meus tormentos continuam.

Sei que não mereço, mas é imorredoura a fé de que um dia Ela mandará também para mim um pouco de paz, esperança e tranqüilidade.

ALOISIO VILELA DE VASCONCELOS

Professor da UFAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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