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ViolĂȘncia em Alagoas

quinta-feira, novembro 12th, 2009

No sĂ©culo passado os cabras de LampiĂŁo infernizaram o sertĂŁo alagoano. Na polĂ­tica, crime em plena praça central de Arapiraca. Chacina em SĂŁo JosĂ© da Tapera. PĂŁo de AçĂșcar era reduto fechado e a polĂ­cia sĂł entrava com “ordem” do “coronel” local. Na AssemblĂ©ia Legislativa, aconteceu o famoso tiroteio que culminou com a morte de um deputado. Cabo Henrique e Cabo Gonçalves tambĂ©m tiveram suas histĂłrias contadas nas pĂĄginas policiais dos jornais alagoanos com destaque na mĂ­dia nacional. O fiscal Silvio Viana e o bancĂĄrio Dimas Holanda foram outras vĂ­timas da violĂȘncia. Teve o vereador de Coqueiro Seco vĂ­tima de preconceito sexual. Alagoas sempre foi manchete nos noticiĂĄrios policiais da mĂ­dia nacional.

Quando candidato a governador, TeotĂŽnio Vilela Filho recebeu mais apelos para combater a violĂȘncia que, pedidos de emprego. A violĂȘncia em Alagoas jĂĄ preocupava mais que, pedidos de emprego. O trafego de drogas que, jĂĄ existia nas favelas do Rio e SĂŁo Paulo começava a chagar no nordeste e consequentemente em Alagoas. O Estado nĂŁo estava preparado para o combate a esse novo tipo de crime.

E foi assim que TeotĂŽnio Vilela Filho recebeu o Governo do Estado de Alagoas. A droga que, no passado era a maconha, passando depois pela cocaĂ­na, enfim chegou ao crak. E chegou para valer. A violĂȘncia neste primeiro decĂȘnio dos anos 2000 foi facilitada pelo abrandamento das Leis. Ressocialização, Direitos Humanos, Penas Progressivas, Estatuto das Crianças e dos Adolescentes, perseguição aos policiais; tudo isso contribui com a cada vez maior ousadia dos bandidos.

Primeiro, o governador TeotĂŽnio Vilela Filho nomeou um general do Exercito para comandar a Segurança PĂșblica. Depois, um delegado da PolĂ­cia Federal. Novas viaturas, armamentos e serviços de comunicação, foram entregues as polĂ­cias Militar e Civil. Mas, a violĂȘncia continua no Brasil e, consequentemente em Alagoas. A PolĂ­cia sobre morros desce grotĂ”es, troca tiros com os bandidos, morrem bandidos e tambĂ©m policiais. E a violĂȘncia continua.

Enquanto o Congresso Nacional – senadores e deputados – nĂŁo atualizar o CĂłdigo Penas Brasileiro, com leis mais duras contra os infratores, defendendo mais a sociedade e consequentemente os policiais, deixando para os bandidos os rigores da lei, enquanto as leis nĂŁo forem mais firmes, os bandidos continuarĂŁo ganhando a guerra. É preciso tambĂ©m que, juĂ­zes, promotores e advogados vejam na polĂ­cia guardiĂ”es da lei. SĂŁo seus aliados no combate a criminalidade. E Direitos Humanos para os Humanos Direitos. Vamos olhar pelos desempregados, os sem saĂșde, sem residĂȘncia, sem alimentação. Esses sĂŁo merecedores dos olhares e da ação dos Direitos Humanos.

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