Enquanto o grupo do governador Téo Vilela (PSDB) se fortalece com a chegada de Benedito de Lira com o PP, Francisco Tenório e Dudu Holanda com o PMN e José Thomas Nono com o DEM, Ronaldo Lessa (PDT) admite a implosão da Frente de Oposição, após o anuncio da pretensão do senador Fernando Collor (PTB) também disputar o Governo de Alagoas. O Frentão perde Benedito de Lira com 21 dos 22 prefeitos filiados ao PP. O próprio Fernando Collor liga para as principais lideranças do Frentão para anunciar sua pretensão em ser candidato a governador. Quebra o silêncio e mostra porque não havia se pronunciado quanto a candidatura Lessa. Ninguém acreditava que Collor fosse apoiar Lessa. Só Lessa é que acreditava nisso. Tudo não passou de um plano muito bem montado para afastar Ronaldo Lessa da disputa certa por uma cadeira no Senado da República. Todas as pesquisas mostravam que Ronaldo e Heloisa Helena (PSol) seriam os mais votados para as duas vagas do Senado. Lhe tiraram da disputa para abrir espaço para a reeleição de Renan Calheiros (PMDB). Lhe ofereceram o Governo do Estado. Agora o mesmo grupo que convenceu Lessa a desistir de ser candidato ao Senado, trabalha no sentido de faze-lo desistir da candidatura ao Governo. Lhe oferecem uma candidatura a deputado federal. Candidatura incerta porque teria de disputar uma das 9 vagas com grandes nomes da polÃtica alagoana. Lessa levou uma rasteira igual ao que fizeram com CÃcero Almeida.
O prefeito CÃcero Almeida, o primeiro a ser traÃdo pelo grupo que lhe negou o direito de disputar o Governo, já declarou que, caso Ronaldo Lessa não seja candidato a governador, irá se unir a Benedito de Lira e os outros 21 prefeito do seu partido no apoio a candidatura Téo Vilela ao Governo de Alagoas.
É a implosão completa do chamado chapão que se transformou no grande puxa-puxa de tapete. Fernando Collor é franco atirador. Foi eleito para um mandato de 8 anos no Senado. Perdendo a eleição de governador continua mais 4 anos  no Senado. Lessa não tem mandato e perdendo a eleição fica mais 4 anos sem mandato. Poderá ser o fim de sua carreira polÃtica, sepultada por Collor que não perdoa Lessa por ter lhe derrotado para governador 8 anos atrás.
Como se não bastasse ter Renan como pedra em sua caminho para o Senado, Lessa tem agora Collor em seu caminha para o Governo. Esta entre dois “fogos amigosâ€. E “mui amigosâ€! Quem conhece Ronaldo Lessa sabe que ele deve estar possesso com essa traição. Sua pretensão para o Senado foi tolhida e agora sua pretensão ao Governo também está sendo tolhida. Lessa afirma que, com Collor ou sem Collor, mantém a candidatura ao Governo.Lessa foi mais além: disse que a candidatura não lhe pertence. Foi uma solicitação do presidente Lula e da candidata Dilma Russeff (PT). Lula negou apoio a Cicero Almeida para apoiar Ronaldo Lessa. E agora, Lula e o PT vão abrir da candidatura Lessa para apoiar Collor? O PT renega a idéia de ligar o nome de Collor a candidatura de Dilma. Todo o Brasil sabe da rejeição nacional ao nome de Collor. Ele pode ser carismático em Alagoas, mas, fora do Estado é tido como “coisa ruimâ€. E uma pergunta: como fica João Lyra? É do PTB de Collor,mas, é ligado a CÃcero Almeida que, não apóia Collor. E o PTB nacional já declarou apoio a candidatura José Serra (PSDB) a presidência da República. Renan disse que, vai manter o apoio a Lessa. Calheiros romperia com Collor ou voltaria a velha aliança com Téo Vilela para não perder o mandato de senador? Ainda haveria espaço para Renan no grupo de Vilela? Eu acho pouco provável. Então Renan trairia Lessa para apoiar Collor? Não acredito pois Lessa, magoado, poderia retornar a sua candidatura ao Senado abortando qualquer possibilidade de vitória de Renan Calheiros.
A verdade é que, enquanto o grupo de Téo Vilela se organiza e se fortalece, o frentão se desarticula e vai perdendo força. Vamos esperar as convenções, quando se definem as candidaturas. Vamos aguardar para ver o que acontece.