O governador Teotônio Vilela Filho, mantém a liderança na preferência dos eleitores do interior do estado, para sua reeleição ao Governo de Alagoas. Os números percentuais no interior cobrem a diferença da capital, onde Vilela apresenta seu mais fraco desempenho nas pesquisas. O interior possui dois terços do eleitorado de todo o estado, enquanto a capital fica com apenas um terço dos votantes. Foi assim que Ronaldo Lessa, apesar de ter sido o mais votado na capital, perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello. As ações de governo no interior favorecendo municÃpios, independente dos prefeitos terem ou não lhe apoiado na eleição passada, tem aumentado a simpatia das lideranças municipais pelo governador. Na capital o governador aproxima-se dos 30 pontos percentuais de aceitação, o que pode ser considerado bom para a somatória dos resultados positivos no interior.
Vilela é no momento candidato único ao governo. O chapão ainda não definiu candidatura. Renan Calheiros quer a candidatura de Ronaldo Lessa, para tirá-lo da concorrência ao Senado. Lessa prefere disputar o Senado. CÃcero Almeida gostaria de ser o candidato ao governo, mas, teme entregar a prefeitura a Lourdinha Lyra, sua vice, bem como enfrentar Vilela no interior. Collor não vê com simpatia uma candidatura de Almeida. Gostaria de ser ele próprio o candidato, mas, prefere não bater de frente com Renan que, continua insistindo na candidatura de Lessa.
Também existe possibilidade de uma grande aliança, com todos apoiando Téo Vilela. É pouco provável, mas, em polÃtica tudo é possÃvel. Até mesmo uma candidatura de Renan Calheiros a governador.
SENADO
Cada vez mais próxima a possibilidade de uma dobradinha entre Téo Vilela e Benedito de Lira. O primeiro, para governador e, o segundo para o Senado da República. O grupo palaciano não tem ainda candidato a senador. Não havendo dobradinha de Vilela com Renan, renovando a velha aliança, Benedito de Lira pode ser o nome apoiado pelo grupo liderado por Teotônio Vilela Filho. Uma aliança de Lira com Vilela levaria o PP para junto do PSDB. Facilitaria a reeleição de Vilela e abriria vantagem para a eleição de Lira no Senado.

