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Collor candidato a governador

quinta-feira, março 11th, 2010

Embora tenha sido lançado candidato ao Governo de Alagoas pelo chamado “chapãoâ€, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) vê crescer o apoio à candidatura do senador Fernando Collor (PTB) a sucessão do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Depois de formar equipe para elaborar Plano de Governo, o senador petebista agora tem até adesivo nos carros de deputados coloridos. Na Assembléia Legislativa Cícero Ferro é um dos mais entusiasmados defensores da candidatura de Collor ao Governo de Alagoas. Enquanto Teotônio Vilela e Ronaldo Lessa ainda discutem nomes para seus respectivos vices, Fernando Collor já tem o seu: o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB). Ora, para Beltrão ser vice de Collor necessita do aval de Renan, liderança maior do PMDB de Alagoas. Collor candidato a governador e Joaquim Beltrão vice, para por uma ampla composição. O PTB de Collor é também o PTB de Augusto Farias e João Lyra. É o PTB presidido nacionalmente por Roberto Jéferson que já declarou apoio nacional a candidatura tucana, José Serra, a presidência da República. Lira e Augusto, em Alagoas, definiram apoio a Ronaldo Lessa. Será que vão puxar o tapete do Lessa como puxaram o tapete do prefeito e líder das pesquisas, Cícero Almeida?E o vice, Joaquim Beltrão, terá mesmo o apoio de Renan?Se assim for, Renan também estará puxando o tapete do Lessa como puxou o tapete do Almeida. E se no final de tudo isso Renan também se lançar candidato a governador. Sim porque caso Lessa não seja candidato a governador voltará a disputar o Senado enfrentando Calheiros, Heloisa, Benedito de Lira, Pinto de Luna, Eduardo Bomfim e o, ou os, candidatos apoiados pelo Governo do Estado. Neste caso Calheiros pode deixar de disputar o Senado para disputar o Governo de Alagoas. E quem seriam os traíras do grupo, denunciados por Cícero Almeida?

Collor não fala sobre o assunto. Deixa que seus correligionários façam à campanha. Ou melhor, selem o cavalo para ele montar 28 dias antes da eleição. Foi assim para senador e foi assim que Elle derrotou Ronaldo Lessa. Será que tudo vai se repetir? Djalma Falcão já me disse que, em política só não viu ainda foi boi voar. O demais tudo é possível. Quem sabe o chapão volte a convocar mais uma reunião para lançar de novo – esta seria a décima vez – a, ao que parece, pálida candidatura de Lessa ao Governo.

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Em defesa de Floriano Peixoto

domingo, março 7th, 2010

Florianópolis, capital de Santa Catarina, é uma homenagem ao alagoano de Ipioca, Marechal Floriano Peixoto. Vez por outra surgem movimentos na capital catarinense em devesa da mudança do nome da capital. Acusam o alagoano de ter sido um “marechal de ferro†responsável pelo fuzilamento de vários catarinenses. Em defesa de Floriano a história conta que, apesar da República ter sido declarada por outro alagoano, marechal Deodoro da Fonseca, foi o Floriano quem consolidou a República. Deodoro era presidente e Floriano vice. Os defensores do Império e anti-repúblicanos reagiram fortemente contra a República. Floriano sucedeu Deodoro e consolidou a República combatendo com “mão de ferro†os vários movimentos contra a recém criada República Brasileira. Nesta luta vários defensores do império tombaram em combate, incluindo forças de Santa Catarina, um dos focos de insubordinação. Portanto é sem razão esse motivo como justificativa para troca do nome da capital catarinense.

Entretanto surge uma nova “motivação†para troca de nome. Acusam Floriano Peixoto de ser do “estado de Collorâ€. Ora, não foi Floriano que nasceu no estado de Collor, uma vez que Collor sequer havia nascido quando Floriano faleceu. Essa acusação não tem cabimento. A descendência da família Collor é do sul do país – Rio Grande do Sul. Fernando Afonso Collor de Mello nasceu no Rio de Janeiro. Politicamente surgiu em Alagoas, onde foi prefeito da capital, deputado, governador, presidente da República e agora senador. Renunciou ao mandato de presidente no momento em que, o Congresso Nacional iniciava o processo da cassação de seu mandato. Rejeitado politicamente em quase todo o país, tem um respeito e admiração muito grande por parte da população mais pobre de Alagoas. Essa mesma parcela da população que lhe concedeu o mandato de Senador da República.

Defender a troca de nome da capital catarinense pelo fato de Floriano Peixoto ter nascido no estado onde um século depois Collor surgiu politicamente, é antes de tudo uma imbecilidade. Um desrespeito à figura histórica do marechal Floriano Peixoto, consolidador da República, primeiro vice-presidente e segundo presidente do Brasil.

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Renan Calheiros: o nascimento de um líder

domingo, novembro 22nd, 2009

Em meados dos anos 70 o MDB só tinha 3 deputados estaduais em Alagoas: Alcides Falcão, Walter Figueiredo e Higino Vital. Foi quando conheci o então jovem estudante Renan Calheiros, na fundação do partido em Branquinha, na direção de seus tios Du e Vânia Menezes. Compareci na companhia do deputado Walter Figueiredo. Embora também jovem, eu já exercia meu primeiro mandato de vereador pelo MDB em São José da Laje. Eleição seguinte apoiei Mendonça Neto para deputado estadual. Após quatro anos de mandato na Assembléia Legislativa, Mendonça decide concorrer a Câmara Federal. Forma pequeno grupo de aliados para disputar o mandato estadual. Foi quando vi Renan pela segunda vez. Surgiu no escritório de Mendonça em busca de apoio para deputado estadual. Mendonça lhe informou que, no Vale do Mundaú (onde situa-se o município de Murici, cidade natal de Renan) já tinha um candidato: Afrânio Godoy, vereador de São José da Laje. Passo seguinte de Renan, conquistar o meu apoio e minha desistência para apoiá-lo. Conseguiu. Apoiei Renan para estadual e Mendonça para federal.

Não foi fácil a candidatura de Renan. Seu pai, o major Olavo, não queria o filho candidato, muito menos pelo PMDB. Foi preciso Mendonça responsabilizar-se pela campanha, para conseguir o consentimento do patriarca dos Calheiros o qual veio posteriormente ser prefeito de Murici pelo próprio PMDB. Após uma difícil e franciscana campanha, Renan veio a ser eleito. Conquistou a sexta vaga de seu partido na Assembléia. Naquele ano o PMDB elegeu dois deputados federais e seis estaduais.

Na bancada de imprensa da Assembléia Legislativa, liderada pelo jornalista Mário Lyra, eu representava o Jornal de Alagoas. Elegemos Renan em quatro anos consecutivos como o deputado mais atuante. Antes negociando com os colegas, o título de deputado do ano, sempre para um parlamentar governista. Renan projetou-se e, quatro anos depois foi eleito deputado federal. Mendonça voltou para a Assembléia Legislativa. Renan foi deputado constituinte e disputou o Governo de Alagoas. Foi derrotado de última hora por Geraldo Bulhões. Há quem diga que levou uma rasteira do seu então aliado Fernando Collor. Este teria mudado de lado as vésperas da eleição e, orientado PC Farias a direcionar os recursos para a campanha de Bulhões.

Renan retornou como senador da República e, de lá para cá vem conquistando vitórias. Perdeu peso quando teve de renunciar a presidência do Senado. Sua reeleição em 2010 corre perigo. Disputa com Heloisa Helena, Ronaldo Lessa, Benedito de Lira e Pinto de Luna. Podendo ainda surgir outro candidato apoiado pelo Governo do Estado. Renan serviu a dois governos: PSDB na gestão Fernando Henrique Cardoso e, PT na gestão Luis Inácio Lula da Silva.

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