O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), foi convidado esta semana a se filiar ao PT. Almeida que, não foi aceito pelo chapão liderado pelos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB) como candidato a governador, também foi preterido em sua intenção de apresentar um candidato à vice. Seu partido, o PP, através do presidente regional Benedito de Lira, lhe hipotecou solidariedade e não participou do lançamento oficial da candidatura Ronaldo Lessa (PDT) ao governo de Alagoas. Almeida, no entanto, declarou apoio a Lessa. Agora, o prefeito que antes reclamava das lideranças do chapão, passou a reclamar da falta de espaço em seu partido. As lideranças do chapão que negaram a Cícero Almeida o direito de ser candidato a governador e, até mesmo de indicar o vice, compensam o prefeito de Maceió com a intermediação de recursos federais para a capital de Alagoas. E Almeida parece se contentar com isso. Pelo menos por enquanto.
Por conta dessa situação, o PT de Alagoas convidou Almeida a se filiar em seu partido. Alegou a forte ligação do prefeito com o Partido dos Trabalhadores, onde petistas ocupam espaço na administração municipal, incluindo o cargo de secretário municipal de educação. O convite, entretanto chega atrasado e prejudicial ao prefeito. Senão vejamos: 1. filiando-se a outro partido o prefeito torna-se inelegível, uma vez que o prazo para mudança de legenda espirou em setembro do ano passado. 2. Trocando de partido em pleno mandato, o prefeito incorre no crime de infidelidade partidária podendo perder o mandato. 3. Lula preteriu Almeida sem levar em consideração às pesquisas que o apontavam como favorito para governador, concedendo apoio à candidatura de Ronaldo Lessa. Por todos esses motivos, Almeida não deve aceitar o convite. Perder a prefeitura quando ainda tem três anos de mandato e ficar inelegível para as eleições desse ano. O que ganharia Almeida com isso? Apenas o fim de sua carreira política.
Para seus assessores mais íntimos, o caminho mais lógico do prefeito Cícero Almeida seria se alinhar com Benedito de Lira e se aliar ao governador Teotônio Vilela Filho. Nesse grupo Almeida poderia ser candidato a governador em 2014. No chapão, caso Lessa venha a ser eleito, certamente disputará a reeleição em 2014, ficando para Almeida a eleição de 2018. A decisão é do prefeito e ele certamente sabe o que é melhor para si. Precisa é se definir. Se guiar pela razão e, não pela emoção.
A sorte está lançada e a decisão é dele.

