O PMDB é o partido mais procurado pelos candidatos ao Governo de Alagoas na busca por seus vices. Primeiro foi o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) que disse de sua preferência pela manutenção do médico cardiologista José Wanderley Neto como seu vice-governador. Depois, o senador Fernando Collor de Mello (PTB) anunciou o deputado federal Joaquim Beltrão como seu vice preferido. Por último o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) quer o deputado federal Olavo Calheiros como vice. Os três pretensos candidatos a vices são todos filiados ao PMDB. Como condição para serem vices, o PMDB teria que se coligar com o partido do candidato a governador. Hoje o PMDB está aliado (pelo menos até agora) com o PDT de Ronaldo Lessa, o que pode garantir Olavo na condição de vice, se esse quiser trocar uma reeleição segura para a Câmara dos Deputados por uma aventura rumo à vice-governadoria. Joaquim Beltrão, no que pese sua preferência pessoal por Collor, não pode ser vice sem que o PMDB troque o apoio ao PDT pelo PTB. Wanderley também não pode ser vice de Téo sem aliança do PMDB com os tucanos.
 Wanderley gostaria de continuar vice de Téo a quem já declarou voto para reeleição. Beltrão também gostaria de ser vice de Collor. Olavo, no entanto não sinalizou desejo de ser vice de Lessa. O único que teria caminho livre para a vice – Olavo – é o mais distante de aceitar a candidatura. No Caso de Téo e do Collor, suas preferências pelos apontados vices, são pessoais. Fruto da ligação entre Téo e Wanderlei e Collor com Beltrão. Já no caso de Ronaldo Lessa, seu propósito mesmo é manter     aliança com Renan e definir apoio total do senador de Murici a candidatura Lessa ao Governo de Alagoas. A função de Olavo seria comprometer Renan com a candidatura Lessa em sua totalidade. Inclusive e principalmente no campo das finanças. Seria a fórmula para Renan investir recursos financeiros na candidatura de Lessa.

