Florianópolis, capital de Santa Catarina, é uma homenagem ao alagoano de Ipioca, Marechal Floriano Peixoto. Vez por outra surgem movimentos na capital catarinense em devesa da mudança do nome da capital. Acusam o alagoano de ter sido um “marechal de ferro” responsável pelo fuzilamento de vários catarinenses. Em defesa de Floriano a história conta que, apesar da República ter sido declarada por outro alagoano, marechal Deodoro da Fonseca, foi o Floriano quem consolidou a República. Deodoro era presidente e Floriano vice. Os defensores do Império e anti-repúblicanos reagiram fortemente contra a República. Floriano sucedeu Deodoro e consolidou a República combatendo com “mão de ferro” os vários movimentos contra a recém criada República Brasileira. Nesta luta vários defensores do império tombaram em combate, incluindo forças de Santa Catarina, um dos focos de insubordinação. Portanto é sem razão esse motivo como justificativa para troca do nome da capital catarinense.
Entretanto surge uma nova “motivação” para troca de nome. Acusam Floriano Peixoto de ser do “estado de Collor”. Ora, não foi Floriano que nasceu no estado de Collor, uma vez que Collor sequer havia nascido quando Floriano faleceu. Essa acusação não tem cabimento. A descendência da família Collor é do sul do país – Rio Grande do Sul. Fernando Afonso Collor de Mello nasceu no Rio de Janeiro. Politicamente surgiu em Alagoas, onde foi prefeito da capital, deputado, governador, presidente da República e agora senador. Renunciou ao mandato de presidente no momento em que, o Congresso Nacional iniciava o processo da cassação de seu mandato. Rejeitado politicamente em quase todo o país, tem um respeito e admiração muito grande por parte da população mais pobre de Alagoas. Essa mesma parcela da população que lhe concedeu o mandato de Senador da República.
Defender a troca de nome da capital catarinense pelo fato de Floriano Peixoto ter nascido no estado onde um século depois Collor surgiu politicamente, é antes de tudo uma imbecilidade. Um desrespeito à figura histórica do marechal Floriano Peixoto, consolidador da República, primeiro vice-presidente e segundo presidente do Brasil.

