Os partidos de oposição ao presidente Lula, resolveram centrar fogo em seu governo. O PTB usou seu horário eleitoral, em rede nacional, no rádio e na televisão para acusar Lula de vetar os 16% de reajuste para os idosos, cedendo apenas 3%, mas, auxiliando financeiramente governos de outros paÃses das Américas do Sul e Central. Denunciou ainda Lula por cobrar o crédito educativo dos estudantes pobres e ajudar financeiramente os banqueiros. Para o PTB Lula é um Robin Hood ás avessas. Enquanto o herói inglês tirava dos ricos para dar aos pobres, o “herói†brasileiro tira dos pobres para dar aos ricos. O PTB não perdoou Lula. Bateu forte. O PTB de Fernando Collor e João Lyra deve se unir ao DEM de José Thomas Nono e o PSDB de Teotonio Vilela Filho, contra a candidatura de Dilma Roussef a presidência da República.
Mas, espera aÃ. E Collor e Lyra não são aliados de Renan e Lessa em defesa da candidata do PT? E agora como é que fica o chapão em Alagoas? O PMDB nacional prega uma aliança de cima para baixo no sentido de eleger a sucessora de Lula. Mas em Alagoas Collor e João Lyra estão no PTB, partido que nacionalmente faz parte do grupo de oposição a Lula. Como compor em Alagoas o leque de aliança para a candidata do PT? Se a aliança tiver como premissa partidos aliados a nÃvel nacional ao presidente Lula, Collor e João Lyra ficam de fora.
São aliados de Lula, o PMDB e o PDT. Aà terÃamos num palanque lulista, Renan Calheiros, Ronaldo Lessa e o pessoal do PT. No palanque de oposição a Lula, terÃamos Collor e Lyra (PTB) José Thomas Nono (DEM) Teotonio Vilela (PSDB). CÃcero Almeida e Benedito de Lira (PP) acompanham João Lyra e também integrariam o palanque da oposição e optariam por romper com Collor e João Lyra e ficariam com Renan?
A salada polÃtica ainda é confusa. O prefeito de Maceió, CÃcero Almeida, nega fazer parte do chapão de Renan, Lessa, João Lyra e Collor e, garante inexistir grupo polÃtico adversário de Teotônio Vilela. Afirma que a reunião em BrasÃlia não tratou de formar aliança contra Teotonio Vilela. Para Almeida, o que houve em BrasÃlia foi uma reunião para selar a paz e a harmonia polÃtica, por conta de mágoas passadas. “Não estranhem vermos uma aliança entre Teotônio, Renan e Ronaldo Lessa. Esta é a polÃtica de Alagoasâ€, declara CÃcero Almeida.
Nestas circunstâncias tudo é possÃvel. Numa “União por Alagoas†João Tenório poderia ser suplente de Renan e Benedito de Lira suplente de Ronaldo Lessa com Teotonio Vilela para governador e José Wanderley para vice. Entre gregos e troianos todos sairiam vencedores. Mas, também pode haver divisões: Lessa governador, Renan senador. No outro palanque, Teotonio governador e Benedito de Lira Senador. E ainda uma terceira candidatura com, Collor governador e Célia Rocha para o Senado.
Se formos conciliar Alagoas com o leque de partidos aliados a Lula a nÃvel nacional, terÃamos: Lessa governador e Renan senador. Na oposição a Lula, Teotonio governador com os apoios de Collor e Lira do PTB, José Thomas Nono do DEM. Almeida e João Lira tanto poderiam pender para o leque dos aliados a Lula como no bloco dos contrários.
É um verdadeiro samba do crioulo doido. Duvido que, a aliança nacional dos partidos em prol de Lula, influenciem as alianças em Alagoas. Do lado de cá, cada um quer se eleger, ou reeleger. A aliança boa para Renan é aquela que, garanta sua reeleição sem susto. Com tranqüilidade. Para Teotonio não é diferente. Ele também quer se reeleger. A partir desse princÃpio ninguém é de ninguém. Razão tem o prefeito de Maceió, CÃcero Almeida: ninguém duvide de uma aliança entre Teotonio, Renan, Lessa, João Lyra, etc.
O PMDB, apesar das bravatas do senador Renan Calheiros e alguns de seus aliados, nunca se afastou oficialmente do governador Teotônio Vilela. Permanece o partido fazendo parte do governo na pessoa do médico José Wanderley Neto, de forte influencia nas decisões de governo.