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Renan: entre a cruz e a espada

segunda-feira, maio 10th, 2010

O senador Renan Calheiros (PMDB) encontra-se entre a cruz e a espada. Seu colega de Senado, Fernando Collor (PTB), ameaça lançar o usineiro João Lyra (PTB) como candidato a senador, caso Renan não lhe apóie para o Governo de Alagoas. Por outro lado o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) pode retomar sua candidatura ao Senado caso não tenha o apoio de Calheiros. Quer dizer, para Renan se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Entre a cruz e a espada, o líder do PMDB de Alagoas, ameaçado de perder a reeleição, pode pular fora do barco e, procurar abrigo na nau da velha aliança. Numa dobradinha com Benedito de Lira (PP) e com o apoio de Teotônio Vilela Filho (PSDB), Renan pode respirar e aspirar à possibilidade de permanecer por mais oito anos no Senado da República.

Amanhã ás 19 horas em Brasília, está marcada audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na lista dos presentes os senadores Collor e Renan, o ex-governador Lessa, o usineiro João Lira e o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Almeida que, não foi recebido por Lula, quando teve de retirar sua candidatura a governador, para ceder espaço a Lessa. Lessa que, garante ter o apoio de Lula para governador. Collor que, exige ser o candidato ao Governo de Alagoas. Renan que, fica no mato sem cachorro. A situação é difícil e, Téo Vilela e Benedito de Lira assistem a tudo de camarote.

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Collor lança JL para o Senado

sábado, maio 1st, 2010

Irritado com a declaração do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que o chamou de “força do atraso†e, com o senador Renan Calheiros (PMDB) por ter declarado apoio a Lessa, o senador Fernando Collor de Mello (PTB) lançou a candidatura do empresário João Lyra (PTB) ao Senado, concorrendo com Renan que disputa a reeleição.

Lessa havia declarado não ter medo de disputar o Governo de Alagoas contra o candidato das “forças do atraso†(Collor) e o candidato dos “usineiros†(Vilela). Calheiros por sua vez ao ser informado da pretensão de Collor em disputar o Governo do Estado, confirmou seu apoio a Lessa e, ainda desautorizou o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB), em ser vice de Collor. O fato do PMDB estar aliado ao PDT para candidatura Lessa, impede Beltrão de ser candidato à vice de Collor, da mesma forma que impede o médico José Wanderley (PMDB) de ser vice de Téo Vilela (PSDB). Irritado com essa situação, Collor quer João Lyra como candidato a senador. É uma forma de punir Renan Calheiros pelo apoio a Ronaldo Lessa. O PT também rejeita a candidatura Collor e mantém apoio a Lessa.

Caso Collor mantenha sua candidatura a governador e Lira a senador, aumenta a quantidade de candidatos ao Senado da República. Renan Calheiros enfrentaria adversários como Heloísa Helena (PSol), Benedito de Lira (PP-PSDB e aliados), José Costa (PPS-PSDB e aliados), Pinto de Luna (PT) e Eduardo Bomfim (PCdoB) e agora João Lyra (PTB).

Para o Governo do Estado o racha da Frente de Oposição beneficia a candidatura Téo Vilela. Divididos entre Lessa e Collor, o maximo que a ex-Frente pode aspirar é levar a decisão para um segundo turno. 

 

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Candidatura de Collor implode o chapão

sábado, maio 1st, 2010

Enquanto o grupo do governador Téo Vilela (PSDB) se fortalece com a chegada de Benedito de Lira com o PP, Francisco Tenório e Dudu Holanda com o PMN e José Thomas Nono com o DEM, Ronaldo Lessa (PDT) admite a implosão da Frente de Oposição, após o anuncio da pretensão do senador Fernando Collor (PTB) também disputar o Governo de Alagoas. O Frentão perde Benedito de Lira com 21 dos 22 prefeitos filiados ao PP. O próprio Fernando Collor liga para as principais lideranças do Frentão para anunciar sua pretensão em ser candidato a governador. Quebra o silêncio e mostra porque não havia se pronunciado quanto a candidatura Lessa. Ninguém acreditava que Collor fosse apoiar Lessa. Só Lessa é que acreditava nisso. Tudo não passou de um plano muito bem montado para afastar Ronaldo Lessa da disputa certa por uma cadeira no Senado da República. Todas as pesquisas mostravam que Ronaldo e Heloisa Helena (PSol) seriam os mais votados para as duas vagas do Senado. Lhe tiraram da disputa para abrir espaço para a reeleição de Renan Calheiros (PMDB). Lhe ofereceram o Governo do Estado. Agora o mesmo grupo que convenceu Lessa a desistir de ser candidato ao Senado, trabalha no sentido de faze-lo desistir da candidatura ao Governo. Lhe oferecem uma candidatura a deputado federal. Candidatura incerta porque teria de disputar uma das 9 vagas com grandes nomes da política alagoana. Lessa levou uma rasteira igual ao que fizeram com Cícero Almeida.

O prefeito Cícero Almeida, o primeiro a ser traído pelo grupo que lhe negou o direito de disputar o Governo, já declarou que, caso Ronaldo Lessa não seja candidato a governador, irá se unir a Benedito de Lira e os outros 21 prefeito do seu partido no apoio a candidatura Téo Vilela ao Governo de Alagoas.

É a implosão completa do chamado chapão que se transformou no grande puxa-puxa de tapete. Fernando Collor é franco atirador. Foi eleito para um mandato de 8 anos no Senado. Perdendo a eleição de governador continua mais 4 anos   no Senado. Lessa não tem mandato e perdendo a eleição fica mais 4 anos sem mandato. Poderá ser o fim de sua carreira política, sepultada por Collor que não perdoa Lessa por ter lhe derrotado para governador 8 anos atrás.

Como se não bastasse ter Renan como pedra em sua caminho para o Senado, Lessa tem agora Collor em seu caminha  para o Governo. Esta entre dois “fogos amigosâ€. E “mui amigosâ€!  Quem conhece Ronaldo Lessa sabe que ele deve estar possesso com essa traição. Sua pretensão para o Senado foi tolhida e agora sua pretensão ao Governo também está sendo tolhida. Lessa afirma que, com Collor ou sem Collor, mantém a candidatura ao Governo.Lessa foi mais além: disse que a candidatura não lhe pertence. Foi uma solicitação do presidente Lula e da candidata Dilma Russeff (PT). Lula negou apoio a Cicero Almeida para apoiar Ronaldo Lessa. E agora, Lula e o PT vão abrir da candidatura Lessa para apoiar Collor? O PT renega a idéia de ligar o nome de Collor a candidatura de Dilma. Todo o Brasil sabe da rejeição nacional ao nome de Collor. Ele pode ser carismático em Alagoas, mas, fora do Estado é tido como “coisa ruimâ€. E uma pergunta: como fica João Lyra? É do PTB de Collor,mas, é ligado a Cícero Almeida que, não apóia Collor. E o PTB nacional já declarou apoio a candidatura José Serra (PSDB) a presidência da República. Renan disse que, vai manter o apoio a Lessa. Calheiros romperia com Collor ou voltaria a velha aliança com Téo Vilela para não perder o mandato de senador? Ainda haveria espaço para Renan no grupo de Vilela? Eu acho pouco provável. Então Renan trairia Lessa para apoiar Collor? Não acredito pois Lessa, magoado, poderia retornar a sua candidatura ao Senado abortando qualquer possibilidade de vitória de Renan Calheiros.

A verdade é que, enquanto o grupo de Téo Vilela se organiza e se fortalece, o frentão se desarticula e vai perdendo força. Vamos esperar as convenções, quando se definem as candidaturas. Vamos aguardar para ver o que acontece.

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Collor: pedra no sapato de Lessa

sábado, abril 24th, 2010

O silêncio do senador Fernando Collor de Mello (PTB) com relação à sucessão estadual em Alagoas, preocupa o candidato do Frentão, Ronaldo Lessa (PDT). Amigos do senador, liderados pelo deputado estadual Cícero Ferro, alimentam a expectativa de que Collor saia candidato ao governo. Lessa acha que, não há mais tempo para trocar sua candidatura ao governo pela candidatura ao senado. Cobra do senador Renan Calheiros (PMDB) e da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) uma definição por parte de Fernando Collor. Esse tem respondido não agir sob pressão. E continua em silencio com relação a seu destino político nas eleições desse ano.

Gato escaldado tem medo de água fria e Lessa já levou uma rasteira de Collor no pleito passado. Tido como candidato eleito ao Senado da Republica. Lessa perdeu a eleição para Collor que registrou candidatura 28 dias antes das eleições. Collor respondia a derrota que Lessa lhe aplicou na disputa pelo governo. Inimigos políticos de velhas datas, hoje integram uma mesma aliança política não digerida por nenhum dos dois. E isso está atrapalhando a caminhada de Ronaldo Lessa rumo ao Palácio do Governo.

Caso não sinta segurança, Lessa que afirma não haver mais tempo para trocar a candidatura ao governo pela de senador, pode optar pela disputa de uma cadeira na Assembléia Legislativa. O que ele não quer é ficar mais quatro anos sem mandato eletivo.

CORDEIRO

Será sepultado na tarde de hoje, em Maceió no Parque das Flores, o corpo do ex-deputado federal e ex-prefeito de Palmeira dos Ãndios, Albérico Cordeiro da Silva. Morreu vítima de acidente de transito.

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Collor candidato a governador

quinta-feira, março 11th, 2010

Embora tenha sido lançado candidato ao Governo de Alagoas pelo chamado “chapãoâ€, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) vê crescer o apoio à candidatura do senador Fernando Collor (PTB) a sucessão do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Depois de formar equipe para elaborar Plano de Governo, o senador petebista agora tem até adesivo nos carros de deputados coloridos. Na Assembléia Legislativa Cícero Ferro é um dos mais entusiasmados defensores da candidatura de Collor ao Governo de Alagoas. Enquanto Teotônio Vilela e Ronaldo Lessa ainda discutem nomes para seus respectivos vices, Fernando Collor já tem o seu: o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB). Ora, para Beltrão ser vice de Collor necessita do aval de Renan, liderança maior do PMDB de Alagoas. Collor candidato a governador e Joaquim Beltrão vice, para por uma ampla composição. O PTB de Collor é também o PTB de Augusto Farias e João Lyra. É o PTB presidido nacionalmente por Roberto Jéferson que já declarou apoio nacional a candidatura tucana, José Serra, a presidência da República. Lira e Augusto, em Alagoas, definiram apoio a Ronaldo Lessa. Será que vão puxar o tapete do Lessa como puxaram o tapete do prefeito e líder das pesquisas, Cícero Almeida?E o vice, Joaquim Beltrão, terá mesmo o apoio de Renan?Se assim for, Renan também estará puxando o tapete do Lessa como puxou o tapete do Almeida. E se no final de tudo isso Renan também se lançar candidato a governador. Sim porque caso Lessa não seja candidato a governador voltará a disputar o Senado enfrentando Calheiros, Heloisa, Benedito de Lira, Pinto de Luna, Eduardo Bomfim e o, ou os, candidatos apoiados pelo Governo do Estado. Neste caso Calheiros pode deixar de disputar o Senado para disputar o Governo de Alagoas. E quem seriam os traíras do grupo, denunciados por Cícero Almeida?

Collor não fala sobre o assunto. Deixa que seus correligionários façam à campanha. Ou melhor, selem o cavalo para ele montar 28 dias antes da eleição. Foi assim para senador e foi assim que Elle derrotou Ronaldo Lessa. Será que tudo vai se repetir? Djalma Falcão já me disse que, em política só não viu ainda foi boi voar. O demais tudo é possível. Quem sabe o chapão volte a convocar mais uma reunião para lançar de novo – esta seria a décima vez – a, ao que parece, pálida candidatura de Lessa ao Governo.

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Em defesa de Floriano Peixoto

domingo, março 7th, 2010

Florianópolis, capital de Santa Catarina, é uma homenagem ao alagoano de Ipioca, Marechal Floriano Peixoto. Vez por outra surgem movimentos na capital catarinense em devesa da mudança do nome da capital. Acusam o alagoano de ter sido um “marechal de ferro†responsável pelo fuzilamento de vários catarinenses. Em defesa de Floriano a história conta que, apesar da República ter sido declarada por outro alagoano, marechal Deodoro da Fonseca, foi o Floriano quem consolidou a República. Deodoro era presidente e Floriano vice. Os defensores do Império e anti-repúblicanos reagiram fortemente contra a República. Floriano sucedeu Deodoro e consolidou a República combatendo com “mão de ferro†os vários movimentos contra a recém criada República Brasileira. Nesta luta vários defensores do império tombaram em combate, incluindo forças de Santa Catarina, um dos focos de insubordinação. Portanto é sem razão esse motivo como justificativa para troca do nome da capital catarinense.

Entretanto surge uma nova “motivação†para troca de nome. Acusam Floriano Peixoto de ser do “estado de Collorâ€. Ora, não foi Floriano que nasceu no estado de Collor, uma vez que Collor sequer havia nascido quando Floriano faleceu. Essa acusação não tem cabimento. A descendência da família Collor é do sul do país – Rio Grande do Sul. Fernando Afonso Collor de Mello nasceu no Rio de Janeiro. Politicamente surgiu em Alagoas, onde foi prefeito da capital, deputado, governador, presidente da República e agora senador. Renunciou ao mandato de presidente no momento em que, o Congresso Nacional iniciava o processo da cassação de seu mandato. Rejeitado politicamente em quase todo o país, tem um respeito e admiração muito grande por parte da população mais pobre de Alagoas. Essa mesma parcela da população que lhe concedeu o mandato de Senador da República.

Defender a troca de nome da capital catarinense pelo fato de Floriano Peixoto ter nascido no estado onde um século depois Collor surgiu politicamente, é antes de tudo uma imbecilidade. Um desrespeito à figura histórica do marechal Floriano Peixoto, consolidador da República, primeiro vice-presidente e segundo presidente do Brasil.

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Collor vai conversar com Téo sobre aliança

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) chega a Maceió para conversar com o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Assunto: possibilidades de aliança política. Collor já afirmou não apoiar candidatura de Cícero Almeida (PP) e não esperar mais por uma decisão de Ronaldo Lessa (PDT). Uma aliança com o governador passaria pela indicação do vice. A proposta seria abrir espaço para Arapiraca. Duas sugestões: Célia Rocha (PTB) ou Luciano Barbosa (PMDB). No caso do Luciano, assumiria a prefeitura Rogério Teófilo (PPS), secretário do Governo Téo Vilela e vice-prefeito de Luciano Barbosa. O acordo de aliança passaria também pelo apoio do governador a reeleição do senador Renan Calheiros (PMDB). Apesar do afastamento de Renan, Vilela nunca fechou as portas para a possibilidade de reativar a velha aliança.

A chapa seria constituída por Teotônio governador, Célia ou Luciano vice, e Renan e Benedito de Lira (PP) para as duas vagas no Senado. Sobraria Ronaldo Lessa que marcharia numa chapa com o PT. PT com candidatura própria ao governo (?), com Lessa e Pinto de Luna (PT) para as duas vagas do Senado.

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PTB de Collor e João Lyra centra fogo contra o Governo Lula

domingo, outubro 25th, 2009

Os partidos de oposição ao presidente Lula, resolveram centrar fogo em seu governo. O PTB usou seu horário eleitoral, em rede nacional, no rádio e na televisão para acusar Lula de vetar os 16% de reajuste para os idosos, cedendo apenas 3%, mas, auxiliando financeiramente governos de outros países das Américas do Sul e Central. Denunciou ainda Lula por cobrar o crédito educativo dos estudantes pobres e ajudar financeiramente os banqueiros. Para o PTB Lula é um Robin Hood ás avessas. Enquanto o herói inglês tirava dos ricos para dar aos pobres, o “herói†brasileiro tira dos pobres para dar aos ricos. O PTB não perdoou Lula. Bateu forte. O PTB de Fernando Collor e João Lyra deve se unir ao DEM de José Thomas Nono e o PSDB de Teotonio Vilela Filho, contra a candidatura de Dilma Roussef a presidência da República.

Mas, espera aí. E Collor e Lyra não são aliados de Renan e Lessa em defesa da candidata do PT? E agora como é que fica o chapão em Alagoas? O PMDB nacional prega uma aliança de cima para baixo no sentido de eleger a sucessora de Lula. Mas em Alagoas Collor e João Lyra estão no PTB, partido que nacionalmente faz parte do grupo de oposição a Lula. Como compor em Alagoas o leque de aliança para a candidata do PT? Se a aliança tiver como premissa partidos aliados a nível nacional ao presidente Lula, Collor e João Lyra ficam de fora.

São aliados de Lula, o PMDB e o PDT. Aí teríamos num palanque lulista, Renan Calheiros, Ronaldo Lessa e o pessoal do PT. No palanque de oposição a Lula, teríamos Collor e Lyra (PTB) José Thomas Nono (DEM) Teotonio Vilela (PSDB). Cícero Almeida e Benedito de Lira (PP) acompanham João Lyra e também integrariam o palanque da oposição e optariam por romper com Collor e João Lyra e ficariam com Renan?

A salada política ainda é confusa. O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, nega fazer parte do chapão de Renan, Lessa, João Lyra e Collor e, garante inexistir grupo político adversário de Teotônio Vilela. Afirma que a reunião em Brasília não tratou de formar aliança contra Teotonio Vilela. Para Almeida, o que houve em Brasília foi uma reunião para selar a paz e a harmonia política, por conta de mágoas passadas. “Não estranhem vermos uma aliança entre Teotônio, Renan e Ronaldo Lessa. Esta é a política de Alagoasâ€, declara Cícero Almeida.

Nestas circunstâncias tudo é possível. Numa “União por Alagoas†João Tenório poderia ser suplente de Renan e Benedito de Lira suplente de Ronaldo Lessa com Teotonio Vilela para governador e José Wanderley para vice. Entre gregos e troianos todos sairiam vencedores. Mas, também pode haver divisões: Lessa governador, Renan senador. No outro palanque, Teotonio governador e Benedito de Lira Senador. E ainda uma terceira candidatura com, Collor governador e Célia Rocha para o Senado.

Se formos conciliar Alagoas com o leque de partidos aliados a Lula a nível nacional, teríamos: Lessa governador e Renan senador. Na oposição a Lula, Teotonio governador com os apoios de Collor e Lira do PTB, José Thomas Nono do DEM. Almeida e João Lira tanto poderiam pender para o leque dos aliados a Lula como no bloco dos contrários.

É um verdadeiro samba do crioulo doido. Duvido que, a aliança nacional dos partidos em prol de Lula, influenciem as alianças em Alagoas. Do lado de cá, cada um quer se eleger, ou reeleger. A aliança boa para Renan é aquela que, garanta sua reeleição sem susto. Com tranqüilidade. Para Teotonio não é diferente. Ele também quer se reeleger. A partir desse princípio ninguém é de ninguém. Razão tem o prefeito de Maceió, Cícero Almeida: ninguém duvide de uma aliança entre Teotonio, Renan, Lessa, João Lyra, etc.

O PMDB, apesar das bravatas do senador Renan Calheiros e alguns de seus aliados, nunca se afastou oficialmente do governador Teotônio Vilela. Permanece o partido fazendo parte do governo na pessoa do médico José Wanderley Neto, de forte influencia nas decisões de governo.

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